Evagelho no Lar – Como fazer!!!

O que é, como fazer e seus benefícios – pesquisa e texto de Maísa Intelisano.

1. O que é o Evangelho no Lar?

Reunião familiar periódica para o estudo sistemático, regular e orientado dos ensinos de Jesus, independentemente de se tratar de família espírita, católica, protestante, evangélica, etc.

2. Qual a frequência ideal?
Recomenda-se fazer o Evangelho no Lar pelo menos uma vez por semana, sempre no mesmo dia e horário, com duração MÁXIMA de 30 min. A escolha do dia e horário deve ser feita tendo por base a disponibilidade dos participantes e do próprio movimento e rotina da casa.

3. Por que sempre o mesmo dia e horário?
Para que a prática se torne um compromisso agendado, de forma que todos possam se habituar com ele. Esse agendamento também permite que o Plano Espiritual Superior se agende para comparecer a essa reunião, dando assistência, orientação e suporte para o grupo familiar durante a sua realização.

3. Por que a duração não deve ultrapassar os 30 mim?
Para que a reunião não se torne cansativa, especialmente em lares onde residam crianças e adolescentes. Não é a duração que determinada a eficácia da reunião, mas a seriedade e dedicação com que ela é encarada e realizada. Uma reunião muito longa poderia gerar o efeito contrário ao desejado, provocando enfado, monotonia e
mesmo aversão aos assuntos espirituais.

4. Quais são as etapas de um Evangelho no Lar?
Basicamente, prece de abertura, leitura, comentários, vibrações e prece de encerramento.
Sugerimos essa sequência por nos parecer a mais lógica e eficaz. Entretanto, adaptações podem ser feitas de acordo com as particularidades de cada lar.

5. O que é a prece de abertura?
Prece simples e breve, dita espontaneamente, que tem a finalidade de saudar o Plano Espiritual Superior, pedindo a sua assistência durante a reunião, bem como colocar os participantes em condições de melhor absorverem os ensinamentos a serem estudados. Sugerimos que essa prece seja feita sempre por um participante diferente a cada semana, dando oportunidade a todos de participar e de se colocar. (Antônio: No site tem as preces, seria bom iniciar com a prece de Cáritas e encerrar com a prece Ismael).

6. Como é feita a leitura? Que livro deve ser lido?
O livro mais utilizado pelos espíritas é O Evangelho Segundo o Espiritismo, por conter o ensinos morais de Jesus interpretados à luz da Doutrina Espírita. No entanto, outros livros podem ser usados, mesmo que não sejam espíritas, desde que tenham conteúdo elevado, tragam uma mensagem positiva de esperança, amor e paz. Para que haja um melhor aproveitamento dos estudos, recomenda-se que as páginas sejam lidas em voz alta por um participante, em trechos curtos a cada reunião, sempre na seqüência, a fim de que se possa esgotar tudo o que pode ser abordado a cada trecho, facilitando a fixação dos ensinamentos.

7. Como se fazem os comentários?
Após a leitura, que também deve ser feita por um participante diferente a cada semana, todos comentam o que entenderam do trecho lido, tentando trazer para o seu cotidiano e para a atualidade essa compreensão. Fala um participante de cada vez, de forma que todos tenham a oportunidade de se expressar e de colocar seus
conhecimentos.
É importante ter em mente que os ensinos espirituais em geral dizem respeito diretamente à nossa vida diária e às nossas mais corriqueiras ações. Portanto, de nada valeria estudarmos o Evangelho ou qualquer outro livro espiritualista se não pudéssemos aplicá-lo em nosso dia a dia. Assim, é importante que seja feita uma conexão entre o que se leu, os comentários e a nossa rotina.
Aqui podem também ser feitos comentários relativos às experiências vividas pelos participantes durante a semana que passou e que se relacionam de alguma forma com a(s) lição(ões) estudadas na reunião anterior.

