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	<title>Fraternidade Espiritual Estrela do Oriente</title>
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		<title>Dominar e Falar!</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 20:10:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dominar e Falar]]></category>

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		<description><![CDATA[Dominas o fogo, escravizando-o à lide caseira. Burilas a pedra, arrancando-lhe obras primas. Conquistas os metais, neles plasmando complicadas expressões de serviço. Amansas os animais ferozes, deles fazendo cooperadores na economia doméstica. Disciplinas o vapor e o combustível, anulando as distâncias. Diriges tratores pesados, transfigurando a face da gleba. Submetes a eletricidade, e glorificas a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Dominas o fogo, escravizando-o à lide caseira.</p>
<p style="text-align: center;">Burilas a pedra, arrancando-lhe obras primas.</p>
<p style="text-align: center;">Conquistas os metais, neles plasmando complicadas expressões de serviço.</p>
<p style="text-align: center;">Amansas os animais ferozes, deles fazendo cooperadores na economia doméstica.</p>
<p style="text-align: center;">Disciplinas o vapor e o combustível, anulando as distâncias.</p>
<p style="text-align: center;">Diriges tratores pesados, transfigurando a face da gleba.</p>
<p style="text-align: center;">Submetes a eletricidade, e glorificas a civilização.</p>
<p style="text-align: center;">Retiras o veneno de serpentes temíveis, fabricando remédios.</p>
<p style="text-align: center;">Controlas a velocidade, e inicias vigorosa excursão para além do Planeta.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Entretanto, ai de nós! Todos trazemos leve músculo selvagem, muito distante da educação.</p>
<p style="text-align: center;">Com ele, forjamos guerra.</p>
<p style="text-align: center;">Libertamos instintos inferiores.</p>
<p style="text-align: center;">Destruímos lares.</p>
<p style="text-align: center;">Empestamos vidas alheias.</p>
<p style="text-align: center;">Envilecemos o caminho dos outros.</p>
<p style="text-align: center;">Corrompemos o próximo.</p>
<p style="text-align: center;">Revolvemos o lixo moral da Terra.</p>
<p style="text-align: center;">Veiculamos o pessimismo.</p>
<p style="text-align: center;">Criamos infinitos problemas.</p>
<p style="text-align: center;">Injuriamos.</p>
<p style="text-align: center;">Criticamos.</p>
<p style="text-align: center;">Caluniamos.</p>
<p style="text-align: center;">Deprimimos.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">Esse órgão minúsculo é a língua – lâmina pequenina, embainhada na boca.</p>
<p style="text-align: center;">Instrumento sublime, feito para louvar e instruir, ajudar e incentivar o bem, quantas vezes nos valemos dela prá cesurar e vergastar, perturbar e ferir!&#8230;</p>
<p style="text-align: center;">Governemo-la, pois, transformando-a em leme de paz e amor, no barco de nossas vidas!</p>
<p style="text-align: center;">E, alicerçados nas lições do Evangelho, roguemos a Deus nos inspire sempre a dizer isso ou aquilo como o próprio Jesus desejaria ter dito.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><em>Religião dos Espíritos</em></strong><em>, pág. 205 – F. C. Xavier. – União Espírita P. Alegrense, Rua João Alfredo, 464 – POA.</em></p>
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		<title>Recordando Allan Kardec &#8211; O Fim do Mundo</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 20:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recordando Allan Kardec - O Fim do Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[Recordando Allan Kardec O fim do mundo Entre o velho mundo e o novo, não haverá solução de continuidade &#8221; (. . .) é então que o fim chegara&#8230;” &#8211; Jesus. (Mt.,24:14.) Em uma página instrutiva e de peregrina beleza que se contrapõe às escatológicas e apocalípticas notícias sobre os horizontes futuros da Humanidade, esclarece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Recordando Allan Kardec</strong></p>
<p><a href="http://www.estreladoorientesl.com.br/wp-content/uploads/2011/05/kardec.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-748" title="kardec" src="http://www.estreladoorientesl.com.br/wp-content/uploads/2011/05/kardec.jpg" alt="" width="263" height="327" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>O fim do mundo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Entre o velho mundo e o novo, não haverá solução de continuidade</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong><em>&#8221; (. . .) é então que o fim chegara&#8230;” &#8211; Jesus. (Mt.,24:14.)</em></strong></p>
<p>Em uma página instrutiva e de peregrina beleza que se contrapõe às escatológicas e apocalípticas notícias sobre os horizontes futuros da Humanidade, esclarece Jobard (l):</p>
<p>&#8220;( &#8230; ) Se a apreensão do fim do mundo terrifica os seres pusilânimes de vosso mundo, ela fere igualmente de terror os seres atrasados da Erraticidade. Todos aqueles que não são desmaterializados, quer dizer, que, embora Espíritos, vivem mais materialmente, se amedrontam à ideia do fim do mundo, porque compreendem, por esta palavra, a destruição da matéria. Não vos admireis, pois, que esta idéia coloque em emoção certos Espíritos que não saberiam em que se tomar se a Terra não existisse mais; porque a Terra é ainda o seu mundo, seu ponto de apoio &#8230;</p>
<p>Por mim, disse a mim mesmo:</p>
<p>- Sim, o fim do mundo está próóximo; ele está ali, eu o vejo, eu o toco &#8230; Ele está próximo para aqueles que, com seu desconheciimento, trabalham para precipitarrlhe a chegada &#8230; Sim, o fim do mundo está próximo &#8230; Mas de que mundo é o fim? Será o fim do mundo da superstição, do despootismo, dos abusos mantidos pela ignorância, da malevolência e da hipocrisia; será o fim do mundo egoísta e orgulhoso, do paupeerismo, de tudo o que é vil e reebaixa o homem; em uma palavra, de todos os sentimentos baixos e cúpidos que são o triste apanágio de vosso mundo.</p>
<p>Esse fim do mundo, essa grande catástrofe que todas as religiões concordam em prever, é o que elas entendem? Não é preciso ver aí, ao contrário, o cumprimento dos altos destinos da Humanidade? Se refletíssemos em tudo o que se passa ao nosso redor, esses sinais precursores não são o sinal do começo de um outro mundo, eu quero dizer de um outro mundo moral, antes do que o da destruição do mundo material?</p>
<p>Sim, senhores, um período de depuração terrestre termina neste momento; um outro vai começar&#8230; Tudo concorre para o fim do velho mundo, e aqueles que se esforçam por sustentá-lo trabalham energicamente, sem o querer, para sua destruição. Sim, o fim do mundo está próximo para eles; eles o pressentem e com isto se assustam, crede-o bem, mais do que do fim do mundo terrestre, porque é o fim de sua dominação, de sua preponderância, à qual se prendem mais do que a qualquer outra coisa; e isso será, a seu respeito, não a vingança de Deus, porque Deus não se vinga, mas a justa recompensa de seus atos.</p>
<p>Os Espíritos são, como vós, os filhos de suas obras; se são bons, é porque trabalharam para o futuro; se são maus, não é que não tenham trabalhado para o futuro, é porque não trabalharam para se tomarem bons.</p>
<p>Amigos, o fim do mundo está próximo, e eu vos convido vivamente a tomarem boa nota desta previsão; ele está tanto mais próximo, quanto já se trabalha para reconstruí-lo. A sábia previdência d&#8217;Aquele a quem nada escapa quer que tudo se reconstrua antes que tudo seja destruído; e quando o novo edifício estiver coroado, quando o cume estiver coberto, será então que se desmoronará o antigo; ele cairá por si mesmo; de sorte que, entre o velho mundo e o novo, não haverá solução de continuidade.</p>
<p>É assim que é preciso entender o fim do mundo, que tantos sinais precursores pressagiam. E quais serão os operários mais poderosos para essa grande transformação? Sois vós, senhoras; sois vós, senhoritas, com a ajuda da dupla alavanca da instrução e do Espiritismo. Na casa da mulher em que o Espiritismo penetrou, há mais do que uma mulher, há uma operária espiritual; nesse estado, tudo trabalhando por ela, a mulher trabalha ainda mais do que o homem na edificação do monumento; porque, quando ela conhecer todos os recursos do Espiritismo, e deles souber servir-se, a maior parte da obra será feita por ela. Amamentando o corpo de seu filho, ela poderá também amamentar seu Espírito; e quem é melhor ferreiro do que o filho de um ferreiro, aprendiz de seu pai? A criança sugará, assim, em crescendo, o leite da Espiritualidade, e quando tiverdes os Espíritas, filhos de Espíritas e pais de Espíritas, o fim do mundo, tal como o compreendemos, não terá se realizado? Admirai-vos, pois, depois disto, que o Espiritismo seja um espantalho para tudo o que se prende ao velho mundo, e da obstinação que se põe para abafá-lo em seu berço!&#8221;.</p>
<p>Tais assertivas do nobre Espírito Jobard encontram pleno respaldo na Codificação Espírita, haja vista a inserção de mais argumentos, feita pelo insuperável Mestre Lionês, que lhe avaliza, plenamente, o texto. Ei-o:</p>
<p>&#8220;( &#8230; ) Será que, predizendo a sua segunda vinda, era o fim do mundo o que Jesus anunciava, dizendo: &#8220;Quando o Evangelho for pregado por toda a Terra, então é que virá o fim?&#8221;. Não é racional se suponha que Deus destrua o mundo precisamente quando ele entre no caminho do progresso moral, pela prática dos ensinos evangélicos. Nada, aliás, nas palavras do Cristo, indica uma destruição universal que, em tais condições, não se justificaria.</p>
<p>Devendo a prática geral do Evangelho determinar grande melhora no estado moral dos homens, ela, por isso mesmo, trará o reinado do bem e acarretará a queda do mal. É, pois, o fim do mundo velho, do mundo governado pelos preconceitos, pelo orgulho, pelo egoísmo, pelo fanatismo, pela incredulidade, pela cupidez, por todas as paixões pecaminosas, que o Cristo aludia, ao dizer: <em>&#8220;Quando o Evangelho for pregado por toda a Terra, então é que virá o fim&#8221;.</em> Esse fim, porém, para chegar, ocasionaria uma luta e é dessa luta que advirão os males por ele previstos.</p>
<p>Tais são os esclarecimentos espiritistas que nos abrem horiizontes inimagináveis, acenandoonos com infinitas perspectivas, no âmbito da magna questão do proogresso humano, que deverá &#8211; neecessariamente &#8211; fazer-nos atingir o desiderato existencial, assinado pelo Pai Celestial para todas as Suas criaturas: a felicidade sem mescla e a perfeição relativa.</p>
<p>1 &#8211; KARDEC, Allan. Revue Spirite. Abril de 1868. Araras: IDE, 2000.</p>
<p>2 &#8211; KARDEC, Allan. A Gênese. 34.ed.Rio [de Janeiro]: FEB, 2003, capo XVII, item 58.</p>
<p><strong>Rogério Coelho</strong></p>
<p><a href="mailto:Rcoelho47@yahoo.com.br">Rcoelho47@yahoo.com.br</a></p>
<p>O autor é escritor e palestrante espirita em Muriaé, MG.</p>
<p>Revista Internacional de Espiritismo – abril/11</p>
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		<title>Paulo Coelho &#8211; Seguindo a Lenda Pessoal</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 20:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Paulo Coelho - Seguindo a Lenda Pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguindo a Lenda Pessoal Paulo Coelho Quando Joseph Campbell, o mais conhecido estudioso de mitologia de nosso tempo (e autor, entre outros livros, do excelente O Poder do Mito) criou a expressão &#8220;siga sua bênção&#8221; ele estava refletndo uma ideia cujo momento parece ter chegado. Em O Alquimista, esta mesma ideia está sob o nome [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Seguindo a Lenda Pessoal</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Paulo Coelho</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quando Joseph Campbell, o mais conhecido estudioso de mitologia de nosso tempo (e autor, entre outros livros, do excelente O Poder do Mito) criou a expressão &#8220;siga sua bênção&#8221; ele estava refletndo uma ideia cujo momento parece ter chegado. Em O Alquimista, esta mesma ideia está sob o nome de Lenda Pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Alan Cohen, um terapeuta que vive no Havaí, também trabalha sobre o tema. Ele conta que, nas suas conferências, pergunta quem está insatisfeito com o seu trabalho; setenta e cinco por cento da audiência levanta a mão. Cohen criou um sistema de doze passos, para ajudar o reencontro com sua &#8220;bênção&#8221; (ele segue a escola de Campbell):</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 &#8211; Diga a verdade para você mesmo:</strong> divida uma folha de papel em duas colunas, e escreva do lado esquerdo tudo que adoraria fazer. Depois, escreva do lado direito tudo que está fazendo sem entusiasmo. Escreva como se ninguém fosse &#8216;ler&#8217; o que está ali, não censure nem julgue suas respostas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 &#8211; Comece devagar, mas comece</strong>: chame o agente dê viagens, procure algo que se encaixe no seu orçamento; vá assistir ao filme que está adiando; compre o livro que desejava. Seja generoso com você mesmo, e verá que mesmo estes pequenos passos lhe farão sentir mais vivo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3 &#8211; Vá parando devagar, mas pare:</strong> há coisas que tiram por completo sua energia. Você precisa mesmo ir a tal reunião do comitê? Precisa ajudar quem não quer ser ajudado? Seu chefe tem o direito de exigir que, além do trabalho, você tenha que estar nas mesmas festas que ele? Ao parar de fazer o  que não lhe interessa, vai notar que você estava se exigindo mais que os outros realmente pediam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4 &#8211; Descubra seus pequenos talentos:</strong> o que os amigos dizem que você faz bem? O que você faz com vontade mesmo que não seja perfeito? Estes pequenos talentos são mensagens escondidas de seus talentos ocultos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5 &#8211; Comece a escolher:</strong> se algo lhe dá prazer, não hesite. Se você está em dúvida, feche os olhos, imagine que tomou a decisão A, e veja tudo que ela acarretará. Faça o mesmo com a decisão B. A decisão que lhe fizer sentir mais conectado com a vida, é a decisão certa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>6 &#8211; Não baseie suas decisões em ganhos financeiros:</strong> eles virão, se você realmente fizer algo com entusiasmo. O mesmo vaso, feito por um oleiro que adora o que faz, ou por um homem que detesta seu ofício, tem uma alma. Ele será rapidamente vendido (no primeiro caso) ou ficará encalha- do (no segundo caso).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>7 &#8211; Siga sua intuição:</strong> o trabalho mais interessante é aquele que você se permite ser criativo. Eistein dizia: &#8220;eu não cheguei à minha compreensão do Universo usando apenas  a matemática&#8221;. Descartes, o pai da lógica, desenvolveu seu método baseado em um sonho que teve.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 &#8211; Não tenha medo de mudar de ideia:</strong> se você deixou uma decisão de lado, e ela o incomoda, repense o que escolheu.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>9 &#8211; Saiba descansar:</strong> um dia por semana sem pensar no trabalho, termina : permitindo que o subconsciente o ajude, e muitos (não todos) problemas se solucionam sem ajuda da razão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>10 &#8211; Deixe que as coisas mostrem o caminho mais alegre:</strong> se você está lutando demais por algo, e não tem resultados, seja mais flexível e se entregue aos caminhos que a vida mostra. Isso não significa renunciar a luta, ter preguiça, ou deixar as coisas nas mãos dos outros &#8211; significa entender que o trabalho com amor nos dá forças, jamais desespero.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>11 &#8211; Leia os sinais:</strong> é uma linguagem individual, unida à intuição, que aparece nos momentos certos. Mesmo que os sinais indiquem uma direção oposta àquela que você planejou, siga-os. Às vezes você vai errar, mas é a única maneira de aprender esta nova linguagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>12 &#8211; Finalmente, arrisque</strong>! Os homens que mudaram o mundo começaram seus caminhos através de um ato de fé. Acredite na força dos seus sonhos; Deus é justo, e não colocaria em seu coração um desejo impossível de ser realizado.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>O Problema do Vício de Fumar</title>
		<link>http://www.estreladoorientesl.com.br/o-problema-do-vicio-de-fumar/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:58:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Problema do Vício de Fumar]]></category>

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		<description><![CDATA[Fraternidade Espiritual Estrela do Oriente Rua: São Pedro 626 – São Leopoldo – Centro – Entre a Praça e Federal. http://art24.com.br/estreladooriente/ PROGRAMA DE TRATAMENTO DO TABGISMO - Deixe de fumar e dê uma virada na sua vida. Sta Casa, Hospital Pereira Filho. Te: (51)3214.8315 – (51)3214.8304 Diário do Paciente – (Copia do livreto de controle) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fraternidade Espiritual Estrela do Oriente<br />
Rua: São Pedro 626 – São Leopoldo – Centro – Entre a Praça e Federal.</p>
<p>http://art24.com.br/estreladooriente/</p>
<p>PROGRAMA DE TRATAMENTO DO TABGISMO<br />
- Deixe de fumar e dê uma virada na sua vida.</p>
<p>Sta Casa, Hospital Pereira Filho.<br />
Te: (51)3214.8315 – (51)3214.8304</p>
<p>Diário do Paciente<br />
– (Copia do livreto de controle)</p>
<p>Caro Paciente,<br />
Você está iniciando o Programa de Tratamento do Tabagismo 180º. Através dele, você receberá todo auxílio para deixar de fumar e dar uma virada na sua vida.<br />
O Programa conta com a aplicação das melhores práticas disponíveis e tem a duração de um ano. Nesse período, são previstas 20 consultas com a uma equipe multidisciplinar que pode incluir, além de Pneumologistas, Enfermeiras, Psiquiatras, Endocrinologistas, Nutricionistas e Fisioterapeutas. Tudo para um tratamento especializado, individualizado e com o devido acompanhamento para você parar de fumar.<br />
Utilize este material (livreto de acompanhamento) para auxiliá-lo. Registre diariamente as informações e dúvidas durante os três primeiros meses e apresente-as na consulta médica.<br />
Equipe Assistência.</p>
<p>A VIDA HUMANA E O E O ESPÍRITO IMORTAL<br />
Ramatís por Hercílio Maes<br />
Ed. Do Conhecimento – 11ª edição<br />
Capítulo 8.<br />
Problemas do vício de fumar</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Quem fuma ofende a Deus?<br />
RAMATÍS: &#8211; Caso Deus se ofendesse pela estultícia de o homem fumar, então seria tão passional e contraditório quan¬to à própria criatura humana. E como Deus não se ofende de modo algum, pois está acima das paixões e dos sentimentos dos homens, também não precisa perdoar. Evidentemente, só perdoa quem primeiro se ofende. O homem viciado no fumo, no álcool, em entorpecentes ou substâncias nocivas, jamais ofende a Divindade, mas perturba a sua saúde física e intoxica a delicada contextura sideral do seu perispírito, sendo candi¬dato voluntário a sofrimentos e aflições indesejáveis, no Além ¬túmulo, e algumas vezes, até na próxima existência.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Mas se o homem viciado não ofende a Deus, por que, então, é castigado após a morte corporal?<br />
RAMATÍS: Como durante a encarnação não há sepa¬ração absoluta entre o espírito e o corpo carnal do homem, é óbvio que ele há de sofrer após a morte os efeitos danosos dos seus desatinos e vícios cometidos na existência física. É bastan¬te lógico que não se pode colher morangos plantando cicuta, nem usufruir saúde ingerindo venenos!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Todos os espíritos desencarnados sofrem no Além-Túmulo os efeitos de quaisquer imprudências viciosas?<br />
RAMATÍS: &#8211; No Além-Túmulo sofrem todos os espíritos que usufruem, em excesso, as coisas do mundo carnal, perdendo o controle mental e espiritual sobre o seu organismo físico.<br />
Em vez de senhores, eles se tornam, escravos das paixões animais. Não é o aperitivo, a bebida moderada ou o cigarro sem exagero, o que estigmatiza os desencarnados após a morte, mas, sim, os que não fumam, mas são &#8220;fumados&#8221;, os que não bebem, mas são &#8220;bebidos&#8221;!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Qual é o prejuízo mais grave que o homem viciado no fumo causa a si mesmo?<br />
RAMATÍS: &#8211; O fumante inveterado é um infeliz escravo, que abdica de sua própria vontade, cedendo o seu comando ins¬tintivo a um cérbero implacável e exigente, como é o tabaco! O tabagismo é uma doença evitável, da qual, entretanto, padece grande parte da humanidade. É o culto fanático ao &#8220;senhor Fumo&#8221;, que intromete-se incessantemente na vida dos tabagis¬tas, explorando-lhes os pensamentos, sentimentos, as aptidões psíquicas e até inspirações na esfera da música, pintura e lite¬ratura. Alguns homens fumam para &#8220;matar o tempo&#8221;, ou se iludem buscando no tabaco o sedativo hipnótico para acalmar os nervos; outros acreditam que o fumar sugere-lhes bons negó¬cios nas volutas da fumaça do cigarro ou do cachimbo.<br />
Evidentemente, o tabagista inveterado não é apenas um tolo, mas, também, um escravo da fumaça e nicotina do cigarro incinerado, pois sofre atrozmente quando lhe falta o fumo. Vive inconsciente de sua própria escravidão, pois mete a mão no bolso, retira a cigarreira, no maço de &#8220;caipira&#8221; fétido ou o cha¬ruto perfumado; e põe isso nos lábios, vencido pelo ato vicioso. É um autômato vivo, que pratica todo esse ritual obedecendo a urna vontade oculta.<br />
Conforme explicamos anteriormente, o fumante inveterado já não fuma, mas é estupidamente &#8220;fumado&#8221;; já não comanda a sua vontade, ele é servilmente dominado pelo tabaco, vítima de uma entidade estranha que interfere discricionariamente em todos os movimentos da sua existência. O corpo físico da criatu¬ra transforma-se numa espécie de &#8220;piteira viva&#8221;, prolongamento material a incinerar tabaco!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Mas fumar é uma condição natural e comum em nosso mundo; é mesmo uma tradição cultivada em todas as classes e profissões, pois é adotada por homens cultos, cientistas, filósofos, médicos, alunos, professores, moços e velhos, homens e mulheres, Que dizeis?<br />
RAMATÍS: &#8211; Não é a preferência da quantidade de pes¬soas que fumam que justifica ou suaviza a sua característica viciosa e prejudicial, assim como ninguém passa a cultivar devotadamente as ervas daninhas só porque elas são mais numerosas que as flores do jardim!<br />
O tabagismo é fonte de renda tão comum, que há cérebros especializados queimando fosfatos para descobrir novas técni¬cas e estímulos na arte de fumar ou na queima da erva tirânica, que deve ser ajustada conforme a classe, fortuna, hierarquia e distinção social do fumante.<br />
Os sertanejos e os aldeões fumam o malcheiroso cigarro de palha ou então chupam os sarrentos de barro ou madeira; os cidadãos comuns viciam-se aos cigarros de papel, enquan¬to os mais afortunados distinguem-se pelo uso ele piteiras de arco de ouro e filtros. Os homens de responsabilidade, chefes de indústrias, autoridades públicas e políticas, sugam polpudos charutos de fumo escolhido e de marca requintada, Há, também, os epicuristas dos luxuosos e artísticos cachimbos de &#8220;espuma do mar&#8221;, que lhes pendem dos lábios salivados, a disfarçar o cheiro acre e tóxico do tabaco, pela mistura de bau¬nilha e cacau. Os menos educados e mais preocupados com a sua íntima satisfação não se pejam de queimar o desagradável charuto ou impregnar de sarro de cachimbo os ambientes saudáveis.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Em face de vossas explicações, concluímos que não se fuma em planetas cujas humanidades é de graduação espiritual superior ao homem terreno. Não é assim?<br />
RAMATÍS: &#8211; Não é preciso o homem ser médico, ana¬tomista ou fisiologista, para compreender quão delicada é a função e a composição dos pulmões humanos, os órgãos respi¬ratórios responsáveis pela oxigenação que sustenta a vida físi¬ca, A extensa e complicada rede de brônquios, lóbulos e toda espécie de canais e ramificações capilares, dispersas por toda a área pulmonar respiratória, não foram criados para atender ao metabolismo vicioso do fumo, mas destinados ao fenômeno da hematose ou oxigenação do sangue. É uma insensatez o homem transformar o equipo pulmonar, tão valioso, em filtra¬dor de fumaça corrosiva e depósito de fuligem a comprometer a sua saúde.<br />
É inacreditável que o homem, ser racional e pensante, submeta-se voluntariamente às conseqüências de sujeitar o seu sistema respiratório aos perigos da asma, bronquites, resfriados, gripes, edemas pulmonares, intoxicações, atrofias, pleurites, irritações laringofaríngeas, tuberculose e até câncer! Essas enfermidades podem estabelecer-se e progredir na área pulmonar, quando no primeiro surto já encontram terreno eletivo para grassar, evoluir e dominar.<br />
A supercarga de anidrido carbônico, que resulta da má oxigênio, forma um residual opressivo disseminado pela rede venosa e sobrecarrega o sistema arterial, produzindo uma percentagem indesejável de anorexia cerebral. Então, é comum as hemicranias, enxaquecas, mau hálito, cefalalgias agravadas pela intoxicação anidridocarbônica, inclusive pela vertência dos demais derivados do fumo, além ela saliva nicotizada e rsíduos de picumã, que depois atingem o estômago, alteram a composição dos sucos gátricos, excitam o esôfago e pertur¬bam o peristaltismo do intestino.<br />
Em suma, as humanidades espiritualmente mais evoluídas do que a terrena são sadias e conscientes de sua realidade imor¬tal bastante zelosas do seu organismo físico na vivência huma¬na, semelhantes ao artista sensato que cuida seriamente do seu instrumento. Jamais elas se abalariam à tolice e ao ridículo de sugar ervas tóxicas e malcheirosas.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Embora concordando comvosco, lembramos que certos fumantes inveterados têm gozado de excelente saúde e até desencarnado centenários!<br />
RAMATÍS: &#8211; A diminuta percentagem de tabagistas que têm sobrevivido sem sofrer os efeitos tóxicos do fumo não basta para recomendar o vício que prejudica ou até liquida os homens de uma descendência biológica mais débil. Aliás, é bem maior a percentagem das criaturas vulneráveis à nico¬tina, como cardíacos congênitos, asmáticos, hipocondríacos, u1cerosos, dispéptico, portadores de má circulação, fragilidade capilar, insuficiência gástrica e outros sintomas mórbidos e que o uso do fumo ainda apressa na marcha para o túmulo. Autóp¬sias recentes e estatísticas médicas provam que o tabagismo, para muitos homens, é um verdadeiro &#8220;suicídio a prestação&#8221;!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Há informes científicos de que o organis¬mo humano mobiliza defesas suficientes para neutralizar os efeitos nocivos do fumo! Que dizeis?<br />
RAMATÍS: &#8211; Não há dúvida; o corpo físico jamais cede em sua defesa enquanto possui energias e capacidade para neu¬tralizar quaisquer imprudências ofensivas à sua natureza. Mas é insensato que o homem abuse e agrave esse inato poder de resistência do organismo físico, na imprudência e insensatez de inalar venenos tão destruidores como o fumo e o álcool.<br />
Os viciados no tabaco deveriam meditar profundamente quanto aos desesperados esforços e dispendiosas energias que o organismo físico mobiliza para sobreviver contra o enve¬nenamento do primeiro cigarro! O fumante neófito, quando tenta sorver o primeiro cigarro, é acometido de suores gelados e vômitos incoercíveis; baixa-lhe a temperatura e o sistema endocrínico destrambelha-se na produção de hormônios defen¬sivos; o esôfago excita-se, enquanto o fígado atropela-se, o tecido gástrico intoxica-se, afrouxa-se o pilaroa e surge até o fluxo desintérico. Há casos mais graves, em que o candidato ao tabagismo precisa ser socorrido pelo médico, pois desmaia, atinge o coma nicotínico ou sofre de cegueira acidental. Porém, não se atemoriza, nem se resguarda, malgrado o primeiro cho¬que fisiológico aflitivo e atroz. Imitando verdadeiro idiota, ele tenta novamente a mesma aventura mórbida e, de sofrimento em sofrimento, termina por adaptar-se ao condicionamento do fumo intoxicante, até converter-se na excêntrica e ridícula figu¬ra de uma &#8220;chaminé ambulante&#8221;!<br />
Enquanto 50 miligramas de nicotina podem matar um fumante calouro, o tabagista viciado suporta até 120 mili¬gramas sem conseqüência mortal, graças à sua teimosia e obstinação em ajustar-se à incineração da erva tóxica. Mas o sucesso vicioso não se deve a uma defensiva natural, porém ao organismo que estabelece novos processos químicos e mobiliza energias específicas, furtadas de outros setores orgânicos, para a sua sobrevivência.<br />
Após a viciação tabagista, o corpo carnal também fica mais vulnerável aos ataques tóxicos das doenças mais comuns, inclusive quanto à contaminação da área respiratória. Sem dúvida, ante essa defensiva incomum, então é possível que o fumante, de vigorosa estirpe ancestral biológica, possa viver até 100 anos algo sadio; no entanto, os menos favorecidos apressam a sua viagem para o túmulo!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Mas o corpo humano não dispõe de ener¬gias suplementm&#8217;es, podendo adaptar-se à nicotina do fumo sem onerar outros setores orgânicos e causar prejuízos ulte¬riores?<br />
RAMATÍS: &#8211; O tabaco não é nocivo tão-somente pela nico¬tina que o estrutura quimicamente, pois contém outros venenos perigosos, facilmente identificados em análise de laboratório, tais como ácidos pectósico, málico, oxálico, a amônia, extratos azotados e outras substâncias ofensivas. Na fumaça se percebe a presença do próprio ácido cianídrico, na base de 0,10 gramas para 20 gramas de tabaco analisado. O fumante inveterado, além disso, inala certa quantidade de gás venenoso, na forma de óxido de carbono, ao acender o cigarro, produto da combus¬tão do fósforo.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Porventura os filtros modernos, nos cigar¬ros ou nas piteiras, não bastam para eliminar a substância tóxica da nicotina?<br />
RAMATÍS: &#8211; Evidentemente, se o homem usa filtros para vedar a passagem da nicotina, ele admite, em sã consciência, a nocividade do cigarro! Mas, em face da tradicional negligência ou tendência viciosa, o homem passa a fumar o dobro de cigar¬ros que fumava anteriormente sem filtros, porque os acha fracos ante a ausência mais pronunciada da nicotina nos pulmões. Indubitavelmente, se o homem reconhece que o fumo é um mal, ele devia abandona-lo  e temê-lo, em vez de ainda procurar palia¬tivos como filtros.<br />
As toxinas do fumo agridem a delicada mucosa gástrica, perturbam as funções digestivas e alteram os fermentos pan¬creáticos; e ainda integram-se à circulação sangüínea na forma de resíduos nocivos, passando a deprimir o sistema nervoso, porque se trata de entorpecente, que é mal•drenado pelos rins! O tabagista jamais é um homem saudável, pois vive perma¬nentemente expelindo toxinas por todas as vias emunctórias e fatigando-se pela drenação intensiva. Enrolando-se o corpo despido do fumante, num lençol úmido, ocorre um acelera¬mento na transpiração pelos poros, a ponto de ficar gravada no mesmo a forma corporal modelada pela nicotina expulsa através do suor!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Quem fuma 20 cigarros por dia, quanto absorve de nicotina nesse consumo de tabaco?<br />
RAMATÍS: &#8211; Considerando-se que um cigarro deve conter perto de um grama de fumo, o tabagista aspira 20 gramas de fumo na inalação de 20 cigarros. Dizem os cientistas que um grama de tabaco contém 2,5% de nicotina, do que se conclui que 20 cigarros, ou seja, 20 gramas de fumo, hão de conter 50 miligramas de nicotina, Quem consome uma carteira com 20 cigarros, por dia, absorve de 350 a 400 miligramas de nicoti¬na numa semana. E o fato é de preocupar, pois apenas 5 ou 7 miligramas de nicotina, por via subcutânea ou endovenosa, matam coelhos e cobaias facilmente, assim como certas aves morrem rapidamente ao aspirarem apenas o vapor da nicotina. Daí o motivo por que o principiante a tabagista sofre distúrbios respiratórios, salivação anormal, transtornos hepáticos, tontura, falta de visão e audição, inclusive dor de cabeça, vômitos, fraque¬za, cólicas e disenteria, quando fuma o primeiro cigarro. Com o tempo, ele se acostuma ao veneno nicotínico, mas, em geral, ficam os estigmas da &#8220;asma tabagista&#8221;, o pigarro incômodo e demais distúrbios nas vias respiratórias que já mencionamos.<br />
Ademais, a língua do tabagista pode ficar atrofiada pelos venenos do fumo, que atingem as suas &#8220;papilas gustativas&#8221;, constituídas de minúsculos feixes de nervos, com a função de transmitirem para o cérebro a sensação do gosto das substân¬cias e líquidos em ingestão. Mal o fumante termina as refeições e ingere o costumeiro cafezinho, surge à vontade imperiosa de fumar, pois as antitoxinas que se libertam e se apuram, estimu¬ladas pela cafeína, logo exigem o tóxico tradicional para então combatê-lo. Enfim, são forças permanentemente mobilizadas num gasto desnecessário e sob o automatismo vicioso, que se excitam até sob os pensamentos incontrolados do fumante inveterado.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Não será o fumo um recurso subjetivo do próprio espírito do homem, a fim de atenuar a vivência humana tão angustiosa e desconcertante?<br />
RAMATÍS: &#8211; Se fosse sensata tal idéia, teríamos de expli¬car por que a humanidade conseguiu viver normalmente, sem precisar de tabaco, até o dia em que Colombo o trouxe da Amé¬rica para a Europa; e então, se divulgou tal vício. Os selvagens, como criaturas primitivas e ingênuas, sugavam fumaça pelos canudos de folhas de tabaco num divertimento tolo e infantil; e os civilizados passaram a imitá-los de modo bastante ridículo.<br />
O sistema anti-higiênico de incinerar essa erva malcheirosa teve início depois que Monsenhor Nicot, embaixador francês em Portugal, passou a cultivar o tabaco em sua horta, como se fosse uma planta de excelente benefício para a humanidade. Caso os selvagens tivessem um pouquinho de senso de humor, teriam rido dos civilizados, que passaram a levar a sério o que era simples gozação! E os civilizados, hoje, exploram o vício de fumar, despendendo vultosas somas numa propaganda comer¬cial e sensacionalista.<br />
De princípio, só os homens e as mulheres de má reputação é que fumavam às claras; porém, hoje, fumam as criaturas de todas as classes, pois o médico descansa o seu cigarro, enquanto aconselha o cliente a deixar de fumar para recuperar a saúde, ou o sacerdote excomunga todos os vícios do alto do púlpito, embora ele também seja um fumante.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Cremos que a maioria dos fumantes busca uma distração.<br />
RAMATÍS: &#8211; Não há dúvida que o tabagista alega que é para se distrair; e com a sua tolice viciosa gasta uma parte de sua economia na aquisição de cigarros. Ante a perspectiva de uma via¬gem de negócios, turismo ou piquenique, a sua mente, primeiro, se preocupa com o fumo! No caso de esquecimento voltará do meio do caminho ou se desviará para a cidade mais próxima, a fim de adquirir o tabaco! Dominado pelo desejo vicioso é capaz de atrasar-se para o almoço ou jantar, e até perder o último ôni¬bus, na aflição de comprar o seu atormentador. O tabagista suja de cinzas as vestes, os tapetes, as toalhas e as roupas de cama, dei¬xando a marca da nicotina pelos lugares onde perambula; corre até o risco de incendiar a própria casa ou escritório, ante o descui¬do de um fósforo mal apagado, um toco de cigarro aceso sobre o tapete ou na cesta do lixo. Mal abandona as cobertas do leito para lavar os dentes, suas mãos tateiam o maço de cigarros!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Mas que dizer de homens célebres como Lord Byron, o esotérico Bulwer Lytton, o genial Rudyard Kipling, autor do poema “Se”, Churchill, o responsável pela vitória dos aliados, que além de fumantes inveterados, consideravam o tabaco um prazer indiscuível?<br />
RAMATÍS: &#8211; Celebridade não é sinônimo de santidade ou libertação do instinto inferior. No entanto, todos os homens espiritualmente libertos do jugo da matéria não fumavam, como Francisco de Assis, Ramakrishna, Gandhi, Maharischi,  Lahiry Marasaya, Vivekananda e outros líderes do spiritualismo sadio.<br />
Em virtude de o orbe terráqueo ainda ser uma escola de alfabetização espiritual, os espíritos que o habitam também são de tal natureza primária; ainda são alunos quase irresponsá¬veis, inescrupulosos, rebeldes, mal-educados, cínicos, agressivos e até cruéis, como se pode verificar pela simples leitura dos jornais do mundo. Eles matam-se em guerras fatrícidas, liquefazem os companheiros com bombas incendiárias ou atômicas, arrasam cidades, lavouras, pomares, campos, matas, destroem cidades e reservas nutritivas, para depois lastimarem e temerem o fantasma da fome. Zombam dos seus líderes espi¬rituais, pulverizam templos e instituições religiosas, selecionam jovens sadios e depois os eviam para a guerra e os estropiam em batalhas sangrentas.<br />
Em conseqüência, os próprios gênios incomuns, cientistas abalizados e filósofos eruditos, que formam a cúpula mais sadia ela humanidade terrena, ainda são criaturas inconscientes de sua realidade espiritual. O cientificismo, a cultura ou habilidade incomuns não os livram de mergulhar nas paixões dos vícios do mundo, porque sua alma ainda é de graduação espiritual primária. Deslumbram-se, porque esmiuçam o atomismo estrutural dos elementos que compõem a sua moradia física, mas ainda não alcançam o conhecimento de si mesmos! Dominam os fenômenos próprios do cenário terreno onde atuam, mas não conseguem livrar-se, sequer, do tolo vício de fumar.<br />
Kipling compôs o admirável poema &#8220;Se&#8221;, um admirável tratado ele libertação humana, mas ainda fumava bons charutos como qualquer moleque divertido; demonstrando que ele mesmo não conseguira se tornar o homem sonhado na sua criação genial! Bulwer Litton escreveu avançadas obras de simbolismo iniciático, focalizando diversas atitudes do homem no campo da espiritualidade consciente, mas era escravo do tabaco, em flagrante contradição consigo mesmo! Churchill concorreu extraordinariamente para libertar o seu país das garras nazistas: mas, lastimavelmente, na sua ingênua preocu¬pação de manter a tradição de uma figura excêntrica, em vez de fumar, era &#8220;fumado&#8221; pelos ostensivos charutos! Por isso, já dizia Pedro: &#8220;Porque todo aquele que é vencido é também escra¬vo daquele que o venceu&#8221; (II Pedro, 2: 19).</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Entre os próprios médicos há divergência de opiniões, pois enquanto alguns condenam o fumo, outros o acham inofensivo e até prazenteiro! Que dizeis?<br />
RAMATÍS: &#8211; A confusão ainda é uma condição comum do vosso mundo primário e ela também ocorre entre os pró¬prios cientistas. O homem tateia, vacila e duvida antes de firmar seus princípios científicos, morais e sociais; e paga a sua cota de sacrifício no equívoco que precede a exatidão. Ptolomeu, em sua época, demonstrou cientificamente que a Terra era o centro do sistema solar; Copérnico, mais tarde, também provou, sob fundamento científico, que o Sol era o centro do sistema e a Terra era quem girava. Mas Tycho Brahe, cientista de renome, combateu novamente a teoria de Copérnico, defendendo a tese ptolomaica, Lavoisier não acreditava que os meteoros caíam do céu: Pasteur foi combatido e ridicularizado antes de glorificado pela ciência médica.<br />
