FISIOLOGIA DA ALMA
Ramatís
CAPÍTULO 20
Considerações sobre a origem do câncer
PERGUNTA: – Podeis dizer-nos se o câncer é uma enfermi¬dade proveniente do meio planetário que habitamos?
RAMATÍS: – Já vos dissemos anteriormente que o corpo físico é o prolongamento do próprio perispírito atuando na matéria; podeis mesmo compará-lo a um vasto mata-borrão capaz de absorver todo o conteúdo tóxico produzido durante os desequilíbrios mentais e os desregramentos emotivos da alma. Qualquer desarmonia ou dano físico do corpo carnal deve, por isso, ser examinado ou estudado tendo em vista o todo do indivíduo, ou seja o seu conjunto psicofísico. O corpo humano, além de suas atividades propriamente fisiológicas, está em relação com uma vida oculta, espiritual, que se elabo¬ra primeiramente no seu mundo subjetivo, para depois, então, manifestar-se no mundo físico.
O espírito é uno em sua essência imortal, mas a sua manifes¬tação se processa em três fases distintas; ele pensa, sente e age. Em qualquer aspecto sob o qual for analisado, ou em qualquer umna de suas ações, deve ser considerado sob essa revelação trí¬plice, que abrange o pensamento, o sentimento e a ação. E para maior êxito no verdadeiro conhecimento do homem, é convenien¬te saber-se que ele é também a mesma unidade quando mani¬festa as suas atividades morais, intelectuais, sociais e religiosas. Deste modo, quer na enfermidade ou na saúde, não há separação entre o pensamento, a emoção e a ação do homem; em qualquer acontecimento de sua vida, há de sempre revelar-se numa só consciência, num só todo psíquico e físico, numa só memória forjada no simbolismo do tempo e do espaço.
Em conseqüência, como o espírito e o corpo não podem ser estudados separadamente, quer na saúde, quer na doença, é óbvio que também no caso do câncer e do seu tratamento específico é muito importante e sensato identificar-se antes o tipo psíquico do doente e, em seguida, considerar-se então a espécie de doença. Embora certa porcentagem de incidência do câncer seja oriunda do choque ocorrido entre as forças ocultas que descem do plano superior e as energias astrais criadoras dos diversos reinos da vida física, a sua manifestação mórbida no homem é proveniente da toxicidade fluídica que ainda circula no perispírito e que foi acu¬mulada pelos desatinos mentais e emotivos ocorridos nas várias encarnações pretéritas.
Esse morbo fluídico “desce”, depois, do perispírito para concentrar-se num órgão ou sistema orgânico físico, passando a perturbar a harmonia funcional da rede eletrônica de susten¬tação atômica e alienando o trabalho de crescimento e coesão das células.
Embora cada corpo físico seja o produto específico dos ascendentes biológicos herdados de certa linhagem carnal humana, ele sempre revela no cenário do mundo físico o aspec¬to interior da própria alma que o comanda. Mesmo conside¬rando-se as tendências hereditárias, que disciplinam as carac¬terísticas físicas das criaturas, há também que se reconhecer a força dos princípios espirituais que podem dirigir e modificar o corpo de carne. Cada organismo físico reage de acordo com a natureza íntima de cada alma encarnada, e de modo diferente entre os diversos homens; e isto ocorre tanto na saúde como na enfermidade.
Assim, variam as reações e a gravidade de um mesmo tipo de tumor canceroso em diferentes indivíduos, porque a sua maior ou menor influência, além da resistência biológica, tam¬bém fica subordinada à natureza psíquica, emotiva e mesmo psicológica do enfermo.
PERGUNTA: – Então devemos considerar que o câncer é uma doença espiritual, uma vez que provém dos deslizes psíquicos cometidos pelo homem no passado?
RAMATÍS: – É na intimidade oculta da alma que realmen-te tem início qualquer impacto mórbido, que depois perturba o ritmo e a coesão das células na organização de carne.