8. O que são as vibrações?

São emanações energéticas de amor, paz e esperança, emitidas por nós, através do pensamento e da vontade, para um alvo e um objetivo definido. Essas emanações nascem no nosso espírito e liberam de nosso corpo e de nosso perispírito energias vitais sutis que são recolhidas pelo Plano Espiritual Superior e são levadas para os alvos e objetivos escolhidos, bem como para outros locais onde os Mentores acharem por bem distribui-las.
Para se garantir uma melhor concentração e sintonia de todo o grupo, é aconselhável que um dos participantes conduza as vibrações, nominando, pausadamente, em voz alta, os alvos a serem atingidos pelas emanações do grupo. Pode-se dirigir a vibração para um foco genérico ou específico, dependendo das intenções e das necessidades dos participantes. Entre um alvo e outro dá-se uma pausa para que os participantes tenham tempo de se concentrar em cada um adequadamente.
Assim, por exemplo, pode-se vibrar genericamente:
- pela paz universal e pela paz em nosso planeta
- pela fraternidade entre os povos e pelo entendimento entre as nações.
- pelos dirigentes e governantes
- pelo nosso país, seu povo e seus governantes
- pelos doentes do corpo e do espírito
- pelos presidiários
- pela infância e juventude
- pelas casas de oração e caridade
- pelos idosos
- por todos os lares da Terra
- pelos lares nossos vizinhos
- pelo nosso lar e por nós mesmos e a nossa família
Mas pode-se também focar alvos específicos e particulares de cada grupo familiar, conforme a necessidade de cada um. Assim, pode-se vibrar por pessoas conhecidas doentes, desencarnadas, passando por dificuldades, que vão passar por uma grande prova, que tenham uma importante decisão por tomar, etc.
É interessante notar que as vibrações não precisam ser dirigidas somente aos necessitados e podem também ser feitas por pessoas que estejam bem, apenas para reforçar e manter o seu bom ânimo e astral.
Dessa forma, pode-se vibrar por alguém que esteja aniversariando, em gestação ou recém-nascido, que esteja por se casar, mudar ou receber uma promoção, etc.
Devemos apenas nos lembrar que as vibrações são apenas emanações de amor e não devem se transformar em peditórios injustificáveis.
Nomina-se a pessoa a ser beneficiada e o Plano Espiritual Superior se encarrega de decidir o que a pessoa mais precisa ou melhor vai aproveitar.
Aqui também o que vale não é a duração das vibrações ou o comprimento da lista de alvos, mas as intenções com que são feitas as vibrações. Deve-se, portanto, evitar fazer vibrações muito longas e complexas para não cansar os outros participantes e provocar o enfado ou até mesmo o sono de alguns deles.

9. Como é a prece de encerramento?
Após terminadas as vibrações, um dos participantes agradece pelo bom desenrolar da reunião, pela assistência dos Mentores, pelas inspirações e lições daquele dia, pedindo que elas possam ser gravadas no espírito de cada um para serem aplicadas no dia a dia durante a semana que seguirá até a próxima reunião.

10. O que mais se pode fazer durante um Evangelho no Lar?
Pode-se utilizar música suave e baixa de qualquer tipo para acalmar o ambiente e os participantes.
Pode-se também colocar uma jarra ou garrafa de água no local da reunião, pedindo durante as vibrações para que seja fluidificada pelos Mentores, a fim de ser utilizada pela família durante a semana. Essa água pode, após o término da reunião, ser misturada a um volume maior de água (filtro, galão, bebedouro, etc) para que todo esse volume fique fluidificado e beneficie o maior número possível de pessoas.

11. O que NÃO é um Evangelho no Lar?

O Evangelho no Lar tem por finalidade principal promover a reunião familiar para conversa, aproveitando o ensejo para estudar as lições espirituais. Portanto, o Evangelho no Lar não deve ser confundido ou transformado em:
- reunião mediúnica: a finalidade da reunião não é dar passagem a entidades desencarnadas de qualquer nível. Se há médiuns na família, os mesmos devem ser orientados a procurar uma casa espírita idônea a fim de estudar e treinar suas capacidades mediúnicas, para que não sejam vítimas de entidades menos esclarecidas que só perturbariam o lar, a família e o ambiente.
- Sessão espírita: a reunião não deve servir para passes, benzeduras ou qualquer outra coisa do tipo. Também essas atividades devem ser realizadas em casa idônea, onde há proteção espiritual e os ambientes são especialmente preparados para fazê-las.
- Sessão de psicoterapia em grupo: O Evangelho no Lar é uma oportunidade para que a família esqueça os problemas e as dificuldades do dia a dia, dedicando-se ao estudo das coisas espirituais de modo a poder melhor lidar com a vida e as pessoas. Assim, nada de querer discorrer sobre traumas, pesadelos, medos e angústias, citar nome de pessoas conhecidas ausentes, criticando sua conduta ou modo de pensar, falar de episódios passados, etc. A reunião deve ser fraterna e amorosa, para que, sob a influência de um ambiente iluminado, todos possam se harmonizar e superar dificuldades.
- Sessão “lavagem de roupa suja”: nada de querer colocar em pratos limpos alguma situação mal resolvida. Essa não é a finalidade da reunião. Se há alguma desavença, que ela seja esquecida momentaneamente, para que, com a inspiração das lições estudadas, tudo possa ser resolvido com mais calma depois de terminado o Evangelho no Lar.