Assim se verifica no tocante aos próprios vícios da huma¬nidade; há quem os defenda por achá-los inofensivos, até com¬provar-lhes os malefícios na própria carne! O médico que fuma pode achar inofensivo o tabagismo, enquanto o que ainda não se viciou o censura como uma prática perigosa. No entanto, é suficiente o mais singelo exame de laboratório para se comprovar a natureza agressiva do alcalóide nicotina, que existe pro¬fusamente no tabaco. Após certo tempo de tabagismo, podem provir dores de cabeça do monóxido de carbono; irritações dos brônquios, da garganta e dos pulmões, produzidos pela amônia ou piridina; nas fossas nasais, devido ao calor da brasa do cigar¬ro, crestam as mucosas sensíveis das narinas. Há, ainda, os efei¬tos danosos dos derivados alcatroados do fumo, que formam residual nocivo atacando os pulmões, enegrecendo os dentes e compondo o terreno eletivo para o câncer pulmonar.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Muitos fumantes consideram que o cigarro acalma os nervos!<br />
RAMATÍS: &#8211; Os sedativos também acalmam os nervos, principalmente os barbitúricos; mas terminam por causar depressão e mais tarde perturbam o metabolismo do sistema nervoso! O desejo incontrolável do fumante origina-se no corpo perispiritual, cujas emoções no homem centralizam-se na região do &#8220;plexo solar&#8221; ou &#8220;plexo abdominal&#8221;. Em conse¬qüência, os fluidos volatilizados do fumo convergem para essa zona perispiritual, após verterem pelo &#8220;duplo-etérico&#8221;:.&#8217; consoli¬dando-se, ali, o condicionamento que vitaliza o desejo vicioso incessante. Disso origina-se a angústia perispiritual devido ao efeito constante do tabaco eterizado, a qual só se acalma com a própria droga, tal qual acontece com o &#8220;delirium tremens&#8221; produzido pelo álcool e depois tranqüilizado pela ingestão do mesmo. O fumante supõe tranqüilizar os nervos, porque a nicotina ao penetrar no sangue produz um efeito hipnótico momentâneo sobre o nervo simpático. Lastimavelmente, os efeitos degradantes do vício requerem a providência da própria substância que o gera, assim como o veneno da cobra cura a sua mordida.<br />
Em conseqüência, o fumante inveterado, depois que desen¬carna, ainda continua a sentir no &#8220;plexo abdorninal&#8221; do perispírito as angústias do vício tabagista cultivado na carne, exigindo o cigarro para se acalmar, coisa impossível de ser satisfeita no Além-Túmulo, pela ausência de qualquer tabacaria!</p>
<p>PERGUNTA:- Que dizeis das mulheres que fumam? Muitas delas acham que o fumo faz emagrecer e que as livra das drogas químicas perigosas!<br />
RAMATÍS: &#8211; É um equívoco das mulheres pretenderem emagrecer à custa do fumo, quando isso deve ser obtido atra¬vés de dietas convenientes ao seu tipo, sob a orientação de hábil nutrólogo.<br />
O tóxico do tabaco deprime fortemente certas pessoas debilitadas e exige a incessante mobilização de energias contra o seu impacto agressivo, resultando uma redução de peso do organismo físico por debilidade energética, e não devido ao tabagismo, que nada tem de terapêutico! Em geral, os fumantes inveterados engordam assim que deixam de fumar porque isso resulta do acúmulo de antitoxinas, que anteriormente foram mobilizadas no organismo para a defensiva contra a nicotina. Mas, paulatinamente, essas toxinas vão desaparecendo desmo¬bilizadas pela ausência do tabaco tóxico; e o &#8220;ex-fumante&#8221; não tarda a retomar à antiga forma física.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; As mulheres que fumam são mais prejudicadas do que os homens?<br />
RAMATÍS: &#8211; A nicotina contrai os vasos sangüíneos e retarda o afluxo ele sangue aos centros e camadas cerebrais superiores situados externamente no córtex cerebral. Por isso, alguns tabagistas sofrem de certa &#8220;amnésia&#8221; parcial e insensi¬bilidade nas extremidades dos dedos, provocados pela exigui¬dade da circulação capilar. As doenças do coração, mais raras entre as mulheres, são mais freqüentes entre os homens tabagis-tas, multiplicando-se os &#8220;enfartes&#8221; à medida que a humanidade fuma. A nicotina reduz o calibre das veias coronárias e produz a &#8220;falsa angina&#8221;, cada vez mais comum entre os fumantes inve¬terados. O fumante inveterado apressa a constrição das veias coronárias, devido à incessante presença da nicotina atuando nos vasos sangüíneos de modo anômalo. Conforme o velho preceito de que &#8220;a função faz o órgão&#8221;, a delicada rede das coro¬nárias, que irriga e alimenta o coração, também acaba vítima da estenose crônica provocada pela nicotina, transformando o homem sadio, e ainda moço, num ótimo cliente dos médicos cardiologistas!<br />
Conseqüentemente, a mulher que fuma é mais lesada pelo tabagismo, em virtude de ser constituída por mais extensa rede de vasos sangüíneos do que o homem, a fim de atender à sublime missão de procriar a vida. Através dos períodos cata¬mêniais, verifica-se que a mulher precisa descarregar o residual químico-tóxico sangüíneo, que se acumula naturalmente por não ser usado na procriação. A nicotina, a amônia, os ácidos oxálico, tânico, nítrico e o óxido de carbono, que se produzem na queima do tabaco, são mais nocivos ao metabolismo femi¬nino, porque agravam a necessária exoneração da carga mens¬trual tóxica e irritam o sistema nervoso.<br />
Ademais, a mulher que fuma envelhece prematuramente, porque a constrição sangüínea provocada pela nicotina rouba o rosado da pele e reduz a irrigação circulatória elas faces. As rugas surgem mais cedo e formam-se petrificações subcutâ¬neas devido à retenção de resíduos nocivos e gordurosos, como cravos, manchas e sardas, o que obriga a mulher a mobilizar cremes, tinturas, substâncias químicas ou massagens através dos modernos salões de beleza, na tentativa de dissimular a velhice prematura.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; O fato de a mulher fumar também pode influir na procriação dos filhos?<br />
RAMATÍS: &#8211; E de senso comum que &#8220;não há regra sem exceção&#8221;, e por esse motivo se existem homens tabagistas que vivem saudavelmente até 100 anos, há mulheres que resistem satisfatoriamente ao vício nocivo do fumo sem alteração na saúde. Mas essas exceções dependem fundamentalmente de orga¬nismos físicos oriundos de bons ascendentes biológicos.<br />
É o caso mais comum das camponesas que fumam desde jovens, e, no entanto, são saudáveis e procriam sem dificuldades. Mas em tais casos a natureza possui recursos de reserva para mobilização de defesas, pois se trata de vida simples, instintiva e sadia nos campos pródigos de oxigênio puro, sem as combus¬tões nocivas da atmosfera das cidades poluídas por toda a sorte de emanações químicas e epidêmicas das aglomerações. Mas a moça situada no turbilhão dos resíduos impuros das populações citadinas, cuja alimentação mais artificializada e impura exige ainda os recursos de uma farmacologia violenta e tóxica, não pode assemelhar-se ao tipo de resistência que a camponesa, bem nutrida e vitalizada pelo ar puro, oferece contra o fumo.<br />
As mulheres tabagistas tendem a gestar menor quantidade de filhos e algumas são estéreis, enquanto o uso do fumo duran¬te a gravidez acentua as náuseas, vômitos, salivação excessiva, ataques nervosos, perturbações digestivas e hepáticas, além das cefaléias periódicas. Certos abortos resultam ela inanição circulatória da rede vascular de irrigação do feto, quando ocor¬re a constrição demasiada sob o efeito ela nicotina.<br />
A justificativa de existirem mulher e homem imunes ao tabaco, não significa que é inofensivo fumar, tal qual a idéia insensata ele que não é perigosa a tuberculose, só porque tam¬bém há criaturas imunes a essa doença!</p>
<p>PERGUNTA – Considerando-se que o vício de fumar antigamente era um hábito censurável e próprio das mulheres de má vida, isso agora pode desconsiderar moral ou espiritualmente as demais mulheres que fumam?<br />
RAMATÍS: &#8211; Sob a tradição poética e histórica do mundo, cabe à mulher ser a figura representativa da poesia, graça e ins¬piração do homem, além de sua função sublime materna, Sem dúvida, existem mulheres brutas, grosseiras, obscenas e impie¬dosas, que desfiguram o conceito louvável da sublimidade femi¬nina. Mas, sob qualquer circunstância, a mulher sempre deverá representar o oposto masculino, preferindo as atitudes supe¬riores, que contrastam com a rudeza, má-criação, despotismo, insolência e egoísmo tão próprios do homem! Deus criou dois tipos de criaturas definidas na área da razão a fim ele constituir o motivo e o equilíbrio da vida; o homem, que é viril, autoritá¬rio, enérgico, másculo e mais rústico; e a mulher, atraente, terna, passiva e conciliadora, lembrando a flor que tenta pelo perfume fragrante, Ela significa o repouso espiritual, o &#8220;oásis&#8221; venturoso no deserto ela vida humana! É o aconchego do homem quando retoma ao lar, depois ele atormentado no mundo profano na luta pela manutenção da família, após as dissensões ou frustra¬ções de chefes e empregados, subalternos e hierárquicos, preocu¬pações econômicas, preterições injustas!<br />
Em conseqüência, tudo aquilo que é próprio do homem agressivo, autoritário, dinâmico e vicioso, deve ser ridículo, antiestético e censurável quando praticado pela mulher, sím¬bolo de gentileza e inspiração no jardim ela vida humana! A mulher pode se tornar grotesca e desagradável, plagiando ou imitando os vícios masculinos, como o fumo e o álcool. Na ati¬tude de lastimável masculinização, criticável por ser viciosa, a mulher destrói o encanto milenário que lhe cabe na face elo orbe! Embora exija o mesmo tratamento na vivência humana, em igualdade aos direitos do homem e podendo participar das instituições políticas, científicas e laboriosas do mundo, deve manter a ternura, cortesia e a feminilidade inspiradora, tradi¬cional. A mulher que fuma ou bebe im-eteradamente, embora não chegue a alterar os seus sentimentos inatos ela meiguice, resignação, tolerância e afeto, macaqueia algo dos vícios e da rudeza do homem!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; O câncer será uma conseqüência do vício de fumar?<br />
RAMATÍS &#8211; Tudo depende ela vulnerabilidade ancestral biológica do homem, pois a criatura de pulmões fracos é tão eletiva à pneumonia, pleurisia, atrofia, asma, enfisema, como, à tuberculose ou câncer pulmonar! Em tal caso, qualquer manifestação mórbida tende a convergir para essa região já debilitada por força da hereditariedade. O fumante inveterado e portador de pulmões deficientes contribui imprudentemente para agravar mais cedo a sua saúde. É, conseqüentemente, um candidato em potencial para o câncer nessa região pulmonar mais vulnerável. O fumo não é a causa exclusiva do apareci¬mento do câncer pulmonar, mas produz o terreno favorável à manifestação cancerígena, porque as substâncias alcatroadas e próprias do fumo atacam principalmente os pulmões por onde penetram agressivamente. Então é mais freqüente essa doença entre os tabagistas, os quais também oferecem mais probabili¬dades de ruína no tecido pulmonar pela infiltração nociva do tabaco. Atualmente, já se verifica que a maioria das mulheres cancerosas de pulmão fumam desbragadamente.<br />
Sem dúvida, há diversos fatores que provocam o câncer, desde os surtos viróticos, alterações enzimáticas, distúrbios químico-orgânicos, deficiências nutritivas, desequilíbrios dos metais e metalóides organogênicos, inclusive traumatismos. Mas o abuso do fumo ou do álcool,  aliado ao uso de substân¬cias químicas corrosivas e tóxicas na alimentação humana, contribuem gravemente para esgotar as defesas vitais do orga¬nismo e tornar eletivo o clima para o câncer. É o caso dos animais selvagens, que não são sujeitos ao câncer, em face ele sua vivência sadia e equilíbrio no seu metabolismo fisiológico, enquanto os animais domesticados podem se tornar cancero¬sos ao serem violentados pelos hábitos viciosos da alimentação do homem!<br />
O açúcar e o sal químicos são os maiores responsáveis pelas enfermidades nutritivas, gástricas. hepáticas, pancreá¬ticas e renais, que debilitam e alteram as defesas do animal domesticado à sombra do homem incoerente e ignorante das leis saudáveis da alimentação. Assim, o câncer não é propria¬mente originário de uma só fonte mórbida, mas de condições onde sempre impera a &#8220;desordem” mental, psíquica ou orgânica, a violência, enfim, contra a ordem e a harmonia da natureza! Aliás, há até um hibridismo cancerígeno proveniente da alteração no metabolismo enzimático e catalizador das ações e reações químicas necessárias à vida vegetal e animal. E assim proporciona o clima eletivo para certo vírus nutrir a sua progê¬nie no núcleo vital das células, que se mostram desamparadas pela alteração enzimática. Os instrutores espirituais sabem que o psiquismo influi poderosamente no metabolismo das enzimas catalisadoras do quimismo corporal, pois uma célula viva é maravilhosa fábrica que chega a produzir mais de 2.000 reações químicas provocadas por cem mil enzimas, das quais a medicina atualmente só conhece mil e poucos tipos!<br />
Como a nicotina e as demais substâncias nocivas do fumo interferem diretamente na circulação pulmonar, é óbvio que as células sanguíneas também terminam provocando distúrbios e alterações nos quadros peculiares das enzimas catalisadoras do corpo sadio, estabelecendo-se o desequilíbrio na raiz celular e conseqüente degeneração das células.<br />
A ação insistente de determinado instrumento, substância ou tóxico num ponto dado do organismo pode alterar o tra¬balho químico das enzimas e resultarem alterações celulares. Entre os hindus mascadores de noz-de-araca, o câncer ataca mais particularmente na boca, enquanto o câncer labial tem ocorrido mais freqüentemente no ponto em que mais o homem usa a piteira, o cigarro ou o cachimbo. Muitas úlceras gástricas, erradamente atribuídas à vida tensa do cidadão do século XX, têm a sua origem principal nos efeitos corrosivos das substân¬cias Tóxicas e alcatroadas. A excessiva e tóxica salivação defen¬siva do fumante inveterado para enfraquecer o fumo ataca a delicada mucosa do estômago e modifica os sucos gástricos e entéricos. perturbando o equilíbrio do metabolismo harmônico da digestão.</p>
<p>PERGUNTA – Mas por que aumenta o número de fumantes no mundo, quando através da própria ciência já se conhecem os prejuízos indesejáveis produzidos pelo tabaco?<br />
RAMATÍS: &#8211; O homem terrícola ainda é muitíssimo negli¬gente para consigo mesmo, e confia quase que exc1usivamente na ciência acadêmica, a qual só opera adstrita à superfície terráquea. Aumentam os vícios, as paixões e os tumultos que desventuram o ser, na mesma proporção que aumenta a humani¬dde, pois apesar dos triunfos científicos, a quantidade humana domina a qualidade espiritual. O homem conseguiu pousar na Lua através da nave espacial &#8220;ApoIo-11&#8243;, mas ainda não conse¬guiu penetrar um centímetro na investigação do seu espírito; dispondo da bomba atômica e apenas apertando um botão ele pode destruir um milhão de criaturas, mas, lastimavelmente, não consegue destruir, sequer, o vício do cigarro! É capaz de dialogar genialmente com os povos antípodas do planeta, mas, infelizmente, não possui assunto superior para manter um minu¬to de palestra com a sua própria alma! Transplanta o coração ele um desastrado para outra criatura cardiopata, consegue movimentá-la no trânsito do mundo sob a genial intervenção cirúrgica, e, no entanto, não sabe de onde vem, o que é e para onde vai! Ilumina a face do orbe sob o controle remoto, mas ainda não conseguiu acender uma vela para iluminar o próprio espírito! Senhor de riquezas materiais no mundo profano, ainda não pôde povoar de alegria e paz o seu coração!<br />
Por isso, na sua ignorância espiritual pouco faz para restrin¬gir a prática das coisas nocivas ao gênero humano, corno é o tabagismo, o uso de entorpecentes ou alcoolismo! As indústrias tabagistas do mundo, através de processos de propaganda em cartazes vistosos, propagam o vício de fumar utilizando-se dos recursos mais excêntricos; aqui, atrativas figuras de mulheres despidas convidam ao inigualável prazer divino de aspirar fuma¬ça malcheirosa do cigarro! Ali, esportistas famosos ou artistas consagrados apregoam a inspiração que o tabaco exerce na arte e no esporte; acolá, os próprios cientistas ponderam em frases raras que o cigano é um prolongamento epicurista do próprio homem! Há fidalguia e requinte na elegância de cultuar o idola¬trado cigano, ou impõe respeito o famoso político entrevistado com vistoso charuto entre os dedos amarelentos!<br />
E a humanidade negligente prefere despender fortunas para convencer que o fumo e o álcool são prazeres justificáveis até pela ciência, apreciados pelos esportistas que necessitam manter-se saudáveis, e cultivados por verdadeiras expressões artísticas do comportamento humano!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Quais são os prejuízos espirituais mais graves que podem afetar o fumante inveterado?<br />
RAMATÍS: &#8211; O indivíduo que perde o seu domínio men¬tal e escraviza-se ao vício de fumar revela-se um candidato em potencial para outras investidas perigosas no seu psiquismo vulnerável. Assim que decaia na sua segurança moral, que negligencie com a estabilidade espiritual no mundo, constitui uma brecha a permitir a interferência possessiva de algum espírito desencarnado e sedento de satisfazer igual vício. Obvia-mente, quem não pode livrar-se de uma prática nociva, como é o tabagismo, é sempre mais difícil desprender-se de uma &#8220;vonta¬de oculta&#8221;; e o espírito do Além-Túmulo goza plena liberdade de agir invisivelmente.<br />
Considerando-se que os espíritos desencarnados são apenas as entidades que se moviam pela Terra através de corpos carnais, é óbvio que do &#8220;lado de cá&#8221; vivem as mesmas espécies da fauna humana terrícola! Em conseqüência, também é grande o número de espíritos de &#8220;ex-fumantes&#8221; inveterados, que embora despidos do corpo carnal, ainda estão presos ao vício tolo de engolir fuma¬ça irritante cultivado na matéria. E como o desejo não é próprio do corpo físico, mas inerente ao espírito imortal, os viciados do Além-Túmulo necessitam de uma ponte viva e dinâmica para ligarem-se ao objeto do seu vício inexistente no mundo espiritual. Assim, os mais inescrupulosos ou sedentos vivem à cata de outros viciados encarnados, que lhes possam satisfazer a angústia taba¬gista! Eles procuram verdadeiras &#8220;piteiras vivas&#8221; para fumarem, assim como os alcoólatras sem corpo buscam &#8220;canecos vivos&#8221; para beberem, numa simbiose mediúnica eletiva!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; E como se processa essa degradante fun¬ção, em que os &#8220;vivos&#8221; transformam-se em &#8220;piteiras vivas&#8221; dos espíritos viciosos desencarnados?<br />
RAMATÍS: &#8211; O duplo-etérico do homem encarnado é o veículo de segurança contra os espíritos desencarnados, desde que ele não perca o controle e o domínio no comando. É o intermediário entre o corpo físico e o perispírito imortal, o veí¬culo onde se centralizam todas as ações e reações no intercâm¬bio do mundo espiritual com o mundo físico. Em conseqüência, a satisfação de fumar, no homem viciado, processa-se através da ação desse duplo-etérico que, atuando na forma de sensibi¬líssimo laboratório confeccionado de éter-físico da Terra, trans¬forma o tabaco incinerado na condição de fluidos etéricos assi-miláveis pela natureza sutil e imponderável do espírito imortal. Como o duplo-etérico é um corpo provisório, que existe apenas durante a encanação do espírito, pois desintegra-se alguns dias depois da morte carnal, quem desencarna desliga-se do seu laboratório que sublima as substâncias físicas em fluidos etéricos. Assim, perde o contacto direto com os fenômenos do mundo físico, sem poder satisfazer vícios ou paixões cultivadas em excesso, na carne!<br />
Isso acontece também com o &#8220;ex-tabagista&#8221; inveterado, que ainda mais se alucina ao ver-se desligado do corpo carnal e surpreende-se, aflito, pelo desejo do fumo estigmatizado no perispírito! Falta-lhe o duplo-etérico, o &#8220;transformador&#8221; ade¬quado para sublimar a erva incinerada em condições fluídicas assimiláveis. Deste modo, se o espírito desencarnado vítima do tabagismo é de baixa freqüência vibratória, de pouco escrúpu¬lo ou alucinado, ele não trepida em perseguir os encarnados viciados pelo fumo, a fim de absorver tanto quanto possível as emanações do cigarro! É a &#8220;via crucis&#8221; do infeliz viciado que transladando-se para o mundo espiritual, não conseguiu desvencilhar-se completamente dos cordoames das paixões ou vícios, que são próprios e exeqüíveis apenas no orbe físico! Os mais estóicos curvam-se ao sofrimento mórbido e pouco a<br />
pouco retemperam-se dissipando de si o desejo vicioso; mas os tabagistas desencarnados, moralmente aviltados e desprovidos de qualquer escrúpulo, só têm um objetivo e intenção obsessi¬va: mobilizar um outro viciado no mundo carnal, para torná-lo na função ridícula e indesejável de &#8220;piteira viva&#8221;!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; O que poderíamos entender mais correta¬mente por essa função de &#8220;piteira viva&#8221;?<br />
RAMATÍS: &#8211; Informamos que, através do duplo-etérico do tabagista encarnado, o espírito viciado e sem corpo absorve os fluidos &#8220;etereofisicos&#8221; exalados na queima do fumo material, assim como se utilizasse excêntrica &#8220;piteira viva&#8221; humana! Daí, a surpresa de certos médiuns videntes, quando deparam a estra¬nha simbiose de um espírito desencarnado, aflito e sedento, completamente enlaçado a um fumante inveterado ou alcoó¬latra. É o ignóbil vampirismo de uma alma destroçada pelo vício, que nenhum objetivo possui na vida além da satisfação do desejo pervertido!<br />
Mas como há um grande desperdício fluídico nesse vampi¬rismo tabagista pela ausência do corpo carnal, então o espírito desencarnado e escravo do vício do fumo assedia o fumante para renovar a sua dose de cigarros, a fim de haurir maior per¬centagem da nicotina fluídica. Assim, o fumante invigilante pode atingir o máximo da degradação viciosa, a ponto de acender um cigarro atrás de outro, na absurda submissão mental de atender ao desejo insofreável de alguém agindo do mundo oculto!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Todos os fumantes inveterados são “piteiras vivas” dos espíritos viciados, no Além?<br />
RAMATÍS: &#8211; A simbiose de um encarnado com um obsessor no vampirismo do fumo resulta propriamente da &#8220;afinidade&#8221; espiritual, moral ou psíquica entre ambos! É indubitável que, se Francisco de Assis fumasse, mesmo desbragadamente, nenhum espírito viciado conseguiria torná-lo uma &#8220;piteira viva&#8221;, em face de sua sublime freqüência Angélica, pois, enti¬dade de tal quilate espiritual, mesmo algemada ao vício do fumo, jamais desceria à ignomínia de obsediar um encarnado e prosseguir no mesmo vício trazido da carne! Os espíritos ben¬feitores, embora tenham se deixado escravizar por algum vício, na Terra, são bastante briosos depois de desencarnados, para curtirem a sua fraqueza sem prejudicar o próximo!<br />
Em conseqüência, nem todos os homens tabagistas são &#8220;piteiras vivas&#8221;, quando se trata de criaturas benfeitoras, dig¬nas, pacíficas, amorosas, tolerantes e religiosas. Na verdade, o encarnado que funciona na condição degradante de &#8220;piteira viva&#8221; já é um candidato em potencial a futuro vampiro tabagis¬ta no Além-Túmulo, porque a simbiose viciosa e indesejável depende da afinidade por força da mesma moral censurável e sentimentos malévolos entre ambos!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Todos os fumantes inveterados, depois de desencarnados, sofrem no Além os efeitos perniciosos do vício de fumar?<br />
RAMATÍS: &#8211; O sofrimento ou prazer de cada espírito, após a desencarnação, depende da extensão de sua escravatura ou submissão aos vícios e às paixões que cultivou imprudente¬mente no mundo carnal. Como o desejo continua a espicaçar o espírito, mesmo depois de desencarnado, pois isso não pertence ao corpo carnal transitório, ele há de sofrer tanto quanto seja a intensidade desse desejo, e, lastimavelmente, quanto à perspectiva ou probabilidade de poder satisfaze-lo! No caso do taba¬gismo, o espírito evoca o cigarro, charuto ou cachimbo, com a mesma aflição com que fazia na Terra, quando achava-se des¬prevenido de imediata satisfação viciosa. E como percebe que ainda é mais difícil acalmar o desejo insofreável, no Espaço, então se torna mais desesperado centuplicando o sofrimento.<br />
Sabem os espiritualistas estudiosos e os médiuns, quando incorporam entidades sofredoras, que a fome, a sede, o desejo alcoólico ou de fumar, não se extinguem pela simples libertação do corpo carnal no &#8220;falecimento&#8221; físico, pois mudar de plano de vida é como mudar de apartamento, em que o morador conti-nua a manter as mesmas idiossincrasias, gostos e prazeres. A morte não é um banho miraculoso, pois não transforma diabos em santos, analfabetos em sábios, viciados em espíritos puros! Em conseqüência, todos os fumantes hão de sofrer, no Além, os efeitos brandos ou intensos de sua estultícia em perder o comando do organismo físico, estigmatizando, também, o peris¬pírito, com vícios que depois o imantam ao mundo físico!</p>
<p>PERGUNTA:- E que aconteceria, no Além-Túmulo, a um excelso espírito desencarnado, supondo-se que ele tenha sido um fumante desbragado, na Terra?<br />
RAMATÍS: &#8211; A alma sublime, mas estigmatizada pelo vício de fumar no mundo físico, assemelha-se a uma espécie de balão cativo, que depois de livrar-se de 99 amarras, lutasse afanosamente para desprender-se do último cordel que ainda a imanta à carne! Embora situada no Paraíso, entre os eleitos do Senhor, ela sentir-se-ia inquieta e aflita pelo chamamento do mundo carnal no desejo vicioso!<br />
Por isso Jesus foi bastante explícito, quando advertiu sobre a escravidão do homem aos vícios da carne: &#8220;Em veredade vos digo, que tudo o que ligardes sobre a Terra será ligado também no céu, e tudo o que desligardes sobre a Terra, será desligado também no céu&#8221; (Mateus, 18:18). Aquele que fuma descontroladamenle, viciou-se no álcool ou é um carnívoro insaciável sem dúvida, ficará ligado pelos laços etéricos a esses prazeres ínfimos terrenos, até que o seu espírito reassuma o comando mental próprio, ou prepare-se para novas experiên¬cias encarnatórias, onde o sofrimento o ajudará a extirpar os vícios escravizantes.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Há algum meio infalível de o homem deixar de fumar?<br />
RAMATÍS: &#8211; É óbvio que o problema não se soluciona no simples &#8220;largar do cigarro&#8221;, mas deve ser compreendida a realidade estulta, nociva e onerosa, que é incinerar folhas ele tabaco sem qualquer finalidade saudável ou nutritiva! Em pri¬meiro lugar é preciso analisar e solucionar o fato na mente e libertá-la da escravidão excêntrica. Alguns homens recuperam a sua força de vontade instantaneamente e expulsam de si a indesejável entidade tabagista viciosa; outros preferem eliminar o intruso através de etapas sucessivas e reconquistam, palmo a palmo, o terreno perdido! O psiquismo, às vezes, precisa reto¬mar o ponto de partida do vício; analisá-lo desde os primeiros efeitos fisiológicos desagradáveis e perniciosos, inclusive quan¬to à infanti1idade de chupar &#8220;canudinhos de papel com erva malcheirosa&#8221;, que produz fuligem nos pulmões, irrita a gargan¬ta e amarela os dedos! Há que refletir no incômodo causado às pessoas amigas ou estranhas, nos restaurantes, salões, ônibus, trens e ele,&#8217;adores, quanto às cinzas e aos buracos nas roupas, sobre a angústia de não poder assistir tranqüilamente a uma cerimônia ou filme cinematográfico sem fumar! Além do perigo ele incêndio, existe a situação humilhante de um homem que se julga senhor de si, mas ainda é escravo de um poder oculto, primário e nocivo, como é o ridículo vício de fumar!<br />
A libertação do tabagismo há de ser mental, sem trocas por &#8220;bonbons&#8221; ou cigarros repulsivos, que embora inofensivos, ainda demonstram a fraqueza de vontade e a necessidade de um substituto vicioso! Convença-se o fumante de que o fumo não causa prazer ou distração, nem acalma os nervos e não produz inspirações sublimes. É um vício ridículo, que humilha qualquer homem inteligente e sensato! O fumante inveterado devia lastimar-se por ser escravo do estulto &#8220;canudinho de erva queimada&#8221; ou de uma folha de fumo enrolada entre os lábios babosos! E acima de tudo, o tabagista não deve esquecer o ter¬rível e angustioso sofrimento que advém após a morte corporal, pois no Além não existem tabacarias. É degradante para um espírito razoável também tentar o escabroso recurso de fumar através de outra &#8220;piteira viva&#8221;, viciada, na Terra!<br />
O fumante, quando se liberta do vício de fumar, então se surpreende verificando que há um desafogo no sistema circula¬tório e respiratório, enquanto desaparecem as proverbiais cefa¬léias, sensibilizam-se os sentidos físicos como o paladar e o olfa¬to, antes &#8220;nicotinizados&#8221;. Passa a sentir os sabores e os odores naturais dos alimentos, enquanto o sistema nervoso acalma-se, pouco a pouco, sem a excitação mórbida do cigarro. Finalmen¬te, sentirá orgulho de sua grande vitória ao libertar-se do fumo que já lhe dirigia até os pensamentos, fortalecido para iniciar a ofensiva contra quaisquer paixões ou demais vícios que pren¬dem a alma nos ciclos tristes das reencarnações físicas!</p>
<p>FIM!.</p>
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		<title>O Problema do Vício de Beber</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:58:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Problema do Vício de Beber]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Fraternidade Espiritual Estrela do Oriente – Atdto espiritual apométrico<br />
Fundado em: 22.02.2006<br />
Rua: São Pedro 626-A – São Leopoldo<br />
Para agendar atendimento colher formulário em:  http://estreladooriente-apometria.blogspot.com/<br />
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<p>A VIDA HUMANA E O E O ESPÍRITO IMORTAL<br />
Ramatís por Hercílio Maes<br />
Ed. Do Conhecimento – 11ª edição</p>
<p>Capítulo 9.</p>
<p>Os problemas do vício de beber</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Sem dúvida, os instrutores espirituais devem considerar o álcool um dos maiores malefícios do nosso mundo. Não é assim?<br />
RAMATÍS: &#8211; O álcool não é um dos maiores malefícios do mundo, mas de incontestável benefício para o ser huma¬no. Ele serve para compor xaropes, tintas e medicamentos; move motores, alimenta fogões, ilumina habitações, higieniza as mãos, desinfeta contusões e seringas hipodérmicas; limpa móveis, extrai manchas de roupas e asseia objetos, destrói germens perniciosos e enriqueci os recursos da química do mundo. Usado com parcimônia, estimula o aparelho cardíaco, acelera à digestão difícil e ajuda a queimar o excesso de gordu¬ras nas pessoas idosas. O álcool é maléfico, avilta, deprime e mata, quando os homens abusam de sua ingestão e chegam a degradar-se pela embriaguez.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Sob a vossa conceituação espiritual, o alcoolismo deve ser considerado um vício ou uma doença da humanidade terrena?<br />
RAMATÍS: &#8211; O alcoolismo deveria ser enquadrado mais propriamente no terreno patológico, pois o alcoólatra é um doente, que se enferma por sua livre e espontânea vontade. Assim como certas doenças deformam e lesam o organismo durante a sua manifestação, a embriaguez também produz lastimáveis e perniciosos efeitos no corpo físico, ofendendo os delicados centros cerebrais e rebaixando o homem no conceito da moral humana.<br />
Surpreende-nos que os administradores, cientistas e auto¬ridades de todas as nações terrenas movimentem campanhas contra o vício da maconha, da cocaína, da morfina e do ópio, e até procurem disciplinar o uso de entorpecentes farmacêuticos, mas negligenciem completamente quanto ao abuso do álcool e tolerem os seus resultados nefastos. Enquanto a medicina inverte somas apreciáveis para pesquisar e sanear moléstias de menor importância, descuram-se de erradicar o alcoolismo, que lesa a vitalidade humana. Embriaga-se o rico com o uís¬que caríssimo e o pobre se degrada com a cachaça; no entanto, ambos se envenenam pelo mesmo tóxico pernicioso.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; E como se poderia solucionar problema tão crusciante?<br />
RAMATÍS: &#8211; Alhures, explicamos que a graduação espi¬ritual primária dos habitantes da Terra justifica os indivíduos desordeiros, inescrupulosos, injustos, fesceninos, cruéis, mistifica¬dores, ciumentos e desregrados, motivo por que o orbe terráqueo ainda não merece ser governado por espíritos do quilate de um Francisco de Assis, Gandhi, Buda ou Jesus; essas entidades santi¬ficadas jamais conseguiram disciplinar ou administrar criaturas ainda tão desatinadas pela cobiça, ambição, pilhagem e guerras fratricidas; e em sua maioria, preocupadas exclusivamente com os seus interesses pessoais.<br />
Malgrado o problema cruciante do alcoolismo, que degrada o moço negligente, a mulher ingênua, o homem desesperado ou velho desiludido, os terrícolas despendem gastos nababescos, para pousarem na Lua e lá prolongarem o mesmo sistema nefas¬to de vida cruel e viciosa, já cultuada na Terra! Conseqüentemen¬te, a displicência do homem, quanto ao alcoolismo, em breve há de ser corrigido pela &#8220;Administração Sideral&#8221; da Terra, pois neste &#8220;Fim de Tempos&#8221;, ou profético &#8220;Juízo Final&#8221; já em execução no seio da humanidade terrena, devem ser exilados para outro orbe inferior os responsáveis pelos desequilíbrios e empreitadas funes¬tas, que perturbam a vivência sadia do homem!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Quais são as conseqüências mais graves para os homens alcoólatras?<br />
RAMATÍS: &#8211; O alcoólatra é o indivíduo que já perdeu o senso direcional do seu espírito, pois vive em função do coman¬do discricionário de uma entidade oculta, que comanda todas as suas ações na vida física e até depois de desencarnado! Convinha que todos os homens seduzidos pela bebida alcoóli¬ca pudessem certificar-se dos cometimentos atrozes e terríveis, próprios das vítimas do alcoolismo em tratamento nos sana¬tórios antialcoólicos. Elas assemelham-se a verdadeiras feras enjauladas que, entre uivos e clamores, torturadas pela ardên¬cia insofreável do vício degradante, ameaçam despedaçar-se de encontro às grades protetoras. São trapos vivos, que se amon¬toam pelo solo e transpiram as emanações etílicas por todos os poros compondo a fauna dos candidatos à morte inglória nas valetas do mundo ou expostos nos necrotérios públicos.<br />
É estarrecedor, após o exaustivo período sacrificial de ges¬tação da mulher, na sua função sublime de procriar um filho, vê-Ia tombado no lodo das ruas e marcado pelos estigmas vicio¬sos do alcoolismo!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; No entanto, muitos estudiosos do problema do alcoolismo temem pela extinção da indústria de bebidas alcoólicas, considerando um desastre econômico e colapso fatal na fabulosa renda fiscal do país. O fechamento de fábricas de garrafas, barris, caixas, tampinhas, cortiças e copos, a redução de impressos, transportes e conseqüente extinção da lavoura de lúpulo, cevada, ou cana-de-açúcar hão de causar os mais vulto¬sos desempregos do mundo! Que dizeis?<br />
RAMATÍS: &#8211; E absurdo, insensato e maléfico esse sis¬tema de sustentação econômica terrícola através do álcool, pois ainda são mais catastróficos os prejuízos e as tragédias decorrentes de tal vício, em vez do desastre econômico, desem¬prego e&#8221; déficit&#8221; da renda fiscal, que podem ser remediados por outros recursos mais sensatos! O alcoolismo é o responsável direto pela maior parte de latrocínios, prostituições, doenças, misérias, luxúria, orgias, desordens, desventuras domésticas e maus-tratos da família. A indústria e o comércio que o sus¬tentam lembram um monstruoso vampiro a sugar as forças sadias de toda a humanidade! Qual é a vantagem do mundo em manter indústria tão macabra e funesta, se o álcool devora o organismo do próprio homem, além de ser combustível indire¬to da tuberculose, câncer, cirrose, sífilis, degenerações renais e pancreáticas, embrutecimento cerebral, imbecilidade, histeria, epilepsia, neuroses, lesões orgânicas, prostração física, enfra¬quecimento nervoso, taras hereditárias e esterilidade?<br />
Mas o homem, em sua imbecilidade, chega até a glorificar o abuso do álcool e valoriza o produto nefasto, como se tal acontecimento vicioso e degenerativo fosse realmente algo de notável à cultura, glória, filosofia ou cientificismo de um povo! A Alemanha orgulha-se de sua cerveja; a Rússia, da vodca, a França, Espanha, Portugal e Itália, dos seus vinhos famosos; a Escócia e a Inglaterra são países mais conhecidos pelo seu uís¬que do que por suas realizações históricas! A América Latina proclama a preciosidade do rum de Cuba, da tequila do México, ou da cidra da Argentina, enquanto o próprio Brasil muito se envaidece pela sua famigerada cachaça! Sem dúvida, tudo isso poderia consagrar um país, caso fosse usado com parcimônia, que não conduz ao vício e à degradação, pois há povos cujos louvores provêm dos seus saborosos pêssegos, morangos, figos ou deliciosas uvas!<br />
Malgrado a bebida alcoólica ser excelente fonte de renda fiscal, paradoxalmente, o seu abuso provoca o dobro dos gastos da administração pública de cada país, ante a série de enfermida¬des, degenerações orgânicas, crimes, desastres, acidentes, infelici¬dades, embrutecimento e desencaminhamento da juventude! Há verbas vultosas para atender à manutenção de asilos, hospitais, cárceres, presídios, institutos de recuperação psíquica e excepcio¬nais filhos de alcoólatras.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Alegam alguns homens célebres que, se Deus permitiu a descoberta do álcool no mundo, evidente¬mente, é para se bebê-lo!. .. E a própria Bíblia narra a feliz descoberta de Noé na fermentação da uva, assim como o uso costumeiro da bebida alcoólica entre as primeiras tribos judaicas! Que dizeis?<br />
RAMATÍS: &#8211; Deus não induziu a descoberta do álcool para o homem se embriagar, assim como da descoberta do ácido sulfúrico ninguém deve se matar! Ele quis prover a huma¬nidade de um elemento útil para aliviar os problemas mais simples da vida! Caso o Senhor considerasse o álcool bebida para ser ingerida sem qualquer controle, é indubitável que também teria criado as fontes, os riachos e rios prenhes de vinho, cerve¬ja, uísque, licores e cachaça; jamais tê-Ios-ia enchido de água! Mas é a concupiscência, a ganância, a cobiça, a avidez e a falta de escrúpulo de lucros ilícitos e fáceis que induzem os homens a se explorarem mutuamente no intercâmbio do alcoolismo oneroso e funesto.<br />
Por isso, a propaganda alcoólica é feita por hábeis artistas através de quadros atraentes e multicores, que sugerem hipno¬ticamente as mais excêntricas bebidas corrosivéis à conta de verdadeiras ambrosias dos deuses! A imprensa, o rádio, a tele¬visão e os cartazes de ruas seduzem os incautos e avivam-lhes o desejo para preferir certo alcoólico da moda. Aliás, maquiave¬licamente, a indústria já introduz álcool em doces, chocolates e bombons finos, a fim de habituarem, desde muito cedo, as crianças, ao condicionamento tóxico e assim garantirem novos clientes no futuro! Que importa aos homens ambiciosos, egoís¬tas e inescrupulosos a aventura do próximo, desde que possam aumentar a sua receita financeira?<br />