É por isso que também se distinguem a natureza, a freqüên¬cia e a qualidade das suas energias, tanto quanto elas agem mais profundamente no seio do espírito humano. Assim, a força mental sutilíssima que modela o pensamento é muitíssimo supe¬rior à energia astral, mais densa, que manifesta o sentimento ou a emoção, da mesma forma que, na matéria, o médico também reconhece que a força nervosa do homem é superior à sua força muscular. Eis por que, durante a enfermidade, seja uma simples gastralgia ou o temido câncer, o raciocínio, a emoção e a resistên¬cia psíquica de cada doente apresentam consideráveis diferenças e variam nas reações entre si. Enquanto o homem predominan¬temente espiritual e de raciocínio mais apurado pode encarar o seu sofrimento sob alguma cogitação filosófica confortadora ou aceita-lo como justificado pelo objetivo de sua maior sensibili¬zação, a criatura exclusivamente emotiva é quase sempre uma infeliz desarvorada, que materializa a dor sob o desespero incon¬trolável, por causa de sua alta tensão psíquica.
O certo é que as energias sutilíssimas, que atuam no mundo oculto da criatura humana e se constituem na mara¬vilhosa rede magnética de sustentação do edifício atômico de carne, só podem manter-se coesas e proporcionar tranqüila pulsação de vida desde que também permaneça o equilíbrio harmonioso do espírito. Só então a saúde física é um estado de magnífico ajuste orgânico; o ser não sente nem ouve o seu pulsar de vida, porque o seu ritmo é suave e cadenciado pelo mais leve arfar de todas as peças e funções orgânicas. Manifes¬tando-se admiravelmente compensadas em todo o seu meta-bolismo, elas não perturbam a consciência em vigília, porque não provocam o desânimo, a inquietação ou a angústia, que se geram durante a desarmonia do espírito.
O animal selvagem ou o bugre (indígena) puro, da floresta, embora sejam de vida rudimentar, são portadores de organismos bem dispostos, como preciosas máquinas estrutura das de carne a funcionarem tão ajustadas como se fossem valiosos cronôme¬tros de precisão. Sem dúvida, isso acontece porque vivem dis¬tantes das inquietações mentais dos civilizados, não lhes ocor¬rendo quaisquer distúrbios psíquicos que possam alterar-lhes a harmonia das forças eletrônicas responsáveis pela coesão molecular da carne.
Não desconhecemos a existência de certas doenças capa¬zes de afetar os seres primitivos e que não se produzem por quaisquer ações ou emoções desatinadas; mas insistimos em vos lembrar que é justamente entre os civilizados, como seres pensantes em essência, que a enfermidade grassa cada vez mais insidiosa. É notório que os selvagens sadios enfermam com facilidade logo que entram em contato com as metrópoles e passam a adotar os seus vícios e capciosidades mais comuns.
O câncer, que tanto se manifesta na forma de tumores como desvitalizando o sistema linfático, nervoso, ósseo ou sangüíneo, não deve ser considerado apenas como um sintoma isolado do organismo, pois a sua maior ou menor virulência mantém estreita relação com o tipo psíquico do doente. O morbo cance¬rígeno avulta pelos desatinos mentais e emotivos, que abalam o campo bioelétrico animal e lesam o sistema vital de defesa, para depois situar-se num órgão ou sistema orgânico mais vul¬nerável do corpo carnal. Em conseqüência, a “causa remota” patológica, do câncer, deve ser procurada consciensiosamente no campo original do espírito e na base de suas atividades mentais e emotivas. Não se trata de acontecimento mórbido da exclusividade de qualquer dependência orgânica, que se produ¬za sem o conhecimento subjetivo do todo-indivíduo.
PERGUNTA: – Como poderíamos entender melhor essa manifestação mórbida do câncer “desde o campo original do espírito “?
RAMATÍS: – O espírito é O comandante exclusivo e o responsável pela harmonia e funcionamento de todo o cosmo de células que constituem o seu corpo de carne, o qual não tem vida à parte ou independente da vontade do seu dono. Mesmo o senso instintivo que regula as diversas atividades orgânicas do corpo físico, e que se presume funcionando sem o conhecimen¬to direto da alma, tal como o fenômeno de nutrir-se, andar e respirar, não é acontecimento autômato, pois a sua harmonia e êxito de ação controladora ainda dependem do melhor contato do espírito com a carne. O sistema respiratório, o estômago, o intestino ou o próprio coração também podem alterar-se sob a menor emoção ou mudança de pensamento pois, embora sejam órgãos fora do alcance de nossa vontade, são perturbados no seu automatismo quando submetidos a demasiada insistência de nosso temor, angústia, irascibilidade ou melancolia.
