Abaixo algumas informações sobre o tema desobsessão colhidos em diversos livros espíritas:
- Desobsessão, em sentido amplo, é o processo de regeneração da Humanidade. É o ser humano desvinculando-se do passado sombrio e vencendo a si mesmo. Em sentido restrito, é o tratamento das obsessões, orientado pela Doutrina Espírita.
Em qualquer sentido, representa (…) o processo de libertação, tanto para o algoz [obsessor] quanto para sua vítima [obsidiado].
Deve ser entendida, ainda, como (…) remédio moral específico, arejando os caminhos mentais em que nos cabe agir, imunizando-nos contra os perigos da alienação e estabelecendo vantagens ocultas em nós, para nós e em torno de nós, numa extensão que, por enquanto, não somos capazes de calcular. Através dela, desaparecem doenças-fantasmas, empeços obscuros, insucessos, além de obtermos, com o seu apoio espiritual, mais amplos horizontes ao entendimento da vida e recursos morais inapreciáveis para agir, diante do próximo, com desapego e compreensão.
- O conhecimento da problemática obsessão/desobsessão exige tempo, dedicação e estudo. Nem sempre conseguiremos resultados imediatos. Mister se faz confiar na Divina Providência e insistir.
É uma tarefa sacrificial que demanda paciência e humildade como normativas disciplinantes.
Considerando, pois, toda essa complexidade que a desobsessão envolve, devemos confiar na misericórdia de Jesus, lembrando que Ele não se impôs a ninguém.
Não pretendeu transformar ninguém num só golpe.
Semeou sua mensagem de amor, amando sem queixas e sem imposições de qualquer natureza, espalhando, através da renunciação aos gozos terrenos, as bases da felicidade e da paz.
E diante dos obsidiados, amando perseguidos e perseguidores, lecionou misericórdia, libertando os obsessos dos seus obsessores, dizendo-lhes, porém, com segurança e sem qualquer retórica: Não tornes a pecar, como a afirmar que a saúde é bem que nasce no coração e se expande estuante por toda a parte.
- O perseguidor (obsessor), reconhecido como tal, entre os encarnados, pode revelar modificações, mas talvez a suposta vítima (obsidiado) não esteja convertida. Na obsessão, as dificuldades não são unilaterais. O eventual afastamento do perseguidor nem sempre significa a extinção da dívida. E, em qualquer parte do Universo receberemos sempre de acordo com as nossas próprias obras. – [16a - página 295] – André Luiz
- A obsessão é sempre uma prova, nunca um acontecimento eventual. No seu exame, contudo, precisamos considerar os méritos da vítima e a dispensa da misericórdia divina a todos os que sofrem.
Para atenuar ou afastar os seus efeitos, é imprescindível o sentimento do amor universal no coração daquele que fala em nome de Jesus.
Não bastarão as fórmulas doutrinárias.
É indispensável a dedicação, pela fraternidade mais pura.
Os que se entregam à tarefa da cura das obsessões precisam ponderar, antes de tudo, a necessidade de iluminação interior do médium perturbado, porquanto na sua educação espiritual reside a própria cura.
Se a execução desse esforço não se efetua, tende cuidado, porque, então, os efeitos serão extensivos a todos os centros de força orgânica e psíquica.
O obsidiado que entrega o corpo, sem resistência moral, às entidades ignorantes e perturbadas, é como o artista que entregasse seu violino precioso a um malfeitor, o qual, um dia, poderá renunciar à posse do instrumento que lhe não pertence, deixando-o esfacelado, sem que o legitimo, mas imprevidente dono, possa utilizá-lo nas finalidades sagradas da vida. – [41a - página 218] – Emmanuel – 1940
- Em casos de obsessão, em que a paciente ainda pode reagir com segurança, faz-se indispensável o curso pessoal de resistência. Não adianta retirar a sucata que perturba um imã, quando o próprio ímã continua atraindo a sucata. – [96 - páginas 141] – André Luiz
- Para os trabalhos da reunião que congregava nove pessoas terrestres, vinte e um colaboradores espirituais se movimentaram em nosso circulo de ação.
Gúbio (instrutor de André Luiz) e Sidônio (o diretor espiritual dos trabalhos), em esforço conjugado, efetuaram operações magnéticas ao redor de Margarida, desligando finalmente os “corpos ovóides” que foram entregues a uma comissão de seis companheiros que os conduziram, cuidadosamente, a postos socorristas. – [96 - páginas 200] – André Luiz
- No tratamento da obsessão é preciso saber distinguir seus efeitos, daqueles outros causados pelas influências naturais (mais ou menos passageiras) e das alterações emocionais oriundas do próprio psiquismo do paciente.
Existem pessoas que procuram o Centro Espírita portando desequilíbrios psicológicos que, embora possam se beneficiar dos ensinamentos da Espiritualidade, também necessitam do apoio de terapeutas.
A relação com a vida atual, a própria educação que recebeu ou seu passado reencarnatório trouxeram-lhes traumas e condicionamentos que os fazem sofrer.
O estudo da Doutrina e as palestras públicas poderão ajudar esses indivíduos na recuperação da normalidade almejada, mas o entrevistador ou orientador não deve dispensar a competente orientação profissional, quando achar isso necessário.
É evidente que o entrevistador ou dirigente do Centro Espírita têm de saber diferenciar a obsessão das outras anomalias psíquicas. Existem algumas regras gerais que podem ser observadas, mas o que vai ajudá-los em profundidade, será a experiência em torno dos casos examinados.
Fonte: Técnicas de Desobsessão
José Queid Tufaile Huaixan
LINKS:
Desobsessão, Aparelhos Parasitas, etc… - Ricardo Di Bernardi
http://www.ricardodibernardi.hpg.ig.com.br/pergunte/pg-0013.htm
O tratamento da obsessão – José Queid Tufaile Huaixan
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/gebm/o-tratamento-da-obsessao.html
Roteiro da desobsessão – José Herculano Pires
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/herculano/opd-09.html