Perguntas mais freqüentes sobre Evangelho no Lar:

a) Se eu tiver um compromisso no dia e horário da reunião, posso adiá-la para mais tarde ou para o dia seguinte?
De preferência, não, pelos motivos explicados acima. Toda uma preparação espiritual será feita sempre no mesmo dia e horário, para que a família possa aproveitar o máximo possível daqueles momentos.
Se deixamos de realizar a reunião no dia e horário combinados com os Mentores e familiares, esta preparação será perdida e o Plano Espiritual Superior poderá não estar à disposição algumas horas mais tarde ou no dia seguinte.
Claro que em situações incontornáveis, o adiamento será compreensível, mas ainda assim há como se resolver o impasse, como veremos mais adiante.

b) O que faço se o telefone ou a campainha tocarem durante a reunião?
Os telefones devem, de preferência, ser desligados. Não há nada tão urgente que não possa esperar 30 min para ser resolvido. Caso se esteja esperando uma ligação particularmente importante, o mais aconselhável é que se avise a pessoa para ligar antes ou depois do horário da reunião.
O caso da campainha é um pouco mais delicado. Caso seja pessoa conhecida, convida-se para participar da reunião, explicando brevemente do que se trata, caso ela não saiba. Caso não seja conhecida pede-se para voltar dali a 30 min. Tudo isso deve ser feito sem exasperação, sem nervosismo, sem agitação, para que o ambiente não seja perturbado pelas nossas vibrações mais pesadas.

c) Moro sozinho ou minha família toda esta viajando no dia da reunião? Posso fazê-la sozinho?

Sim, claro que sim. O preparo espiritual acontecerá da mesma forma e o aproveitamento é o mesmo, inclusive pelos familiares que estiverem viajando, pois eles receberão à distância as energias da reunião e das vibrações. Eles podem, inclusive, fazer o Evangelho onde estiverem no mesmo dia e horário que você, e o Plano Espiritual
Superior se encarregará de ligar vocês energeticamente.
Importante lembrar que, mesmo estando sozinho, toda a reunião deve ser feita em voz alta para que entidades menos esclarecidas que ainda não têm o domínio da telepatia e que estejam sendo trazidas pelos Mentores para serem ajudadas, também possam participar das lições.

d) Mas se entidades menos esclarecidas estão participando, não corro risco de ser prejudicado por elas?
Não! Se a reunião estiver sendo feita com amor, com fé e com respeito, os Mentores do lar e da família estarão garantindo a segurança de todos e ainda estarão aproveitando a reunião como posto avançado de socorro espiritual, para entidades sofredoras que estejam precisando de uma assistência mais objetiva e rápida. Isso é maravilhoso, pois nossa casa pode se transformar num grande farol espiritual, destinada a servir de asilo e socorro a irmãos carentes,
sendo, ao mesmo tempo, beneficiada com isso pela proteção energética extra para o lar e a família.

e) Qual o melhor lugar da casa para se fazer o Evangelho no Lar?
Aquele em que os participantes se sentirem mais confortáveis e mais à vontade. Pode ser a sala de estar, um quarto, a mesa da cozinha ou até o banheiro quando se está sozinho ou não se tem a simpatia de todos para a nossa prática espiritual. Se houver disponibilidade, pode-se até fazê-lo no quintal, na varanda, no jardim, Em caso de viagem, pode-se também fazê-lo na casa de praia ou de campo, no quarto de hotel, no avião (mentalmente, é claro), etc.

f) Quem não for da família ou não residir naquele lar, pode participar regularmente da reunião?