É do conhecimento popular que a alegria aumenta o aflu¬xo da bílis no fígado, a cólera o paralisa e a tristeza o reduz.
Os médicos afirmam que se produzem inúmeras modificações e reações na vesícula biliar à simples variação do nosso pensar e sentir. E essas alterações, como já lembramos anteriormente, ocorrem mais comumente na região hepática, porque o corpo astral, que é o’ responsável pela manifestação das emoções do espírito, encontra-se ligado ao de carne justamente no plexo solar, mais conhecido por plexo abdominal na terminologia médica, e o principal controlador dos fenômenos digestivos. Também acontece ali se ligarem os nervos simpático e paras¬simpático, com importantes funções nessa zona; o primeiro tem por função acelerar o trabalho dos órgãos digestivos e regular a vertência da bílis, na vesícula, enquanto o segundo retarda todos os seus movimentos fisiológicos.
Inúmeros fenômenos que ocorrem no corpo físico comprovam a intervenção do pensamento produzido pela mente humana, que atua através do sistema nervoso e repercute pelo sistema glandu¬lar, facilmente afetável pelas nossas emoções. O medo, a vergonha, a raiva ou a timidez causam modificações na circulação cutânea e produzem a palidez ou vermelhidão do rosto. Sob as descargas de adrenalina e demais alterações dos hormônios, sucos gástricos e mudanças nos centros térmicos, às pupilas se contraem e se dilatam, assim como os vasos capilares. Muitas enfermidades pró¬prias da região abdominal, como as do estômago, do intestino ou do pâncreas, originam-se exatamente das perturbações nervosas decorrentes do descontrole mental e emotivo.
Desde que o corpo físico é constituído por células em inces¬sante associação com as mais variadas e inúmeras coletividades microbianas, que vivem imersas nos líquidos hormonais, sucos, fluidos, e noutras substâncias químicas produzidas pelos órgãos mais evoluídos, é evidente que a coesão, a harmonia e a afinida¬de de trabalho entre essas forças vivas assombrosas, do mundo microscópico, também dependem fundamentalmente do estado mental e da emotividade do espírito. Este é o verdadeiro responsá¬vel pelo equilíbrio eletrônico da rede atômica e pelas relações do mundo oculto com o mundo exterior da matéria. A saúde, pois, assim como a doença, vem de “dentro para fora” e de “cima para baixo”, conforme já o definiram com muita inteligência os homeo-patas, porque a harmonia da carne depende sempre do estado de equilíbrio e da harmonia do próprio espírito encarnado.
Já explicamos que a força mental comanda a força nervo¬sa e esta é que então repercute no organismo muscular, para depois efetuar as modificações favoráveis ou intervir desordena¬damente, lesando a estrutura dos órgãos ou sistema orgânico. A doença, pois, em vez de ser uma desarmonia específica de determinado órgão ou sistema de órgãos, é o produto de uma desordem funcional que afeta toda a estrutura orgânica; é um estado mórbido que o próprio espírito faz refletir perturbadora-mente em todos os seus campos de forças vivas e planos de sua manifestação. Já dissemos que a irregularidade no campo men¬tal também produz suas toxinas específicas mentais, as quais repercutem pelo corpo astral e carbonizam as forças astralinas inferiores. Então processa-se o gradativo abaixamento vibrató¬rio do conteúdo tóxico psíquico, que se encorpa e se adensa, fluindo para a carne e constituindo-se no morbo que se situa, depois, em qualquer órgão ou sistema do corpo físico, para pro¬duzir a indesejável condição enfermiça.
Assim é que a manifestação mórbida que provoca a doen¬ça no organismo humano principia pela perturbação do espí¬rito “desde o seu campo original” de ação espiritual, e depois “baixa” gradativamente através dos vários planos intermediá¬rios do mundo oculto.