Embora certas descrições da Bíblia, que aparentemente endossam o uso do álcool, Jesus e seus apóstolos nada disse¬ram de favorável a esse vício nefasto. Aliás, Paulo de Tarso é bem claro quando assim adverte: &#8220;Nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os que se dão à embriaguez, nem os maldizentes possuirão o reino de Deus&#8221; (I Coríntios, 6:9-10) e antes dele já dizia o célebre profeta Habacuc: &#8220;Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro!&#8221;</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Por que até homens de talento louvável e capacidade criadora têm-se deixado aviltar completamente pelo álcool?<br />
RAMATÍS: &#8211; Não há dúvida, foram vitimados pelo álcool homens de avançada sensibilidade, como Edgard Allan Poe, Charles Baudelaire e outros, que deixaram um rasto lumino¬so na superfície do orbe. No entanto, os homens consagrados nas esferas científicas ou da arte do mundo material também podem ser pobres analfabetos espirituais! Nem sempre o talen¬to no mundo é sinal de que se fez o conhecimento da verdadeira vida do espírito imortal. Em geral, tais homens se estiolam na pesquisa demasiada dos valores da vida física, numa especializa¬ção isolada do panorama espiritual, ignorando a Lei do Carma e o processo justo da Reencarnação, que lhes poderia solucionar inúmeros problemas da vida em comum! Alguns atribuem-se excessivo valor quanto à sua personalidade incomum na face da Terra, e chegam a se mostrar humilhados, porque o destino ligou-os à família vulgar humana! Infelizes no lar, ante o clima prosaico e primário da parentela consangüínea, mal sabem que a Lei os imantou a criaturas deseducadas, que exploraram no passado. Revoltam-se alguns contra um pseudo Criador que os fez nascer empobrecidos, ignorando que a trama cármica os desvia incessantemente da fortuna material e motivo de desman¬dos funestos no pretérito! Os mais inteligentes transformam a sua desventura pessoal num melodrama cósmico, e vivem em sob intenso protesto contra quaisquer motivações divinas! Outros, exaltam a boemia regada a álcool, justificando o seu próprio vício como válvula de escape para a poesia, a pintura, a literaatice ou dramas novelescos!<br />
No entanto, muitos desses bêbedos intelectualizados são homens vulgares, que atormentam os filhos ou infelicitam o ambiente doméstico, malgrado os seus arroubos geniais e epigra¬mas incomuns! Embora sejam escritores, poetas, dramaturgos ou artistas, quando se embriagam regridem ao nível dos homens primários, cujos sentimentos se afogam nas ondas do instinto animal! Em geral, a esposa heróica se curva sobre o tanque de lavar roupas, atravessa a madrugada com o ferro de engomar, ou se humilha na limpeza dos casarões alheios, desdobrando -se para sustentar, vestir e educar a prole faminta, enquanto o esposo de talento percorre as bodegas lançando ditos inteligen¬tíssimos ou compondo poesias de alta emotividade. A boemia sustentada à base de cachaça ou de uísque, mesmo quando se trate de bêbedo capaz de tecer as mais delicadas filigranas sonoras e poéticas, não oferece nenhum motivo para louvores extemporâneos!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Mas a história e a literatura do mundo exaltam bastante os poetas, artistas e músicos, os quais, embora fossem noctívagos e beberrões, deixaram sinais brilhantes na sua passagem pelo mundo terreno!<br />
RAMATÍS: &#8211; Sob o critério de julgamento feito pelo mundo espiritual, os valores terrenos mudam completamente de interpretação, pois só prevalecem no Além-Túmulo as virtudes do espírito imortal! É flagrante a incoerência do homem que traça roteiros luminosos e geniais no campo da poesia, da arte, da crítica, do teatro ou da literatura, mas não consegue movimen¬tar-se de modo digno e sensato junto à família!<br />
Os sentimentos de bondade, ternura, humildade, renúncia, fidelidade e amor não são exclusivos do homem talentos o e científico, mas qualidades insignes do homem! Muitos gênios forjados nos elementos transitórios do mundo material, e dis¬tinguidos lisonjeiramente pela história, são espíritos débeis e escravos dos vícios, exaltando a boemia improdutiva! Muitos desses boêmios talentosos, mas ignorantes da realidade espi¬ritual, que alegram as ruas e os botequins das cidades, costu¬mam abandonar a família como um lastro inútil, oneroso e humilhante. Outros trocam a companheira devotada, laboriosa e resignada, que os serviu nos dias mais aflitivos, pela mulher volúvel, ociosa e ladina, e a elegem como inspiradora de suas obras excêntricas!<br />
Causa estranheza que tais gênios só despertem a sua veia poética ou a inspiração artística sob o aquecimento do álcool corrosivo, mas quando sóbrios são incapazes de conseguir um litro de leite para os filhos! Nenhum ensinamento duradouro podem legar à humanidade os poetas, filósofos e artistas, que, para produzirem algumas obras geniais, principiam justamente escrevendo o drama covarde e inescrupuloso de abandonarem a família! Que valem para o mundo, cada vez mais sedento de esclarecimento espiritual, a alacridade, as rimas, os conceitos e as filigranas, os pensamentos e as graças literárias dos poetas ou gênios alcoolizados, que sabendo cantar a epopéia da vida humana, não conseguem manter a alegria no próprio lar?</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Os homens geniais, mas boêmios e beber¬rões, quando desencarnam também sofrem as mesmas conseqüências espirituais próprias das vítimas de embriaguez, sem qualquer talento ou cultura?<br />
RAMATÍS: &#8211; A Lei Espiritual preceitua &#8220;a cada um será dado segundo as suas obras&#8221;, e não quanto à sua cultura, crença, inteligência ou alacridade boêmia! O alcoólatra, de qualquer natureza, ou mesmo capaz de criar no mundo das letras ou da arte, quando desencarna sofre no perispírito as conseqüências mortificantes da ação corrosiva do tóxico alcoó¬lico, assim como o arsênico tanto queima a pele do homem ou da mulher, do bandido ou do santo, do gênio ou do analfabeto! Isso é uma questão de química transcendental e nada tem a ver com a condição social, cultural ou religiosa do homem no mundo físico!<br />
Aliás, a inteligência ou genialidade humana, que distingue o homem na face terráquea, pode ser completamente inútil para a criatura ainda distante da &#8220;sabedoria espiritual&#8221; do mundo angélico! O artista genial pode criar deslumbrante obra no mármore provisório do mundo físico, e, no entanto, ser um péssimo escultor da sua própria felicidade; o escritor talentoso pode compor admirável texto literário de esclarecimento psi¬cológico aos encarnados, continuando um analfabeto nas suas resoluções espirituais! A verdadeira sabedoria é alicerçada nas coisas definitivas do espírito imortal, uma vez que o mundo físi¬co é apenas o &#8220;meio&#8221; e não o &#8220;fim&#8221; da existência humana!<br />
Atila, Gêngis Khan, Alexandre, Júlio César, Anibal, Carlos Magno, Napoleão ou Hitler, foram &#8220;gênios&#8221;, mas no conceito de guerra, seu talento e habilidade eles os empregaram destruindo e pilhando outros povos! Passaram pelo mundo execrados por essa genialidade enfermiça e que deixou gemidos e mortes no seu rasto de sangue. No entanto, gênios também foram Vicente de Paulo, Francisco de Assis, Paulo de Tarso, Buda, Krishna, Confúcio, Gandhi ou Jesus, porém, sábios espirituais que con¬sagraram-se na estratégia sublime de melhorar e enriquecer a vida da humanidade. O sábio autêntico é aquele que sabe administrar a sua própria vida espiritual, proporcionando a si mesmo a ventura eterna. Jamais é genial quem conquista povos ou tesouros materiais, mas desencarna possuindo um árido deserto no coração!<br />
O problema da ventura espiritual é assunto particular; por isso, muitos gênios, artistas e cientistas, que fartaram de álcool o seu corpo pelas espeluncas do mundo, enquanto dei¬xavam a família à míngua de um pedaço de pão, infelizmente, acordaram no Além-Túmulo estarrecidos e desgraçados ante a tragédia que passaram a viver em si mesmos! Sofreram a mais atroz desilusão, desaparecendo-lhes a garridice, o sarcasmo e os epigramas com que se aureolavam no mundo físico e deslum¬bravam os &#8220;fãs&#8221; através de jogos incomuns de palavras e recita¬tivos álacres! Muitos desses famosos beberrões ironizavam os tolos da crença na vida imortal. Mas, para a sua infelicidade, confundiam a sua própria incapacidade de apercebimento da Realidade Divina, na convicção de avançada sabedoria pes¬soal!<br />
Malgrado terem sido cultos oradores, abalizados filósofos e argutos psicólogos, ágeis de raciocínio, famosos e ricos de epi¬gramas aguçados, eis que após o &#8220;falecimento&#8221; precisam apoiar¬-se, servilmente, na textura que lhes oferece a esposa inculta, inexpressi\&#8217;a e resignada, que no seu orgulho intelectivo eles abandonaram na Terra!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Fomos informados de que o álcool chega a produzir modificações na contextura do perispírito! Poderíeis dizer-nos algo a respeito desse acontecimento?<br />
RAMATÍS: &#8211; Não há dúvida; a anarquia física do bêbedo é apenas o reflexo da sua mórbida desordem psíquica! Assim, quando desencarna, o seu perispírito desfigurado pela ação corrosiva etereoastralina do álcool plasma um aspecto larval, vampírico e horrendo, que impressiona e assusta as almas mais tímidas! Aí na Terra, o corpo desfigurado, bamboleante e repulsivo, reflete a desagradável plastia da sua organização perispiritual, cujo tecido delicadíssimo é profundamente sensí¬vel às ações mentais.<br />
O bêbedo descuida-se do seu vestuário, torna-se excêntrico e extravagante; interpreta a vida a seu modo e confunde anomalias censuráveis com a naturalidade da existência. Irrita-se facilmente, discute numa fatigante verborragia as coisas mais simples e tolas, contradiz-se, revolta-se, rebaixa-se moralmente e perde o senso psicológico do ambiente. Vive existência à parte; os seus delírios são constantes e mesclados de alucinações visuais e auditivas. Degeneram-se os seus órgãos físicos, inflamam-se os intestinos e o estômago sob a ação corrosiva do álcool, atrofia-se o fígado, dificulta-se a drenação renal e fatiga-se o coração. Então, o seu aspecto modifica-se numa feição estranha, o rosto de cor terrosa, olhos empapuçados e injetados de sangue. O ébrio contumaz se impressiona e se horroriza da sua feição quando, depois de desen¬carnado, defronta a sua imagem refletida na condensação fluídica do meio astralino, pois alguns fogem, espavoridos de si mesmos, lembrando as histórias fantásticas de &#8220;O Médico e o Monstro&#8221;.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Mas o que poderíamos entender por câncer cármico?<br />
RAMATIS: &#8211; O câncer cármico resulta da vertência da carga &#8220;psicotóxica&#8221; do perispírito para o corpo carnal, espécie de residual nocivo de energias destruidoras, que o espírito mobili¬zou em vidas anteriores na prática da feitiçaria mental, verbal e física. Não é propriamente um castigo divino, mas conseqüente perturbação no mecanismo normal do intercâmbio das forças primárias, provindas da Terra, em choque com as energias espi¬rituais descidas do Além. Os radiologistas que morrem de &#8220;radio¬dermite&#8221; não são castigados por exercerem profissão incomum e perigosa, mas eles sofrem apenas o efeito da causa nociva radioa¬tiva, que é inerente ao mecanismo e à técnica radiológica! Assim, os espíritos que, na sua ambição e ignorância das leis da Criação, mobilizaram certa energia primária, de fácil inversão destruido¬ra, terão de suportar a dolorosa condição de cancerosos futuros, quando para a sua própria ventura espiritual precisarem drenar do pelispírito o indesejável morbo deteliorado! Sabe-se que a eletlicidade é uma força criadora ou destrutiva, conforme seja aplicada a sua polaridade, pois ela tanto produz a luz, o calor, como regela e mata, na inversão dos pólos!<br />
Eis, então, por que o câncer incide mais nos órgãos vulnerá¬veis ou ofendidos do homem alcoólatra, como o esôfago, o estô¬mago ou então os pulmões, nos fumantes inveterados!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; O álcool é nocivo à gestação?<br />
RAMATÍS: &#8211; O álcool é prejudicial à gestação; e quando as mães o ingerem em demasia durante a gravidez perturbam a formação do feto e podem dá-lo à luz com a tara da histeria ou esquizofrenia. Há casos, também, em que degenera o filho gerado sob a ação do álcool, mesmo por parte do pai ou dos pais, como é comum a bebedeira na noite de núpcias, em que o gérmen responsável pela fecundação já inicia o seu ciclo de vida sob uma ação tóxica perturbadora.<br />
À surdez, os defeitos de visão, as paralisias, a mudez e outros efeitos patológicos também podem ser de origem alcoólica.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Não seria uma injustiça o espírito reencarnante sofrer os prejuízos na sua organização carnal, só porque seus pai estavam ébreos no momento da fecundação?<br />
RAMATÍS: &#8211; Embora não haja duas encarnações perfeita¬mente semelhantes, na Terra, em geral, o espírito inicia a com¬posição do corpo no ventre materno logo após o espermatozói¬de fecundar o óvulo feminino. Então o perispírito, já reduzido à configuração fetal, pode &#8220;encaixar-se&#8221; no ventre perispiritual da mulher terrena, dando início à convergência das energias etérico-fisicas para preencherem o molde original. Assim, o duplo-etérico, o veículo intermediário entre o espírito e o corpo físico também vai se modelando gradativamente conforme a materialização do feto físico.<br />
Os técnicos siderais, responsáveis pelo evento reencarnató¬rio, só vinculam o espírito ao campo &#8220;biofísico&#8221; da progenitora, depois de ajustá-la através dos cromossomos à linhagem ances¬tral hereditária e atendendo ao programa cármico do encarnan¬te. Em conseqüência, o espírito de melhor-padrão sideral fez jus a um organismo sadio e de boa contextura nervosa, e por esse motivo não deve nascer de pais alcoólatras. No entanto, o &#8220;ex-alcoólatra&#8221; do passado será encaminhado para descender de pais alcoólatras, e tal processo se efetua por afinidade espiri¬tual e jamais sob qualquer determinação divina, injusta!<br />
Quando o espírito de bom quilate espiritual verifica que se contaminou o embrião que lhe deve proporcionar o corpo físico, isso por força da embriaguez dos pais durante a fecundação ou da imprudência materna na fase gestativa, ele pode desligar-se do processo reencarnatório, se assim preferir, sendo imediatamente substituído por outra entidade afim ao caso.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Supondo-se que a mãe se ponha a beber durante a gravidez, mas só na proximidade do parto é que se verifica a lesão no feto, o que sucede após o longo tempo já decorrido da vinculação do espírito encarnante?<br />
RAMATÍS: &#8211; Em tal situação, os técnicos do Além interfe¬rem e libertam o espírito que não merece um destino tão ingló¬rio de um corpo físico lesado pelo álcool, pois não há injustiça por parte da Administração Sideral. Isso, então, pode ocorrer através do aborto inesperado, ou se não é conveniente pôr em perigo a vida da mãe, mesmo imprudente, o nascituro não se cria, ante a impossibilidade de outro espírito ainda vincular-se em tempo no comando &#8220;psicofísico!&#8221;<br />
Sem dúvida, é desventurada a mãe que perde o seu descen¬dente, após nove meses de gestação e sacrifícios, quando, por causa de sua imprudência ou vício censurável, frustra o trabalho exaustivo do próprio espírito reencarnante, e o obriga a desven¬cilhar-se de um corpo perturbado e carmicamente imerecido. Desde que a Lei Cármica dispõe &#8220;a cada um segundo as suas obras&#8221;, os pais que se embriagam na noite de núpcias e podem lesar o gérmen da fecundação, ante a gestação de um corpo defei¬tuoso para o espírito encarnante, candidatam-se à amargura de procriarem filhos retardados, esquizofrênicos, mentecaptos, nevropatas ou alcoólatras, que passam a substituir a entidade espiritual que é liberada por não merecer a tara do alcoolismo. Nenhum espírito encarnante é injustiçado por qualquer eventualidade desastrosa ou indesejável, pois o seu guia e amigos desencarnados vigiam e protegem-lhe o processo reencarnatório perfeitamente vinculado ao programa cármico elaborado.</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Ante essa incessante ameaça à integrida¬de da raça humana pelo consumo cada vez mais elevado do álcool, que poderíamos fazer para reduzir vício tão perigoso?<br />
RAMATÍS: &#8211; É de senso-comum que quaisquer vícios do homem só podem ser extintos pelo próprio homem, e não por simples admoestações ou advertências! O homem viciado, cuja vontade é escrava do vício do álcool, só poderá integrar-se novamente na comunidade dos espíritos libertos desse estigma vicioso, depois de recuperar novamente o seu domínio mental, psíquico e físico. A libertação espiritual é processo que se forja de dentro da alma para fora, do espírito para a matéria, da mente para o corpo! O homem escravo do álcool só consegue retomar o comando do seu organismo, se agir tão impiedosamente contra si mesmo, tanto quanto é tiranizado pelo vicio!<br />
A existência humana é um estágio rápido para o espírito treinar e dispor de sua vontade, a fim de poder criar nas regiões espirituais, onde a vida se manifesta na sua autenticidade divi¬na! Sob qualquer hipótese, o homem não deve lesar o organis¬mo físico que lhe é confiado pelo Alto, a fim de modelar a sua própria ventura espiritual. E tão prejudicial o alcoolismo, e disso já tinha conhecimento o povo judeu, que a Bíblia faz as seguintes recomendações: &#8220;Não olhes para o vinho quando te começa a parecer louro. Ele entra suavemente, mas no fim mor¬derá como uma serpente e difundirá o seu veneno como um basilisco.&#8221; E mais adiante: &#8220;Não te queiras achar nos banquetes dos grandes bebedores&#8221; (Provérbios 23:31,32 e 23:20).</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Alhures, dissestes que os encarnados beberrões podem servir de instrumentos de satisfação para espíritos de &#8220;ex-alcoólatras&#8221; desencarnados?<br />
RAMATÍS: &#8211; São poucos os encarnados conhecedores do terrível perigo que se oculta através do desregramento pelo álcool! A embriaguez é sempre uma condição vulnerável, que pode transformar o homem num ensejo para satisfazer o desejo insofreável dos espíritos de &#8220;ex-alcoólatras&#8221; já desencarnados. Os espíritos viciados pelo álcool continuam a sofrer no Além¬ túmulo os horrores do desejo insatisfeito, que aumenta ainda mais devido à vibração rapidíssima do perispírito liberto da carne! Então, só lhes resta um recurso, e os mais inescrupulo¬sos e cínicos não vacilam na sua prática: escravizar os encar¬nados para exercerem a detestável função de &#8220;ponte viva&#8221;, ou, mais propriamente, de &#8220;canecos &#8216;vivos&#8221; para as suas libações mórbidas!<br />
O desejo é furioso, esmagador e masoquista; a vítima desen¬carnada alucina-se vendo visões pavorosas e aniquilantes. E quando isso acontece os espíritos inescrupulosos são capazes das maiores infâmias e torpezas contra os encarnados, desde que possam minorar a sede ardente da bebida! São almas que deixaram o seu corpo cozido pelo álcool nas valetas, nos catres de hospitais, ou mesmo em leitos ricos, mas despertam enlou¬quecidas pelo desejo desesperado de satisfazer o vício! Só redu¬zido número de almas viciadas na Terra entrega-se, submissa, à terapia do sofrimento purificador e luta, no Espaço, contra o desejo mórbido, a fim de eliminar do perispírito o eterismo ou residual etérico do tóxico que as acicata incessantemente. Algu¬mas, corajosas e decididas, depois de se libertarem do desejo cruciante do álcool alimentado na vida carnal, entregam-se ao serviço de socorro aos alcoólatras encarnados, tentando influen-ciá-los para que deixem o vício, ou atraindo-os para junto das organizações religiosas e instituições espiritualistas do mundo, que devem lhes orientar uma conduta sadia. Mas é coisa difi¬cílima encaminhar alcoólatras para os ambientes religiosos salvacionistas, tal é o assédio que lhes fazem os obsessores viciados!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; Realmente, temos observado que é tra¬balhoso conduzir um beberrão a um templo religioso ou instituição espírita onde seja protegido e esclarecido sobre o terrível vício do álcool.<br />
RAMATÍS: &#8211; Os espíritos nas Trevas voltam-se furiosa¬mente contra os homens e instituições que tentam intervir nos seus propósitos torpes de vampirismo no mundo. Então encetam campanhas de desmoralização ou de perseguição con¬tra religiosos, médiuns ou doutrinadores, que se propõem a libertar de suas garras os embriagados enfraquecidos nas suas defesas espirituais.<br />
Muitas vezes, quando o candidato a &#8220;caneco vivo&#8221; é digno de boa proteção espiritual, para livrá-lo da degradante condi¬ção, os seus guias provocam algum acidente ou enfermidade, que o lança no leito por longo tempo, e essa imobilidade ben¬feitora frustra o intento dos obsessores. E ali intensificam a presença de criaturas regradas, amigas e líderes religiosos, que ainda o fortalecem, cada vez mais, no sentido de encouraçá-lo contra as investidas traiçoeiras dos vampiros do Além!</p>
<p>PERGUNTA: &#8211; E quando o alcoólatra chega ao final de sua vida degradante, os seus &#8220;donos&#8221; não jazem alguma coisa para evitar-lhe a morte e o conseqüente prejuízo pela perda do seu vasilhame carnal?<br />
RAMATÍS: &#8211; Conforme explicamos, os obsessores atuam incessantemente no seu vasilhame encarnado, a fim de torna¬-lo sem o controle do raciocínio, que possa conduzi-lo às fontes de salvação. Furiosos e vingativos afastam-no, até rudemente dos ambientes regrados e de amigos bem-intencionados; dis¬tanciam-no das missões religiosas salvacionistas, dos centros espíritas ou de contato com panfletos e livros de esclarecimen¬to espiritual capazes de os livrarem da sua astuta influência. Quando lhes é possível, mediunizam o infeliz alcoólatra provo¬cando balbúrdia, sarcasmos, posturas censuráveis, ditos obsce¬nos, ofensas públicas, gargalhadas cínicas e agressividade, que desencorajam os seus protetores.<br />
Mas esses vampiros também sabem que os seus &#8220;canecos vivos&#8221; sucumbem prematuramente aniquilados pelo excesso do álcool destruidor; e quando isso acontece, eles os deixam impie¬dosamente entregues à sua terrível sorte, agindo à semelhança do cangaceiro, que abandona na estrada o animal estropiado que o servia na sua fuga desesperada. Como não existem quais¬quer sentimentos de nobreza nesses viciados inescrupulosos e exclusivamente preocupados na satisfação de seus vícios aviltantes, pouco lhes importa a agonia, o sofrimento e a degra¬dação dos que os serviram como repasto da satisfação viciosa. Ademais, o alcoólatra &#8220;in extremis&#8221; só ingere poucas doses de álcool, o que não convém mais ao seu obsessor, por não poder saciar o desejo ardente e insaciável no deficiente alambique humano!<br />
PERGUNTA: &#8211; Que se compreende, realmente, por &#8220;caneco vivo&#8221; dos malfeitores desencarnados?<br />
RAMATÍS: &#8211; &#8220;Caneco vivo&#8221; é a criatura que, dominada completamente pelo vício do álcool, perde o seu comando psicológico e espiritual, tornando-se um verdadeiro &#8220;alambi¬que&#8221;, ou &#8220;robô&#8221; da vontade dos desencarnados alcoólatras. Os espíritos degenerados e viciados procuram as criaturas vítimas da bebida alcoólica, porém, enfraquecidas de vonta¬de ou escravas de paixões inferiores, a fim de transformá¬-las num prolongamento vivo e pelas quais possam absorver as emanações do álcool. Através do estômago dos seus &#8220;canecos vivos&#8221; e em infame simbiose fluídica, conseguem sugar os fluidos etílicos que se exsudam na decomposição digestiva.<br />
Mas a confecção de um &#8220;caneco vivo&#8221; exige tempo, porque é fruto de um trabalho obstinado do obsessor, ajus¬tando-se ao &#8220;duplo-etérico&#8221; do viciado encarnado, isto é, o campo energético, espécie de cavalo que se liga vitalmente ao carro físico! De princípio, precisa afastar as boas amiza¬des, proteções e circunstâncias que envolvam o candidato a recipiente alcoólico; é necessário isolá-lo, tanto quanto possível, da própria família, através de conflitos, desen-tendimentos e repulsas! Alguns obsessores perseveram anos, vigiando e subvertendo sua vítima até à degradação máxima, pois quanto mais ela se embriaga e se degrada, mais lhes atende a sensações pervertida, E depois que o vampiro consegue o seu domínio completo sobre o bêbedo encarnado, cerca-o ele todos os cuidados e o protege contra acidentes, agressões e até enfermidades, a fim de usá-lo na lastimável função de &#8220;caneca vivo&#8221;!<br />
Mas como o espírito sem corpo físico não pode usufruir integralmente o álcool ingerido pelo alcoólatra encarnado, pois só aproveita os fluidos etéricos volatilizados na opera¬ção digestiva, então acicata incessantemente o seu &#8220;caneca vivo&#8221; para embriagar-se até cair. Daí o motivo por que muitos alcoólatras afirmam que uma força oculta os obri¬ga a beber insaciavelmente, mesmo depois de intoxicados e debilitados! Infeliz fornecedor de vapores alcoólicos aos vampiros do Além-Túmulo, o &#8220;caneco vivo&#8221; degrada-se, dia a dia, até findar-se qual farrapo humano encharcado pelo lodo do mundo!</p>
<p>FIM!</p>
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		<title>O Casamento na Visão Espírita</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:57:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Casamento na Visão Espírita]]></category>

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		<description><![CDATA[O casamento na visão espírita Torna-se necessário que cada um dos cônjuges compreenda a importância de sua participação na resolução das divergências Para os Espíritas, não é novidade ser a reencarnação um dos princípios básicos e mais importantes da sua Doutrina; que a sua finalidade é a de proporcionar aos Espíritos perfeição, progredindo sempre, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O casamento na visão espírita</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Torna-se necessário que cada um dos cônjuges compreenda a importância de sua participação na resolução das divergências</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para os Espíritas, não é novidade ser a reencarnação um dos princípios básicos e mais importantes da sua Doutrina; que a sua finalidade é a de proporcionar aos Espíritos perfeição, progredindo sempre, para aproximar-se de Deus, conforme aprendemos em O Livro dos Espíritos, na questão 132.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas questões 231 e 258, aprendemos também que, quando desencarnados e ainda vinculados à Terra, são eles chamados de errantes e que, nesse estado, entrevem o que lhes falta para serem felizes. É por isso que buscam os meios de atingirem o objetivo almejado, escolhendo, eles mesmos, o gênero de provas que desejam sofrer. Nisso consistem os seus livres-arbítrios. Quando lhes falta experiência para escolher, Deus supre as suas inexperiências, por intermédio da colaboração dos bons Espíritos, Seus mensageiros.</p>
<p style="text-align: justify;">São, em tese, esses os ensinamentos dos Espíritos superiores sobre a importância da volta do Espírito à Terra, através das reencarnações sucessivas. São ensinamentos que nenhum Espírita pode ignorar e deve entendê-los, nos seus meandros, para que possa assumir sua parte de responsabilidade nos atos praticados, em sua vida terrena, na busca de sua transformação interior, para melhorar sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo o casamento uma das provas mais importantes na vida de todos e, perante os conhecimentos trazidos pela doutrina Espírita, somos levados a uma cogitação séria sobre o casamento na ótica espírita. O objetivo é posicionar os interessados sobre a responsabilidade de cada um, considerando a liberdade da mulher; a quase liberação do sexo; o uso do anticoncepcional tornou-se prática fácil e moderna e a dissolução do casamento, muitas vezes, é causada pelo simples desejo de inovação.</p>
<p style="text-align: justify;">Martins Peralva, de saudosa memória, estudioso do Espiritismo e bom entendedor dos ensinamentos constantes da obra de Kardec, em feliz abordagem sobre o tema Espiritismo no Lar, constante do livro de sua autoria, Estudando a Mediunidade, sugere a seguinte classificação dos casamentos:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Acidentais:</strong> Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Provacionais:</strong> Reencontro de almas, para reajustes necessários para a evolução de ambos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Sacrificiais:</strong> Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com objetivo de redimi-la;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Afins:</strong> Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Transcendentes:</strong> Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Tomando-se por base essa classificação, podemos deduzir que os acidentais, quando duas pessoas se unem, sem qualquer ascendente espiritual, onde funcionou apenas o livre arbítrio, na busca do sexo oposto, apenas para satisfação instintiva, tem início ali um vínculo de comprometimento para o futuro, em próximas existências, uma vez que ninguém tem o direito de lesar sentimentos alheios, sem que lhe seja imputada a devida culpa.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos casamentos provacionais, em que duas almas se encontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses que são a grande maioria na Terra, o ensinamento trazido pelo Espiritismo faz luz para nos alertar sobre a sua finalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas uniões demonstram, de forma palpável, que não existem encontros afetivos, sem raízes profundas nos princípios cármicos, onde as nossas responsabilidades são esposadas em comum. Quando, ainda no mundo espiritual, programou-se, por moto-próprio, o remédio, embora amargo, que precisa ser ingerido para o restabelecimento da saúde espiritual, isto é, o acerto de contas reclamado por ambas as partes.</p>
<p style="text-align: justify;">No livro de sua autoria, Fé, Paz e Amor, página 92, Emmanuel, o sábio amigo do médium Chico Xavier, ensina: &#8220;Se encontrastes em casa, o campo de batalha, em que sentes compelido a graves indenizações do pretérito, não te detenhas na dúvida! Suporta os conflitos à própria redenção, com valor moral do soldado que carrega o fardo da própria responsabilidade, enquanto se desenvolver a guerra a que foi trazido. Não te esqueças de que o lar é o espelho, onde o mundo contempla o teu perfil e, por isso mesmo, intrépidas e tranquilas nos compromissos esposados, saibamos enobrecê-los e santificá-los.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Pensemos nisto: se contraímos dívida nos estabelecimentos bancários ou comerciais e, se não pagarmos no vencimento, o nosso nome será encaminhado ao Serasa ou SPC e ficamos com o nome &#8220;sujo&#8221;, sem direito a novos créditos. Para reaver o crédito e limpar o nome, é necessário pagar a dívida.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo acontece com o Espírito encarnado, na vigência do casamento. Praticando erros em prejuízo do outro cônjuge, fica sem crédito espiritual e só o reaverá, quando conseguir resgatá-lo, atendendo Jesus, quando afirmou: &#8220;reconcilia-te com o adversário enquanto em caminho com ele&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Fica claro que os Espíritas, que conhecem tudo isso, no seu interesse próprio, devem ver, no casamento provacional, a oportunidade bendita que nos é dada por Deus para o nosso entendimento pacífico com os nossos supostos adversários, por nós mesmos lesados, em outros tempos, e, agora, podermos nos entender, retirando da consciência o peso difícil de ser carregado.</p>
<p style="text-align: justify;">A separação consiste no não cumprimento da programação anterior que se adia para outra encarnação. Pode ser comparada com a Nota Promissória que, vencida, poderá ser prorrogada, mas, com o ônus do acréscimo dos juros, multas e correções.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo assim, verificamos que não é compensadora a separação, uma vez que demonstra falta de inteligência e de bom senso.</p>
<p style="text-align: justify;">Para tanto, toma-se necessário que cada um dos cônjuges compreenda a importância de sua participação empenhada no êxito resolutivo nas divergências. Assumindo, com boa vontade e compreensão, a parte que lhes compete, receberão, necessariamente, uma solução positiva. Isso é de Lei.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante olhar para dentro de si, com valor e humildade, admitindo a necessidade de modificar alguma coisa, talvez, o comportamento com o outro cônjuge, perdoando-o, tratando-o com afetividade, com indulgência, usando da caridade que enaltece e ensina a amar.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não fizer mudanças necessárias e continuar com o mesmo procedimento anterior, permanecerá sofrendo aquilo que já sofria, isto é, as dificuldades de relacionamento familiar, em prejuízo dos próprios filhos. Não agindo assim, estará, sem dúvida, transferindo para encarnação futura a solução daquilo que pode resolver desde já.</p>
<p style="text-align: justify;">A separação, portanto, toma-se necessária em casos extremos, quando a irracionalidade de um ou de ambos os cônjuges não propiciar ambiente para entendimentos; quando a convivência, ao invés de pacificar, cria maiores divergências, complicando, ainda mais, as dificuldades para o bom relacionamento; quando as agressões podem causar prática de crimes ou por adultério. Todavia, mais cedo ou mais tarde, as partes se encontrarão para os devidos reparos, pois, nas Leis de Deus, só a prática do AMOR nos fará felizes.</p>
<p style="text-align: justify;">A visão espírita sobre o casamento, cogitada, estudada e divulgada tem o objetivo de ser útil, especialmente a quem tem conhecimento dos ensinamentos do Espiritismo e da finalidade da encarnação na Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de estudo sério, com a finalidade de colaborar, sem puritanismo. Ninguém de nós está imune de provas e expiações. Todos somos portadores de muitos problemas que se relacionam, muitos deles, com o tema deste estudo, sem nenhuma pretensão de fazer doutrinação, pois o dever de fraternidade determina que sejamos amigos solidários, nas alegrias e nas tristezas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Revista Espírita – Abril/11</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O autor participa do movimento espírita de Matão·SP. </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Édo Mariani </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="mailto:edo@edomariani.com.br">edo@edomariani.com.br</a></p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Não Entre em Pânico</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:56:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Não Entre em Pânico]]></category>

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		<description><![CDATA[Não entre em pânico Existem evidências de que pessoas ansiosas demais, controladoras e com personalidade rígida são mais vulneráveis às crises. Medo. Para algumas pessoas, esse sentimento é normal, faz parte da vida. Para outras, limita, emudece, apavora. Quem tem a chamada síndrome do pânico pode viver em um eterno estado de medo. É o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Não entre em pânico</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Existem evidências de que pessoas ansiosas demais, controladoras e com personalidade rígida são mais vulneráveis às crises.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Medo. Para algumas pessoas, esse sentimento é normal, faz parte da vida. Para outras, limita, emudece, apavora. Quem tem a chamada síndrome do pânico pode viver em um eterno estado de medo. É o pavor de voltar a ter uma crise. Pode parecer exagero, mas a sensação é extrema, e apesar de os ataques durarem poucos minutos, as marcas são profundas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">De repente, o coração dispara, a respiração fica curta, o braço pode formigar. E possível sentir tontura, náusea. Seria um ataque do coração? A boca fica seca, uma onda de calor ou de frio invade o corpo. É a morte. Exagero? Não, quem sofre do problema tem esse exato sentimento: a vida está por um fio. Por conta disso e pela repetição das crises, ela passa a ter medo, muito medo de novos episódios. Daí, é comum começar a limitar a rotina e evitar lugares ou situações em que a crise do pânico aflorou.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas passam a ficar apreensivas como em uma vigília constante, antecipando os sinais de um novo ataque. Há quem pare de se relacionar socialmente, há quem mine a trajetória profissional por conta desse sentimento aprisionador. Pior, há quem não busque tratamento, porque não quer encarar o problema de frente ou mesmo por receio do preconceito de ser visto como um doente psiquiátrico.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Quem descreveu esse estado pela primeira vez foi o fundador da psicanálise Sigmund Freud, que o batizou como neurose de angústia. Sabe-se hoje que cerca de 2% a 3% da população apresenta a versão crônica do problema. O que a ciência ainda não descobriu é o o que, exatamente, faz disparar esse conjunto de sensações ou por que as mulheres são mais propensas a desenvolvê-lo do que os homens &#8211; a síndrome é duas a três vezes mais frequentemente diagnosticada nelas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Existem evidências de que pessoas ansiosas demais, controladoras e com personalidade rígida podem ser mais vulneráveis à síndrome do pânico. Da mesma forma, em momentos de vida nos quais o estresse é alto ou em períodos de mudanças, a síndrome pode aparecer. O uso de drogas e o consumo exagerado de álcool também podem servir como estopim. E, claro, parece existir, como em tantos outros males, uma predisposição genética. Mas é importante saber: qualquer pessoa pode desenvolver esse estado exacerbado de angústia sem que exista um motivo aparente e, ainda, a síndrome do pânico pode vir acompanhada de outros transtornos psiquiátricos, como as fobias ou a depressão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A boa notícia é que a medicina comprova, cada vez mais, a eficiência dos tratamentos conjugados. Os que têm mostrado melhor resultado são aqueles que unem a psicoterapia com os medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, dependendo do caso. A terapia cognitiva comportamental tem mostrado ótimos resultados para amenizar ou manter as crises sob controle. Melhor: são terapias focadas, com tempo de duração curto. Nela, o paciente aprende a enfrentar seus medos e a se controlar, por meio de técnicas de respiração e de relaxamento. Assim, se o pânico der sinais, a pessoa já saberá contra-atacar e, dessa maneira, dominar seu medo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Revista Veja – Abril/2011</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Ante as Portas Livres &#8211; A Lenda do Peixinho Vermelho</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:54:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[A Lenda do Peixinho Vermelho]]></category>

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		<description><![CDATA[Ante as Portas Livres Livro LIBERTAÇÃO ditado pelo espírito de André Luiz psicografado por Francisco Candido Xavier. por Maria Rodrigues do Amaral Ante as portas livres de acesso ao trabalho cristão e ao conhecimento salutar que André Luiz vai desvelando, recordamos prazerosamente a antiga lenda egípcia do peixinho vermelho. No Centro de formoso jardim, havia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ante as Portas Livres<br />
Livro LIBERTAÇÃO ditado pelo espírito de André Luiz psicografado por Francisco Candido Xavier.</p>
<p>por Maria Rodrigues do Amaral<br />
Ante as portas livres de acesso ao trabalho cristão e ao conhecimento salutar que André Luiz vai desvelando, recordamos prazerosamente a antiga lenda egípcia do peixinho vermelho.<br />