Por que não? Claro que sim. Todos seriam beneficiados: a família que reside naquele lar e a família do visitante. Não nos esqueçamos que a essência do Evangelho é a caridade. E que caridade maior pode haver que se estudar o Evangelho com um irmão?

g) Meus filhos são muito agitados e não ficam parados durante a reunião? O que fazer? Posso dispensá-los de participar?
Crianças são energia pura. É até injusto exigir que fiquem paradas durante 30 min, ouvindo coisas que elas não compreendem bem ou por que não se interessem por enquanto.
O ideal é ter um dia e horário para fazer o Evangelho no Lar especialmente para elas para que também tenham a oportunidade de tomar o gosto pela reunião familiar fraterna, bem como de absorver os conceitos evangélicos que se gravam muito mais facilmente na mente infantil, ainda moldável e acessível.
Nada de brigar com elas, repreendê-las ou querer que fiquem completamente mudas. Não nos esqueçamos que crianças são espíritos e, como tais, podem ter vivido muito mais experiências que os adultos em suas outras encarnações. Quando elas quiserem participar mais ativamente da reunião ou dos comentários, ouçamos o que elas têm a dizer. Muitas vezes somos surpreendidos por sua lucidez e clareza espiritual.

h) Meu marido, minha mulher, meu sogro, minha filha, não quer participar do Evangelho no Lar? Devo obrigá-lo(s)?

De forma nenhuma. A participação deve ser espontânea e natural, para que a pessoa não erga barreiras mentais e espirituais contra o Evangelho, apenas por estar contrariada sendo obrigada a fazer o que não quer.
A reunião deve acontecer indenpendetemente da participação desta(s) pessoa(s), num lugar onde ela(s) não seja(m) incomodadas, de forma a não se criarem atritos desnecessários. Vamos nos lembrar que o Evangelho não se impõe, assim como a fé também não. Esse é um sentimento pessoal íntimo que deve nascer da própria criatura, de sua necessidade de compreender algo mais sobre si mesma, sobre a vida e sobre o universo.

i) Caso não seja mais possível realizar a reunião no dia e horário escolhidos, devo parar de fazê-la?

Claro que não. Basta mudá-la para um outro dia e horário fixos e comunicar a família e os Mentores, citando isso em voz alta durante a reunião. Eles provavelmente já saberão de nossas intenções, muito antes de as comunicarmos, mas não custa nada demonstrar respeito por eles e fazer esse aviso.

j) Posso usar orações conhecidas na abertura e no encerramento?

Sim, desde que todos entendam completamente o que está sendo dito durante a oração. Uma sugestão seria estudar a própria oração na leitura e comentários de uma reunião antes de passar a usá-la regularmente.
Quanto mais entendemos o que estamos dizendo quando oramos, melhores são os efeitos da oração em nós. E isso vale, inclusive, para o Pai Nosso e a Ave Maria, preces que, muitas vezes, recitamos de forma decorada, sem refletirmos no que está sendo dito.

Que tal estudarmos essas orações em nosso Evangelho no Lar?

l) O Evangelho no Lar substitui as práticas espirituais individuais e pessoais?
Não Todos devemos ter o hábito de orar e fazer nossas práticas particularmente sempre que possível, criando o hábito da ligação com o nosso Mentor e com os Mentores da família, do lar, do centro que freqüentamos, do grupo em que trabalhamos, etc. A oração pessoal é um diálogo íntimo entre nós e Deus ou seus representantes e demonstra respeito, fé e confiança neles.

m) O Evangelho no Lar substitui o trabalho nas instituições espíritas/espiritualistas e assistenciais?
Não. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O Evangelho no Lar é para sustentação e orientação do lar e da família, e independe de outros trabalhos que façamos.
Uma coisa é a nossa vida familiar, outra é a nossa vida em sociedade. Devemos cuidar de ambas, de forma particular, com o mesmo esmero, não misturando os assuntos de uma com a outra.

n) O trabalho mediúnico ou espiritual substitui o Evangelho no Lar?
Não, pelos mesmos motivos explicados acima.

o) O Evangelho no Lar substitui o passe ou a assistência espiritual?
Não. A assistência espiritual e o passe devem ser tomados, independentemente do Evangelho no Lar, pois têm finalidade específica e, geralmente, servem para cuidar de um problema passageiro.

Obs: Pense nesta idéia, talvez seja aíi o começo da harmonia no lar.

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