PERGUNTA: – Diante de vossas considerações, deduzi-mos que o câncer também pode provir de várias origens dife¬rentes entre si. Estamos certos?
RAMATÍS: – O câncer, no homem, não fornece a possibi-lidade de se identificar, no momento, um agente infeccioso pro¬priamente físico e passível de ser classificado pelos laboratórios do mundo, assim como se descobriram pelo microscópio os bacilos de Koch, Hansen, Kleber ou o espiroqueta de Shaudin. Não se trata de um microrganismo de fácil identificação pela terminologia acadêmica, pois é um bacilo psíquico, só identifi¬cável, por enquanto, no mundo astral, e que se nutre morbida¬mente da energia subvertida de um dos próprios elementais primários, criadores da vida física. Esse elemental primitivo e base da coesão das células da estruturação do mundo material, torna-se virulento e inverte os pólos de sua ação criadora para destruidora, assim que é irritado em sua natureza e manifesta¬ção normal, o que pode acontecer tanto pelo choque de outras forças que fecundam a vida, que operam na intimidade da cria¬ção, como pela intervenção violenta, desarmônica e deletéria por parte da mente e da emoção humana.
É certo que alguns tipos de animais e aves, como o coelho, o camundongo, o sapo, o marreco, a rã, a galinha e o peru, podem acusar a transmissibilidade e contaminação do câncer, atestando, pois, a existência de um vírus ou agente infeccioso quando são inoculados pelo filtrado ativo de tecido canceroso e cujas células tenham ficado retidas no filtro. Mas essa expe¬riência já não serve de paradigma para se verificar o câncer no homem, que é um ser mais complexo e evolvido que o animal, revelando também uma vida psíquica superior. Mas, como no fundo de qualquer câncer permanece dominando morbidamen¬te uma energia primária criadora, que foi perturbada, capaz de alimentar o vírus de natureza predominante astral ou psíquica, no animal ela sofre essa alteração para pior, em um nível mag¬nético mais denso, mais periférico no campo das forças instinti¬vas. Deste modo, o vírus astral cancerígeno, que se nutre dela, manifesta-se então mais à superfície da matéria no réptil, no animal, na ave e mesmo na vegetação, com possibilidade de ser entrevisto no futuro, assim que a Ciência conhecer o microscó¬pico “eletro-etéreo”.
Como essa alteração da energia primária criadora, no homem, que é criatura mais evolvida, processa-se no seu campo mental e emotivo mais profundo, o vírus astral não adquire o encorpamento necessário para ser pressentido à luz do laboratório físico ou conjeturado em qualquer outra expe¬riência de ordem material.
Desejamos esclarecer-vos – embora lutemos com a falta de vocábulos adequados – que na vegetação, nas aves, nos répteis ou nos animais, o vírus do câncer ainda é passível de ser auscultado pelo aparelhamento material, porque a ener¬gia criadora, subvertida o fecunda na freqüência mais baixa, num campo biomagnético mais denso e inferior, enquanto que no homem o mesmo fenômeno se processa em nível superior mental e emotivo, o que torna inacessível a sua auscultação no aparelhamento físico. Em ambos os casos, esse elemental pri¬mário perturbado durante a simbiose das energias criadoras ou pela intervenção nefasta da mente ou da emoção humana, atua depois desordenadamente no encadeamento normal das células físicas, originando o câncer tão temido.
PERGUNTA: – Como poderíamos entender melhor esse choque de forças criadoras que perturbam o elemental primário, dando ensejo ao câncer nos animais, ou então produ¬zindo-o no homem pela irritação mental e emotiva?
RAMATÍS: – Trata-se de uma das energias primárias fecun¬dantes da própria vida física e que, ao ser desviada de sua ação específica criadora, converte-se num fluido morboso que circula pelo perispírito ou nele adere na forma de manchas, nódoas ou excrescências de aspecto lodoso. Transforma-se num miasma de natureza agressiva, assediando ocultamente o homem e minan¬do-lhe a aglutinação normal das células físicas. A sua vida astral mórbida e intensamente destrutiva, numa’ perfeita antítese de sua antiga ação criadora, escapa à intervenção propriamente física procedida de “fora para dentro”; daí, pois, o motivo por que é imune à radioterapia, cirurgia ou quimioterapia do mundo material, permanecendo ativa, como um lençol compacto de vírus interferindo na circulação astral do perispírito, capaz de produzir as recidivas como a proliferação dos neoplasmas malig¬nos nos tecidos adjacentes aos operados ou cauterizados.