No Centro de formoso jardim, havia grande lago, adornado de ladrilhos azul-turquesa.<br />
Alimentado por diminuto canal de pedras, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.<br />
Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei. E ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.<br />
Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.<br />
Não conseguia pescar a mais leve larva, nem se refugiar nos nichos barrentos.<br />
Os outros, vorazes e gordões, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.<br />
O peixinho vermelho que nadasse e sofresse.<br />
Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado pela fome.<br />
Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio , o pobrezinho não dispunha da tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.<br />
Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existente e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.<br />
Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.<br />
À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:- “ Não seria melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?”<br />
Optou pala mudança.<br />
Apesar de macérrimo pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu vários escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.<br />
Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego dágua encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu embriagado de esperança&#8230;<br />
Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos. Encontroou peixes de muitas famílias diferentes que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.<br />
Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e ponte, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.<br />
Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.<br />
Conseguiu, desse modo, atingir i oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.<br />
De início porém fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração;Impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.<br />
Em apuros o peixinho orou ao Deus dos peixes rogando proteção no bojo do monstro e, no obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marítimas.<br />
O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.<br />
Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida.Encontrou plantas luminosas, animais extranhos, estrelas móveis.e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto como ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.<br />
Vivia agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar, as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que,quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude continuariam a correr para o oceano.<br />
O peixinho pensou, pensou&#8230; e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.<br />
Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? Não seria nobre Ampara-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações?<br />
Não hesitou.<br />
Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.<br />
Tornou ao rio, do rio aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo Lar.<br />
Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotara, varou a grade e procurou ansiosamente, os velhos companheiros.<br />
Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.<br />
Todos os peixes continuavam pesados e ocioso, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saiam apenas para disputar moscas, larvas, ou minhocas desprezíveis.<br />
Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali havia dado pela ausência dele.<br />
Ridicularizado, procurou então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura.<br />
O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.<br />
O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu com ênfase, que havia outro mundo liquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo, desdobrava-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e cada vez mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos.Deu noticias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo do mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes, e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranqüilos. Finalmente os informo de que semelhante felicidade, porem, tinha igualmente o seu preço. Deveriam todos emagrecer convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo e trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.<br />
Assim que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.<br />
Ninguém acreditou nele.<br />
Alguns oradores tomaram a palavra, e afirmaram solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida alem do posso era francamente impossível. Que aquela história de riachos, rios e oceanos, era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos peixes, que trazia os olhos voltados para eles ùnicamente.<br />
O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se com ele até à grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:- “ Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! Vai-te daqui! Não nos perturbe o bem estar&#8230; Nosso lago, é o centro do universo&#8230; Ninguém possui vida igual a nossa!&#8230;”<br />
Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se , em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.<br />
Depois de alguns anos, veio pavorosa e devastadora seca.<br />
As águas desceram de nível. O poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos, esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama&#8230;<br />
O esforço de André Luiz, buscando acender luz nas trevas, é semelhante á missão do peixinho vermelho.<br />
Encantado com as descobertas do caminho infinito, realizadas depois de muitos conflitos no sofrimento, volve aos recôncavos da Crosta Terrestre, anunciando aos antigos companheiros, que além dos cubículos em que se movimentam, resplandece outra vida, mais intensa e mais bela, exigindo porem,mais acurado aprimoramento individua para a travessia da estreita passagem de acesso às claridades da sublimação.<br />
Há contudo, muitos peixes humanos que sorriem e passam, entre a mordacidade e a indiferença, procurando locas passageiras ou pleiteando larvas temporárias. Esperam um paraíso gratuito com milagrosos deslumbramentos depois da morte do corpo.<br />
Mas sem André Luiz e sem nós, humildes servidores de boa vontade, para todos os caminheiros da vida humana, pronunciou o pastor Divino, as indeléveis palavras:- “ A CADA UM SERÀ DADO DE ACORDO COM AS SUAS OBRAS.”<br />
EMMANUEL<br />
Pedro Leopoldo, 22 de Fevereiro de 1949.<br />
BIBLIOGRAFIA<br />
André Luiz – Espírito.<br />
Chico Xavier – Médium.<br />
Livro: Libertação.<br />
“Pagina 7: Ante as Portas Livres”.</p>
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		<title>Homeopatia &#8211; Medicina Vibracional</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homeopatia - Medicina Vibracional]]></category>

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		<description><![CDATA[MEDICINA BIBRACIONAL - Guia Prático – Richard Gerber - Ed Cultrix Pg. 155&#8230; Remédios Homeopáticos para Primeiros Socorros Aconitum napellus (napelo, acônito): Útil em resfriados comuns, crupe, dor de ou¬vido, lesões nos olhos, febres de irúcio súbito (especialmente após exposição a ventos frios e secos) e irritação da bexiga. Ele também pode ser útil em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">MEDICINA BIBRACIONAL<br />
- Guia Prático – Richard Gerber<br />
- Ed Cultrix</p>
<p>Pg. 155&#8230;</p>
<p>Remédios Homeopáticos para Primeiros Socorros</p>
<p>Aconitum napellus (napelo, acônito): Útil em resfriados comuns, crupe, dor de ou¬vido, lesões nos olhos, febres de irúcio súbito (especialmente após exposição a ventos frios e secos) e irritação da bexiga. Ele também pode ser útil em condições como medo agudo (após um acidente, por exemplo) ou para a ansiedade pré¬operatória, antes de uma cirurgia ou extração dental. Para resfriados, o acônito pode ser útil nos primeiros estágios, se houver muitos espirros, coriza nasal hialina e irritação ocular em que os olhos se apresentem avermelhados e lacrimejantes. Tosses secas ou roucas, que ocorrem subitamente, tarde da noite e estão associa-das à ansiedade, também podem beneficiar-se com o acônito. Modalidades: o problema parece melhorar ao ar livre, quando a pessoa deita-se sobre o lado afetado ou quando ouve música. Problemas tendem a se agravar à noite, num quarto quente, com a exposição a ventos frios e secos, quando a pessoa fica deita¬da por longos períodos ou no caso de haver lesões nos olhos.<br />
Aesculus hippocastanum (castanha-da-índia): Pode ser útil no tratamento de he¬morróidas e veias varicosas. Síntomas íncluem uma sensação de plenitude em diversas partes do corpo (tais como na região anal e nas pernas). Os pacientes que podem se beneficiar com este remédio às vezes apresentam um estado de humor irritadiço ou franca depressão. Modalidades: sintomas freqüentemente pioram ao caminhar, com a realização de movimentos, quando se fica em pé por longos períodos e depois de comer. Sintomas freqüentemente melhoram quando a pes¬soa está ao ar hvre e em temperatura amena.</p>
<p>Allium cepa (cebola vermelha): Usada principalmente para resfriados associados à queimação, coriza nasal abundante (às vezes pingando apenas por uma das nari¬nas), obstrução nasal, sensibilidade e vermelhidão no lábio superior, dores de cabeça difusas na região da testa, primeiros sinais de rouquidão e dores de gargan¬ta com queimação. Modalidades: condição tende a melhorar ao ar livre ou em ambientes frios. Os sintomas se agravam à noite e em ambientes quentes. Allium Cepa às vezes pode ser útil para pessoas alérgicas que apresentam os mesmos sintomas.</p>
<p>Antimonium crudum (sulfeto de antimônio): Útil em varicela, azia, meteorismo e indigestão. Pacientes que podem beneficiar-se às vezes apresentam sintomas de fadiga ou exaustão e, possivelmente, língua esbranquiçada. Em termos emocio¬nais, essas pessoas podem ser irritadiças, ficar aborrecidas ou emburradas sem motivo aparente e, muitas vezes, não suportam ser tocadas ou mesmo que se olhe para elas. Modalidades: sintomas se agravam quando o paciente se banha em água fria ou passa muito tempo num quarto demasiado quente, e durante a noite e a madrugada. Sintomas muitas vezes melhoram com um banho morno, com aplicações de calor ou ao ar livre.</p>
<p>Apis mellifica (abelha comum): Este remédio freqüentemente é útil para mordedu¬ras de insetos e picadas de abelha, mas pode também ter a sua utilidade no trata¬mento de insolação e em problemas urinários caracterizados por dor e dificuldade para urinar. Os pacientes que podem beneficiar-se da Apis freqüentemente apre¬sentam inchaço (muitas vezes no local da picada do inseto) bem como rubor localizado ou generalizado na pele. Eles também podem ter dores latejantes, pru¬rido, sentir um aperto em alguma parte do corpo ou uma sensação geral de fadiga. Em termos emocionais, os pacientes para os quais a Apis talvez seja útil podem ser surdos, apáticos, tristes, chorosos ou lamurientos ou, simplesmente, ter dificuldade para se concentrar (como acontece na insolação). Modalidades: os sintomas pio¬ram tarde da noite, numa sala demasiado quente e com a aplicação de calor, pressão ou, até mesmo, com um ligeiro toque.</p>
<p>Arnica montana (dorônico): A Arnica é um remédio homeopático de primeiro socorro para qualquer tipo de lesão traumática que produza equimoses, dores, inchaço e sangramento nos tecidos. Ela pode também ser útil para condições nas quais os músculos estejam contundidos e sensíveis (como num caso de excesso de exercícios físicos). A Arnica freqüentemente é usada para tratar quedas, golpes aplicados contra o corpo, distensões musculares e entorses nas articulações, e as vezes é ministrada após trabalho de parto por causa do excessivo esforço musculatura ¬associado à expulsão do recém-nascido. A Arnica também tem sido usada parra tratar hemorragias nasais e traumas emocionais agudos (em contraste com o trau¬ma físico). Em termos emocionais, o típico paciente que poderá vir a se beneficiar com a Arnica negará haver algo de errado consigo, embora possa dar a impressão de estar em estado de choque ou sob uma evidente tensão mental. O paciente poderá também ser nervoso e muitas vezes irá querer ficar sozinho. Modalidades: os pacientes sentem-se pior com o mais ligeiro toque, ao se movimentarem e em ambiente frio e úmido. Eles se sentem melhor deitados ou com a cabeça baixa. Para lesões agudas, a Arnica pode ser tomada como um remédio por via oral, na forma de comprimidos dissolvidos na língua ou aplicados como um creme na região machucada.</p>
<p>Arsenicum album (trióxido de arsênico): Embora este remédio seja na verdade o veneno arsênico, ele se encontra numa forma potencializada, a qual raramente contém alguma das moléculas originais de arsênico. Ele tem valor terapêutico no tratamento de asma noturna, diarréia (após comer ou beber), gripe, dor de gargan¬ta em queimação ou vômitos associados a náuseas e sensação de queimação no estômago. Os pacientes que apresentam maior probabilidade de virem a se bene¬ficiar com o Arsenicum tendem a ser inquietos, a ter calafrios, a sentirem-se extre¬mamente fracos e, muitas vezes, sedentos de pequenos goles de líquidos. Em termos emocionais, os pacientes que podem vir a se beneficiar com o Arsenicum tendem a sentir-se ansiosos, inquietos e irritáveis, podendo às vezes demonstrar medo de ficar sozinhos e/ou medo da morte. Modalidades: sintomas freqüentemente pioram à noite, quando o paciente está sozinho, e quando bebe refrigerantes, come alimentos estragados ou se excede no consumo de bebidas alcoólicas. Os sintomas podem melhorar com o calor ou com a elevação da cabeça.</p>
<p>Belladona (beladona): Este remédio pode ser útil no tratamento de dores abdomi¬nais em cólicas, furúnculos e abscessos, febre alta de início súbito, dores de ouvido (especialmente do lado direito), terçol e conjuntivite aguda, dores de cabeça latejantes, dor de garganta e dor de dente (do lado direito). Emocionalmente, o típico paciente que pode vir a beneficiar-se com a Belladona poderá queixar-se de pesadelos e apresentar tendência para ser agitado, violento ou até mesmo deliran¬te (como no caso de febres altas). Durante uma típica febre da Belladona, os pacientes poderão apresentar o rosto enrubescido, pele quente e seca com pés e mãos frios. As dores de cabeça da Belladona freqüentemente são acompanhadas de congestão da cabeça, agravada quando a pessoa se deita e, às vezes, acompa¬nhada de dilatação das pupilas. Modalidades: sintomas são agravados pelo baru¬lho, toque, luzes brilhantes, quando o paciente é sacudido, exposto a correntes de ar ou quando se deita. Os sintomas podem melhorar com calor ou quando o paciente fica em pé.</p>
<p>Bryonia alba (lúpulo): A Bryonia pode ser útil em dores de estômago (quando o estômago fica extremamente sensível ao toque e há também vômitos biliosos), constipação (com fezes duras e ressecadas); resfriados que começam na cabeça e descem para o peito; tosse seca e dolorosa que faz o estômago ficar dolorido; gripe (acompanhada de sensibilidade, rigidez, dores súbitas em pontadas e uma sensa¬ção de que vai desmaiar ao ficar em pé); dores articulares (quando as articulações ficam inchadas, avermelhadas e quentes, cobertas por uma pele brilhante); febres (acompanhadas de grande sede por líquidos frios); e dores de cabeça (muitas vezes descritas como &#8220;de rachar a cabeça&#8221; e que pioram quando o paciente se inclina para a frente, tosse ou durante a noite). Modalidades: Os sintomas pioram com esforço físico, toques ligeiros, tempo ou sala quentes, pequenos movimentos, barulho e luzes. Os sintomas freqüentemente melhoram com descanso, ar fresco, aplicações de frio, pressão firme ou quando o paciente se deita sobre o lado afetado.</p>
<p>Gantharis (cantárida): Pode ser útil em queimaduras, incluindo as queimaduras solares e por escaldamento da pele (que parecem melhorar com a aplicação de frio), ferroadas (que ficam inchadas, inflamadas e associadas a uma dor em queimação), irritação da bexiga (com ardência e dor à micção e, às vezes, com presença de sangue na urina), esofagite de refluxo (associada à queimação no estômago e no esôfago) e sangramento importante por qualquer orifício. Em ter-mos emocionais, os pacientes que podem vir a se beneficiar com a Gantharis freqüentemente são ansiosos, agitados, chorosos, sendo às vezes tomados por um ataque de fúria ou, então, por um estado de aumento do desejo sexual. Modalida¬des: sintomas pioram com o toque, após o paciente ter bebido água fria ou café e durante a micção. Os sintomas melhoram com massagens suaves e compressas frias aplicadas na região afetada do corpo.</p>
<p>Garbo vegetalis (carvão vegetal): Este remédio é de grande ajuda em casos de indigestão (com distensão abdominal e dores em cólicas), azia (com arrotos aze¬dos), meteorismo, hemorróidas e tosse espasmódica e com estertores (às vezes associada a náusea e vômitos com muco, bem como rouquidão indolor). Os pa¬cientes que podem vir a se beneficiar com o Carbo vegetalis freqüentemente são vagarosos e apáticos, com mãos e pés gelados e fracos, podendo ter queixas de dores em queimação. As hemorróidas tratadas com o Carbo vegetalis tendem a sangrar com facilidade, com saída de sangue escuro. Emocionalmente, o paciente que se beneficia com o Garbo vegetalis parece ser preguiçoso ou ter raciocínio lento, além de sentir medo do escuro. Modalidades: sintomas freqüentemente são agravados quando o tempo está quente e úmido; à noite; após o paciente comer alimentos gordurosos ou beber café ou vinho; e depois de deitar-se. Os sintomas podem ser aliviados quando a pessoa arrota, é refrescada por um ventilador, está em locais frios ou toma leite.</p>
<p>Ferrum phosphoricum (fosfato de ferro): Pode ser útil em resfriados simples, nos primeiros estágios de febres (de início gradual, associada à palidez, inquietação e a pulso rápido e fraco), com dores de cabeça latejantes, a cabeça freqüentemente é dolorosa ao toque, às vezes por causa do excesso de sol), sangramentos nasais (profusos e com sangue vermelho vivo, que se coagula facilmente), dores de ouvi¬do (de natureza latejante e dando a sensação de que o ouvido está arrolhado), hemorragias (por qualquer orifício), tosses (especialmente tosse rápida e incons-tante ou tosse forte e seca associada à.dor no peito), e insônia (acompanhada por inquietação e ansiedade). Em termos emocionais, os pacientes que podem vir a se beneficiar com o Ferrum phos talvez sejam nervosos, sensíveis ou desatentos; muitos têm dificuldade para se concentrar, queixam-se de ter um sono agitado e freqüentemente podem querer ser deixados sozinhos. Modalidades: sintomas em geral pioram à noite (especialmente das 4:00 às 6:00 da manhã), ao ar livre, em locais frios, podendo também piorar quando a pessoa é sacudida ou faz algum tipo de movimento, e podem ocorrer mais do lado direito do peito (desconforto do lado direito do corpo, sangramento nasal pela narina direita). Os sintomas muitas vezes melhoram com a aplicação de compressas frias.</p>
<p>Gelsemium (Jasmim amarelo): Este remédio pode ser útil para resfriados de verão (acompanhados de espirros, coriza e prurido nasal), gripe (caracterizada por extre¬mo cansaço, dores musculares, calafrios que descem pelas costas, falta de sede, sonolência e sensação de peso nos braços, pernas, olhos e cabeça), prostração pelo calor (com cefaléia em aperto e sensação de que as pálpebras estão pesadas), dor de garganta (com amígdalas inchadas e avermelhadas, dor de ouvido à deglutição e dificuldade para engolir), tontura (associada a uma sensação de cabeça leve, visão borrada e problemas de equilíbrio) e ansiedade (associada a tremores, fra¬queza ou diarréia, especialmente ansiedade que antecede tratamento dentário ou cirurgia). Em termos emocionais, os pacientes que talvez venham a se beneficiar com o Gelsemium podem ser apáticos, vagarosos, surdos ou, simplesmente, gostar de ficar sozinhos. Eles talvez venham a apresentar sintomas da doença após senti¬rem medo, pavor ou novidades emocionantes. Modalidades: sintomas são agrava¬dos por emoção, excesso de elocubração, fixação na doença, fumar cigarros e tempo úmido. Os sintomas podem melhorar quando a pessoa está ao ar livre, inclina-se para frente ou, simplesmente, mantém-se em movimento.</p>
<p>Hypericum (erva-de-são-joão): Um excelente remédio para lesões em nervos, espe¬cialmente aquelas envolvendo os dedos das mãos ou dos pés, ou lesões no cóccix. Pode ser útil em qualquer tipo de problema nervoso associado a entorpecimento, formigamento ou dores agudas ou queimação. Também é útil para o tratamento de qualquer tipo de ferimento, especialmente a dor pós-operatória. Ajuda tam¬bém no caso de quedas, contusões e qualquer tipo de pancada no corpo. Pode ser de grande ajuda após extração dentária (para prevenir a dolorosa síndrome do alvéolo seco) e após tratamento de canal. Este remédio também tem sido usado no tratamento de dores em feridas produzidas por lascas de madeira, ferroadas de abelha, cortes por objetos pontiagudos, mordidas e queimaduras. Em termos emo¬cionais, o paciente que poderia vir a se beneficiar com o tratamento com Hypericum poderá aparentar tristeza, melancolia, efeitos tardios de choque e, em alguns ca¬sos, medo de altura. (No que diz respeito ao seu uso no tratamento de estados dolorosos associados à tristeza, é interessante observar que a erva a partir da qual o Hypericum é produzido homeopaticamente &#8211; a erva-de-são-joão &#8211; está ganhan¬do crescente aceitação como uma eficaz terapia para a depressão.) Modalidades: sintomas podem ser agravados pelo toque, pelo frio ou pela umidade, ou em ambientes fechados. Os sintomas podem melhorar quando a pessoa flexiona a cabeça para trás.</p>
<p>Ignatia (feijão-de-santo-inácio): Este é um maravilhoso remédio homeopático para tratar os efeitos emocionais tardios do luto e da perda, caracterizados por preocu¬pação, tristeza, desapontamento, mau humor, labilidade emocional, estados físicos ou emocionais que se modificam rapidamente, sono entrecortado, com des¬pertares freqüentes, dores de cabeça agudas ao inclinar-se para frente e uma hipersensibilidade geral a qualquer estimulo. Em termos emocionais, os pacientes que podem vir a se beneficiar com a Ignatia podem apresentar soluços incoercíveis, suspiros freqüentes, ansiedade e podem parecer estar nervosos e esgotados. Eles podem demonstrar tanto exaustão física como mental. Modalidades: a dor de cabeça da Ignatia freqüentemente piora com fumaça de cigarro ou de charuto. Outros sintomas podem piorar pela manhã, depois de tomar café, com aplicações de calor ou ao ar livre. Sintomas freqüentemente melhoram depois de comer ou mudar de posição.</p>
<p>Ipecac (raiz de ipeca): Este remédio homeopático tem aplicações para o tratamento de náusea persistente (que não é aliviada por vômitos), enjôo matinal, vômitos (com muco esbranquiçado e gosmento) e gastroenterite. (Este remédio oferece um perfeito exemplo do princípio homeopático de tratar a doença com uma substân¬cia que reproduz os sintomas do paciente numa pessoa normal. Aqui a Ipecac homeopaticamente potencializada tem utilidade no tratamento de condições asso¬ciadas à náusea. A ipeca é um medicamento prescrito rotineiramente para induzir náusea e vômito, especialmente em casos de envenenamento. Quando a ipeca é ministrada na forma homeopática, ela alivia esses mesmos sintomas.) A Ipecac homeopática pode também ser útil no tratamento de sangramentos nasais (com sangue vermelho vivo), sangramento dental profuso, rouquidão (após um resfria¬do), ataques recorrentes e violentos de tosse, ataques de asma (de início súbito, associados à dificuldade para respirar, arquejos, sensação de aperto no peito e incapacidade para respirar na posição horizontal), dor abdominal (cortante, espe¬cialmente perto do umbigo), bem como diarréia (associada a fezes esverdeadas e espumantes e a cólicas abdominais). Em termos emocionais, o paciente da Ipecac muitas vezes é irritável. Modalidades: sintomas podem ser agravados periodica¬mente, após a pessoa deitar-se e depois de efetuar movimentos ou exercícios físicos.</p>
<p>Ledum (chá do pântano): Este é um bom remédio para quedas, golpes (especial¬mente no caso de um olho roxo por causa de uma pancada), equimoses (com prolongada descoloração da pele), picadas e ferroadas de insetos, distensões e entorses (principalmente nos pés e no tornozelo) e, em especial, para ferimentos causados por objetos perfurantes. Associado a isso, pode também haver inchaço de face, braços ou pernas. O Ledum pode também ser útil no tratamento de dores relacionadas à gota, no grande artelho, de dores artríticas em tornozelos inchados, reumatismo associado à dor na sola dos pés e a calcanhares sensíveis, assim como a dores agudas nas pequenas articulações das mãos e dos pés. Modalidades: sinto¬mas podem piorar à noite ou com o calor da cama. Os sintomas freqüentem ente melhoram com aplicações de compressas frias ou na água fria (como no caso das dores nos pés).</p>
<p>Magnesia phosphorica (fosfato de magnésio): Este remédio pode ser útil no trata¬mento de dores abdominais (especialmente dores em cólica, espasmódicas, agu¬das e em pontada que parecem melhorar quando a pessoa caminha), espasmos musculares (tais como em cãibras na perna ou na cãibra do escrivão), cólicas menstruais (que melhoram com o início do fluxo menstrual) e cólicas em crianças. Do ponto de vista emocional e mental, os pacientes com maior probabilidade de virem a se beneficiar com o Mag phos muitas vezes apresentarão incapacidade para pensar com clareza, estarão sempre se queixando de dor ou sofrerão de insônia devido a sensações recorrentes de indigestão. Modalidades: sintomas freqüentemente pioram do lado direito do corpo ou durante a noite, e podem ser agravados pelo toque, pela exposição ao ar frio ou por banhos em água fria. Os sintomas muitas vezes melhoram com suave pressão e com aplicações de calor (tais como usando-se uma almofada aquecida para aliviar dores abdominais em cólica ou cãibras nas pernas).</p>
<p>Mercurius vivus (mercúrio): Este remédio tem aplicações no tratamento de dores de ouvido, resfriados e sinusites (associadas a calafrios, espirros, coriza nasal pro¬funda, com saída de líquido hialino ou esverdeado, dores de garganta (associada a dores de ouvido, inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço, salivação abundan¬te e queimação na garganta, a qual freqüentemente é pior do lado direito), dores de dente (especialmente no caso de dores latejantes, dilacerantes ou agudas que se irradiam para o rosto ou para os ouvidos) e doenças gengivais (nas quais as gengi¬vas podem estar inchadas e os dentes darem a impressão de estar soltos). Mercurius vivus é também útil no tratamento de qualquer tipo de furúnculo, diarréia (acom¬panhada por fezes com muco ou sangue), infecções vaginais (com corrimentos mal-cheirosos) e também para irritação da bexiga (associada à urgência urinária e micção dolorosa, muitas vezes com sensação de ardência no início da micção). Em termos emocionais e mentais, o paciente que pode vir a se beneficiar com o Mercurius poderá manifestar irritabilidade, desconfiança, fastio com a vida em geral e uma lentidão mental caracterizada por enfraquecimento da memória e pela demora em responder às perguntas. Modalidades: os sintomas muitas vezes pioram à noite, numa cama quente, quando o tempo está úmido e quando a pessoa está transpirando. Os sintomas freqüentemente melhoram com o repouso.</p>
<p>Nux vomica (noz-vômica): Nux é útil no tratamento de uma variedade de perturba¬ções digestivas, incluindo azia; empachamento abdominal (depois de comer); ar¬rotos azedos associados a refluxo ácido; constipação alternada com diarréia; efei¬tos secundários à ingestão de alimentos pesados, café ou bebidas alcoólicas (é um bom remédio para ressaca, especialmente para as dores de cabeça acompanhadas de perturbações estomacais após uma noite de excessos alcoólicos). A Nux tam¬bém é útil no tratamento de hemorróidas (especialmente aquelas associadas a prurido anal e aliviadas por banhos frios), começos de resfriados (associados a ataques de espirro e à coriza durante o dia), ataques de asma (freqüentemente seguidos de perturbações estomacais e acompanhados de arrotos freqüentes e de uma sensação de respiração opressiva e superficial). A Nux vomica pode também aliviar tossidelas secas, curtas e repetidas, associadas à dor de garganta ou no peito e ataques de tosse que terminam em ânsia de vômito. Em termos emocionais, os pacientes que podem vir a se beneficiar com a Nux vomica são possivelmente irritadiços, carrancudos e não gostam de ser tocados. Modalidades: sintomas ge¬ralmente são agravados por alimentos condimentados, estimulantes, pela manhã (a chamada manhã seguinte) e após a ingestão de alimentos de modo geral. Os sintomas geralmente melhoram após uma soneca, durante a noite e quando o tempo está úmido.</p>
<p>Rhus toxicodendron (hera venenosa): Este é um excelente remédio para ciática (com dores dilacerantes que descem pelas coxas), espasmos musculares nas costas, en¬torses e distensões, dores articulares (que melhoram com movimento e elevação do membro afetado) e torcicolo, bem como para quedas, golpes e contusões. O Rhus tox também é útil no tratamento de diversas formas de prurido na pele (tais como urticária, irritação por contato com herva venenosa, varicela, herpes-zoster e qualquer problema de pele associado a prurido, vermelhidão local e agitação física ou psicológica). Este remédio pode também trazer alivio para a gripe (acom¬panhada de dores ósseas e inquietação), tosses secas (uma tosse noturna, seca e incômoda, geralmente associada a calafrios) e herpes labial que aparece após resfriados ou gripes. Em termos emocionais, os pacientes que podem vir a se beneficiar com o Rhus tox muitas vezes são tristes, apáticos, extremamente agita¬dos (mudando constantemente a posição do corpo) e podendo demonstrar muito medo à noite. Modalidades: sintomas pioram em ambientes frios e úmidos, quan¬do o tempo está chuvoso, durante o sono e quando a pessoa começa a se movi¬mentar. Sintomas pode melhorar com aplicações de compressas quentes, mudan¬ça de posição, movimentação continuada, fricção da área afetada, caminhadas e fazendo-se alongamento dos membros.</p>
<p>Ruta graveolens (arruda amarga): Este é outro bom remédio homeopático para ciática (associada a dores nas costas que se irradiam para os quadris e as coxas, muitas vezes piorando à noite quando a pessoa fica deitada), dores nas costas (com dor profunda ou um aumento da sensibilidade dolorosa na região lombar, a qual é aliviada por pressão ou em decúbito dorsal), estiramento ou contusão de músculos e tendões, cotovelo de tenista e para problemas gerais que podem afetar os músculos, tendões, articulações e ossos. A Ruta pode até mesmo fazer com que cistos ganglionares regridam e desapareçam. Ela pode também ser útil para lesões nos olhos e para cansaço ocular (quando os olhos ficam avermelhados e parecem estar quentes e ardendo, associado a uma sensação de pressão no fundo do globo ocular ou sobre as sobrancelhas). As dores de cabeça causadas pelo cansaço ocu¬lar (com uma sensação de peso na testa) também podem ser tratadas com a Ruta. Este remédio pode também aliviar a dor do alvéolo seco, após a extração de um dente. Em termos emocionais, os pacientes que podem vir a se beneficiar com a Ruta muitas vezes são brigões, irritáveis, inquietos, ansiosos ou, até mesmo, tristes. Modalidades: sintomas podem ser exacerbados quando a pessoa se deita, faz exer¬cícios físicos excessivamente vigorosos, senta-se, está em repouso e quando o tempo está frio e úmido. Os sintomas podem melhorar quando a pessoa deita-se de costas, movimenta-se ou faz aplicações de compressas quentes.</p>
<p>Sulphur (enxofre elementar): O Sulphur é um importante remédio homeopático para exantemas e problemas de pele em que haja erupções pruriginosas (tais como catapora), pele seca e queimaduras dolorosas (que freqüentemente pioram quando são coçadas ou banhadas). Os pacientes que podem vir a se beneficiar com o Sulphur freqüentemente têm suor com odor desagradável. Eczema acom¬panhado de pele seca, escamosa, prurido ou queimação podem responder bem ao Sulphur. Conjuntivites agudas e terçol, quando as pálpebras ardem e coçam (especialmente quando as pálpebras estão cronicamente inflamadas) podem tam¬bém melhorar com o Sulphur. Este remédio pode também ser útil na gastroenterite e nos problemas digestivos (especialmente no caso de pessoas que têm propensão a beber &#8211; especialmente bebidas alcoólicas e refrigerantes &#8211; mais do que a comer e que, quando comem, tendem a ter preferência por alimentos doces, gordurosos ou por carnes vermelhas). Doenças como hemorróidas (acompanhadas de ardên¬cia e prurido), diarréia (especialmente pela manhã e freqüentemente alternando¬-se com períodos de constipação intestinal), prisão-de-ventre (associada a fezes se¬cas, duras, grossas e dolorosas, bem como a dor em fissuras anais) e gravidez associada a náuseas também podem responder ao Sulphur. Em termos emocio¬nais, os pacientes com mais probabilidade de virem a se beneficiar com o Sulphur muitas vezes são irritadiços, deprimidos e egoístas, podendo ainda dar a impres¬são de estarem ocupados o tempo todo. Eles parecem mentalmente desatentos e, às vezes, têm dificuldade para raciocinar. Modalidades: sintomas pioram com banhos, quando a pessoa se deita numa cama quente, sua ou está em lugar abafa¬do, e de manhã, por volta das 11 :00. Os sintomas melhoram ao ar livre, quando o tempo está quente e seco e quando a pessoa está em pé ou deitada sobre o lado direito.</p>
<p>Informativo:<br />
Embora esta relação de remédios homeopáticos comuns seja razoavelmente extensa, ela não é de maneira alguma exaustiva. A maioria dos kits de remédios homeopáticos de primeiros socorros irão conter os já mencionados remédios de baixa potência (de 12X a 30X ou 30C). Para os problemas médicos agudos acima relacionados, a pessoa deve dissolver três ou quatro comprimidos sob a língua a cada três ou seis horas, até obter alívio. A homeopatia é uma das formas mais comuns de medicina vibracional atualmente disponíveis. É muito útil ter sempre à disposição um kit homeopático de primeiros socorros e usá-lo para tratar doenças dos membros da família ou amigos, resfriados, tosses, dores e contusões; dentro de pouco tempo você ficará convencido da eficácia dos remédios homeopáticos. Depois que você tiver passado pela experiência de obter uma cura com os remédios homeopáticos, quer se trate do alívio para uma dor num dos dedos do pé depois de tomar Arnica ou a melhora de um desconforto abdominal após ingerir Carbo vegetalis, você irá se convencer do poder de cura vibracional dos remédios homeo¬páticos. Além disso, a homeopatia pude dar alívio a doenças para as quais a medicina moderna ainda não encontrou solução. Ao passo que ainda não existe nenhum remédio convencional para o refriado comum (exceto para o alívio sele¬tivo dos sintomas), a homeopatia oferece diversos remédios para resfriado, embo¬ra o complexo de sintomas de cada pessoa tenha de ser individualizado para se escolher um remédio específico que irá produzir o máximo de beneficio. Os kits homeopáticos de primeiros socorros freqüentemente podem ser encontrados em lojas de produtos naturais. Eles geralmente vêm acompanhados de livretos descre¬vendo as indicações terapêuticas e modalidades que irão ajudá-Io a encontrar o remédio mais adequado para o problema médico agudo que você deseja tratar.</p>
<p>Fim.</p>
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		<title>Homeopatia &#8211; José Maria Alves</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 19:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>estrela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Homeopatia - José Mª Alves.]]></category>

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		<description><![CDATA[JOSÉ MARIA ALVES Matéria Médica MATÉRIA MÉDICA HOMEOPÁTICA DOS PRINCIPAIS MEDICAMENTOS WWW.HOMEOESP.ORG Uma das questões mais problemáticas da Homeopatia, prende-se com o comhecimento da matéria médica. Esta, é extraordinariamente vasta, mais de um milhar de medicamentos, com as suas patogenesias de maior ou menor extensão, características, sintomas, modalidades. Se pretendermos dominar toda a patogenesia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">JOSÉ MARIA ALVES<br />
Matéria Médica</p>
<p>MATÉRIA MÉDICA HOMEOPÁTICA<br />
DOS PRINCIPAIS MEDICAMENTOS</p>
<p>WWW.HOMEOESP.ORG</p>
<p>Uma das questões mais problemáticas da Homeopatia, prende-se com o comhecimento da matéria médica.<br />
Esta, é extraordinariamente vasta, mais de um milhar de medicamentos, com as suas patogenesias de maior ou menor extensão, características, sintomas, modalidades.</p>
<p>Se pretendermos dominar toda a patogenesia de um medicamento, com os seus sinais e sintomas característicos, importantes e secundários, rapidamente abandonaremos tal empresa. Estaremos votados ao insucesso, porquanto iniciado o estudo de um outro, logo a nossa memória desperdiçará parte do adquirido. E a este, teriam de seguir-se fatalmente dezenas, se não, centenas.</p>
<p>Tendo em conta estas limitações, construímos a nossa matéria médica de forma a que o estudante e o prático possam aproximar-se progressivamente da sua complexidade. Também não olvidámos os ensinamentos de Clarke neste particular, como veremos infra.<br />
Começámos por proceder a uma criteriosa selecção de medicamentos – cônscios de que nenhuma será perfeita e isenta de críticas –, restringindo-os aos policrestos, semi-policrestos e pequenos medicamentos, tendo em vista a sua probabilidade de aparecimento numa repertorização que não se restrinja ao domínio das patologias agudas.<br />
A primeira parte da Matéria Médica, em português, tenta identificar com a síntese possível, o medicamento, permitindo uma primeira abordagem, quer no estudo quer em sede de diagnóstico diferencial.<br />
Seguem-se em inglês, os estudos de três homeopatas de renome, que qualificamos como o A, B, C da matéria médica homeopática:<br />
- Allen, Henry Clay Keynotes &#8211; Boericke, William Matéria Médica &#8211; Clarke, John Henry &#8211; Dictionary of Practical Materia Medica<br />
No nosso texto, em cada medicamento – e desde que aí apareçam –, estão identificados como A, B, e C.<br />
O conjunto de todos estes estudos, será em regra suficiente, para que o homeopata possa realizar o objectivo da ciência médica homeopática: a descoberta do simillimum.<br />
No estudo da matéria médica, relembremos o ensinamento de Clarke. Este eminente homeopata referia com constância, que o conhecimento da sintomatologia de treze medicamentos seleccionados, habilitaria o prático a tratar com sucesso a maioria dos casos que encontrasse.<br />
Esses medicamentos devem ser estudados na seguinte ordem:<br />
1 – Sulfur;<br />
2 – Calcarea Carbonica;<br />
3 – Lycopodium;<br />
4 – Arsenicum Album;<br />
5 – Thuya;<br />
6 – Aconitum;<br />
7 – Nux Vomica;<br />
8 – Pulsatilla;<br />
9 – Silicea;<br />
10 – Hepar Sulfur;<br />
11 – China;<br />
12 – Belladonna;<br />
13 – Bryonia.</p>
<p>O estudante de homeopatia tem de começar por algum lado, tem de se arriscar num imenso oceano de sintomas repartidos por inúmeras patogenesias.<br />
Por outro lado, a matéria médica tem de ser estudada de modo a que não se assemelhe com uma natureza morta, que da sua leitura resulte o florescimento de um determinado indivíduo de características típicas. É fundamental que na mente de cada um, o medicamento “viva” da forma mais exacta que se possa conceber.</p>
<p>O número de medicamentos constantes desta matéria médica é bastante limitado.<br />
No entanto, no domínio do crónico e na sequência de repertorização correctamente realizada, dará resolução a praticamente todos os casos que nos surgirem.<br />
Naqueles que não resolver, que a falta me seja desculpada.</p>
<p>Os medicamentos são precedidos por números – veja-se a listagem que se segue –, de forma a que possam ser localizados com rapidez e com a utilização dos comandos: EDITAR » LOCALIZAR.</p>
<p>Existe um anexo no Repertório Prático de Sintomas Gerais Homeopáticos, online no nosso site – www.homeoesp.org -, que trata das Relações entre os Medicamentos, Duração de Acção e Precauções Especiais, anexo este que poderá ser junto a esta Matéria Médica para consulta e eficaz prática homeopática.</p>
<p>José Maria Alves</p>
<p>OUTUBRO DE 2007</p>
<p>MEDICAMENTOS</p>
<p>001 &#8211; ABROTANUM – ABROT.<br />
002 &#8211; ACETICUM ACIDUM –  ACET-AC.<br />
003 &#8211; ACONITUM NAPELLUS –  ACON. &#8211; ACTEA RACEMOSA -  VER CIMICIFUGA<br />
004 &#8211; AESCULUS HIPPOCASTANUM – AESC.<br />
005 &#8211; AETHUSA CYNAPIUM –  AETH.<br />
006 &#8211; AGARICUS MUSCARIUS –  AGAR.<br />
007 &#8211; ALUMINA –  ALUM.<br />
008 &#8211; AMMONIUM CARBONICUM –  AM-C.<br />
009 &#8211; ANACARDIUM –  ANAC.<br />
010 &#8211; APIS MELLIFICA –  APIS<br />
011 &#8211; ARGENTUM NITRICUM –  ARG-N.<br />
012 &#8211; ARNICA MONTANA –  ARN.<br />
013 &#8211; ARSENICUM ALBUM –  ARS.<br />
014 &#8211; AURUM METALLICUM –  AUR.<br />
015 &#8211; BARYTA CARBONICA –  BAR-C.<br />
016 &#8211; BELLADONNA – BELL.<br />
017 &#8211; BRYONIA ALBA –  BRY.<br />
018 &#8211; CALCAREA CARBONICA –  CALC.<br />
019 &#8211; CALCAREA FLUORICA –  CALC-F.<br />
020 &#8211; CALCAREA PHOSPHORICA –  CALC-P.<br />
021 &#8211; CANTHARIS –  CANTH.<br />
022 &#8211; CARBO VEGETABILIS –  CARB-V.<br />
023 &#8211; CARCINOSINUM –  CARC.<br />
024 &#8211; CAUSTICUM HAHNEMANNI –  CAUST.<br />
025 &#8211; CHAMOMILLA VULGARIS –  CHAM.<br />
026 &#8211; CHINA RUBRA –  CHIN.<br />
027 &#8211; CIMICIFUGA (ACTEA RACEMOSA) –  CIMIC.<br />
028 &#8211; COLOCYNTHIS –  COLOC.<br />
029 &#8211; CONIUM MACULATUM –  CON.<br />
030 &#8211; DULCAMARA – DULC.<br />
031 &#8211; FERRUM METALLICUM –  FERR.<br />
032 &#8211; GELSEMIUM SEMPERVIRENS –  GELS.<br />
033 &#8211; GRAPHITES –  GRAPH.<br />
034 &#8211; HEPAR SULPHUR –  HEP.<br />
035 &#8211; HYOSCIAMUS NIGER –  HYOS.<br />
036 &#8211; IGNATIA AMARA –  IGN.<br />
037 &#8211; IODUM –  IOD.<br />
038 &#8211; IPECACUANHA –  IPEC.<br />
039 &#8211; KALIUM BICHROMICUM – KALI-BI.<br />
040 &#8211; KALIUM CARBONICUM –  KALI-C.<br />
041 &#8211; LACHESIS MUTUS  –  LACH. &#8211; LUESINUM – VER SYPHILINUM.<br />
042 &#8211; LYCOPODIUM CLAVATUM –  LYC.<br />
043 &#8211; MAGNESIA CARBONICA – MAG-C.<br />
044 &#8211; MEDORRHINUM –  MED.<br />
045 &#8211; MERCURIUS SOLUBILIS –  MERC.<br />
046 &#8211; MEZEREUM –  MEZ.<br />
047 &#8211; NATRUM CARBONICUM –  NAT-C.<br />
048 &#8211; NATRUM MURIATICUM –  NAT-M.<br />
049 &#8211; NATRUM SULPHURICUM –  NAT-S.<br />
050 &#8211; NITRICUM ACIDUM –  NIT-AC.<br />
051 &#8211; NUX VOMICA –  NUX-V.<br />
052 &#8211; OPIUM – OP.<br />
053 &#8211; PETROLEUM –  PETR.<br />
054 &#8211; PHOSPHORICUM ACIDUM –  PH-AC.<br />
055 &#8211; PHOSPHORUS –  PHOS.<br />
056 &#8211; PLATINUM METALLICUM  –  PLAT.<br />
057 &#8211; PLUMBUM METALLICUM –  PLB.<br />
058 &#8211; PSORINUM –  PSOR.<br />
059 &#8211; PULSATILLA –  PULS.<br />
060 &#8211; RHUS TOXICODENDRON –  RHUS-T.<br />
061 &#8211; SEPIA –  SEP.<br />
062 &#8211; SILICEA –  SIL.<br />
063 &#8211; STAPHYSAGRIA –  STAPH.<br />
064 &#8211; SULPHUR –  SULPH.<br />
065 &#8211; SYPHILINUM – SYPH.<br />
066 &#8211; THUYA OCCIDENTALIS –  THUJ.<br />
067 &#8211; TUBERCULINUM –  TUB.<br />
068 &#8211; VERATRUM ALBUM –  VERAT.<br />
069 &#8211; ZINCUM METALLICUM –  ZINC.</p>
<p>001 – ABROTANUM</p>
<p>Há em Abrotanum uma fadiga muito acentuada, uma grande fraqueza.<br />
É um indivíduo que apresenta sinais de depressão e ansiedade com desalento.<br />
Traços caracteriológicos pouco abonatórios: crueldade, violência, teimosia. Mau humor.<br />
Não se pode dizer que seja inteligente.<br />
Definhamento muito marcante.<br />
A criança apresenta traços de envelhecimento, em especial o rosto denso de rugas, franzido. Tem um olhar de desalento, tristonho. Incapaz de manter a cabeça direita ou de ficar em pé.<br />
Emagrecimento notável, com realce ao nível das pernas. Tem bastante fome, alimenta-se bem, mas mesmo assim emagrece.<br />
Tem a sensação do estômago estar imerso num líquido, em água.<br />
O abdómen está distendido e na palpação encontram-se pontos duros.<br />
Diarreia que alterna com prisão de ventre.<br />
Dores nas articulações.<br />
Reumatismo que alterna com diarreia.<br />
Frieiras.<br />
Hemorragia umbilical.<br />
AGRAVAÇÃO: ao ar frio; durante a noite.<br />
MELHORA: com o movimento.</p>
<p>002 – ACETICUM ACIDUM</p>
<p>Está num permanente estado de angústia. As suas queixas não terminam.<br />
Tudo é um verdadeiro problema; nesta perspectiva está sempre à espera que lhe aconteça o pior.<br />
A sua memória não é propriamente famosa. O seu pensamento é caótico, confuso. Por vezes não reconhece as pessoas que lhe são mais chegadas, e mesmo os próprios filhos. Esquecimento de factos recentes. Custa-lhe lembrar-se de palavras correntes quando fala ou escreve.<br />
Ansiedade com sinais evidentes de nervosismo.<br />
Irritabilidade. Irrita-se com facilidade.<br />
O rosto é pálido, tão pálido que parece de cera.<br />
As pupilas estão dilatadas.<br />
Dor de cabeça com ruborização da parte esquerda do rosto.<br />
Não consegue saciar a sede, apesar de beber muito, com exclusão das patologias febris.<br />
Gengivas que sangram.<br />
Manchas brancas na língua.<br />
Tem dores de estômago bastante fortes, com ardência, e não suporta ingerir comida fria ou salgada. Aversão aos alimentos salgados e aos alimentos frios.<br />
Abdómen distendido.<br />
Diarreia de fezes do tipo aquoso, por vezes com sangue. Dores abdominais.<br />
Urina abundantemente.<br />
Dores na lombar.<br />
Edema de pés e pernas.<br />
Febre com significativa variabilidade, sem sede, contrariamente a todos os outros padecimentos em que a sede é praticamente inextinguível.<br />
AGRAVAÇÃO: Deitado de costas.<br />
MELHORA: Deitado de bruços.</p>
<p>003 – ACONITUM NAPELLUS</p>
<p>Aconitum é um medicamento indicado especialmente para casos agudos de aparecimento recente.<br />
Patologias que surgem após exposição ao ar frio e seco, aos ventos do Norte ou de Oeste ou à suspensão da transpiração por violentos golpes de vento frio.<br />
O doente de Aconitum é ansioso, inquieto, agitado e tem medo da morte. O medo está sempre presente neste paciente; irracional e envolto por uma angústia exacerbada.<br />
Há nele uma excitabilidade nervosa fora do comum, ficando sobressaltado por qualquer acontecimento mesmo que de pouca importância. A agitação ansiosa com medo da morte acompanha praticamente todos os sintomas.<br />
A agitação é física e mental. O seu rosto é a expressão do medo que não tem fundamento plausível. A angústia é terrível, com intenso medo da morte; chega a predizer o dia e em certos casos a hora em que vai morrer. Medo da morte durante a gravidez.<br />
Crises de angústia por volta da meia noite.<br />
A vida transforma-se em algo insuportável por via dos seus medos e crê que a sua doença lhe será fatal. Qualquer padecimento por mais ligeiro que seja, é acompanhado por angústia e medo. Tem medo de sair de casa, medo da multidão, de atravessar a rua, de qualquer coisa que está por acontecer.<br />
Agitado e ansioso, faz tudo apressadamente, mudando constantemente de posição.<br />
Não suporta a música que o entristece.<br />
Padece de insónia com uma inquietude que o obriga a mover-se constantemente no leito. Os sonhos provocam-lhe sobressaltos.<br />
Quando se levanta, depois de estar deitado, o seu rosto que apresentava uma cor avermelhada, fica pálido. Pode acontecer que seja acometido de vertigens e caia, ficando inconsciente; fica então com medo de se levantar de novo.<br />
Quando tem dores não quer que ninguém se aproxime.<br />
As dores são agudas e intoleráveis, geralmente provocadas por golpe de ar frio. Mais intensas durante a noite, por vezes com um marcado entorpecimento. Deixam-no num estado desesperado e são acompanhadas de ansiedade, agitação física e mental, com medo da morte.<br />
Nevralgias recentes por exposição ao frio seco, a uma corrente de ar. Nevralgia do trigémeo recente ou crónica, com crises induzidas pelo frio seco ou por bebidas geladas. Todas as outras nevralgias.<br />
Febre que aparece de modo brutal em tempo frio. Quando tem febre, o paciente de Aconitum tem a pele seca, quente, ardente. A agitação é enorme, mexe-se sem cessar na cama, movimentos estes que agravam os calafrios, queixa-se, diz que está perdido, que vai morrer. A sua angústia agrava no fim da tarde e no momento de dormir. O rosto avermelhado fica branco quando se levanta. Sede insaciável por grandes quantidades de água fria.<br />
Sente a cabeça quente, pesada. Tem vertigens quando se levanta, depois de estar deitado. As suas dores de cabeça frontais, supra-orbitárias, aumentam de intensidade à noite.<br />
Por vezes, uma bochecha está avermelhada, enquanto que a outra está pálida.<br />
Cefaleia frontal aguda, por vezes por insolação ou exposição a um calor intenso.<br />
Nevralgia facial por frio.<br />
Otite aguda, após golpe de ar frio. O ouvido torna-se sensível e não suporta ruídos.<br />
A língua está inchada, coberta de um saburro branco ou esbranquiçado, com formigamentos na sua ponta, que também surgem nos lábios.<br />
Tudo o que come tem gosto amargo, à excepção da água que deseja insaciavelmente.<br />
Dores abdominais após golpe de frio seco.<br />
Gastralgia aguda que surge após absorção de água gelada.<br />
Diarreia esverdeada. As fezes parecem espinafres cortados.<br />
Rinite aguda antes do corrimento nasal.<br />
Tosse crupal repentina, seca, sufocante, que surge antes da meia noite, após exposição a um vento frio e seco. Por vezes, dores intercostais, que são agravadas pela respiração e quando o paciente se deita sobre o lado doloroso.<br />
Rouquidão por força da exposição ao frio seco.<br />
Hemoptise de sangue vivo.<br />
Todos os sinais cardiovasculares são acompanhados de ansiedade e agitação,  agravando pelo frio, o vento frio, o gelo, e à meia noite. Palpitações bruscas, com dores na região do coração e ansiedade com medo da morte. Necessidade do doente ficar deitado com a cabeça elevada.<br />
Hipertensão. Taquicardia induzida pela angústia ou pelo frio.<br />
O pulso é cheio, tenso e rápido, apresentando em alguns casos alguma intermitência.<br />
Fica ansioso antes de urinar.<br />
As regras são abundantes e prolongadas. Estas findam subitamente por efeito de um susto, medo ou depois da paciente ter apanhado frio seco.<br />
Amenorreia das jovens.<br />
AGRAVAÇÃO: Ao fim da tarde e à noite as dores são insuportáveis; à noite; por volta da meia noite; levantando-se da cama; após exposição ao vento frio e seco; estando deitado do lado doloroso; em um quarto quente; por medo súbito.<br />
MELHORA: Ao ar livre; repousando; depois de ter transpirado – nos casos agudos –.</p>
<p>004 – AESCULUS IPPOCASTANUM</p>
<p>Sente-se cansado, quer física quer mentalmente, pela manhã. À noite este estado melhora.<br />
Tudo é dificultoso: pensamento, trabalho.<br />
Custa-lhe pensar. O trabalho esgota-o.<br />
Tristeza continuada.<br />
Instável.<br />
Dores do tipo agudo, dilacerantes. Quando das dores tem uma sensação de plenitude nas pernas, braços e na cabeça, que agravam pelo calor e melhoram pelo frio.<br />
Dores internas na região sacrolombar que se estendem aos quadris. Estas dores ocorrem com frequência quando o paciente sobe rapidamente escadas e são pulsáteis.<br />
Padecimento faríngeo alternando com hemorróidas, por efeito de congestão portal.<br />
Hemorróidas queimantes, com prurido. Tem a sensação de que está ferido. Sensação de agulhas no recto.<br />
Prisão de ventre.<br />
Congestão do útero, antes e depois da menstruação, que faz com que a paciente o sinta pulsátil, acompanhada de dor na região sacrolombar.<br />
AGRAVAÇÃO: Durante o sono; depois de tomar um banho com água quente; pelo movimento.<br />
MELHORA: Pelo frio; pelo exercício desde que não seja violento.</p>
<p>005 – AETHUSA CYNAPIUM</p>
<p>Angustia-se em locais escuros.<br />
Por vezes tem alucinações, especialmente de cães.<br />
Tem medo de não acordar caso adormeça.<br />
Pensa e procura saltar da cama ou da própria janela do quarto.<br />
Dificuldade em pensar. Dificuldade de concentração.<br />
A face apresenta uma expressão ansiosa.<br />
Emagrecimento.<br />
Fica facilmente prostrado. Torpor.<br />
Ilusão, delírio, vê ratos.<br />
Não tem sede<br />
Aversão ao leite. Depois de beber leite, vomita-o de imediato.<br />
Vómitos que surgem de modo brusco acompanhados de fraqueza.<br />
Diarreia seguida de fadiga e fraqueza. As fezes são esverdeadas.<br />
Depois de evacuar fica fraco, cansado.<br />
Febre sem sede.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo calor do Verão; pelo calor da cama; pelo calor; pela posição em pé, ou seja, estando de pé; depois de comer ou de beber; depois de vomitar; depois de evacuar; depois de convulsões; entre as 3 e as 4 horas da manhã.<br />
MELHORA: Ao ar livre.</p>
<p>006 – AGARICUS MUSCARIUS</p>
<p>Em Agaricus surgem perturbações nervosas como consequência de estudos prolongados.<br />
A indiferença marca o psiquismo de Agaricus. Nada o interessa, nada o motiva. Não se esforça seja para o que for.<br />
Tem muita dificuldade em pensar. O seu pensamento é lento. Dificuldades intelectuais.<br />
No entanto, agita-se, fala sem cessar, canta e ri, mas não responde às perguntas que lhe fazem. Chega a profetizar.<br />
Gosta de fazer versos.<br />
Por vezes afronta com as sua palavras quem o rodeia, para logo depois começar com cantorias, que se adaptam às ideias afrontosas.<br />
Os sintomas mentais podem surgir após esforço intelectual prolongado.<br />
Depressão depois de excessos sexuais.<br />
Não tem coordenação nos movimentos, chegando a tropeçar e a cair quando caminha. Deixa cair os objectos que transporta nas mãos.<br />
Tremores.<br />
Tem vertigens durante a manhã, principalmente por efeito dos raios solares.<br />
Dores penetrantes, como se agulhas de gelo se estejam a enterrar nas zonas doridas.<br />
Dor de cabeça frontal, que se estende à raiz do nariz.<br />
A cabeça move-se constantemente, está sempre em movimento.<br />
Os olhos movem-se, os globos oculares oscilam continuadamente.<br />
Tem dificuldades de leitura.<br />
Sente prurido e queimação nos ouvidos.<br />
Língua que treme, tornando difícil articular as palavras.<br />
Dores no abdómen, picantes e ardentes. Flatulência com emissão de gases sem cheiro.<br />
Diarreia acompanhada de grandes descargas de gases.<br />
Necessita ir com frequência à casa de banho, mas não consegue evacuar.<br />
Tosse do tipo convulsiva que termina com o paciente a espirrar.<br />
Durante o coito o homem tem dores na uretra.<br />
No sexo feminino, sensação de que os genitais estão a ser puxados para baixo.<br />
A coluna vertebral é muito sensível ao toque, muito especialmente no que toca às vertebras dorsais.<br />
Os membros têm contracções espasmódicas.<br />
AGRAVAÇÃO: Depois de fazer esforços mentais; no tempo frio; antes de um temporal; pelo acto sexual.<br />
MELHORA: Durante a tarde; Pelo calor da cama.</p>
<p>007 &#8211; ALUMINA</p>
<p>Está sempre triste. Geme e resmunga. Falar fatiga-o.  A fraqueza faz com que se sente.<br />
Humor variável. Depressão.<br />
Não é capaz de realizar os projectos a que se propõe. Indeciso.<br />
É lento no que respeita ao pensamento e à actividade, mas mesmo assim, quer fazer tudo apressadamente.<br />
Por vezes diz coisas e tem a sensação de que é outra pessoa que o faz. Tem hesitações quanto à sua identidade.<br />
Erros, omissões, obnubilação, confusão, alterações da memória.<br />
Impressiona-se com extrema facilidade. Fobia das facas e sangue. Tem horror a ver sangue, bem como facas e outros objectos cortantes.  Hipersensível ao sangue – não pode ver sangue. Ver objectos pontiagudos, especialmente facas, impulsiona-o a cometer um homicídio. No entanto, fica angustiado e desesperado com tal ideia, o que lhe provoca uma espécie de impulso irresistível de se suicidar.<br />
Impulsão suicida ou homicida quando vê ou imagina um objecto cortante.<br />
O tempo parece passar muito lentamente. Uma hora parece meio dia.<br />
Tem um sono agitado.<br />
Sonha, acordando sobressaltado, a falar e aos gritos.<br />
Só consegue caminhar de olhos abertos e de dia. À noite ou com os olhos fechados começa a cambalear e cai.<br />
Tem uma dificuldade de discernimento bem peculiar. Compreende e não sabe o que é verdadeiro e o que é falso.<br />
Medo da loucura.<br />
Prediz a hora da morte.<br />
Impressionável.<br />
Tem impulsos.<br />
Confusão mental. Pensamento desorganizado.<br />
Tem a sensação de ter cometido um crime. Falta de segurança como consequência de uma capacidade intelectual diminuída.<br />
Duvida de ser ele mesmo, chegando a pensar que o que faz, e sente, é feito e sentido por outrem.<br />
Sensação de irrealidade do que vê.<br />
Sensação de ser mais alto do que efectivamente é.<br />
Sonhos sexuais.<br />
Por vezes, alternância entre sintomas físicos e mentais.<br />
Envelhecimento precoce.<br />
Sensação na face e à volta dos olhos como se o rosto estivesse coberto de clara de ovo coagulada. Sensação de teia de aranha no rosto.<br />
Vertigem quando fecha os olhos. Vertigem dos velhos.<br />
Problemas de visão que fazem com que o paciente esteja sempre a esfregar os olhos.<br />
Paresia das pálpebras superiores com agravação à esquerda. Ptose. As pálpebras estão espessas.<br />
Falta de apetite.<br />
Apetite anormal, desejos anormais por coisas indigestas, não comestíveis, tais como cal, carvão, madeira, giz, grãos de café, ácidos.<br />
Aversão às batatas que o agravam, provocando flatulência, meteorismo, mau estar geral. Aversão à carne.<br />
O esófago contrai-se sempre que o paciente engole. O paciente só consegue deglutir pequenos pedaços. Pouca saliva.<br />
Eructações crónicas que agravam ao fim do dia.<br />
Vómitos com tosse. Os alimentos irritantes provocam tosse: vinho, sal, vinagre, pimenta.<br />
Prisão de ventre. O paciente não tem desejo de evacuar e o seu intestino parece estar paralisado, o que o obriga a esforços enormes. Inactividade rectal; mesmo as fezes moles exigem-lhe esforços imensos. Só vai à casa de banho quando existe uma acumulação considerável de fezes.<br />
Prisão de ventre das crianças de mama alimentadas com alimentos artificiais. Prisão de ventre das grávidas por inactividade rectal. Dos velhos por recto inactivo.<br />
Fezes secas e duras, pequenas, cobertas de muco. Fezes moles difíceis de expulsar, aderentes como argila molhada. Após defecar fica uma sensação de escoriação no ânus.<br />
Asa do nariz inflamada.<br />
Secura do nariz com crostas. O corrimento nasal é espesso e amarelado.<br />
Rouquidão frequente.<br />
Secura da faringe que obriga o paciente a tossir de manhã quando acorda e à noite, para tornar a voz mais clara e perceptível.<br />
Tosse seca, contínua, que agrava de manhã e à noite, levando o doente a vomitar.<br />
A urina demora bastante tempo a escoar-se. Assim como faz esforço para evacuar, também o faz para urinar. Deve fazer esforços similares aos da evacuação para urinar.<br />
Diarreia quando urina.<br />
Gonorreia crónica.<br />
Incontinência urinária feminina quando tosse.<br />
Impotência dos velhos. Emissões de esperma quando se esforça para defecar.<br />
Depois das regras, atrasadas ou adiantadas, a paciente fica esgotada física e mentalmente.<br />
Leucorreia aquosa, abundante, transparente, irritante. É tão abundante que escorre até aos tornozelos. Agrava de dia, depois das regras e melhora por lavagens com água fria.<br />
Dores violentas nas costas como se um ferro quente fosse aplicado nas vértebras lombares.<br />
Arrasta pesadamente as pernas.<br />
Dor na planta dos pés ao caminhar com sensação de entorpecimento.<br />
Sensação de peso nas extremidades inferiores que agrava à tarde. Caminha lentamente, com pequenos passos, de forma descoordenada e com tremores.<br />
Pele muito seca que não transpira. Erupções secas de inverno.<br />
Prurido pelo calor da cama.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo frio; no Inverno; no tempo seco; de manhã ao despertar; comendo batatas; depois de comer sopa; um dia em dois; periodicamente, na Lua nova e cheia; depois do acto sexual.<br />
MELHORA: Pelo calor; ao ar livre; pelos alimentos quentes; comendo; por lavagens frias – leucorreia –.</p>
<p>008 – AMMONIUM CARBONICUM</p>
<p>Fadiga. Sente-se fraco.Há em si um mal-estar. Esgota-se por qualquer acto que implique a sua movimentação.<br />
Memória deficiente. Distracção.<br />
Faculdades intelectuais diminuídas.<br />
Depressão.<br />
Medo da tempestade.<br />
Sujo como Sulphur. Não gosta que o lavem.<br />
Tem mau humor logo de manhã, por tempo de chuva ou húmido.<br />
Quer a tristeza ou depressão, quer a ansiedade e angústia desaparecem ou ficam minimizadas à noite.<br />
Está sempre preocupado com o seu estado de saúde. Considera que está doente.<br />
Chora com alguma facilidade.<br />
Sonolência diurna.<br />
Dor de cabeça, parecendo que esta vai estoirar.<br />
Inflamação da garganta. Ulcerações gangrenosas, de mau odor.<br />
Hemorróidas procidentes, sanguinolentas.<br />
Nariz tapado durante a noite, o que o não deixa dormir, em virtude de ter de respirar com dificuldade pela boca.<br />
Epistaxe quando lava a cara ou as mãos. Por vezes, depois de comer.<br />
Tosse irritante, contínua, por volta das três horas da manhã.<br />
Palpitações que ocorrem ao menor esforço.<br />
Hemorragias de sangue escuro.<br />
As regras são adiantadas, abundantes, com especial incidência quando a paciente está sentada. Sangue escuro com coágulos.<br />
AGRAVAÇÃO: Tempo húmido; tempo chuvoso; à noite; às 3 horas da manhã; quando se levanta.<br />
MELHORA: Deitado em decúbito ventral; sobre o lado dorido; no tempo seco; pelo calor.</p>
<p>009 &#8211; ANACARDIUM ORIENTALE</p>
<p>Anacardium tem uma perda repentina de memória, que ocorre nos idosos ou em pessoas sujeitas a desgaste emocional.<br />
Alucinado. Furioso. Blasfema como se estivesse possuído. Grosseiro.<br />
Desconfiado, com tendência à maldade.<br />
Irritabilidade.<br />
Tendência a ser grosseiro, a dizer indecências.<br />
Por vezes diz o contrário do que pensa, até às pessoas de quem gosta, ofendendo-as. Pode gostar muito do filho, mas acaba por lhe dar a entender precisamente o contrário.<br />
Grosseria com arrependimento.<br />
Pensa que tem duas pessoas dentro dele. Desdobramento da personalidade: uma incita-o ao mal e outra reprime-o, mas acaba por ser maldoso com a responsabilidade do outro que o habita.<br />
Sensação de que o perseguem.<br />
Ansioso.<br />
Ri de coisas sérias e fica com um ar sério perante futilidades.<br />
Gosta de injuriar.<br />
Melhoria geral física e mental quando come. É muito amável enquanto come.<br />
O esforço mental agrava-o.<br />
Dificuldade em executar trabalhos mentais.<br />
Deprimido e sem memória. Indeciso e ambivalente.<br />
Impulsos contraditórios.<br />
Compreensão lenta.<br />
Memória diminuída. Está constantemente a verificar o que terminou de fazer.<br />
Ao pensar que é perseguido, tem um enorme impulso em fugir correndo.<br />
Alucinações: cheiro de madeira queimada, ouve vozes.<br />
Acredita que é objecto de possessão; pelo diabo, força sobre-humana, animais, etc.<br />
Dor de cabeça dos estudantes com sensação de pressão no rebordo das órbitas.<br />
As dores de Anacardium, em geral, dão a sensação de aperto.<br />
Come e bebe apressadamente.<br />
Náuseas, vómitos.<br />
Tem prisão de ventre. O esforço que faz para defecar não produz efeito relevante.<br />
Hemorróidas com contracções.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo exercício físico; pelo trabalho mental; pela manhã; por aplicações quentes.<br />
MELHORA: Ao comer; pelo repouso; à tarde.</p>
<p>010 – APIS MELLIFICA</p>
<p>O paciente Apis é uma pessoa triste, melancólica, chorosa. Choraminga sem saber porquê, sem qualquer causa aparente, apresenta-se abatido, desencorajado.<br />
É irritável, ansioso e difícil de contentar. Os seus movimentos apresentam uma certa descoordenação: os objectos que segura nas mãos caem facilmente. Tem uma sensibilidade extrema ao toque.<br />
As crianças emitem gritos súbitos e agudos durante o sono ou ao acordar.<br />
Grito encefálico. Nos estados críticos, agudos, o doente pode ter convulsões, a cabeça girar de um lado para o outro, afundando-a no travesseiro, gritar e entrar em coma.<br />
Não consegue dormir por agitação nervosa.<br />
Desconfiado. Ciumento.<br />
Irritabilidade. Apatia, indiferença com depressão. Vontade de chorar. Dificuldade em pensar com clareza. Descoordenação dos pensamentos. Deixa cair os objectos que transporta nas mãos. Quando está doente agita a cabeça de um lado para o outro e afunda-a no travesseiro. Como em quase todos os venenos, podem coexistir em Apis duas fases: uma de irritabilidade e excitação e outra de depressão. Tem medo de ser envenenado. Teme a morte iminente. Medo de ter uma apoplexia. Qualquer coisa o atormenta. Tem a sensação de que vai morrer. Desespero sem razão plausível. Sonha que voa. Os sintomas mentais são muitas vezes acompanhados de transtornos cardíacos, tais como, palpitações, opressão e dor no coração.<br />
As dores são violentas, queimantes, picantes, penetrantes como agulhas, fazendo lembrar a ferroada da abelha ou da vespa, estendem-se a todo o corpo e percorrem-no bruscamente de um lado ao outro. Agravam pelo calor e pelo repouso e melhoram pelo frio e pelo movimento.<br />
Febres intermitentes, paludismo; calafrio às 15 horas, com sede, agravando pelo calor.<br />
Pálpebras inchadas e vermelhas, com lacrimejamento queimante.<br />
Todas as doenças oculares com edema. Edema das pálpebras como um papo intumescido, mais significativo ao nível das inferiores.<br />
Inflamação aguda da garganta, que fica vermelha por dentro com sensação de constrição e dores picantes e ardentes que agravam pelo calor.<br />
Edema do véu do palatino e da úvula.<br />
Edema da glote. Sufocação que agrava num ambiente quente.<br />
Ausência de sede nas anasarcas e ascites.<br />
Distensão do abdómen com sensibilidade extrema ao menor contacto.<br />
Diarreia dos alcoólicos. Diarreia todas as manhãs. Fezes que são expulsas involuntariamente como se o ânus estivesse completamente aberto.<br />
Ausência de sede nas doenças renais.<br />
Incontinência urinária com cistite. Dores fortes, queimantes, ao urinar. Desejos frequentes, mas pouca abundância de urina, poucas gotas.<br />
Micção difícil das crianças.<br />
Amenorreia das jovens com sintomas cerebrais e da cabeça, que surge após um susto ou emoção forte.<br />
Dismenorreia com dores ardentes e picantes nos ovários, em especial no direito, melhorando por aplicações bastante frias.<br />
Tendência a abortar no princípio da gravidez.<br />
Reumatismo articular em que a articulação apresenta um aspecto inchado, de cor rosa e é muito sensível ao toque. As dores são violentas, picantes e ardentes, agravando em ambiente quente e melhorando por aplicações frias ou geladas.<br />
Reumatismo articular agudo. Reumatismo infeccioso.<br />
Edemas de constituição rápida, rosados, translúcidos, por vezes vermelho brilhante, com dores picantes, ardências e prurido. Agravam pelo calor local.<br />
Edema das mãos e dos pés.<br />
Inchações pálidas e cor de cera.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo calor; num quarto quente ou fechado; pelo toque; a pressão, após ter dormido; depois do meio dia; à noite; pela humidade.<br />
MELHORA: Ao ar livre; pelo banho frio; por aplicações frias; ao molhar as partes afectadas com água fria; descobrindo-se; durante o dia; ao ficar de pé.</p>
<p>011 – ARGENTUM NITRICUM</p>
<p>Tem uma agitação ansiosa. É impulsivo e quer agir com a maior rapidez possível. Pensa não ter tempo para executar as tarefas que se propõe, por isso, está sempre com pressa; mal começa um trabalho ou tarefa já a quer ver terminada.<br />
Agitação extrema. Fala muito, tanto que fica completamente esgotado.<br />
É um indivíduo nervoso, irritável, ansioso, que caminha apressadamente. Por vezes, deprimido, com tremores no corpo e vários medos: de andar sozinho, de multidões, de saltar no vazio, do perigo, de ficar louco, de ser vítima de apoplexia ou de ter uma doença grave. Agorafobia. Claustrofobia. Reacção de fuga com inibição. As fobias tomam o aspecto de uma síndrome vertiginosa.<br />
Chega a predizer a morte como Aconitum.<br />
Ansiedade por antecipação. Fica apreensivo e com diarreia sempre que tem um encontro importante, exames a realizar ou tem de assistir a espectáculos.<br />
Memória deficiente. É um intelectual cansado.<br />
Tem pesadelos. Sonha em especial com serpentes.<br />
Numa rua quando olha para o alto, tem a sensação de que as casas dos dois lados se inclinam e vão cair, o que lhe dá vertigens.<br />
Vertigem quando fecha os olhos: não consegue caminhar de olhos fechados. O seu equilíbrio parece sempre precário. Vertigem com tremores e fraqueza das pernas.<br />
Vertigem com zumbidos nos ouvidos.<br />
Dor de cabeça congestiva, profunda. O paciente tem a sensação de que o crânio está dilatado, vai rebentar. Dor de cabeça depois de ter dançado ou após trabalho mental exaustivo. As dores melhoram amarrando a cabeça com um pano, ou apertando-a com as mãos.<br />
Fotofobia intensa.<br />
Conjuntivite granular aguda, escarlate, com corrimento abundante, muco-purulento.<br />
Oftalmia purulenta, em especial a neonatal.<br />
Faringe e úvula avermelhadas. Rouquidão que agrava de manhã. Nesta parte do dia, o doente expulsa muco espesso e tenaz originário das narinas.<br />
Sensação de uma espinha ou lasca de madeira na garganta ao engolir.<br />
A língua tem a ponta dorida e vermelha, com papilas salientes, em todos os padecimentos.<br />
Desejo irresistível de comer doces, chocolate. A criança deseja doces, mas provocam-lhe diarreia.<br />
Come apressadamente, sem mastigar convenientemente os alimentos.<br />
Aerofagia com palpitações.<br />
Regurgitações e arrotos excessivos, barulhentos e difíceis, que surgem logo após as refeições. As regurgitações acompanham a maior parte dos problemas gástricos.<br />
Úlcera gástrica. Gastrite dos alcoólicos e bebedores imoderados.<br />
Colopatias funcionais diarreicas.<br />
Diarreia esverdeada com gases. Muco esverdeado como espinafres cortados. Diarreia originada por ansiedade por antecipação: exame, entrevista para um emprego, aparecimento em público, etc. Diarreia após ingestão de bebidas.<br />
Laringite. Laringite crónica dos cantores, em que as notas mais agudas provocam tosse.<br />
Palpitações violentas que agravam quando o doente está deitado do lado direito ou sob o efeito de forte emoção e melhoram quando este caminha ao ar livre.<br />
Incontinência urinária: a urina escorre sem que o paciente tenha consciência disso.<br />
Impotência por ansiedade. Há erecção que termina ou afrouxa significativamente quando se prepara para consumar o acto.<br />
Coito doloroso, tanto para o homem, quanto para a mulher.<br />
Dor do ovário esquerdo, com regras abundantes.<br />
Ulcerações do colo do útero.<br />
Fraqueza dos membros inferiores com tremores. Caminha com pressa, oscilante. Sente-se mal de pé.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo calor num quarto quente; num local fechado; em espaços abertos; à noite; pelos alimentos frios; pelos doces e chocolate; durante as regras; pelo exercício mental fora do comum; estando deitado do lado direito; pela antecipação.<br />
MELHORA: Ao ar livre; pelo ar frio, desejando que o vento sopre no seu rosto; ao tomar banho em água fria; por pressão forte.</p>
<p>012 &#8211; ARNICA MONTANA</p>
<p>O paciente está deprimido, triste. Quer ficar tranquilo, sozinho, em paz. Não quer que lhe falem ou que se aproximem dele.<br />
Assusta-se com muita facilidade.<br />
Padece de irritabilidade e alguma teimosia.<br />
Apresenta uma indiferença muito grande causada pela fadiga. Esta pode conduzi-lo à prostração. Inconsciente, quando lhe falamos responde coerente e correctamente, mas retorna de imediato àquele estado que pode ser acompanhado de delírio.<br />
Agita-se para encontrar um lugar ou posição que lhe permita ficar tranquilo.<br />
Tem insónia: seja qual for o leito em que se deite, parece-lhe excessivamente duro, muda constantemente de lugar em busca da maciez. Por vezes geme enquanto dorme.<br />
Medo da morte. Pensa que vai morrer nos próximos tempos.<br />
De carácter nervoso, a dor torna-se insuportável. O corpo está hipersensível. Apesar de doente, diz estar bem de saúde.<br />
Traumas psicológicos.<br />
O corpo parece dorido e com contusões, como se tivesse sido pisado ou espancado. É o grande remédio dos traumatismos, seja qual for o órgão lesado; mesmo que o traumatismo não seja recente e tenha deixado sequelas. Afecções traumáticas dos músculos. Fracturas que se complicam, com supuração abundante.<br />
Sensação de quebra local ou geral, após qualquer tipo de acidente traumático: pancadas, quedas, contusões, etc.<br />
Prevenção do traumatismo cirúrgico.<br />
Acidentes vasculares cerebrais por efeito de violentos esforços, de uma grande emoção.<br />
O rosto, ou a cabeça e o rosto estão quentes, enquanto o resto do corpo está frio.<br />
Nariz frio.<br />
Meningite que surge após traumatismo.<br />
Apoplexia, perda de consciência com relaxamento dos esfíncteres. Na apoplexia reabsorve os derrames.<br />
Descolamento traumático da retina. Hemorragias da retina ou da conjuntiva com derramamento e como consequência de traumatismo.<br />
Mau hálito. Arrotos de odor pútrido, como de ovos podres, especialmente de manhã.<br />
Evacuação involuntária com incontinência durante o sono.<br />
Tosse durante o sono. Tosse dos cardíacos à noite.<br />
Perturbações cardíacas dos atletas. Situações de cansaço cardiovascular. Hipertensão arterial.<br />
Hemorragias traumáticas. Prevenção das hemorragias post-partum.<br />
Na menopausa, grande fraqueza com palpitações, dores generalizadas. A cabeça está quente, o corpo frio. Equimoses por qualquer toque ou pancada mesmo que leve.<br />
Reumatismo e gota, com medo de ser tocado por quem se aproxima.<br />
Não pode caminhar direito, já que tem uma sensação de contusão, pisadura, ao nível da região pélvica.<br />
Lombalgias de esforço, estáticas, da obesidade.<br />
Paralisia do lado esquerdo.<br />
Tendência a fazer pequenos furúnculos, simétricos, muito sensíveis.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo menor contacto; pelo repouso; pelo movimento; pelo vinho.<br />
MELHORA: Estando deitado com a cabeça baixa, mesmo que o leito pareça duro; por aplicações quentes.</p>
<p>013 – ARSENICUM ALBUM</p>
<p>Arsenicum Album tem uma grande e profunda prostração, com um declínio bastante rápido das suas forças vitais.<br />
É um deprimido, melancólico. Alternância de excitação e de depressão, por vezes no mesmo dia: num momento sente-se bem, com uma resistência vital ótima, para logo de seguida se sentir com extrema fraqueza, prostrado.<br />
É extremamente avarento. O mais avarento da matéria médica, exasperando-se sempre que tem de gastar algum dinheiro. É desconfiado e antipático para com os que o rodeiam. Tem uma língua de víbora, diria que de surucucu, para o distinguir de Sulfur.<br />
Uma das suas manias é a da arrumação. A menor alteração de lugar ou desvio de objectos chama a sua atenção e levam-no a corrigi-la de imediato. Meticuloso com tudo, até na escolha das roupas. Prefere os tecidos lisos e de muito boa qualidade. Tem como cores preferidas o azul marítimo e o cinzento. Tem um cuidado excessivo com as roupas. Será bastante divertido vê-lo sujar-se; transforma o facto numa quase tragédia, já que contrariamente ao que sucede com Sulfur não suporta nódoas e sujeira.<br />
O menor movimento ou exercício esgotam-no.<br />
Desespera-se com facilidade. Crê que os seus padecimentos não têm cura, recusando-se a tomar remédios, porquanto inúteis, já que vai morrer. É indiferente e a irritabilidade é uma constante.<br />
Triste, ansioso, extremamente agitado, tem medo de estar sozinho, da morte, do escuro, de fantasmas. Medo de ter uma doença incurável. Medo de ficar arruinado. O medo ansioso da morte manifesta-se especialmente quando está sozinho. Os seus medos são normalmente acompanhados de suores frios.<br />
Está sempre mentalmente agitado. Quanto maior o sofrimento, maior a agitação, a angústia e o medo da morte.<br />
A agitação física e mental agrava entre a 1  e as 3 horas da manhã.<br />
Não consegue estar tranquilo e em paz; muda de lugar constantemente, ou caso esteja demasiadamente fraco, pede incessantemente que o façam, que o transportem de uma cama para outra, de um sofá para a cama ou para outro sofá.<br />
Quando se embriaga, diz-se que “tem mau vinho”.<br />
Ansiedade quando se encontra num ambiente fechado.<br />
As dores de Arsenicum são queimantes como se carvões em brasa fossem encostados nas partes afetadas, que queimam como fogo. Geralmente são periódicas, o paciente está um dia bem e outro mal, e melhoram pelo calor, bebidas e aplicações quentes, à exceção das de cabeça que melhoram por aplicações frias. Dores semelhantes a picadas feitas com agulhas em brasa.<br />
Face pálida, magra.<br />
Lábios secos, necessitando de ser humedecidos.<br />
Pálpebras vermelhas e ulceradas. Edema, principalmente das inferiores.<br />
Sede inextinguível e frequente de pequenas porções de água fria. No entanto, a água pesa no estômago como uma pedra. O doente quer água, mas evita beber sob pena de rejeição imediata da mesma, por isso, bebe pequenas quantidades de cada vez.<br />
Não suporta o odor ou a visão dos alimentos.<br />
Dores gástricas queimantes, como se carvões acesos estivessem a arder no estômago, depois de ter comido fruta, creme gelado, bebido água fria, bebidas alcoólicas, após ter ingerido carne em mau estado de conservação.<br />
Vómitos após ter ingerido alimentos ou ter bebido.<br />
Diarreia que surge também na sequência de ingestão de alimentos ou bebidas, com enorme prostração, desproporcionada à quantidade evacuada. Fezes pouco abundantes, escuras, de odor forte, irritantes e ardentes, gerando escoriações perianais.<br />
Hemorróidas ardentes, impeditivas do sono e da posição sentada, que são aliviadas pelo calor.<br />
As dores do abdómen que se apresenta distendido, são ardentes e melhoram por aplicações quentes.<br />
Hipertrofia do fígado e do baço.<br />
É um indivíduo extremamente friorento, não gosta e teme o frio gostando de estar quente, mas com necessidade constante de respirar ar fresco.<br />
Coriza aquosa, queimante, escoriante e que chega a irritar o lábio superior, melhorando por efeito do calor. Febre do feno periódica, que também melhora pelo calor.<br />
Respiração do tipo asmático. O doente tem necessidade de se sentar e de se inclinar para a frente. Não consegue ficar deitado, em especial depois da meia noite.<br />
Asma da meia noite às três horas da manhã, com agitação ansiosa e medo da morte.<br />
Tosse seca que produz fraqueza no doente, agravando depois da meia noite.<br />
Dor fixa no terço superior do pulmão direito.<br />
O coração tem batimentos fortes, de tal forma, que as pessoas que estão perto do doente podem senti-los. Pulso rápido, de manhã ou à menor emoção, irregular. Palpitações com fraqueza e tremores.<br />
Regras adiantadas e abundantes.<br />
Leucorreia ácida, irritante, amarelada, corrosiva e de mau cheiro, principalmente quando a mulher está de pé.<br />
Fraqueza dos membros que dificulta os movimentos. Contracções e tremores.<br />
A pele está endurecida, com erupções escamosas, como farelo, agravando pelo frio e pelo coçar.<br />
Pruridos que agravam à noite, da 1  às 3 horas da manhã e melhoram pelo calor, pelas aplicações quentes. O doente coça-se violentamente, a pele parece queimar.<br />
Urticária por moluscos.<br />