Se a Medicina pudesse estabelecer uma patogenia psicoas¬tral e classificar minuciosamente todas as expressões de vida e forças que se manifestam no mundo astralino microcósmico e interpenetram toda a estrutura atômica do globo terráqueo, nutrindo os reinos vegetal, mineral e animal, é certo que tam¬bém poderia identificar esse elemento primário e criador que, ao ser irritado por forças adversas em eclosão, ou pela mente humana, perturba a base eletrônica das células construtoras do organismo físico. Quando é violentado no campo de forças mais densas, que caldeiam as configurações vivas mais grossei¬ras, origina os efeitos cancerosos que atingem os vegetais, as aves, os insetos, os répteis e os animais; porém, se é atingido por alterações energéticas mais profundas, produzidas pelas forças mental e emotiva, então produz o câncer no homem.
Sendo uma das energias que participam da extensa cadeia de forças vivas ocultas e criadoras das forças do mundo físico, é semelhante ao alicerce de pedras que, embora permaneça oculto no solo pantanoso ou no terreno rochoso, garante a esta¬bilidade do arranha-céu. No entanto, desde que esse alicerce arruine-se pela infiltração de umidade, por alguma deficiência na liga da argamassa, ou por qualquer erosão do solo, é eviden¬te que todo o edifício sofrerá na sua verticalidade e segurança, porquanto a sua garantia e base sólida transformam-se num elemento perigoso para a sustentação arquitetônica. O mesmo ocorre com o elemental primário oculto, que pro¬voca o câncer, o qual é também um dos alicerces sustentadores do edifício atômico das formas vivas do mundo físico, desde que não seja subvertido por qualquer intervenção perturbadora. Se o desviam de sua ação criadora ou o irritam pelo uso delituoso, ele se transforma numa energia prejudicial às mesmas coisas e seres a que antes servia de modo benfeitor. Revela-se, pois, uma força nociva e destruidora quando o convocam do seu mundo oculto para fins contrários à sua energética normal.
PERGUNTA: – A fim de podermos perceber melhor qual a ação exata dessa energia, que tanto sustenta a vida física como também pode perturbá-la causando o câncer, poderíeis dar-nos algum exemplo comparativo com qualquer outra energia conhecida em nosso mundo?
RAMATÍS: – Cremos que a natureza e a ação da eletrici-dade poderiam ajudar-vos a compreender melhor a natureza e a ação desse elemental primário que, ao ser irritado, produz o terreno mórbido para o câncer. A eletricidade é uma energia pacífica no mundo oculto, e integrante de todos os interstícios de toda vida planetária e, também, só se manifesta à periferia da matéria, depois de excitada ou irritada, quer seja pelo atrito mecânico e irritação das escovas de metal sobre o dorso dos dínamos em movimento, quer pela simples fricção entre dois panos de lã. A energia elétrica, pois, encontra-se também em estado latente no seu mundo natural, na forma de um elemen¬tal primário, atendendo a certa necessidade da vida física. Mas, assim que a irritam, baixa em sua vibração normal e passa a agir vigorosa e intempestivamente na superfície material.
O homem, através da máquina elétrica, produz a eletricida¬de pela fricção desse elemental energético e natural do mundo astral, porém interpenetrante em toda a vida física. É evidente, pois, que a energia elétrica existe tanto no dínamo como em suas escovas de metal, mas a sua revelação só se faz pela fric¬ção, que o homem consegue controlar habilmente. Quando o relâmpago risca o céu e o raio fende o espaço carbonizando a atmosfera, partindo árvores ou fundindo objetos na sua atração para o solo, ainda nesse caso é a mesma energia primária que se transforma em eletricidade, materializando-se por efeito do atrito ou da “irritação” produzida pelos choques das nuvens.
Segue………………no livro.