AGRAVAÇÃO: Após a meia noite; da 1 às 3 horas da manhã; das 13 às 15 horas; pelo frio e pela humidade; pelas bebidas e pelos alimentos frios; pelo álcool; o vinho; o exercício; estando deitado do lado afectado e com a cabeça baixa.<br />
MELHORA: Pelo calor, à excepção da dor de cabeça que alivia com aplicações frias; as bebidas quentes; a cabeça alta.</p>
<p>014 &#8211; AURUM METALLICUM</p>
<p>Aurum é um deprimido. Tem medo da morte, mas deseja-a. Há nele uma marcada tendência ao suicídio. Está desgostoso com a vida que é um pesado fardo, falta-lhe a alegria de viver, por isso, pensa constantemente em terminar com o sofrimento psicológico que o atormenta. A vida entristece-o, desgasta-o, entedia-o. Tudo parece envolvido por pesada nuvem negra.<br />
Desconfiado, medroso e preocupado. Inquieto.<br />
Hipocondríaco.<br />
Humor que melhora depois do pequeno almoço.<br />
Preocupa-se com tudo. Irrita-se facilmente e não suporta a menor contradição, que o encoleriza. Desconfiado, sente-se odioso, detestável, quezilento. É pouco sociável.<br />
Por vezes encoleriza-se tanto, que quer matar toda a gente, que se quer suicidar.<br />
Desastrado, apressado, tem a sensação de que não executa as suas tarefas com a rapidez necessária. Deseja estar sempre activo, tanto física quanto mentalmente.<br />
É um hipersensível com acuidade de todos os sentidos: à dor, aos gostos, aos odores, à audição, ao toque.<br />
Contradição e alternâncias: canta e chora, ri e fica triste com desgosto pela vida.<br />
Padecimentos que surgem após um amor não correspondido, a um desgosto, com intenso desejo da morte.<br />
Dores ósseas, intensas, profundas e perfurantes, que agravam à noite. Sensibilidade ao toque com dores que irradiam ao maxilar superior.<br />
Dores de cabeça que pioram à noite, pelo menor esforço mental. Cáries dos ossos cranianos e palatinos.<br />
Queda de cabelo, em especial na sífilis.<br />
Pupilas desiguais.<br />
O doente só vê a metade inferior dos objectos, ficando a metade superior oculta por um corpo negro.<br />
Otite com supuração crónica fétida.<br />
Mau hálito: odor fétido, principalmente das raparigas na puberdade.<br />
Palpitações muito fortes, visíveis nas carótidas e temporais. Pulso fraco, rápido, irregular.<br />
O coração parece parar, para depois recomeçar os batimentos de forma tumultuosa.<br />
Urina turva.<br />
Orquite crónica, em especial do lado direito.<br />
Problemas uterinos e das regras que são acompanhados de depressão profunda, agravando durante aquelas.<br />
Dores ósseas nos membros que agravam à noite e pelo toque.<br />
Pés inchados.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo ar frio; ao se resfriar; no Inverno; do pôr ao nascer do Sol; estando tranquilo; pelo esforço mental; estando deitado.<br />
MELHORA: Pelo ar quente; no calor; no Verão; de manhã.</p>
<p>015 &#8211; BARYTA CARBONICA</p>
<p>É um indivíduo com compreensão lenta, difícil. Custa-lhe a aprender, a sua memória é fraca. Há quem diga que estamos perante “um cérebro de passarinho com reflexos de lesma”.<br />
Distraído com falta de atenção.<br />
Tem falta de confiança e múltiplos medos. Medo do futuro com avareza. Medo que algo lhe possa acontecer. Medo de atravessar uma ponte por poder cair.<br />
Timidez. Aversão a desconhecidos.<br />
Remói as suas inquietações.<br />
Ansiedade por antecipação relativamente aos outros.<br />
A criança esquece tudo, tornando-se difícil educá-la. É fraca física e psiquicamente.<br />
O adulto esquece com frequência as ruas que conhece, perde-se em locais que lhe são absolutamente familiares. Quando envelhece, o esquecimento é global.<br />
Começa tudo, mas tudo deixa inacabado.<br />
Envelhecimento precoce.<br />
Pode ocorrer um estado de imbecilidade.<br />
Injurioso, grosseiro.<br />
Sonolência diurna.<br />
Está sempre com frio. Falta de energia, de calor vital.<br />
Tem a sensação de ter uma teia de aranha sobre o rosto.<br />
Dor de cabeça do tipo compressiva, que melhora pelo ar frio.<br />
Hipertrofia crónica das amígdalas com inflamação frequente ao menor contacto com o frio e tendência à supuração.<br />
Anginas e amigdalites de repetição. Problemas de garganta que surgem logo após a supressão brutal do suor da planta dos pés.<br />
Dor intensa, do tipo cortante, com sensação de que existe um corpo estranho na garganta e agrava quando o paciente engole em seco. Só consegue engolir líquidos.<br />
Adenopatia submaxilar. Inflamação dos gânglios cervicais.<br />
Salivação excessiva à noite.<br />
O ventre é grande e está duro.<br />
As hemorróidas saem quando o paciente urina.<br />
Hipertensão arterial.<br />
Suores fétidos dos pés.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo frio; após as refeições; deitado sobre o lado esquerdo; ao pensar na doença de que padece.<br />
MELHORA: A dor de cabeça melhora pelo ar frio.</p>
<p>016 – BELLADONNA</p>
<p>O doente Belladonna é alegre, vivo, excitado, quando a sua saúde está no auge. No entanto, quando afectado por um qualquer padecimento fica abatido, prostrado.<br />
A prostração surge de forma inusitada, bruscamente, com estupor, nomeadamente após a fase de delírio.<br />
Tem alucinações, vê monstros, caras horrendas, fantasmas, insectos, cães, lobos, animais negros.<br />
Tem muito medo de coisas imaginárias, desejando fugir delas.<br />
Pode existir uma tendência ao suicídio por afogamento.<br />
Ansioso, deseja fugir, ir para qualquer lugar. Não está bem na cama, quer sair, fugir, ir para outro lado.<br />
Apresenta por vezes um delírio de intensa violência. Enfurece-se, quer arrancar as suas roupas e tenta morder e bater nos que o cercam. Acessos de riso, ranger de dentes. Transforma-se num selvagem.<br />
Fala muito, mas de forma algo incompreensível. Quando lhe fazem perguntas responde de modo incoerente.<br />
Os seus sintomas são extremamente violentos e melhoram, quer pelo sono quer pelo repouso.<br />
Tem uma imensa aversão aos líquidos, podendo a simples visão da água torná-lo furioso.<br />
Quer dormir e não consegue. Está exausto, cheio de sono, mas não consegue adormecer.<br />
Tem sonhos angustiantes. Pesadelos.<br />
Os seus músculos têm contracções no momento de adormecer e durante o sono.<br />
Acorda sobressaltado.<br />
Os membros apresentam movimentos convulsivos, tais como contracções musculares.<br />
Os seus sentidos são hipersensíveis e facilmente excitáveis. É sensível ao barulho, ao ruído, à luz e ao toque.<br />
As dores aparecem e duram um tempo indeterminado, de forma brusca e desaparecem do mesmo modo. Em regra, as crises dolorosas são de curta duração e intermitentes e são acompanhadas de rubor do rosto e dos olhos.</p>
<p>Padece de cefaleia. A dor é aguda, lancinante, pulsante, apresentando batimentos no cérebro e nas carótidas, agravando ao menor ruído, luz e movimento e melhora pela pressão, agasalhando-se e durante a menstruação. Hipersensibilidade do couro cabeludo.<br />
Sente a cabeça pesada, enorme como se estivesse aumentando de volume, muito quente. O rosto está congestionado, afogueado, avermelhado e os olhos injectados. No seu desespero, atira-a para trás tentando enfiá-la na almofada. Chega mesmo a abaná-la, gritando.<br />
Convulsões de aparecimento súbito quando do nascimento dos dentes, com febre, cabeça quente e pés frios.<br />
Os olhos estão vermelhos, congestionados, as pupilas dilatadas e fixas.<br />
O olhar é rude, feroz.<br />
Não suporta a luminosidade e tem ilusões de óptica.<br />
Vê estrelinhas incandescentes.<br />
A língua está inchada, vermelha, brilhante, treme e tem dificuldade em sair da boca. A cor é parecida com a da framboesa. As papilas estão salientes.<br />
O lábio superior está inchado e avermelhado.<br />
As mucosas da boca estão secas.<br />
A faringe está seca, inchada e inflamada, com especial incidência na sua parte direita.<br />
Tem bastante sede, desejando beber pequenas quantidades de água fria, mas engole dificilmente e com dor, que irradia para o ouvido, especialmente o direito. Sensação de bola na garganta.<br />
O abdómen, quente, está distendido e é sensível.<br />
Inflamação do cólon transverso com dores violentas.<br />
Resfria-se constantemente. É sensível às correntes de ar sobretudo quando tem a cabeça descoberta ou quando sai para a rua depois de a ter secado.<br />
O vento frio provoca-lhe inflamação das amígdalas.<br />
Hemorragias pelo nariz, principalmente à noite.<br />
Tem uma apurada sensibilidade aos odores não suportando o cheiro do fumo.<br />
A laringe está seca. Rouquidão que faz doer e que aparece em regra depois de ter gritado. Tem necessidade de engolir em seco para aliviar.<br />
Tosse seca, dolorosa, que agrava à tarde e à noite, antes da meia noite.<br />
O pulso é cheio, duro, globuloso, como se grãos de chumbo batessem sob os dedos.<br />
As regras muito abundantes de sangue quente, vermelho vivo ou misturado com coágulos negros e de mau odor, vêm adiantadas.<br />
Tem dores que surgem bruscamente, exercendo pressão, de tal modo que a paciente tem a sensação de que os órgãos contidos no abdómen vão sair pela vulva e que agravam pela manhã e ao andar e melhoram sentada.<br />
Dores picantes e inchaço do ovário direito, que surgem bruscamente e desaparecem do mesmo modo.<br />
Seios avermelhados e quentes, inchados, pesados, duros.<br />
Inflamações locais variadas, avermelhadas, brilhantes, com calor e tumefacção súbita. O calor da pele comunica uma sensação de queimadura à mão que a examina.<br />
Diz-se que é o primeiro remédio do estado inflamatório de qualquer parte do corpo.<br />
AGRAVAÇÃO: Ao meio dia; depois das 15 horas; às 11 horas da noite; depois da meia noite, mas não o dia todo; pela corrente de ar; pelo toque e o menor choque; pelo movimento; pelas aplicações frias; pela luz brilhante; ao olhar objectos brilhantes; ao beber; estando deitado sobre o lado afectado, com a cabeça descoberta; pelo sol de Verão.<br />
MELHORA: Pelo repouso; num quarto quente; em pé ou estando sentado; virando-se para trás.</p>
<p>017 &#8211; BRYONIA ALBA</p>
<p>O paciente Bryonia é extremamente irritável, tudo o irrita e desagrada. Não gosta de se movimentar, de falar.<br />
Tem ansiedade pelo futuro. Desejo de chorar.<br />
Está sempre atarefado com uma enorme agitação. Deseja coisas, mas está indeciso. Não sabe o que quer.<br />
Tem uma enorme dificuldade em falar, gosta de estar sozinho, em paz, e detesta receber visitas.<br />
Não gosta de ser contrariado, o que o encoleriza. Se se sente injuriado ou contraditado, explode em cóleras, tem arrepios e tremores, fica literalmente doente.<br />
No delírio fala sem cessar do seu trabalho; deseja sair da cama e voltar para casa.<br />
Sempre pior depois de ter comido. Irrita-se por tudo e por nada.<br />
Insónia com agitação, em especial pela meia noite.<br />
Quando se levanta da cama ou de uma cadeira tem vertigens com a sensação de que a sua cabeça rodopia.<br />
As suas dores são agudas, dilacerantes, picantes, com agravação pelo calor, movimento e às três horas da manhã, melhorando pelas bebidas e aplicações frias, pela imobilidade absoluta e quando se deita sobre o lado ou parte dorida.<br />
Dor de cabeça congestiva que começa logo de manhã, quando se levanta ou abre os olhos, no occipício, aumentando gradualmente para a tarde. Tem a impressão de que a cabeça vai estourar, que o cérebro lhe vai sair pela fronte. Agrava por qualquer movimento, seja ele qual for – até o dos próprios globos oculares – e depois das refeições. Melhora na tranquilidade acompanhada de obscuridade.<br />
Dor de cabeça por prisão de ventre.<br />
As mucosas estão todas exageradamente secas.<br />
A boca está seca, os lábios secos e pergaminhados. Tem um gosto amargo.<br />
A língua, seca, pergaminhada, coberta por uma camada relativamente espessa e esbranquiçada, cola-se ao céu da boca.<br />
Tem sede de grandes quantidades de água fria, ingerida espaçadamente, em longos intervalos.<br />
Fica sempre pior depois de ter comido, de mau humor, com a sensação de ter uma pedra no estômago, que alivia com o aparecimento de eructações.<br />
Aversão aos alimentos gordos.<br />
Não se quer levantar por causa das náuseas e outros padecimentos que sente. Vómitos de bílis.<br />
Prisão de ventre com fezes muito duras, escuras, grandes, secas como se estivessem queimadas. Prisão de ventre à beira mar.<br />
Diarreia que surge de manhã com os primeiros movimentos. Diarreia durante uma recrudescência de tempo quente, biliosa, irritante.</p>
<p>Epistaxe ao levantar e às três horas da manhã.<br />
Tosse seca por acessos, com sufocação e vómitos, praticamente sem expectoração, melhora na tranquilidade, no repouso e agrava pelo menor movimento, quando o paciente sai de um lugar frio e entra num quente e quando faz inspirações profundas. A tosse provoca dores intensas, lancinantes no peito e na cabeça, que melhoram pela pressão forte, com especial incidência no pulmão direito. O doente vê-se obrigado a colocar as mãos no peito, tal é a dor.<br />
Tosse seca que é provocada por comichão na laringe.<br />
Endocardite e pericardite.<br />
A urina é escura e pouco abundante.<br />
Uma epistaxe precede as regras ou chega mesmo a substitui-las. A doente sangra do nariz em vez de ter regras.<br />
Os seios estão pálidos, quentes, doridos e muito duros.<br />
Movimento constante do braço e da perna esquerda.<br />
Reumatismo articular agudo, que impede os movimentos, com articulações inflamadas, sensíveis ao toque.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo menor movimento; pelo esforço; pelo toque; pelo calor e pelo tempo quente; às nove horas da noite e principalmente às três horas da manhã; após a supressão de um corrimento seja qual for a sua natureza.<br />
MELHORA: Pelo repouso, pela imobilidade absoluta, tanto física quanto mental; pela pressão; estando deitado sobre o lado dorido; pelas bebidas ou aplicações frias.</p>
<p>018 – CALCAREA CARBONICA</p>
<p>É um indivíduo em que a lentidão é uma das suas características. Tem dificuldade em entender, é lento ao executar as tarefas que se propõe ou que lhe estão destinadas. Esgota-se pelo trabalho mental e tem dificuldade de concentração. Indolente, apático e indiferente.<br />
Triste, tem tendência a chorar. No entanto, apresenta irritabilidade com cóleras inusitadas.<br />
Disposição suicida, já que vê tudo como se estivesse envolto por uma nuvem negra.<br />
Está sempre preocupado com os aspectos materiais da vida. Quer sentir-se seguro. Qualquer gasto ou perda, altera-o. Talvez por isso se dê tão bem com a sua obstipação<br />
Sente-se sempre fraco, quando anda, o que faz pesadamente, sobe escadas, faz qualquer exercício, após ter tido relações sexuais. Até a evacuação o cansa.<br />
É apático. Tímido. Triste e deprimido. Gosta de ser magnetizado, massajado.<br />
Preocupa-se com trivialidades.<br />
Tem ansiedade por antecipação. Medo que algo de indeterminado e nefasto lhe suceda. Medo da morte, de ter uma doença incurável. Medo de ter uma doença cardíaca.<br />
Medo de enlouquecer, de perder a razão e de que as pessoas não se apercebam da sua confusão mental.<br />
Tem impulsos estranhos: de correr, saltar por uma janela, subir ou descer rapidamente uma escada.<br />
Quando fecha os olhos vê coisas horríveis.<br />
Deseja dormir à tarde e à noite tem insónias.<br />
Dois sintomas clamam pela nossa atenção:<br />
Depressão com cóleras impulsivas e violentas;<br />
Ansiedade que se focaliza no estômago: quando tem medo ou se vê confrontado com uma situação nova – v.g. quando lhe apresentamos alguém – sente-o tremer.<br />
Quando vira a cabeça de forma repentina tem vertigens, com tendência a cair para trás. Vertigem dos lugares altos.<br />
A criança tem uma cabeça grande com fontanelas abertas, assim como o ventre que também é grande e tem dificuldade em aprender a andar, em se manter de pé. Suores abundantes, azedos, em especial à noite, que molham a almofada. Tem um rosto avermelhado com músculos flácidos. Transpira facilmente e por isso, resfria-se com frequência. A sua dentição é tardia, com os suores característicos.<br />
Calcarea sente um frio intenso em diversas partes da cabeça, que agrava do lado direito.<br />
Dor de cabeça com mãos e pés frios.<br />
Transpiração profusa sobretudo ao nível da região occipital e da nuca, do peito e da parte superior do corpo.<br />
As conjuntivas e pálpebras estão vermelhas.<br />
As pupilas estão cronicamente dilatadas.</p>
<p>Otite crónica com espessamento do tímpano e corrimento purulento com adenopatia ganglionar.<br />
Eructações, gosto, vómitos e diarreia ácidos ou azedos. Acidez generalizada, sentida em todo o corpo.<br />
Fome voraz com um enorme desejo por ovos ou coisas incomestíveis, tais como lápis, carvão, terra. Tem disposição a engordar.<br />
Tem aversão ao leite, à carne.<br />
Abdómen distendido e dorido. Intumescimento do estômago. Custa-lhe a suportar roupas apertadas.<br />
Fezes azedas, fétidas, com alimentos mal digeridos.<br />
Melhora quando tem prisão de ventre. As fezes devem ser auxiliadas a sair mecanicamente.<br />
Hipertrofia das amígdalas e inchaço das glândulas submaxilares, que estão grossas e duras.<br />
Coriza que aparece sempre que o tempo muda.<br />
Doenças pulmonares dos jovens que cresceram muito rapidamente, com incidência no terço superior do pulmão direito.<br />
Dores no peito quando respira. Dores à palpação. Opressão quando se vê obrigado a subir uma escada ou algo íngreme.<br />
Rouquidão pela manhã.<br />
Palpitações ao menor exercício. Pulso acelerado e fraco.<br />
As regras são adiantadas, muito longas, muito abundantes. São acompanhadas de fraqueza e frio; sensação de que tem calçadas umas meias frias e húmidas.<br />
Reaparecimento das regras devido a emoção, excitação mental.<br />
Amenorreia após lavagem com água fria.<br />
Leucorreia leitosa que surge com a micção.<br />
Dores que surgem como consequência do frio húmido. Frio sentido de forma geral ou em partes específicas do corpo.<br />
O paciente tem aversão ao ar frio. O frio entranha-se-lhe nos ossos e os pés estão frios e húmidos, desconfortáveis, como se tivesse calçado meias incompletamente secas.<br />
Curvatura anormal dos ossos, que se desenvolvem de forma irregular.<br />
Tem pele pálida e um odor azedo em todo o corpo.<br />
Eczema da cabeça ou crosta de leite em criança do tipo Calcarea.<br />
Suores profusos na cabeça ao menor exercício e durante o sono, molhando abundantemente o travesseiro.<br />
Problemas na planta dos pés que surgem por via da transpiração.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo frio; pelo tempo húmido; pela água fria; depois de se lavar; ao levantar-se; de manhã; durante um qualquer exercício físico; na Lua cheia.<br />
MELHORA: No tempo seco; no clima seco; estando deitado sobre o lado dorido.</p>
<p>019 &#8211; CALCAREA FLUORICA</p>
<p>Medo de ficar na ruína.<br />
Indecisão que é constante. É muito difícil tomar uma decisão seja em que circunstâncias for. Hesita por tudo e por nada.<br />
Deprimido, desanimado, tem insónia com afluxo de ideias entre as 3 e as 5 horas da manhã. Sono não reparador.<br />
Concentração difícil.<br />
Inquietude.<br />
Tudo é assimétrico e anárquico nos fluóricos.<br />
Dentes mal implantados.<br />
Supuração crónica do ouvido médio.<br />
Dores intensas ao nível do hipocôndrio direito, sob a sétima costela, o que desperta o paciente por volta da meia noite.<br />
Regras abundantes com dores dilacerantes, que agravam no tempo húmido e frio e melhoram pela fricção e calor.<br />
Nódulos duros do seio.<br />
Lumbago crónico. Lumbago que melhora pelo movimento.<br />
Hipertrofia raquítica do fémur nos neonatos.<br />
Varizes. Úlceras varicosas.</p>
<p>AGRAVAÇÃO: Pelo repouso; pelas mudanças de tempo; durante o tempo húmido; pelas correntes de ar; pelo frio.<br />
MELHORA: Pelo calor; pelas aplicações e bebidas quentes; pelo movimento; pela massagem.</p>
<p>020 &#8211; CALCAREA PHOSPHORICA</p>
<p>É um indivíduo fraco. O trabalho mental esgota-o.<br />
Tudo o assusta. É ansioso.<br />
Quanto mais pensa nos seus sofrimentos, mais sofre.<br />
As crianças, padecem de agitação, inquietação. Excitam-se por qualquer acontecimento. Acordam de noite sobressaltadas, gritando. Têm sonhos aterradores.<br />
Pensamento muito activo e lúcido (iluminado). Inteligente. Tendência artística. Distracção. O trabalho intelectual fatiga-o muito rapidamente. Falta de concentração. Pode ter acessos de mau humor. Cólera. Nervoso e agitado. Chora com alguma facilidade. É muito sensível à contradição. Os padecimentos desaparecem quando se distrai. Gosta de viajar. Depressão. Medos e ansiedade. Instável: só está bem onde não está, em rigor não está bem em lugar nenhum. Gosta de dominar os outros pelas suas ideias e teorias, falando delas com grande facilidade expressiva.<br />
Dores de crescimento com sensação de rigidez no pescoço e nos músculos.<br />
Vertigem dos idosos.<br />
Dores de cabeça das crianças em idade escolar, como consequência da execução dos trabalhos que lhe estão destinados.<br />
Fome anormal e intensa pelas 16 horas. Tem fome sempre que pensa nela.<br />
Deseja alimentos fumados e salgados.<br />
O abdómen é flácido e está distendido.<br />
As bebidas frias provocam-lhe diarreia. Esta aparece também durante a dentição.<br />
As fezes são líquidas, esverdeadas, ardentes, expulsas com gases pútridos.<br />
Por vezes, a criança clama por comida para logo de seguida a vomitar.<br />
As regras aparecem com uma violenta dor nas costas.<br />
Leucorreia que parece clara de ovo.<br />
Prurido senil.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo tempo frio e húmido; vento do Oeste; ao pensar nos seus sofrimentos.<br />
MELHORA: No Verão; em tempo quente e seco.</p>
<p>021 &#8211; CANTHARIS</p>
<p>Há uma hipersensibilidade de todas as partes do corpo. Hidrofobia.<br />
Tem acessos de mania com quadro erótico, que advêm de uma intensa excitação genital. Os homens têm fortes erecções e as mulheres uma congestão genital intensa.<br />
Em qualquer delírio há uma predominância das ideias sexuais.<br />
Não sente prazer em nada, principalmente nas melhores refeições, bebidas, tabaco.<br />
Grosseiro a falar. Os objectos brilhantes e a luz agravam-no. Triste. Choraminga. Impressionável. Ansioso e inquieto. Não pára no mesmo lugar. É maldoso e pessimista. Pode ser hidrofóbico. Se tal ocorrer, grita, morde e pode mesmo ladrar. Delírio sexual, com desejos e impulsos imperiosos.<br />
As dores são contusas, vivas e queimantes, não importando a parte do corpo em que aparecem, quer no seu interior quer no exterior.<br />
A língua está suja, inchada, com vesículas dolorosas, ardentes.<br />
Faringe inflamada, inchada, com úlceras do tipo aftoso com muco aderente. Sente uma grande queimação e tem sede, mas os líquidos não podem ser engolidos ao que tem por eles aversão.<br />
Sente queimaduras no estômago, abdómen, intestinos.<br />
Desinteria: fezes líquidas, com sangue e muco. Sensação de queimadura no ânus.<br />
Fezes com viscosidades, duras, tenazes, vermelhas ou pálidas, estriadas de sangue.<br />
Sente queimaduras no peito e tem pontadas de um dos lados.<br />
Viscosidades nas vias respiratórias.</p>
<p>Dores intensas e queimantes na bexiga. Não pode suportar a urina na bexiga ainda que em pequena quantidade. Por isso, tem necessidades urgentes e frequentes de urinar, apesar da micção ser constituída apenas por algumas gotas, por vezes contaminadas por sangue, que acarretam dores.<br />
Cálculos renais. Nefrite aguda.<br />
Dores queimantes e dilacerantes na uretra, que ocorrem antes, durante e após a micção. Há uma intolerável necessidade de urinar, antes, durante e depois da micção.<br />
Em todas as inflamações, Cantharis é definida por dores queimantes e uma necessidade intolerável e frequente de urinar, dando uma provável indicação do remédio, seja qual for a doença considerada.<br />
As erecções são violentas e doridas. Priapismo com dor excessiva. Ninfomania.<br />
Desejo sexual aumentado nos dois sexos, impedindo o sono.<br />
Ejaculações nocturnas sanguinolentas.<br />
Hemorragias bucais, nasais, intestinais, genitais e urinárias.<br />
Erupções vesiculares e vesicantes por agressão com líquido muito quente ou fervente. As vesículas são dolorosas e supuram.<br />
Após exposição exagerada ao Sol, eritema solar.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo toque; durante e após a micção; bebendo água fria; café.<br />
MELHORA: Por aplicações frias; pela fricção.</p>
<p>022 &#8211; CARBO VEGETABILIS</p>
<p>Em Carbo Vegetabilis, há uma perda notável do calor vital do indivíduo, da sua energia. Indiferente, pensar é-lhe penoso. A sua memória está debilitada.<br />
Está extremamente fraco, de vitalidade diminuída ou ausente.<br />
Medo de fantasmas, de mortos.<br />
A cabeça está quente e o corpo está frio, bem assim como o nariz, mãos, pés, joelhos frios como gelo, e pele.<br />
O hálito é frio. O paciente tem necessidade de ar fresco, mas faltam-lhe as forças para inspirar convenientemente.<br />
Sente necessidade de ser abanado.<br />
Padece de insónia. O sono não é reparador, acorda em sobressalto, tem pesadelos.<br />
Lentidão mental. Inteligência fraca ou dimínuida. Lentidão física. Os seus afectos estão praticamente aniquilados. Está imperturbável. Nada o incomoda, nem mesmo os piores acontecimentos. Indiferença. Prostração com indiferença. Ansiedade à noite. Por vezes, tem medo de mortos-vivos. Fraco. Sem energia vital.<br />
Dor de cabeça em que esta está quente, enquanto os pés e mãos estão frios.<br />
Sensação de peso na cabeça. Não pode suportar o peso de um chapéu.<br />
O rosto está pálido e frio, por ele escorrendo suores frios.<br />
Dentes oscilantes. Gengivas que sangram facilmente. Piorreia.<br />
Vê manchas negras que se movimentam à frente dos olhos.<br />
Flatulência gástrica em excesso. Grande acumulação de ar no estômago e nos intestinos, que agrava quando o paciente está deitado. Arrotos nauseabundos após ter comido ou bebido, que o aliviam por instantes.<br />
Dor de estômago. Cancro do estômago com sensação de queimadura, ardor.<br />
Distensão da parte superior do abdómen com dores que irradiam ao peito e são acompanhadas de dispneia.<br />
O doente quer ingerir alimentos ou bebidas que o deixam pior.<br />
Não suporta roupa apertada à volta do abdómen.<br />
As fezes moles, expulsas com dificuldade, têm um odor cadavérico.<br />
Epistaxe que aparece várias vezes no mesmo dia e que se pode arrastar por semanas, agravando pelo esforço. Antes e durante o sangramento, a face está pálida.<br />
Rouquidão indolor, agravando à noite com a humidade.<br />
Tosse seca com expectoração purulenta. Sente ardores no peito.<br />
Opressão: respirar é difícil, por isso sente necessidade de ser abanado.<br />
Asma com pele azul. Bronquite crónica dos velhos.<br />
Circulação deficiente, o que faz com que a pele esteja azulada e as extremidades frias.<br />
Hemorragias frequentes de sangue escuro, quase negro. Hemorragia de qualquer superfície mucosa.<br />
Pele fria, coberta de suores frios.<br />
Grande remédio da agonia. No estado terminal, quando o moribundo tem abundantes suores frios, a língua fria, voz apagada, este medicamento pode ainda salvar-lhe a vida.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite, antes da meia noite; no tempo quente e húmido; depois de ter comido; depois de ter bebido vinho; depois de ter comido alimentos gordurosos: porco, manteiga; depois de abuso de quinino, de mercúrio ou de tanino.<br />
MELHORA: Depois de arrotar; de ser abanado; pelo sono.</p>
<p>023 &#8211; CARCINOSINUM</p>
<p>Ansiedade por antecipação, principalmente no que toca aos entes queridos.<br />
É afectado por maus acontecimentos, coisas horríveis.<br />
Medo da multidão.<br />
A aproximação de uma tempestade agrava-o. No entanto, sentir-se-á bem com a visão dos raios e os trovões não o incomodarão.<br />
Agrava normalmente à beira-mar.<br />
Ciumento.<br />
Obstinado.<br />
Tiques.<br />
Preocupa-se muito com detalhes. Limpa com obsessão os objectos de casa.<br />
Sensível à música.<br />
Indivíduos emocionais, passionais, com desejos intensos, que trabalham arduamente.</p>
<p>024 – CAUSTICUM</p>
<p>É ansioso e agitado, principalmente ao crepúsculo. Triste e pessimista, melancólico.<br />
A criança não se quer deitar. Chora por tudo e por nada. Demora muito a aprender a andar e caminha de forma instável com quedas constantes.<br />
Estes estados de intranquilidade fazem com que o paciente padeça de insónia. Tem dificuldade em encontrar uma posição confortável, de estar deitado em relativa imobilidade. Mexe-se sem cessar, mas tal facto não lhe traz nenhuma melhora.<br />
É um hipersensível compassivo, que se impressiona facilmente com as desventuras dos outros. Sente-as e lamenta-as insistentemente.<br />
Sensação de desfalecimento, tremores.<br />
Depressão. Desespero. Simpático e compassivo. O que acontece aos outros afecta-o como se lhe tivesse acontecido a si. Ansiedade. Tem maus pressentimentos. Está sempre à espera de que algo de grave aconteça. Procura a tranquilidade e o silêncio. Não quer falar. Medo de ser assassinado. Medo da morte. Medo da escuridão. Tem ideias constantes de suicídio. Memória fraca. Confunde sílabas e letras. Não termina as frases. Anarquista. Muda as coisas de lugar com frequência. Avarento. Tranquilo durante o dia e ansioso à noite.<br />
Causticum vai sofrer de fraqueza paralítica, que surge na sequência de um trauma moral ou depois de esgotamento decorrente de doença esgotante.<br />
Paralisia que se manifesta progressiva e lentamente em zonas localizadas do corpo, com especial incidência do lado direito. Paralisia das cordas vocais, língua, pálpebras, rosto, extremidades, na sequência de exposição ao vento frio, ou a uma corrente de ar.<br />
Paralisia que persiste após apoplexia.<br />
Dores dilacerantes, contusas, que surgem aos poucos, dando a sensação que a região afectada está em carne viva, queimada, agravando do lado direito. Dores ao nível do couro cabeludo, da garganta, das vias respiratórias, do recto, do ânus, da uretra, da vagina, do útero, com as mencionadas características.<br />
Neuralgia e paralisia facial após exposição ao vento frio e seco.<br />
Nevralgia facial por mudança de tempo.<br />
As pálpebras fecham-se involuntariamente. Tem dificuldade em erguer a pálpebra superior, situação que agrava depois de um resfriado.<br />
Zumbidos nos ouvidos.<br />
Ressonância de palavras e passos.<br />
O estômago arde, como se tivesse sido queimado por cal viva.<br />
Arrotos e vómitos ácidos.<br />
Prisão de ventre com necessidade frequente de evacuar, que não é coroada de êxito. Para expulsar as fezes precisa de fazer um esforço enorme e estas são melhor expulsas quando o paciente está de pé.<br />
As fezes são laminadas, brilhantes, gordurosas.<br />
Aversão por doces.<br />
Hemorróidas queimantes, com sensação de ferida, que agravam ao caminhar.<br />
Rouquidão que agrava de manhã, após exposição ao frio seco, com sensação de carne viva e afonia. Rouquidão dos cantores.<br />
Sensibilidade laríngea. Laringite aguda.<br />
Tosse seca, que agrava pelo calor da cama e melhora ingerindo água fria. O peito parece estar em carne viva. Não consegue expelir o catarro, pelo que o engole.<br />
Tosse com dor no quadril, com emissão involuntária de urina.<br />
Incontinência de urina no primeiro sono. Incontinência diurna, que agrava ao tossir, ao respirar, quando se assoa e ao caminhar.<br />
O paciente tem a uretra pouco sensível e não sente a urina sair.<br />
Tem dificuldade em urinar sem ser de pé ou indo à casa de banho.<br />
As regras muito adiantadas e fracas só aparecem de dia e cessam quando a paciente se deita.<br />
Leucorreia só à noite, com fraqueza e prostração.<br />
Frigidez. Epilepsia menstrual da puberdade.<br />
Agitação dos membros inferiores à noite.<br />
Reumatismo crónico das articulações do maxilar inferior.<br />
Verrugas. Verrugas debaixo das unhas.<br />
Tem cicatrizes antigas, principalmente de queimaduras, que se tornam doridas. Feridas antigas que reabrem.<br />
AGRAVAÇÃO: No tempo claro e seco; pelo ar frio; pelo movimento; ao andar de carro; ao tomar café; ao transitar de um local frio para um quente; depois de ter estado molhado ou tomado banho.<br />
MELHORA: Pelo tempo húmido e chuvoso; pelo ar quente.</p>
<p>025 &#8211; CHAMOMILLA</p>
<p>A criança Chamomilla é extraordinariamente sensível. Tem mau humor e é resmungona, rabugenta, irritável, rancorosa. Não consegue suportar a dor. Não sabe o que quer.<br />
Está sempre em movimento, agitada, inquieta.<br />
Impacienta-se, muda de lugar, grita amiúde, faz gestos.<br />
Fica encolerizada quando a olham ou se aproximam dela. Não gosta de ninguém próximo, não gosta de falar e quando lhe fazem perguntas responde com maus modos.<br />
O descontentamento e a insatisfação são duas constantes da sua existência.<br />
Caprichosa. Deseja com veemência um determinado objecto ou brinquedo, para o rejeitar de imediato, pedindo de novo um outro. Se não se lhe dá o que pretende, encoleriza-se. Gosta de contrariar.<br />
Na sequência das suas costumeiras cóleras, podem surgir calafrios e febre.<br />
É uma criança que se torna insuportável.<br />
Tranquiliza-se e fica calma quando é passeada de automóvel, quando é levada ao colo e embalada.<br />
Convulsões infantis devidas ao aleitamento, na sequência de um acesso de cólera da mãe.<br />
Insónia, tem sono mas não consegue adormecer. Sonolência diurna.<br />
Mal-humorado. Impaciente. Maldoso. Tem múltiplos caprichos. Nunca está satisfeito com nada. Descontente. Não gosta que olhem para ele, que lhe falem. Impaciente. Quando fala e é interrompido, fica colérico. Linguagem violenta. Grosseiro. Não quer ninguém perto de si. Deseja uma qualquer coisa, e logo que a obtém, rejeita-a de imediato. Responde com grosserias. Agitado. Não consegue ficar parado. Ofende os que lhe estão próximos. Arrepende-se de imediato, mas não se emenda.<br />
Há nela, uma intolerância à dor. Lamenta-se e geme à menor sensação de desconforto, parece completamente desesperada, enlouquecida, movimentando-se de um lado para o outro e se deitada, vira-se constantemente de lado.<br />
As dores não têm uma intensidade proporcional ao seu facto causador. São vivas, lancinantes e surgem antes da meia noite, seguidas de entorpecimento e de notável agitação. Agravam pelo calor, pela febre e sede.<br />
Dores de ouvido das crianças.<br />
A cabeça está quente. Com suores quentes que se manifestam depois de comer ou quando adormece.<br />
Uma face está vermelha e quente, enquanto que a outra está pálida e fria.<br />
Os dentes doem quando ingere bebidas quentes, quando entra num quarto quente, bebendo café, durante as regras ou a gravidez. Dores que melhoram pelas bebidas frias e agravam antes da meia noite.<br />
Salivação nocturna.<br />
Sede insaciável de água e bebidas frias.<br />
Tem cólicas intensas, que a obrigam a dobrar em dois. Cólicas por gases que não conseguem ser expulsos.<br />
Diarreia à noite. Fezes líquidas, queimantes, com odor de ovos podres. Por vezes são esverdeadas.<br />
Diarreia por frio, na sequência de uma cólera ou por desgosto.<br />
Diarreia que ocorre durante a dentição.<br />
Tosse que aparece durante o sono.<br />
As regras são adiantadas, abundantes, doridas, de sangue negro com coágulos grandes.<br />
Dores de trabalho de parto, aflitivas, espasmódicas.<br />
Os bicos do peito são sensíveis ao toque. As mulheres que aleitam perdem o leite.<br />
Hemorragias de sangue negro com dores de falso trabalho de parto.<br />
Violentas dores reumatismais fazem com que o doente saia da cama, obrigando-o a movimentar-se.<br />
Ardor na planta dos pés durante a noite, fazendo com que os retire da cama.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo calor; das 21 horas à meia noite; pelas correntes de ar; pelo vento; pelas eructações; encolerizando-se.<br />
MELHORA: Andando de carro; no tempo quente e húmido.</p>
<p>026 &#8211; CINCHONA OFFICINALIS (CHINA)</p>
<p>Segundo Robert Dufilho, “Os Sintomas Mentais em Homeopatia”, Andrei, este é um grande medicamento em que pensaremos no caso de acidentes graves que provocaram hemorragias ou perda de líquidos orgânicos.<br />
Esgotamento físico. Anemia profunda com extrema palidez do rosto.<br />
Apático, indiferente, melancólico. Depressão que surge após hemorragia. Desencoraja-se facilmente, perdeu o gosto de viver, mas falta-lhe coragem para se suicidar.<br />
É um hipersensível aos ruídos.<br />
Hipersensibilidade do sistema nervoso.<br />
Tem medo das correntes de ar.<br />
Debilidade, tremores. Aversão pelo exercício físico.<br />
Sonolência durante o dia. Insónia depois da meia noite.<br />
Sono pouco reparador, agravando depois das 3 horas da manhã.<br />
Dores dilacerantes nas articulações ou nos ossos, obrigando o paciente a mover-se continuamente.<br />
Dores periódicas que retornam regularmente e em regra à meia noite.<br />
As dores agravam pelo menor contacto e melhoram pela pressão forte.<br />
Febre: calafrios e calor sem sede. Suores com muita sede. Suores nocturnos que esgotam o paciente. Febre intermitente, quotidiana, nunca à noite e sempre sem sede.<br />
Dor de cabeça pulsátil, batimento intenso das carótidas, com a sensação de que a cabeça vai estourar, agrava sentado ou deitado e melhora em pé ou caminhando.<br />
A face está pálida.<br />
Os olhos apresentam-se encovados com olheiras azuladas.<br />
Zumbidos nos ouvidos.<br />
Gosto amargo.<br />
Sede por grandes quantidades de água fria.<br />
O abdómen está muito distendido.<br />
Flatulência que origina cólicas, que agravam por ingestão de frutas, à noite e depois de ter comido, retornando periodicamente e que melhoram quando o paciente se dobra em dois.<br />
Desejo de coisas ácidas.<br />
Diarreia indolor, depois das refeições ou à noite, com expulsão de muitos gases, a que se segue um período de muita fraqueza. Diarreia por comer frutas e diarreia de Verão.<br />
Evacuações amareladas, abundantes. As fezes contêm alimentos mal digeridos.<br />
Hemorragia intestinal.<br />
Cólicas hepáticas. Fígado grande e sensível ao toque.<br />
O baço, inchado, está dorido.<br />
Sensibilidade às correntes de ar.<br />
Hemorragias das mucosas ou dos orifícios, com sinais evidentes de anemia, tais como, desmaio, palidez, frio corporal, que duram bastante tempo.<br />
Tendência aos edemas localizados nas extremidades.<br />
Antes das regras, pressão nas virilhas e no ânus. Durante as regras que são demasiadamente adiantadas e abundantes, saindo o sangue em coágulos negros, com dor, peso no baixo ventre com distensão abdominal.<br />
Tremores dos membros inferiores que estão fracos, principalmente os joelhos.<br />
Uma mão está fria como gelo, enquanto que a outra está quente.<br />
A pele é extremamente sensível, mas suporta melhor a pressão forte que um contacto leve.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo menor contacto; por correntes de ar; à noite; depois das refeições; a cada dois dias; pelas emoções; pela perda de líquidos vitais.<br />
MELHORA: Por pressão forte; ao se dobrar em dois; por um chá quente.</p>
<p>027 &#8211; CIMICIFUGA (ACTEA RACEMOSA).</p>
<p>Medicamento também comumente denominado Actea Racemosa, que tem o seu campo de acção preferencial no sexo feminino, o que não exclui obviamente o sexo oposto.<br />
Os seus padecimentos podem advir de uma decepção de amor.<br />
É uma pessoa triste, com medos múltiplos: da morte, de perder o juízo, da gravidez, como consequência de um cérebro onde os pensamentos se sucedem em cascata, ininterrupta e incoerentemente.<br />
Desconfiado. Desanimado.<br />
Medo de ficar louco, do parto, de andar de elevador, de tudo o que lhe possa parecer uma ameaça ou constituir um perigo.<br />
Mania puerperal com loquacidade, desconfiança e irritabilidade.<br />
Humor histérico.<br />
Humor instável. Suspira e chora. É extremamente emotivo. Calafrios percorrem o seu corpo quando está muito nervoso.<br />
Tendência ao suicídio.<br />
Tem a sensação de que uma nuvem negra, pesada, envolve a sua cabeça, de maneira tal, que tudo é confuso e tenebroso.<br />
Tem a ilusão de que um rato corre debaixo da sua cadeira. Ilusão de demónios.<br />
Fala muito, loquacidade intensa, mas de modo confuso e incoerente.<br />
Alternância de sintomas psíquicos com perturbações físicas: quando surge um padecimento físico, o estado ou equilíbrio mental melhora. Mania que aparece depois do desaparecimento de uma nevralgia.<br />
As suas queixas são múltiplas, mas não estão determinadas com precisão, e perante os meios de diagnóstico não são em regra confirmados os seus receios.<br />
Convulsões histéricas ou epilépticas causadas por doença uterina, que agravam durante as regras.<br />
Dores que parecem descargas eléctricas em diferentes regiões do corpo, vivas e profundas, directamente relacionadas com problemas uterinos ou ováricos.<br />
Dor de cabeça occipital que irradia ao vértice, agravando pelo movimento e na altura das regras e melhora deitado e no silêncio.<br />
Dor de cabeça com sensação de que a cabeça vai estourar. Dores de cabeça nas regras. Enxaqueca menstrual.<br />
Dores nos olhos que agravam pelo movimento e melhoram pela pressão.<br />
Dores dos globos oculares com cefaleia.<br />
Na menopausa, vazio da boca do estômago.<br />
Problemas cardíacos como consequência directa de patologias uterinas ou ováricas. Palpitação que surge ao menor movimento. O coração pára bruscamente de bater. Sensação de asfixia.<br />
Hipotensão.<br />
Dismenorreia nervosa e reumatismal: estamos perante um dos medicamentos de maior utilidade neste domínio, o mesmo se dizendo no que toca à amenorreia.<br />
Regras irregulares, extenuantes, em geral abundantes, com coágulos negros. As dores são directamente proporcionais à abundância. Podem ser retardadas ou suprimidas por efeito de emoções ou do frio e acompanhadas de mania e histeria.<br />
Ovulação dolorosa e hemorrágica.<br />
Quistos funcionais ovarianos. Endometriose.<br />
Nevralgias ovarianas e uterinas. Ovário esquerdo muito dorido. Na região uterina, dor penetrante dum lado ao outro.<br />
Na gravidez, insónia, dores de falso trabalho de parto, náuseas, aborto que ocorre pelo terceiro mês, habitual em mulheres reumáticas.<br />
Facilita o parto se tomado com antecedência de um mês, desde que exista correspondência de sintomas.<br />
Trabalho de parto doloroso, irregular, espasmódico.<br />
Dores uterinas post-partum insuportáveis.<br />
Dor inframamária do seio esquerdo. É sentida como cardíaca e com irradiação ao braço esquerdo.<br />
Dores paravertebrais e vertebrais que acompanham as regras ou são por elas agravadas. As dores vertebrais impedem a paciente de se deitar sobre o dorso.<br />
Dores reumatismais ao nível dos músculos do pescoço e das costas, agravando do lado esquerdo.<br />
Mialgias, artralgias das pequenas articulações. Dores no tendão de Aquiles.<br />
Dores agravadas pela humidade.<br />
Dores musculares intensas após exercício violento.<br />
Irritação da coluna vertebral. Sensibilidade ao toque das apófises espinhais das quatro primeiras vértebras dorsais, em especial cosendo, escrevendo no computador, tocando piano, ou qualquer posição similar, agravando durante as regras e por tempo húmido.<br />
AGRAVAÇÃO: Durante a menstruação, quanto mais abundantes as regras, mais sofre a paciente; pelo frio húmido; durante a noite.<br />
MELHORA: Pelo calor; ao comer; ao ar livre – cabeça –.</p>
<p>028 – COLOCYNTHIS</p>
<p>Muito irritável. Encolerizado, arremessa tudo o que tem nas mãos.<br />
Impaciente.<br />
Tudo o encoleriza.<br />
Facilmente colérico. Irritável. Triste. Abespinha-se com tudo. Nunca está satisfeito.<br />
As dores de Colocynthis são dilacerantes, violentas, como consequência de uma injúria, de uma cólera, agravando sempre que o paciente se estende e melhorando pela pressão e pela flexão. O doente está extremamente agitado. O paciente curva-se para a frente ou comprime fortemente a parte dorida, de forma a aliviar a dor.<br />
Quando vira a cabeça rapidamente, sobretudo para o lado esquerdo, é acometido de vertigens.<br />
Nevralgias da face, com calafrios à esquerda.<br />
A boca tem um gosto bastante amargo.<br />
Abdómen distendido e dorido. Dores violentas, com cãibras cortantes, como se o intestino estivesse a ser prensado, que melhoram pela pressão fortemente exercida.<br />
Dores periumbilicais, angustiantes, que obrigam o paciente a dobrar-se em dois, como consequência directa de uma cólera, injúria, ingestão de coisas indigestas ou após ter apanhado frio.<br />
Cólicas com ou sem diarreia. Apendicite. Volvo.<br />
Diarreia que se segue à ingestão de bebidas e alimentos. Fezes gelatinosas, por vezes com sangue.<br />
Necessidade frequente de urinar.<br />
Forte dor no ovário esquerdo, obrigando a doente a dobrar-se em dois.<br />
Cãibras nos membros.<br />
Ciática com dor ao nível da anca, como se esta estivesse comprimida por talas de ferro. O doente deita-se sobre o lado dorido.<br />
Ciática esquerda, que melhora pela flexão da perna, deitando-se sobre o lado dorido, pressão intensa e calor, agravando estendendo-se, ou pelo contacto, por mais leve que seja.<br />
AGRAVAÇÃO: Pela cólera, indignação, injúrias; à tarde ou à noite; estendendo-se; pelo queijo que agrava as cólicas.<br />
MELHORA: Ao dobrar-se em dois; pela pressão forte e dura; pelo calor</p>
<p>029 – CONIUM MACULATUM</p>
<p>O bálsamo da meca das solteironas.<br />
Deprimido, taciturno. Tristeza.<br />
Esgotamento mental. Dificuldades de entendimento, quer na conversação quer na leitura.<br />
A sua tristeza aparece periodicamente. De quinze em quinze dias.<br />
Depressão por privação sexual.<br />
Memória fraca.<br />
Dificuldade de concentração. Dificuldade de desenvolver trabalhos intelectuais.<br />
Indiferença.<br />
Indolente. Astenia. Não é capaz de fazer um qualquer esforço.<br />
Não gosta das pessoas, mas não quer estar só.<br />
Não gosta que o contradigam.<br />
Sente os músculos fracos e tem tremores.<br />
Vertigem quando deitado.<br />
Lacrimeja bastante.<br />
Fotofobia em excesso.<br />
Estrangulamento da faringe e do esófago.<br />
Desejo de sal.<br />
Aversão ao leite.<br />
Arrotos ácidos.<br />
Abdómen duro com sensibilidade ao toque.<br />
Prisão de ventre a cada dois dias.<br />
Sente-se fraco e tem tremores depois de evacuar.<br />
Tosse seca.<br />
Tem dificuldade em esvaziar a bexiga. Jacto de urina intermitente.<br />
Impotência com desejo.<br />
Ejaculação precoce.<br />
Regras atrasadas, curtas, pouco abundantes.<br />
Seios flácidos com pontos duros, sensíveis ao toque.<br />
Sua muito quando dorme e quando fecha os olhos.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite; estando deitado; com a cabeça baixa; ao virar-se na cama; depois de ter comido, antes e durante as regras.<br />
MELHORA: No calor; na obscuridade; pelo movimento.</p>
<p>030 &#8211; DULCAMARA</p>
<p>Está mentalmente confuso, tem dificuldade em encontrar a palavra correcta para se exprimir, seja em que circunstância for.<br />
Dor de cabeça reumatismal que sobrevem no tempo frio e húmido.<br />
Nevralgias faciais causadas também por frio húmido.<br />
Conjuntivite por humidade.<br />
Dores de ouvidos que se mantêm durante praticamente toda a noite e que cessam de manhã. Impedem o sono e são consequência da exposição ao frio húmido.<br />
Sede de bebidas frias.<br />
Anorexia.<br />
Diarreia precedida por dores periumbilicais, depois de ter apanhado frio num lugar húmido ou após a supressão repentina de uma erupção. Fezes aquosas, amarelas ou mucosas e escuras. Pela passagem do tempo quente ao tempo frio.<br />
Diarreia com vómitos durante a evacuação.<br />
Quando chove, o nariz fica entupido, seguindo-se-lhe abundante coriza.<br />
Na passagem do calor ao frio húmido, tosse seca, rouca.<br />
Incontinência de urina em tempo de chuva.<br />
As regras são suprimidas pelo frio húmido.<br />
Dores articulares que surgem repentinamente por mudança de tempo.<br />
Lumbago depois de um resfriamento.<br />
Reumatismo causado ou agravado por exposição ao tempo chuvoso, húmido, frio ou a uma mudança brusca de temperatura – do calor para o frio – .<br />
Reumatismo que alterna com diarreia.<br />
A pele é delicada, extremamente sensível ao frio e está sujeita a inúmeras erupções, especialmente a urticária.<br />
Urticária generalizada, sem febre, consequência do frio húmido. Quando o paciente coça, a erupção queima, agravando pelo calor e melhorando pelo frio.<br />
Verrugas grandes e lisas, na face e nas mãos.<br />
Problemas de pele que pioram estando descobertos.<br />
Aumento do volume dos gânglios cervicais, axilares e inguinais, como consequência do tempo frio e húmido.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo frio em geral; pelo ar frio; ar frio e húmido; pelo resfriamento brusco do corpo quando se sua; à tarde; à noite; pelo repouso; pela supressão das regras; pelas erupções; na Lua minguante; no Outono.<br />
MELHORA: Pelo tempo seco; pelo calor em excesso; pelo movimento.</p>
<p>031 &#8211; FERRUM METALLICUM</p>
<p>É um deprimido. Ansioso. Irritável. O menor ruído exaspera-o.<br />
De mau humor, é quezilento. Enerva-se com facilidade e encoleriza-se à menor contradição, agravando pelo esforço mental.</p>
<p>Depressão. Fadiga mental. Confusão mental. Pessimista. Bastante nervoso. Hipersensível aos ruídos. À noite a sua inteligência está muito activa. Não gosta dos seus amigos.<br />
Vertigem ao descer, com a impressão de estar num barco. Vertigem vendo a água correr. Vertigem quando atravessa uma ponte com água por baixo.<br />
Cefaleia congestiva com batimentos que se assemelham a golpes de martelo. As dores são tão intensas que o obrigam a ficar deitado e tem aversão à comida e bebidas. Dura dois, três ou quatro dias, todas as duas ou três semanas.<br />
Acessos de calor no rosto. Alternância brusca de palidez e rubor intenso.<br />
Grande palidez da face. Acne da face.<br />
As zonas vermelhas tornam-se brancas. Marcada palidez dos lábios, gengivas, língua e céu da boca.<br />
Dor de dentes que melhora com água gelada.<br />
Fome canina ou perda de apetite com repugnância pelos alimentos.<br />
Só quer comer pão com manteiga. Não consegue comer mais nada.<br />
Aversão aos ovos.<br />
Vómitos depois das refeições, principalmente depois da meia noite. Ingere os alimentos e abandona bruscamente a mesa para vomitar, voltando depois para comer de novo.<br />
Diarreia que aparece principalmente à noite e que agrava depois de ter bebido ou comido. Fezes aquosas com alimentos por digerir.<br />
Prisão de ventre com necessidades ineficazes. Fezes duras, difíceis, provocando dores.<br />
Prolapso rectal das crianças. Prurido anal à noite.<br />
Epistaxe de manhã quando se baixa.<br />
Hemoptise pela manhã.<br />
Tosse diurna, que melhora deitando-se, comendo.<br />
Opressão como se o peito estivesse a ser comprimido, agravando pelo repouso e melhorando desde que o paciente caminhe lentamente.<br />
Pulso cheio, mole, depressível.<br />
Palpitações. Coração lento, mas muito rápido ao menor movimento.<br />
Hemorragias de sangue vermelho brilhante que coagula com facilidade.<br />
Regras avançadas, abundantes, longas. O rosto está vermelho e congestionado. Zumbidos. As regras interrompem-se durante dois ou três dias para reaparecerem em seguida. Regras pálidas como água, debilitantes.<br />
Amenorreia com epistaxe, hemoptise.<br />
Tendência ao aborto.<br />
Insensibilidade feminina durante o acto sexual.<br />
Lumbago com principal incidência nocturna, que faz com que o doente se levante e caminhe vagarosamente para aliviar.<br />
Reumatismo do ombro esquerdo.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite; ao meio dia; repousando, particularmente sentado e sem se mexer; transpirando; no Inverno.<br />
MELHORA: Caminhando lentamente apesar de estar muito fraco; no Verão.</p>
<p>032 – GELSEMIUM SEMPERVIRENS</p>
<p>O paciente Gelsemium deseja ficar sozinho, tranquilo, em paz. Prefere a solidão, não quer falar, e não suporta ninguém perto de si, ainda que em silêncio.<br />
É sensível, nervoso, excitável, irritável.<br />
Tem medo da morte e perdeu a coragem.<br />
Tem sonolência e é preguiçoso. Há nele fraqueza, lassidão, torpor, embotamento e tremores por todo o corpo.<br />
Lento, por vezes parece embrutecido.<br />
Uma emoção súbita, um susto, medo ou má notícia desencadeia tremores, diarreia. A aproximação de qualquer acontecimento pouco habitual – ir ao teatro, um encontro, um exame –  desencadeia diarreia.<br />
Fica apreensivo quando tem que aparecer em público.<br />
Depressão após insolação ou excesso de fumo. O calor do Verão provoca-lhe fadiga.<br />
Convulsões com espasmos da glote. Histeria devida a onanismo.<br />
Fraqueza e tremores da língua, das mãos, das pernas.<br />
Insónia por emoção, medo, apreensão ou susto. Insónia dos intelectuais.<br />
As crianças têm medo de cair. Agarram-se ao berço ou à mãe e gritam.<br />
Emotivo. Medo de aparecer em público. Diarreia por antecipação. Evacuações involuntárias por medo. Fraco e esgotado após uma situação que lhe provocou um susto. Preguiçoso. Algo confuso. Desejo de solidão. Desejo de paz e de tranquilidade. Melhora quando se movimenta. Raciocínio algo incoerente. Os seus pensamentos não são claros. Falta de concentração. Dificuldades de concentração alternando com dores no útero.<br />
Febre com prostração muscular, dor de cabeça, catarro no nariz e no peito. Desejo de repouso absoluto, torpor e ausência de sede.<br />
Padece de vertigem com diplopia, visão obscurecida, perda da visão, por efeito do fumo do tabaco. O doente parece um cego quando se quer movimentar.<br />
Dor de cabeça com sensação de peso, que começa na região occipital para depois se fixar na região frontal, com sensação de uma tira que aperta acima dos olhos. Agrava pelo calor do Sol e melhora deitado com a cabeça alta.<br />
O couro cabeludo está dorido, sensível ao toque.<br />
Enxaqueca que é precedida por perturbações da visão, seguida de depressão e tremores, com abundante emissão de urina, que melhora o paciente.<br />
O rosto está vermelho e quente. A expressão é algo embrutecida.<br />
O doente só com muita dificuldade consegue abrir os olhos. As pálpebras estão pesadas.<br />
Uma pupila está dilatada, enquanto que a outra está contraída.<br />
Visão dupla. Dores nos globos oculares. Inflamações serosas intra-oculares.<br />
A língua apresenta-se espessa, de tal modo, que mal consegue falar. Quando a mostra, está trémula.<br />
Não tem sede. Calafrios sem sede.<br />
Sente uma necessidade urgente em evacuar logo que se assusta, recebe uma má notícia ou tem uma emoção.<br />
Febres biliosas.<br />
Afonia que surge por emoção, susto ou má notícia.<br />
Quando em repouso o pulso é lento, mas se se movimenta acelera. Pulso lento dos velhos.<br />
Tem a sensação de que vai ter uma paragem cardíaca se não se movimentar.<br />
Palpitações por emoção, susto ou má notícia.<br />
Por vezes, tem a sensação de ir desmaiar. Tal facto, faz com que se levante e caminhe.<br />
Emissões nocturnas involuntárias de sémen, sem erecção.<br />
Após enxaqueca, tem emissões de urina límpida.<br />
Regras atrasadas e pouco abundantes. Dores agudas, como as dores de parto, na região uterina que irradiam às costas e quadris.<br />
Afonia ou rouquidão durante as regras. Dor de garganta após as regras.<br />
Os membros estão fracos e tremem. Os movimentos são descoordenados, os músculos não obedecem à vontade do doente.<br />
Sarampo.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo tempo húmido; pelo nevoeiro; pelo calor do Sol; no Verão; antes de uma tempestade; por emoção, susto ou má notícia; às dez horas da manhã; ao pensar nos seus padecimentos ou quando alguém lhe fala neles; pelo fumo do cigarro.<br />
MELHORA: Ao ar livre; pelo movimento contínuo; pelos estimulantes; após uma micção abundante.</p>
<p>033 – GRAPHITES</p>
<p>O doente Graphites é apático, tímido,  inquieto, hesitante. Chora sem motivo. A música faz com que chore.<br />
Desencorajado, pensa continuamente na morte.<br />
É excessivamente prudente, tem o desejo da perfeição.<br />
Friorento, triste, indeciso, impressionável, com a sensibilidade à flor da pele. É indiferente e a sua memória está afectada. Tem dificuldade em tomar decisões.<br />
Nenhum trabalho o satisfaz, qualquer actividade causa-lhe desagrado. Não consegue estar quieto, principalmente quando está sentado no trabalho.<br />
Estado de catalepsia: o paciente está consciente mas não pode mexer-se nem falar.<br />
As crianças são traquinas e imprudentes. Riem e zombam quando as repreendemos.<br />
É um medicamento que tem maior aplicação nas mulheres. Hipersensibilidade. É uma pessoa muito sensível. Chora nos filmes tristes. Chora sem motivo. Apática. Inquieta. Tímida. Indecisão. É-lhe muito difícil tomar uma decisão. Em regra, triste, com mau-humor e abatida. A música entristece-a, chegando a fazê-la chorar, o que a melhora substancialmente. Fica magoada por tudo. Desespera-se com facilidade. Não gosta de nenhum trabalho muito especialmente o de cariz intelectual. Memória fraca. Esqueceu-se do passado. Curiosidade: da infância retém algumas cantigas. Tem pesadelos. Pensa em demasia na morte. Preocupa-se com a sua salvação. Detalhista no vestir. Perfeccionista. Não suporta injustiças.<br />
Sensação de teia de aranha na fronte.<br />
Dores de cabeça quando acorda de manhã, com sensação de entorpecimento e náuseas, agravando à esquerda.<br />
Dor no occipício, com sensação de aperto, que se estende ao pescoço e peito.<br />
As pálpebras, em especial de manhã, estão inchadas e colam-se. Fotofobia. As suas margens estão inflamadas, com os bordos cobertos de escamas ou crostas.<br />
Blefarite. Eczema das pálpebras, com erupção exsudativa e fissurada.<br />
Tem erupções atrás dos ouvidos. Estas erupções são húmidas.<br />
A audição é deficiente, o paciente ouve melhor no meio do barulho, quando há ruído. Ouve melhor num automóvel, no meio de ruídos surdos.<br />
Eczemas que circundam a boca e os lábios.<br />
Os lábios e as narinas estão doridos e gretados como pelo efeito do frio.<br />
Vesículas queimantes na ponta e na parte inferior da língua.<br />
Tem aversão aos doces e à carne, alimentos que lhe causam náuseas. Não gosta de bebidas quentes e os alimentos cozidos causam-lhe repugnância.<br />
Flatulência gástrica aliviada por vómitos.<br />
Dores de estômago ardentes, compressivas. Ardência do estômago derivada da fome.<br />
O abdómen está distendido e o doente sente necessidade de desapertar as roupas.<br />
Prisão de ventre crónica. As fezes são difíceis de expulsar por serem volumosas, grandes e duras e estão ligadas por filamentos viscosos.<br />
Diarreia que ocorre normalmente após supressão de uma erupção, com fezes líquidas e escuras, de odor pútrido, misturadas com alimentos que não foram totalmente digeridos.<br />
Tem dores picantes no ânus que agravam depois de cada evacuação. Pruridos que também agravam à noite. Hemorróidas ardentes.<br />
Sensação de frio no corpo. É sensível às correntes de ar. Resfria-se com facilidade.<br />
O nariz está vermelho e tem dores no seu interior, custando-lhe a assoar-se.<br />
Anemia com vermelhidão da face.<br />
Aversão ao coito nos dois sexos.<br />
Fraqueza sexual devida a abusos, excessos sexuais.<br />
Quando urina, esta é clara. Depois de algumas horas fica coberta de uma película que se torna turva deixando um depósito branco.<br />
Eczema do escroto que apresenta erupções do tipo viscoso.<br />
As regras atrasadas, são pouco abundantes, pálidas, muito curtas e acompanhadas de cólicas violentas. Retardam quando a doente molha os pés.<br />
Vómitos matinais durante as regras, com fraqueza e prostração.<br />
Por vezes, uma leucorreia abundante, esbranquiçada, viscosa e escoriante, substitui-as. Esta, agrava de manhã quando a doente se levanta.<br />
Leucorreia antes e depois das regras, escoriante, provocando a irritação das coxas e pruridos. Prurido da vulva antes das regras.<br />
Os mamilos estão doridos, fissurados. Cancro dos seios em cicatrizes antigas e abcessos de repetição. Cancro do útero.<br />
A pele é doente. Qualquer ferida, mesmo pequena, supura. Crostas escamosas sob as quais escorre um líquido transparente como água, viscoso, pegajoso e espesso podendo apresentar-se amarelado, assemelhando-se ao mel claro.<br />
Velhas cicatrizes abrem-se de novo.<br />
Eczemas exsudantes: do couro cabeludo, das pálpebras, na parte de trás dos ouvidos, nos lábios, queixo, dobra de flexão dos membros superiores e inferiores, nos genitais, localizados entre as coxas, nádegas, dedos e tornozelos.<br />
A pele das mãos é dura, gretada. As unhas doridas, são quebradiças, deformadas e espessas, crescendo grossas e disformes.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite, principalmente antes da meia noite; durante e após as regras; pelo calor da cama.<br />
MELHORA: Na obscuridade; cobrindo-se.</p>
<p>034 – HEPAR SULFUR</p>
<p>Manifesta uma irritabilidade extrema. Qualquer pequena coisa o irrita, aborrecendo-se com facilidade. Precipitação.<br />
Triste e deprimido, especialmente à noite, amua com frequência. Rabugento e discutidor. Fala de forma viva e precipitada, rápida, utilizando por vezes uma linguagem violenta.<br />
Tem ideias violentas, principalmente de incendiar bens próprios ou alheios.<br />
Tem uma hipersensibilidade marcante: à dor, ao frio, ao mais leve contacto. A sua sensibilidade ao ar frio é tal, que afirma sentir a existência de uma porta aberta num aposento vizinho àquele em que se encontra.<br />
É um hipocondríaco, que apresenta sinais de ansiedade. Ideias de suicídio, muito especialmente à noite.<br />
As correntes de ar são-lhe insuportáveis.<br />
As dores que apresenta não são proporcionais aos males que as causam. São dores terríveis, agudas, picantes, como se agulhas estivessem a ser enterradas na carne.<br />
As secreções e excreções são abundantes, fétidas, com odor de queijo velho.<br />
Nos casos em que a supuração é inevitável, a sua acção faz com que o abcesso abra, acelerando-se assim a cura, podendo caso contrário, fazê-lo abortar.<br />
Os globos oculares são sensíveis ao toque. Doenças purulentas dos olhos. Queratite. Conjuntivite.<br />
O lábio superior está inchado, demarcando-se notavelmente do inferior. A parte média do lábio inferior está fissurada.<br />
Bebe rapidamente.<br />
A faringe de cor avermelhada apresenta dores que parecem provocadas por um pedaço afiado de madeira, por uma espinha de peixe. Estas, irradiam ao ouvido.<br />
As crianças padecem de diarreia com fezes brancas ou de cor de argila, fétidas.<br />
Evacuações difíceis.<br />
Resfria-se com facilidade. Corrimento nasal de cor amarelada, cheirando a queijo velho, ficando o nariz obstruído quando o doente apanha ar frio. Estes sintomas melhoram num aposento ou lugar quente.<br />
No princípio da supuração, amigdalite aguda. Hipertrofia crónica das amígdalas com audição deficiente.<br />
Tosse seca, contínua, por comichão na garganta, agravando quando o paciente inspira ar frio e descobrindo-se.<br />
Tosse crupal depois da meia noite com opressão. Após exposição ao vento seco de Oeste. Tosse sempre que alguma parte do corpo não está agasalhada.<br />
Asma com respiração ansiosa, sibilante, com estertores. A inspiração é curta, sufocante e o paciente vê-se obrigado a sentar-se e a atirar com a cabeça para trás. Asma que surge depois da supressão de uma erupção.<br />
Bronquite. Expectoração viscosa, mucopurulenta, de mau odor do tipo queijo velho.<br />
Custa-lhe a urinar. A urina demora a sair e segue um trajecto quase vertical. Sai lentamente e sem força. Tem a sensação de nunca terminar de urinar, que fica sempre alguma urina na bexiga.<br />
Leucorreia abundante, irritante, cheirando a queijo. O odor é tão intenso que fica impregnado nas roupas íntimas.<br />
A pele é doente e extraordinariamente sensível ao frio. Qualquer ferida supura e tem uma enorme dificuldade em sarar. O paciente tem necessidade de estar tapado, agasalhado.<br />
É também muito sensível ao toque, não suportando o menor contacto nas regiões afectadas.<br />
Erupções sensíveis ao contacto, que sangram quando coçadas.<br />
Suores abundantes, quer de noite quer de dia, ácidos, que aparecem ao menor esforço físico ou mental.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo frio; no Inverno; pelas correntes de ar frio; pelo vento seco e frio; estando descoberto; ao beber ou comer coisas frias; pelo contacto com as regiões doridas ou doentes; estando deitado sobre o lado dorido.<br />
MELHORA: Pelo tempo húmido e chuvoso; pelo calor; usando roupas quentes; agasalhando-se; depois das refeições.</p>
<p>035 &#8211; HYOSCIAMUS NIGER</p>
<p>Fraqueza.<br />
Fadiga.<br />
Ambas são o resultado de stress ou de trabalhos exaustivos.<br />
Quando fala, não encontra a palavra certa.<br />
Desconfiado. Ciumento. Quezilento. Censurador.<br />
Tem múltiplos medos: de ficar sozinho, da água, do barulho da água, de ser mordido, de comer, de beber.<br />
Por vezes, delírio com fúria e muita agitação. Quer fugir da cama. Violência. Fala muito e sem qualquer coerência. Pensa que está cercado de ratos. Delírio que alterna com estupor. Imagina que estão pessoas ao seu lado, responde a perguntas que lhe não foram feitas.<br />
Mania religiosa na mulher.<br />
Rasga as roupas e quer ficar nu, exibindo os órgãos genitais.<br />
Diz palavrões.<br />
Canta canções de amor.<br />
Insónia. Não consegue dormir e fica muito agitado. Sobressaltos enquanto dorme.<br />
As pupilas estão dilatadas.<br />
Os objectos parecem-lhe bem maiores do que realmente são.<br />
Boca seca. O maxilar inferior está descaído.<br />
Soluça com frequência.<br />
Distensão do abdómen. Dores lancinantes na zona do ventre.<br />
Diarreia com fezes de mau odor.<br />
Evacua involuntariamente na cama.<br />
Tosse seca, violenta, pior à noite, depois da meia-noite. É contínua se o paciente estiver deitado.<br />
Insónia por tosse.<br />
Excitação sexual. Mania erótica. Exibicionismo.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite; deitado; no frio; durante as regras.<br />
MELHORA: Pelo calor; durante o dia; ao andar.</p>
<p>036 – IGNATIA</p>
<p>Depressão que se instala após mágoa, contrariedade ou esgotamento nervoso. Após amor não correspondido. Há um esgotamento físico e mental que floresceu por via de uma mágoa longamente implantada.  Chora por tudo e por nada. Pesar silencioso.<br />
É inconstante, tem falta de poder de decisão, impaciente e quezilento. A menor contradição, crítica ou contrariedade, encoleriza-o, facto de que se arrepende em seguida.<br />
O seu humor é subtil e a consciência moral refinada.<br />
O paciente está angustiado, não consegue falar, exprimir-se com a clareza necessária. Desejo de solidão.<br />
Suspira de forma involuntária e tem uma sensação de vazio, de fraqueza na boca do estômago. Boceja constantemente. Bocejos violentos.<br />
O seu humor é mudável, caprichoso, passa bruscamente da maior das tristezas à maior das alegrias, num abrir e fechar de olhos do riso às lágrimas. Quando está de bom humor, pode dizer-se que o seu estado geral é bom, mas qualquer emoção o afecta e agrava. Ofende-se com facilidade.<br />
Espasmos ou convulsões originadas por medo ou por outras emoções.<br />
Insónia por pesar e contrariedades.<br />
Aversão ao fumo do cigarro. Não suporta fumar ou estar num local com fumo.<br />
Sensibilidade-Nervosismo-Emotividade. Hipersensibilidade. Chora por tudo e por nada. Chorar melhora-a. Humor variável; ri e chora. Tristeza. Depressão. Suspiros involuntários. Remói os seus pensamentos. Não suporta a lembrança de de choques e mágoas passadas. Convém aos estados mórbidos provocados por mágoas. Desgosto de amor. Transtornos por desgosto de amor. Ciúme. Cólera. Cólera que alterna com alegria e contentamento. Precipitação a falar e na acção. Deseja chamar a atenção. Paradoxos, v.g. – uma refeição pesada e condimentada é muito mais bem tolerada que uma do tipo leve ou vegetariana.<br />
Hipersensível à dor.<br />
Dores vivas que ocorrem em pequenas superfícies bem delimitadas e retornam sensivelmente à mesma hora. São erráticas, contraditórias, paradoxais.<br />
Doenças que aparecem depois de más notícias, mágoas duradouras, vexações e mortificações. Problemas que surgem sempre à mesma hora.<br />
Febre sem sede, que agrava estando coberto.<br />
O paciente tem sede e a face vermelha durante os calafrios, melhorando pelo calor externo.<br />
Dor de cabeça congestiva, pressiva, em regra só de um lado, que melhora desde que deitado sobre o lado doloroso e termina sempre por abundante emissão de urina. O paciente tem a sensação como se um prego estivesse enterrado na parte lateral do crânio.<br />
Enxaqueca que tem a sua origem em determinados odores, nomeadamente pelo fumo do cigarro.<br />
Suores faciais, numa parte do rosto bem delimitada, enquanto come.<br />
A cor do rosto modifica-se no estado de repouso.<br />
Sensação de aperto faríngeo, como se uma bola subisse e a estrangulasse, agravando por qualquer emoção ou contrariedade. Globus histericus.<br />
Sensação de fome com notável fraqueza ao nível da boca do estômago, que não melhora comendo.<br />
Náuseas que melhoram ao comer.<br />
Dispepsia paradoxal. O doente ingere uma refeição indigesta ou pesada e sente-se bem, enquanto que uma refeição leve ou de regime o deixam marcadamente doente.<br />
Dor aguda quando defeca, acentuando-se no caso das fezes serem moles. Queda do recto.<br />
Hemorróidas dolorosas que melhoram caminhando. Saem com as fezes, havendo que fazer com que reentrem.<br />
Diarreia de carácter emotivo, por contrariedade, medo, mágoa ou emoção.<br />
Prisão de ventre em viagem, com necessidade imperiosa de defecar.<br />
Tosse seca, em espasmos. Quanto mais tosse, mais vontade tem de tossir.<br />
Desejo sexual com impotência.<br />
Frigidez e esterilidade.<br />
Taquicardia como consequência de emoções, medo, mágoas ou contrariedades.<br />
AGRAVAÇÃO: Pela mágoa e emoções; pelo frio; pelo contacto; pelos odores violentos; pelo fumo do tabaco; pelo café; pelo álcool.<br />
MELHORA: Pelo calor; pela pressão forte; caminhando; engolindo.</p>
<p>037 &#8211; IODUM</p>
<p>Iodum está sempre preocupado. Inquieto e ansioso.<br />
Grande fraqueza. Falta-lhe a respiração quando sobe escadas.<br />
Tem pressentimentos de que algo muito desagradável lhe vai acontecer. Está sempre à espera de catástrofes e más notícias.<br />
Agita-se incessantemente. Não consegue estar quieto, muda de um lugar para outro constantemente.<br />
Está sempre com calor.<br />
Marasmo infantil.<br />
Agitação. Não consegue estar parado. Está sempre em movimento, mudando de lugar. Atarefado, mas sem lógica nas acções. Gosta de trabalhar; necessita de trabalhar. Prefere o trabalho físico. Aversão ao intelectual. Memória débil. Preocupado. Inquieto. Ansioso. A ansiedade agrava pelo repouso e melhora quando se movimenta. Ideias fixas. Medo e maus pressentimentos. Irrita-se e fica ansioso quando a comida não está pronta a horas certas. Violento. Impulsos de violência, podendo chegar a impulsos homicidas. Está sempre com calor. Não dá importância a sintomas graves: negligencia-os.<br />
Aftas e ulcerações da mucosa bucal.<br />
Não consegue saciar a sua fome, que o persegue continuamente. Deve comer quase todas as horas. Caso não coma, fica irascível, irritado, ansioso. Melhora enquanto come, depois de comer, com o estômago cheio.<br />
Apesar de comer muito e com uma constância anormal, emagrece de forma visível e progressiva. Perde constantemente peso.<br />
Diarreia que o fatiga, cor de leite, espumosa e gordurosa, que agrava de manhã e depois de ter bebido leite.<br />
Prisão de ventre. Quer fazer mas não consegue, melhorando quando bebe leite frio.<br />
Coriza seca no interior dos edifícios. Ao ar livre, corrimento aquoso, ardente.<br />
Rouquidão com dor na laringe.<br />
Tosse seca, rouca, crupal, que agrava no tempo húmido e quente.<br />
Pneumonia que se alastra rapidamente.<br />
Ao menor exercício tem palpitações. Sensação de aperto no coração, como se estivesse comprimido por uma mão de ferro.<br />
Ansiedade precordial, que faz com que o paciente mude constantemente de posição.<br />
Dor no ovário direito.<br />
Fraqueza durante as regras.<br />
Leucorreia crónica, abundante, mais abundante no momento das regras, irritante, corrosiva. A roupa íntima chega a ficar queimada.<br />
Seio atrofiado com pontos duros.<br />
Vómitos da gravidez.<br />
Cancro do colo do útero. Dores abdominais cortantes.<br />
Hipertrofia e endurecimento das glândulas, nomeadamente, tiróide, glândulas mamárias, dos ovários, testículos, útero, próstata, gânglios linfáticos sobretudo do pescoço.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo calor; num quarto ou aposento quente; estando demasiadamente agasalhado ou coberto; agasalhando a cabeça; pelo tempo húmido; pela tempo húmido quente.<br />
MELHORA: Ao ar frio; lavando-se com água fria; caminhando; comendo.</p>
<p>038 &#8211; IPECACUANHA</p>
<p>O paciente Ipeca tem muitos desejos; deseja muitas coisas mas não tem a noção exacta do que deseja.<br />
Mau-humor. Impaciente. Reclama. Irritável. Caprichoso. Antipático. Lento de espírito.<br />
Excitabilidade.<br />
Dor de cabeça com a sensação de que os ossos da cabeça estão partidos.<br />
Pupilas dilatadas.<br />
Nevralgia periódica ao nível orbital, acompanhada de lacrimejamento.<br />
Salivação fora do normal.<br />
Não tem sede.<br />
A língua está sempre muito limpa.<br />
Náuseas que persistem, com muitos vómitos, expelindo matéria viscosa. Os vómitos não aliviam. Depois de vomitar tem sono.<br />
Sensação de estômago caído.<br />
Diarreia de fezes esverdeadas, espumosas ou viscosas, acompanhada de náuseas.<br />
Tosse com espasmos, que sufoca, muito violenta e contínua, com náuseas e vómitos.<br />
Tosse com epistaxe.<br />
Hemoptises de sangue vermelho vivo, com náuseas e vómitos.<br />
Regras adiantadas, abundantes, de sangue vermelho vivo, com coágulos.<br />
Febre com náuseas e vómitos, que não produzem alívio.<br />
AGRAVAÇÃO: Estando deitado; pelo movimento; no Inverno; no tempo seco; pelo vento quente e húmido; por comer carne de vitela ou de porco.<br />
MELHORA: Pela pressão.</p>
<p>039 &#8211; KALIUM BICHROMICUM</p>
<p>Kalium Bichromicum tem dores agudas, do tipo lancinante, que aparecem e desaparecem repentinamente. Estas dores surgem em pequenos pontos.<br />
Dores erráticas.<br />
Dor de cabeça que é antecedida por perturbações oculares.<br />
Dor de cabeça com sinusite; dores nos ossos da face. Dores periódicas; todos os dias à mesma hora.<br />
A língua apresenta-se vermelha, com brilho, como se tivesse sido envernizada, com sulcos.<br />
Dor na base da língua quando a mostra.<br />
Edema da úvula, com ulceração do lado direito.<br />
Mucosidades da faringe, aderentes, gelatinosas.<br />
Hálito fétido.<br />
Aversão à água e desejo de cerveja.<br />
Dores ardentes ao nível gástrico.<br />
Diarreia matinal crónica.<br />
Dor com pressão na raiz do nariz.<br />
Corrimento amarelo-esverdeado, viscoso, que corre para a garganta onde forma crostas.<br />
Tosse violenta com expectoração de mucosidades viscosas e filamentosas.<br />
Leucorreia amarelada, viscosa e filamentosa. Prurido na vulva.<br />
Dores nos ossos, que aparecem subitamente e são erráticas.<br />
Calcanhares doridos, que melhoram quando caminha.<br />
Dores nas articulações do tipo errático, que melhoram pelo repouso.<br />
Ciática do lado esquerdo que agrava com a mudança de tempo e melhora pelo movimento, pelo calor.<br />
Ulcerações na pele.<br />
AGRAVAÇÃO: Ao ar livre; de manhã; no Inverno; bebendo cerveja; despindo-se.<br />
MELHORA: Pelo calor; no Verão – no entanto, os sintomas da pele melhoram com o frio.</p>
<p>040 &#8211; KALIUM CARBONICUM</p>
<p>É um indivíduo extremamente esgotado. Não consegue trabalhar.<br />
Tem medo da morte. Medo de fantasmas.<br />
Tem medo de ficar sozinho. Grande aversão à solidão.<br />
Está sempre a tremer de frio, pelo que tem um medo imenso das correntes de ar.<br />
Não suporta que lhe toquem. Tocar-lhe sobressalta-o, sobretudo nos pés.<br />
Hipersensível. Não gosta que lhe toquem. Qualquer ruído o transtorna. Assusta-se e estremece com facilidade. Irritabilidade. Discute continuamente, não só com a família, mas com toda a gente. Humor variável. Depressão. Não está atento. Não gosta de solidão. Difícil na doença. Medo do futuro. Da morte. Medo de fantasmas. Desespera para obter a cura dos seus padecimentos. Os medos agravam quando está só. Ilusão da presença de alguém junto de si. Quando é apresentado a alguém, sente um estranho tremor no estômago. Gosta muito de roupas brancas.<br />
Dores agudas, lancinantes, que agravam pelo frio e das duas às três horas da manhã. Pontadas em qualquer parte do corpo, sobretudo na região inferior direita do peito.<br />
Odontalgia ao comer, agravando pelo contacto frio ou quente. Piorreia.<br />
Inchação das pálpebras superiores, como pequenos sacos cheios de água.<br />
O ângulo interno da pálpebra superior apresenta-se inchado.<br />
Os olhos ficam fracos depois do acto sexual.<br />
A garganta está seca. De manhã está repleta de mucosidades aderentes, difíceis de expelir.<br />
O paciente tem a sensação de que uma espinha de peixe está enterrada na faringe.<br />
Flatulência em excesso. Tudo o que come e bebe parece transformar-se em gás.<br />
Náuseas constantes que agravam deitado ou após emoção.<br />
Congestão hepática e icterícia. Dispepsia dos velhos.<br />
Sensação de angústia no estômago. Tem a sensação de que o estômago está cheio de água.<br />
Distensão abdominal que surge depois das refeições. Sensação de que o estômago vai explodir.<br />
Tosse seca, sufocante, que surge das duas às três horas da manhã, com repetições a cada meia hora.<br />
Tosse com expectoração purulenta, em glóbulos, difícil de expelir.<br />
Dores violentas no peito, como se desferidas por um canivete ou objecto cortante no terço inferior do pulmão direito.<br />
Bronquite crónica purulenta.<br />
Asma das duas às três horas da manhã. O paciente melhora sentado, corpo inclinado para a frente e os cotovelos sobre os joelhos ou balançando-se.<br />
Prisão de ventre. Fezes difíceis, com dor picante, precedidas de uma ou duas horas de cólicas.<br />
O coração é fraco. O doente tem a impressão de que está suspenso por um fio.<br />
Palpitações.<br />
O pulso é pequeno, irregular e fraco.<br />
Ansiedade cardíaca, que agrava das duas às três horas da manhã. O paciente inclina-se para a frente e apoia os cotovelos nos joelhos.<br />
Epistaxe que surge pela manhã, depois de ter lavado o rosto.<br />
Micções frequentes durante a noite, com dificuldade em esvaziar a bexiga.<br />
Fraqueza após acto sexual.<br />
Regras irregulares, irritantes e de odor desagradável.<br />
Dores lombares durante a gravidez.<br />
Baforadas de calor da menopausa.<br />
Fraqueza e suores abundantes e frios ao menor exercício, na execução do trabalho. Lumbago após exercício. Por vezes, quando caminha, sente uma necessidade imperiosa de se deitar.<br />
AGRAVAÇÃO: Das duas às três horas da manhã; ao ar livre; pelo frio e no tempo frio; lavando-se com água fria; estando deitado do lado esquerdo ou do lado dorido; depois das refeições; repousando, em particular deitado; depois do acto sexual.<br />
MELHORA: Pelo tempo quente; durante o dia; inclinando-se para a frente.</p>
<p>041 – LACHESIS MUTUS</p>
<p>Em Lachesis há uma loquacidade fora do comum, que se acentua da parte da tarde. Quer estar sempre a falar, o que faz de forma precipitada, com as ideias e temas atropelando-se. Pronuncia muitas vezes palavras que nada têm a ver com a conversação do momento.<br />
Delírio loquaz.<br />
Está triste e deprimido quando acorda. Alternância de depressão e excitação.<br />
Indolente e irritável. Intuitivo.<br />
Mania do tipo religioso, especialmente na mulher.<br />
Tem medo de dormir. Medo da morte. Medo do futuro, de ser envenenada. Sonha com a morte.<br />
É um indivíduo ciumento. O ciúme não tem justificação e a desconfiança estende-se a todos os que o cercam no perímetro das suas relações. Infidelidade conjugal e aversão ao casamento.<br />
Tem um sono agitado e o seu psiquismo agrava depois de ter dormido. À noite fica acordado durante bastante tempo e fala sem parar.<br />
Sonolência após as refeições.<br />
Sonha com a sua própria morte e com a dos entes que perdeu.<br />
Grande esgotamento físico e mental. Tem a impressão que perde o conhecimento, tal é a sua fraqueza. Fraqueza com tremores generalizados que agravam de manhã.<br />
As vestes apertadas são-lhe absolutamente insuportáveis. Não suporta colarinhos, gravatas, cintas, roupas justas. Até as roupas de cama lhe são insuportáveis, enervam-no.<br />
Tanto o frio quanto o calor em excesso causam-lhe fadiga.<br />
Desejo de simpatia e de carinho. Gosta que sejam gentis com ela.<br />
Epilepsia durante o sono, devida a onanismo ou à perda de líquidos vitais.<br />
Dores queimantes, constritivas, pulsáteis, que agravam pelo sono, pelo calor da cama e à esquerda.<br />
Febre intermitente durante a estação da Primavera. Há uma alternância bem marcada de calafrios e ondas de calor, com suores quentes.<br />
Dores de cabeça com náuseas. Há uma pressão acentuada sobre o alto da cabeça com pontadas na raiz do nariz. Estas dores agravam ao despertar e do lado esquerdo.<br />
Cefaleia pressiva e ardente ao nível do vértice, depois ou durante a menopausa.<br />
Depois de ter executado um qualquer trabalho mental há um notável afluxo de sangue à cabeça.<br />
Nevralgia facial esquerda.<br />
Sensação de que os olhos estão puxados para trás.<br />
O lábio inferior está lívido, parecendo estar coberto de verniz brilhante azulado.<br />
Paresia da língua que está sempre colocada do lado esquerdo da boca, treme e acomoda-se nos dentes inferiores.<br />
Dor de garganta do tipo agudo, com agravação esquerda, depois de ter dormido, e irradiação ao ouvido esquerdo, deslocando-se do lado esquerdo para o direito.<br />
A mucosa faríngea tem uma cor escura. Sensação de aperto, de estrangulamento na garganta.<br />
Os alimentos sólidos são melhor deglutidos do que os líquidos.<br />
O estômago é extraordinariamente sensível. Basta tocar-lhe para que fique dorido, sentindo o paciente necessidade de desapertar ou de qualquer modo alargar as roupas.<br />
O abdómen está distendido, é sensível, não suportando o contacto das roupas. As regiões mais afectadas são o fígado e o ceco.<br />
Tem a invulgar sensação de que o ânus está fechado. Prisão de ventre por inactividade rectal, com muita vontade de evacuar. Sensação de constrição do esfíncter.<br />
Fezes fétidas.<br />
Hemorragias intestinais com coágulos de sangue decomposto.<br />
Hemorróidas lívidas e azuladas com dores e latejos no ânus e recto, a cada evacuação.<br />
Coriza aquosa que surge na sequência de uma dor de cabeça, fazendo extinguir esta.<br />
Deita-se e a respiração parece parar. Sensação de sufocação que agrava estando deitado e o obriga a sair da cama e a procurar uma janela para inspirar profundamente. Sufocação brusca logo após acordar, desejando ardentemente ar, ser abanado, mas lentamente e à distância. Tem necessidade frequente de inspirar profundamente.<br />
Custa-lhe a respirar quando põe qualquer agasalho ou protector na frente da boca.<br />
O pescoço não pode nunca estar apertado, seja com o que for.<br />
Anginas que começam à esquerda, estendendo-se ao lado direito. Difteria.<br />
A laringe é sensível ao toque. O mais ligeiro contacto produz tosse.<br />
Tosse seca, dilacerante, durante o sono. A tosse é acompanhada de perturbações cardíacas e dores no ânus.<br />
Fraqueza cardíaca, que na menopausa faz a doente desmaiar ou ficar à beira do desmaio. Tosse dos cardíacos.<br />
Sensação de aperto cardíaco acompanhado de baforadas quentes, suores e sufocação.<br />
Antes das regras tem vertigens, necessidade de ar livre e dores no ovário esquerdo. As regras são regulares, curtas, pouco abundantes, com sangue escuro na forma de coágulos e podem produzir cãibras que se deslocam do lado esquerdo para o direito. As dores melhoram pelo fluxo menstrual. Normalmente sente-se melhor durante as regras.<br />
O útero apresenta-se muito doloroso ao toque. A doente tem a sensação de que o colo do útero está aberto.<br />
Perturbações da menopausa. Mulheres que a partir da idade crítica nunca mais tiveram saúde, que deixaram de se sentir bem. Afecções uterinas.<br />
A pele de Lachesis é seca e a sua sensibilidade não lhe permite suportar contactos, mesmo que leves. Faz equimoses espontâneas.<br />
Úlceras dolorosas e abcessos. Úlceras varicosas de margens azuladas que sangram com facilidade. Furúnculos.<br />
Púrpura hemorrágica.<br />
AGRAVAÇÃO: Na Primavera; pelas mudanças de tempo; pelas temperaturas extremas; quando o tempo muda de frio para calor; pelo calor; vento quente; Sol; bebidas e aplicações quentes; pelos ácidos; álcool; quinino; depois de acordar, de manhã; à esquerda; deitando-se do lado esquerdo; pelo toque ou contacto.<br />
MELHORA: Ao ar livre; de janela aberta; durante as regras; depois de ter tido um corrimento.</p>
<p>042 – LYCOPODIUM</p>
<p>Tem horror às pessoas. Não quer conversar, mas também não quer ficar sozinho. É o tipo de pessoa que gosta de ficar só, mas com alguém por perto, na sala contígua. De qualquer modo tem necessidade de afecto.<br />
Medo da solidão com irritabilidade e melancolia. Sente-se doente na véspera de exames. Ansiedade por antecipação.<br />
Medos múltiplos: do escuro, de fantasmas, das suas próprias realizações, de aparecer em público. Pressentimentos nefastos.<br />
É inteligente. Dominador. Muito desconfiado.<br />
Extremamente pontual. Mesmo que não tenha relógio sabe com exactidão as horas.<br />
Muito irritável. Não suporta ser contraditado. Melindra-se facilmente. É avarento, malicioso.<br />
Tem um péssimo humor ao despertar. Discutidor, quezilento.<br />
Crises de cólera que podem surgir por meras futilidades. Encoleriza-se por tudo e por nada, perdendo por completo o controlo. Nestas alturas dá pontapés nas coisas e grita. É violento nas expressões que utiliza. Rancoroso.<br />
A cólera, medo, mágoa ou vexação reprimidas podem desencadear transtornos vários.<br />
A sua memória está fraca. Numa conversa não encontra a palavra certa para se expressar. Tem dificuldades de entendimento e no trabalho.<br />
Quando escreve, por vezes, esquece-se das últimas sílabas das palavras.<br />
Chora com facilidade, sempre que lhe agradecemos ou encontra um velho amigo. Chora por alegria.<br />
Parece ter mais idade da que realmente tem. Veste-se como um idoso. Tem tendência para o verde.<br />
Sonha que voa, como um pássaro planando.<br />
O bebé chora e grita durante o dia e dorme de noite. A criança apresenta um aspecto envelhecido, magro e definhado, em que a cabeça tem um desenvolvimento normal, contrariamente ao que acontece com o corpo.<br />
Dores agudas, do tipo pressivas e que agravam das 16 às 20 horas. As dores têm uma lateralidade direita predominante ou deslocam-se da direita para a esquerda e incidem fundamentalmente na garganta, peito, abdómen, fígado e ovários.<br />
Febre com sensação de frio gelado, que aparece entre as dezasseis e as dezassete horas, seguida de sensação de ardor entre os ombros. Suores generalizados, com especial incidência ao nível do peito.<br />
O rosto é pálido, amarelado e tem manchas amareladas na região temporal. Rugas profundas.<br />
A cabeça lateja após cada paroxismo de tosse.<br />
As pálpebras avermelhadas estão ulceradas. O paciente tem olheiras.<br />
Só vê a metade esquerda dos objectos, principalmente com o olho direito.<br />
A língua apresenta-se seca, branca ou esbranquiçada, com vesículas na ponta.<br />
Piorreia.<br />
Fome intensa que é saciada com pequenas quantidades de alimento. O paciente com bom apetite, sente-se satisfeito, não obstante tenha comido pouco.<br />
Fome de noite com sensação de fraqueza. Fome enquanto caminha.<br />
Fome canina, quanto mais come mais fome tem. Se não comer começa a doer-lhe a cabeça.<br />
Os alimentos têm um gosto ácido, amargo.<br />
Arrotos incompletos, que produzem ardor na faringe. Náuseas e vómitos pela manhã.<br />
Distensão abdominal com ruídos como consequência da acumulação excessiva de gases. Esta distensão é aliviada pela expulsão dos mesmos. Fermentação abdominal com dores que obrigam o doente a dobrar-se em dois, em especial ao nível do baixo ventre.<br />
Sensação de peso no hipocôndrio direito que o impossibilita de se deitar desse lado.<br />
Fígado sensível e dorido.<br />
Prisão de ventre crónica. As necessidades não produzem efeitos, as fezes são duras, pequenas, arenosas e difíceis de evacuar.<br />
Angina, pior à direita e que evolui para a esquerda com sensação de estrangulamento ou aperto. O paciente não consegue engolir. A dor agrava pelo sono e melhora com bebidas quentes.<br />
Na difteria a membrana vai da amígdala direita para a esquerda, ou desce do nariz para a direita, agravando depois de ter dormido ou pelas bebidas frias.<br />
O nariz está entupido. A criança tem muita dificuldade em respirar à noite, esfregando o nariz durante o sono e de manhã logo que acorda.<br />
O nariz tapa-se durante a noite, o que faz com que o paciente respire pela boca.<br />
Movimento de batimento das asas do nariz.<br />
Pneumonia negligenciada ou mal tratada a que não se consegue pôr fim, sobretudo da base direita e em especial quando tudo faz temer uma tuberculose.<br />
Tosse irritante que agrava à noite e causa dores, latejos na cabeça.<br />
A expectoração é espessa, acinzentada e salgada.<br />
Urina em que se constata um depósito de areia vermelha. Depósito visível nas fraldas das crianças.<br />
A criança grita antes de urinar, mas melhora durante a micção.<br />
Dores do dorso que melhoram pela micção. Cólica nefrítica do lado direito.<br />
No fim da micção surge um arrepio generalizado.<br />
Diminuição da ureia.<br />
Impotência dos jovens como consequência de onanismo e excessos sexuais. O pénis é pequeno, está mole e frio.<br />
Erecções incompletas dos velhos com marcante desejo sexual.<br />
O paciente adormece durante o acto sexual. Ejaculação precoce.<br />
Secura vaginal. Sensação de ardor na vagina durante e depois do acto sexual. Emissões de gás pela vagina.<br />
Por cada evacuação de fezes os genitais sangram.<br />
O feto muda constantemente de lugar no ventre materno.<br />
Antes das regras, a paciente Lycopodium está triste e apresenta prurido vulvar. As regras são atrasadas e longas, com dor no ovário direito.<br />
Amenorreia provocada por susto.<br />
Dores intensas nas costas e nos membros, que aparecem de forma súbita e desaparecem do mesmo modo, agravando à direita, das dezasseis às vinte horas, melhorando descobrindo-se.<br />
Hérnia inguinal, em especial do lado direito.<br />
Um pé está frio e o outro está quente.<br />
A pele tem uma tonalidade amarelada. Está enrugada, envelhecida.<br />
AGRAVAÇÃO: Lado direito; do lado direito para o lado esquerdo; da frente para trás; deitado do lado direito; a maior parte dos problemas das 16 às 20 horas; por aplicações quentes.<br />
MELHORA: Pelo movimento; depois da meia noite; por alimentos quentes; pelo frio; caminhando ao ar livre; não cobrindo a cabeça; descobrindo-se.</p>
<p>043 &#8211; MAGNESIA CARBONICA</p>
<p>Fraqueza.<br />
Tem uma grande sensibilidade ao frio.<br />
Está sempre a tremer de frio, mas melhora caminhando na rua.<br />
Dores do tipo agudo, que seguem os trajectos nervosos. São perfurantes e súbitas. Agravam durante a noite e fazem com que o paciente se levante e caminhe.<br />
Nevralgia facial com dor que dilacera.<br />
Todas as secreções e excreções de Magnesia Carbonica têm um odor azedo e são ácidas.<br />
A boca tem sempre um gosto azedo.<br />
Desejo de frutas, legumes, alimentos ácidos.<br />
Vómitos amargos.<br />
Diarreia com fezes aquosas, espumosas, esverdeadas e ácidas.<br />
Regras atrasadas, curtas e pouco abundantes. Sangue muito escuro.<br />
Leucorreia enquanto dorme ou está deitada, que pára quando se levanta e caminha.<br />
O corpo tem um cheiro azedo.<br />
AGRAVAÇÃO: Pela mudança de temperatura; pelo repouso; pelo leite; a cada 3 semanas; durante a menstruação.<br />
MELHORA: Passeando; pelo movimento; ao ar livre; pelo ar quente.</p>
<p>044 – MEDORRHINUM</p>
<p>É uma pessoa excessivamente nervosa, ansiosa, esgotada. Tem sobressaltos ao menor ruído. Não fala sem chorar.<br />
Tem obsessões.<br />
Agitado, precipitado. Apressa-se tanto que chega a ter dificuldades em respirar e fica logo fatigado.<br />
Irritável, impaciente. Irrita-se com bagatelas.<br />
A sua memória é fraca, não se lembra de nomes ou palavras. Chega a esquecer o nome dos seus melhores amigos e o seu próprio nome. Tem dificuldades em escrever correctamente, mesmo palavras comuns. Não consegue manter uma conversação coerente, perdendo-lhe o encadeamento.<br />
Procura estar sempre ocupado.<br />
Medo de enlouquecer, medo do escuro. Medo do tipo religioso.<br />
A tristeza apodera-se dele durante o dia, melhora à tarde e alegra-se à noite.<br />
Prevê a sua morte. Tem pressentimentos que muitas vezes se concretizam.<br />
Está profundamente esgotado, esgotamento que agrava ao despertar. Há uma perda considerável da energia vital. Sensação de tremores internos.<br />
Tem a sensação de que o tempo passa muito lentamente.<br />
Os padecimentos agravam sempre que pensa neles.<br />
Tem nevralgias agudas, erráticas, que aparecem e desaparecem de modo brusco e agravam durante o dia, especialmente na parte da manhã, melhorando no tempo húmido e junto do mar.<br />
Dor intensa e ardente que agrava ao nível do cerebelo e se estende pela coluna vertebral.<br />
Sente a cabeça pesada.<br />
Dores de cabeça e diarreia como consequência de viagem em automóvel.<br />
Enxaqueca que melhora à beira mar.<br />
Impressão dos olhos estarem projectados para a frente.<br />
Gosto de cobre na boca.<br />
Tem sempre uma fome intensa, mesmo depois de ter tomado as refeições. Sede intensa.<br />
Grande desejo de licores, que antes detestava. Desejo de doces, sal, cerveja, ácidos, laranjas, frutos verdes.<br />
Náuseas.<br />
Arrotos que cheiram a ovos podres.<br />
Soluços.<br />
Dores do fígado e do baço que melhoram deitado de bruços.<br />
Prisão de ventre. Para evacuar tem necessidade de se inclinar para trás e tem dores que o fazem chorar. As fezes são difíceis de expulsar e são argilosas.<br />
Inércia e espasmos intestinais com fezes que se assemelham a bolas.<br />
Dores que parecem produzidas por agulhas no recto. Exsudações pútridas do ânus com cheiro de peixe em salmoura. Prurido do ânus.<br />
Asma que surge ao menor esforço. O paciente inspira facilmente, mas não consegue expirar. A laringe está de tal forma bloqueada que o ar não passa.<br />
A criança asmática alivia quando deitada sobre o ventre e põe simultaneamente a língua de fora.<br />
Asma que obriga o doente a ajoelhar-se apoiando o peito sobre a cama ou sobre uma cadeira ou banco.<br />
Sensação dolorosa da laringe que parece ulcerada.<br />
Tosse seca, dolorosa, profunda, que agrava à noite, pelos doces, deitando-se e melhora deitando-se sobre o ventre.<br />
Tuberculose incipiente. Dores ao nível dos lobos medianos.<br />
À noite, incontinência de urina. Urinas abundantes, amoniacais.<br />
Dor na região renal que melhora urinando. Cólica nefrítica. Dor uretral intensa, dando a sensação que o cálculo está a passar.<br />
Impotência.<br />
Regras abundantes, em coágulos, muito escuras, que tingem a roupa íntima e são difíceis de lavar. Dores violentas, terríveis, de falso parto, que obrigam a doente a fixar os pés com firmeza na barra do leito.<br />
Prurido intenso da vagina.<br />
Na menopausa, metrorragia que dura semanas.<br />
Seios frios, gelados, dolorosos e sensíveis ao contacto.<br />
Leucorreia tipo albumina, irritante, com cheiro de salmoura.<br />
Dores entre as omoplatas.<br />
A coluna vertebral é muito sensível, dorida ao toque, em especial ao nível das vértebras lombares.<br />
Dores artríticas e reumatismais como consequência de uma blenorragia suprimida<br />
Reumatismo do ombro e do braço, com dores que irradiam aos dedos e agravam pelo movimento.<br />
Rigidez dolorosa de cada articulação do corpo. Deformação das articulações dos dedos que ficam grossas, inchadas.<br />
Dores das pernas da anca ao joelho quando o paciente caminha. Sente as pernas pesadas como chumbo, o que torna penosa a marcha.<br />
As pernas e os pés são agitados por dores que impedem o paciente de estar tranquilo. À noite essas dores impedem-no de dormir. Agitação intensa e movimento contínuo das pernas e dos pés.<br />
Dores muito intensas das pernas e pés durante uma tempestade.<br />
Extremidades frias.<br />
Ardor das mãos e dos pés.<br />
Sensibilidade dos calcanhares. Cãibras ao nível da planta dos pés. Entorses fáceis dos tornezelos.<br />
Manchas amareladas nas mãos.<br />
Verrugas pequenas, pedunculadas.<br />
Pruridos.<br />
AGRAVAÇÃO: Durante o dia, da aurora ao crepúsculo; especialmente na parte da manhã; pelo calor, cobrindo-se; na montanha; durante um temporal; ao menor movimento; pelos doces; ao pensar nos seus padecimentos.<br />
MELHORA: À noite; junto do mar; deitado sobre o ventre; no tempo húmido.</p>
<p>045 – MERCURIUS SOLUBILIS</p>
<p>Tem preguiça mental. Demora a responder às perguntas que lhe são feitas. Há nele uma marcada lentidão.<br />
Sente uma grande fraqueza e tremores quando faz um esforço por mais pequeno que seja, com agravação depois das dezoito horas e após evacuação. As mãos tremem-lhe quando escreve, quase o impossibilitando de o fazer.<br />
Fala rapidamente, de modo precipitado.<br />
Durante o sono, a saliva abundante escorre para o travesseiro.<br />
Ideias impulsivas. De cometer actos de violência. Impulso a matar ou a suicidar-se, com medo de se suicidar. Pressa. Apressado, agitado e ansioso. Não gosta de ser contraditado. Mau-humor. Irritabilidade. Desconfiado. Gosta de discutir. Desânimo. Prostração. Predomina o desejo de matar. Inteligência dimínuida. Imbecilidade. Memória débil. Esquece o nome das pessoas e das ruas. Medo de enlouquecer. Preguiça. Lentidão de raciocínio. Demora a responder às perguntas que lhe são feitas. Inquietude. Não pára quieto, em especial à noite. Sensação de ter cometido um crime. Sentimento de culpa. Pressentimento de maus acontecimentos. Tremor.<br />
Fotofobia. Custa-lhe a enfrentar a luz brilhante.<br />
Corrimento do ouvido. Espesso, fétido, irritante, amarelo esverdeado, sanguinolento, com dor dilacerante, que agrava à noite pelo calor.<br />
Hálito nauseabundo. Gosto metálico na boca. A saliva é abundante, filamentosa, fétida, de sabor metálico, cúprico.<br />
Dores de dentes cariados. Dores de dentes pulsáteis, dilacerantes, violentas e rápidas, que agravam no tempo húmido, pelo calor da cama, pelos alimentos e bebidas frios ou quentes e melhoram massajando a face. Cáries das coroas, mantendo-se em perfeito estado as raízes. Nevralgia facial por efeito da obturação dos dentes.<br />
Gengivas que sangram facilmente. Ulceração das gengivas. Salivação abundante.<br />
Sede intensa de bebidas frias, com a língua que parece húmida e uma salivação abundante.<br />
A língua está inchada, tem as marcas dos dentes e está coberta de uma camada de tonalidade amarelada. Dorida com ulcerações.<br />
Náuseas de manhã.<br />
Icterícia. Fígado inerte; secrecção deficiente de bílis.<br />
Prisão de ventre. Vai à casa de banho mas não consegue evacuar ou evacua muito pouco.<br />
Diarreia que surge na Primavera e no Outono, quando os dias estão quentes e as noites frias. As fezes são aquosas, esverdeadas, por vezes sanguinolentas. Quanto mais sangue houver, mais o medicamento está indicado. Tem a sensação de que não conseguiu esvaziar o intestino.<br />
As narinas estão irritadas e ulceradas.<br />
Coriza aguda, aquosa e profusa. Coriza crónica, espessa e amarelada. Ardente, irritante e corrosiva, agrava à noite e no tempo húmido. Espirros e olhos vermelhos e inchados.<br />
Ulcerações da garganta.<br />
Amigdalite supurativa. Desejo constante de engolir, mas dores agudas quando o faz. Difteria. As anginas, amigdalites e difteria, são acompanhadas de uma salivação abundante, de mau odor.<br />
Laringite aguda. Tosse rouca com muita comichão na laringe.<br />
Tosse seca, espasmódica, esgotante, que agrava à noite e pelo calor da cama. O paciente não se consegue deitar sobre o lado direito.<br />
Bronquite aguda, com expectoração amarelada, mucopurulenta.<br />
Dores agudas na base do pulmão direito. Supuração pulmonar depois de hemorragias consequência de pneumonia.<br />
Tem necessidade frequente de urinar, mas o débito de urina é relativamente pouco.<br />
A quantidade de urina é superior ao volume total de líquidos ingeridos.<br />
Balanite.<br />
Ejaculações nocturnas sanguinolentas.<br />
Os seios estão doridos, dando a sensação que vão ulcerar. Cancro dos seios e do útero.<br />
Leucorreia contínua, ardente e irritante que agrava à tarde e à noite, urinando. Comichão em que existe a sensação de que as mucosas estão em carne viva. Pruridos que agravam com o contacto da urina; as regiões afectadas devem ser lavadas.<br />
Dor na região sacra que agrava quando o paciente respira.<br />
Dores nocturnas nos ossos. Reumatismo articular agudo.<br />
Tremores das extremidades, em especial das mãos.<br />
Paralisia agitante.<br />
A pele está sempre húmida. Odor nauseabundo do corpo.<br />
Tem suores abundantes, viscosos, de odor desagradável, que agravam à noite. A transpiração abundante, acompanha praticamente todos os padecimentos sem que os alivie, havendo mesmo casos em que os intensifica.<br />
Abcessos frios que custam a supurar.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite; no tempo húmido; em tempo de chuva; deitado sobre o lado direito; ao transpirar; num quarto quente; pelo calor da cama; no Outono quando os dias são quentes e as noites frias e húmidas.<br />
MELHORA: Pelo repouso.</p>
<p>046 &#8211; MEZEREUM</p>
<p>É um indivíduo depressivo.<br />
Melancolia conjuga-se com hipocondria.<br />
Memória débil, fraca.<br />
Não gosta de conversar.<br />
Tem dificuldade em raciocinar.<br />
Encoleriza-se mas tem um rápido arrependimento.<br />
Melancolia religiosa.<br />
Aborrece-se e magoa-se com facilidade.<br />
Quando é apresentado a um indivíduo, sente uma sensação estranha no estômago, um arrepio.<br />
Dor de cabeça sempre que se aborrece.<br />
A cabeça não pode suportar qualquer contacto, mesmo que leve.<br />
Olhos inflamados e secos.<br />
Espasmos da pálpebra superior esquerda.<br />
Inflamação crónica do ouvido.<br />
Nevralgias da face.<br />
Dores ardentes nos ossos do nariz e do rosto.<br />
Tem a sensação de que os dentes são muito longos.<br />
Sente ardor na boca e na língua.<br />
Apetite quase que voraz.<br />
Desejo de presunto.<br />
Dor na boca do estômago.<br />
Cólicas periumbilicais.<br />
Tosse que agrava depois de ter comido.<br />
Prurido intenso no corpo, errático, após coçar.<br />
Erupções vesiculares com crostas esbranquiçadas.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite, principalmente antes da uma hora da madrugada; num quarto quente; pelo calor da cama; pelas bebidas quentes; deitado; pelo frio húmido.<br />
MELHORA: Pela pressão forte.</p>
<p>047 &#8211; NATRUM CARBONICUM</p>
<p>Em Natrum Carbonicum há depressão. Está sempre a pensar em assuntos tristes, o que o mantém melancólico e ansioso.<br />
Desanimado.<br />
Humor choroso. Chora com muita facilidade, ao ouvir uma música ou por emoção.<br />
Esgotamento físico e mental. Dificuldade em compreender, em se concentrar.<br />
Não quer estar com ninguém. Não quer ver ninguém.<br />
Hipersensível aos ruídos, à luminosidade.<br />
Aversão ao trabalho intelectual.<br />
Memória débil. Esquece tudo o que disse, o que acabou de dizer.<br />
Intelectualmente está parado. Fica horas sem pensar, na imobilidade.<br />
Gosta da solidão, mas gosta de companhia que não interfira, como estando sozinho, com alguém na sala ou no quarto ao lado.<br />
Sente-se muito fraco no calor do Verão. Maus efeitos da insolação.<br />
Dor de cabeça depois de ter estado ao sol, com sensação de compressão na nuca e na região occipital, como se a cabeça pudesse rebentar.<br />
Rosto pálido e inchado.<br />
Dores nos olhos, depois de ler ou escrever sob luz intensa.<br />
Fotofobia.<br />
Fome às 5 horas da manhã e às 23 horas. A fome obriga-o a levantar-se.<br />
Aversão ao leite.<br />
Diarreia por ingestão de leite.<br />
Arrotos, náuseas, vómitos, flatulência, que agravam pela ingestão de legumes.<br />
Diarreia com fezes amareladas, por vezes manchadas de sangue.<br />
Tendência a fazer entorses.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo calor; pela música; pelo barulho; pelo trabalho intelectual; na lua cheia.<br />
MELHORA: Pela pressão; pela fricção; pelo movimento.</p>
<p>048 – NATRUM MURIATICUM</p>
<p>É um deprimido. A depressão agrava por volta das dez horas da manhã. Está constantemente triste, desconhecendo a causa. Não gosta que o consolem. Os seus padecimentos agravam sempre pelo consolo. Tem uma marcante tendência a chorar.<br />
Humor variável.<br />
Antipático e desagradável com os entes que lhe são mais chegados e simpático com os de fora.<br />
Remói os acontecimentos desagradáveis passados.<br />
Não gosta do mundo.<br />
Apaixona-se com facilidade.<br />
Medo do futuro e medo da morte.<br />
Prefere a solidão à companhia.<br />
Apressado e irritável.<br />
Sente fadiga, mais de manhã que no período da tarde.<br />
Desajeitado e apressado. As coisas caem-lhe facilmente das mãos por fraqueza nervosa.<br />
Na criança há uma grande irritabilidade. Não gosta que lhe falem, chora por qualquer coisa, faz um drama por nada, em especial quando a consolamos. Demoram a aprender a andar e a falar.<br />
Sonha que tem ladrões em casa ou no seu quarto. Não fica tranquilo enquanto não inspeccionar todos os cantos da casa.<br />
Febre intermitente. Febre com muita sede, com calafrios entre as dez e as onze horas da manhã. Dor de cabeça que parece produzida por martelos e sintomas gástricos durante a febre.<br />
Dores de cabeça crónicas e periódicas, de dois em dois ou de quatro em quatro dias, com latejos como que produzidos por pequenos golpes de martelo. Dor de cabeça dos anémicos.<br />
Dores de cabeça que começam com o nascer do Sol e terminam quando este se põe.<br />
Dores de cabeça dos estudantes.<br />
Tem a sensação de que a cabeça vai rebentar, sensação que agrava quando espirra, tosse ou executa qualquer trabalho onde despende esforço mental. Antes e depois das regras, com náuseas e vómitos.<br />
De manhã, sensação de areia nos olhos acompanhada de rubor e lacrimejamento ardente.<br />
Fissura mediana do lábio inferior. Lábios e cantos da boca secos e rachados.<br />
Herpes nos lábios.<br />
Boca seca. Sede insaciável de grandes quantidades de água fria.<br />
Língua em mapa geográfico com pontos vermelhos e áreas delimitadas sem papilas gustativas. Sensação de ter um cabelo na língua.<br />
Desejo intenso de sal. Aversão ao pão.<br />
Alimenta-se bem, mas emagrece progressivamente.<br />
Prisão de ventre. As fezes são secas e duras como as das cabras, são difíceis de expelir e colam-se às margens do ânus. Após a evacuação, sente uma sensação de aperto no ânus, que agrava sentado.<br />
Marcante sensibilidade ao frio.<br />
Coriza aguda, aquosa clara, com perda do olfacto e do paladar, seguida de obstrução nasal que em muito dificulta a respiração.<br />
Coriza crónica, que surge bruscamente todos os dias pelas dez horas da manhã e desaparece ao meio dia.<br />
Asma que agrava num quarto fechado.<br />
Palpitações com sensação de fraqueza, que agravam deitado. As pulsações cardíacas percorrem o corpo todo.<br />
Anemia com emagrecimento, embora o paciente se alimente bem.<br />
O paciente tem incontinência de urina, quando ri, tosse, espirra ou caminha.<br />
Não consegue urinar se alguém estiver a olhar para ele.<br />
Dores uretrais cortantes depois de ter urinado.<br />
Perdas seminais, mesmo depois do acto sexual, com desejo sexual aumentado.<br />
Erecções fracas. Impotência<br />
Regras irregulares, abundantes.<br />
Sensação de peso na parte baixa do ventre com agravação matinal. A paciente sente necessidade de se sentar.<br />
Lumbago crónico que agrava ao despertar e melhora colocando uma almofada sob os rins.<br />
Pele oleosa.<br />
Eczema seco e com crostas, localizado no couro cabeludo, na parte de trás do ouvido, nas dobras de flexão dos membros, com agravação junto do mar, por excesso de sal e após exposição ao Sol.<br />
Urticária aguda ou crónica, manifestada no corpo todo, sobretudo após um exercício violento.<br />
Verrugas da palma das mãos.<br />
Edemas.<br />
AGRAVAÇÃO: Das dez às onze horas da manhã; pelo calor do Sol; pelo calor de uma lareira ou de um fogão irradiador; num quarto quente; à beira mar; pelo ar do mar; pelo exercício mental; estando deitado; na Lua cheia.<br />
MELHORA: Ao ar livre; lavando-se com água fria; estando deitado do lado direito ou do lado dorido; não tomando as refeições regularmente.</p>
<p>049 – NATRUM SULPHURICUM</p>
<p>Profunda melancolia. Acessos de tristeza mais marcantes durante a manhã. Inquietude matinal que melhora depois do almoço.<br />
Ansiedade pelo futuro.<br />
Humor variável. Distúrbios mentais por traumatismos.<br />
Irritável de manhã, inquieto antes do pequeno almoço, contente depois de evacuar.<br />
Crises de cólera.<br />
Crises de mania que agravam quando o tempo muda e quando chove.<br />
Deprimido, cansado da vida, tem de se controlar para não se suicidar. A música entristece-o.<br />
O paciente sente profundamente todas as mudanças de tempo, do ar seco ao húmido. O ar do mar é-lhe intolerável.<br />
Sensível e irritável. Está praticamente impossibilitado de pensar. Detesta que lhe falem e não quer falar com ninguém.<br />
Medo das multidões, das pessoas, do demónio.<br />
Perturbações mentais que surgem na sequência de um traumatismo craniano, de pancadas na cabeça.<br />
Meningite cérebro-espinhal. Dores violentas na base do cérebro. Espasmos com irritabilidade e delírio.<br />
Dor nos olhos à tarde, quando o paciente lê com luz eléctrica. Sensação de peso nas pálpebras.<br />
Pálpebras granulosas.<br />
A língua está coberta de espessa camada, de cor cinza, escura ou esverdeada.<br />
Dor de dentes que melhora pelo ar fresco e pela água fria.<br />
Gosto amargo na boca.<br />
Perda do apetite.<br />
Flatulência abdominal em excesso, com cólicas e diarreia. As dores agravam depois do pequeno almoço. O paciente não consegue expelir o gás.<br />
Náuseas e vómitos ácidos, biliosos.<br />
Necessidade imperiosa de evacuar.<br />
Diarreia que surge repentinamente depois do pequeno almoço, que agrava no tempo húmido. Evacuação em jacto, aquosa, barulhenta com emissão de gás, de cor amarelada. Diarreia dos que vivem ou trabalham no subsolo.<br />
Fígado dorido e aumentado de volume, agravando quando o paciente se deita do lado esquerdo ou usa roupas apertadas. Icterícia com febre.<br />
Coriza crónica.<br />
Epistaxe durante as regras.<br />
Tosse forte, com expectoração espessa, filamentosa, esverdeada.<br />
Pneumonia; parte inferior do pulmão esquerdo.<br />
Tosse com dor no braço esquerdo que agrava à noite e obriga o paciente a sentar-se segurando o peito com as mãos.<br />
Dispneia. O doente sente necessidade de respirar profundamente quando o tempo está húmido ou nebulado.<br />
Asma das crianças que surge sempre que o tempo está húmido.<br />
Asma com estertores mais acentuados na base esquerda, que agrava pela mudança de tempo, pela humidade e à beira mar.<br />
Anemia que resulta da falta de exercício ao ar livre e de luz.<br />
Gonorreia. Corrimento espesso, indolor, amarelo esverdeado.<br />
Tendência às verrugas: couro cabeludo, rosto, pálpebras, peito, genitais, ao redor do ânus.<br />
Condilomas.<br />
Perturbações cutâneas periódicas. As doenças de pele reaparecem todas as Primaveras.<br />
AGRAVAÇÃO: Pela humidade; tempo húmido; humidade das casas; à beira mar; estando deitado do lado esquerdo.<br />
MELHORA: Tempo seco e quente; pela pressão; ao mudar de posição; sentando-se – tosse –.</p>
<p>050 &#8211; NITRICUM ACIDUM</p>
<p>O  paciente é extraordinariamente irritável. Não suporta o menor incómodo. Colérico e rancoroso.<br />
Ansiedade constante como resultado de cansaço mental e físico, pela morte de um amigo.<br />
Deprimido e ansioso ao fim da tarde.<br />
Desespera-se com a sua doença. Pensa sem cessar nos padecimentos passados.<br />
Todos os seus padecimentos, físicos ou mentais, melhoram andando de carro.<br />
Sensação de lasca de madeira enfiada na carne seja qual for a região afectada.<br />
Cansado da vida. Medo da morte. Depressão à noite. Desespero na cura. Não se interessa nem tem prazer em coisa alguma. Obsessão relativamente à sua doença. Ódio. Rancor. Hostil. Teimoso. Não gosta de ser consolado. Irritabilidade. Tremores. Cólera. Prostraçaão mental. Indiferença total. Tédio da vida. Agrava à noite. Sensível aos ruídos do exterior, da rua. Melhora o estado mental quando se movimenta de automóvel. Mau-humor. Não suporta o mais pequeno aborrecimento. É agressivo quando faz perguntas.<br />
Dor de cabeça como se esta fosse fortemente apertada por uma faixa.<br />
Não suporta a pressão do chapéu, que lhe causa enxaqueca.<br />
Estalos nos ouvidos quando come.<br />
Ouve mal, melhorando quando anda de comboio ou de carro.<br />
Comissuras dos lábios ulceradas, com gretas e crostas.<br />
Língua amarelada com pequenas vesículas ardentes, que doem ao menor toque.<br />
Dor intensa como se uma lasca de madeira estivesse enterrada na garganta.<br />
Desejo de comidas picantes. Fome intensa.<br />
Tem dores durante a evacuação, mesmo que de fezes moles, que persistem horas depois da consumação. Dor que dá a sensação de que o ânus está fissurado.<br />
Hemorróidas procidentes, sensíveis ao toque.<br />
Ponta do nariz vermelha e dorida.<br />
Tosse crónica, seca. Tosse que volta todos os anos no Inverno. Tosse durante o sono.<br />
Urina pouco abundante, com odor forte, de urina de cavalo.<br />
Ulcerações na glande, condilomas e vegetações, que sangram com facilidade.<br />
Hemorragias uterinas.<br />
Estalos nas articulações quando caminha.<br />
Feridas ulceradas durante longos períodos, sem cura e que sangram ao mais leve contacto. Dores picantes, como por lasca de madeira.<br />
Condilomas.<br />
Verrugas grandes, pedunculadas, húmidas, nas costas das mãos, que sangram quando as lavam e que provocam dores picantes.<br />
Suores irritantes. Suores fétidos dos pés. Suores nocturnos.<br />
AGRAVAÇÃO: Tarde; noite; depois da meia noite; pelo frio; pelas mudanças de tempo; mudanças de temperatura; pelo ruído; ao passear; quando desperta; transpirando; caminhando.<br />
MELHORA: Andando de carro.</p>
<p>051 – NUX VOMICA</p>
<p>É um medicamento importantíssimo na nossa época.<br />
Impaciente e apressado. No entanto, parece-lhe que o tempo passa muito lentamente.<br />
Tem medo de não ter recursos suficientes, da ruína.<br />
Ansiedade com irritabilidade. Irrita-se com facilidade. Não suporta ruídos, mesmo os mais leves. Não suporta odores e  por vezes, a própria música, de que normalmente gosta.<br />
Tem uma má ligação com a dor. O mais pequeno incómodo transforma-se num padecimento insustentável.<br />
Disposição suicida, mas tem medo da morte. Hipocondríaco.<br />
Custa-lhe a enfrentar a luz forte.<br />
Não tolera contrariedades. O menor tormento torna-se insuportável.<br />
Detesta ser contrariado. Vexa-se e ofende-se por tudo e por nada. Tem espirito de contradição.<br />
É violento. É um irascível que se encoleriza facilmente. Teimoso.<br />
Não tem um sono descansado, demora a adormecer depois da meia noite, adormece e acorda perto das três horas da manhã. Volta a adormecer ao crepúsculo. Sono repleto de sonhos, pouco repousante.<br />
Levanta-se cansado e ansioso. Está sempre de mau humor durante a manhã.<br />
Fica de mau humor e sonolento depois das refeições. Um breve sono descansa-o e melhora-o.<br />
Convulsões em que conserva a consciência e que agravam pela cólera, pelas emoções, contacto, e pelo movimento.<br />
Tem hábitos sedentários. Homens de negócios.<br />
Quer parecer jovem, vestindo-se de forma desportiva.<br />
Maus efeitos de esforços mentais prolongados e da falta de repouso. Todos os padecimentos melhoram pelo repouso.<br />
Quando come em excesso, dói-lhe a cabeça. Dores de cabeça com perturbações gástricas.<br />
Nevralgia supra-orbitária, matinal, intermitente, quotidiana.<br />
Cefaleia por exposição ao Sol.<br />
A língua está coberta na metade posterior por uma camada espessa, branca amarelada. A metade anterior encontra-se limpa.<br />
Tem náuseas de manhã quando ainda está na cama e depois das refeições. Náuseas depois de fumar. O paciente sente que se vomitasse melhoraria.<br />
O estômago está distendido e é sensível à pressão. Inchado, faz com que desaperte o cinto e as roupas. Sensação de peso, como se tivesse uma pedra no estômago, que agrava uma hora depois das refeições. Não pode reflectir correctamente durante as duas ou três horas que se seguem às refeições. Sonolência após jantar.<br />
Vómitos espontâneos e provocados que produzem melhoras. O próprio paciente sente que fica melhor se vomitar.<br />
Flatulência abdominal em excesso, coma muito ou pouco.<br />
Cólicas hepáticas.<br />
Prisão de ventre com necessidades urgentes, no entanto praticamente ineficazes. Expulsão de pequenas quantidades de matéria fecal. O paciente tem a impressão de que o seu intestino nunca será esvaziado de todo, que não terminou a evacuação.<br />
Alternância de diarreia e prisão de ventre em pessoas que tomaram purgantes durante longos períodos.<br />
Hemorróidas internas, com dores picantes, ardências e pruridos.<br />
Maus efeitos do café, do álcool e da comida muito condimentada. Maus efeitos de especialidades farmacêuticas.<br />
Friorento, agravando ao menor movimento. Deve estar sempre coberto nos estados febris: calafrio, calor ou suor.<br />
Espirra de manhã quando ainda está na cama.<br />
Coriza abundante que surge de modo brusco quando se levanta.<br />
Coriza com o nariz obstruído à noite, que agrava num aposento quente e melhora no contacto com o ar frio. Coriza devida ao facto de se ter sentado numa pedra fria.<br />
Maus efeitos do tabaco.<br />
Micção urgente e ineficaz. O paciente esforça-se para urinar algumas gotas, chegando mesmo a ter dores.<br />
Espermatorreia nocturna.<br />
As regras, irregulares, são adiantadas. Duram muito tempo.<br />
Dores violentas do período de gravidez que geram uma necessidade imperiosa de evacuar ou de urinar.<br />
Inflamação do útero depois do parto.<br />
Lumbago. O paciente não se consegue virar na cama, sendo obrigado a sentar-se para o fazer. Dores de costas na sequência de excessos sexuais ou masturbação.<br />
Hérnias estranguladas, em especial as umbilicais. Hérnia umbilical das crianças.<br />
Pele quente, muito especialmente no rosto.<br />
Gosta de estar coberto, agasalhado. Tem arrepios ao mais pequeno movimento.<br />
AGRAVAÇÃO: Quando desperta; de manhã; pelo tempo frio e seco; depois das refeições; quando come ou bebe muito; quando ingere especiarias, estimulantes, narcóticos; após trabalho mental; pelo contacto; ruído; cólera e emoções fortes.<br />
MELHORA: À tarde; depois de um curto sono; no tempo húmido, chuvoso; pela pressão; pelo repouso.</p>
<p>052 – OPIUM</p>
<p>Todo o padecimento a que se segue um sono profundo.<br />
O doente não se queixa, não se lamenta ou sofre, não pede nada, não tem desejos.<br />
Apoplexia. Profundo torpor com perda da consciência.<br />
Delírio loquaz. Alucinações assustadoras. Pensa que não está na sua casa.<br />
Convulsões nas crianças, por medo de estranhos, à aproximação de pessoas que não conhece ou por sustos.<br />
Grande sonolência, mas não consegue dormir. Insónia com hipersensibilidade auditiva. Sufoca ao dormir, acordando sobressaltado. Tem a sensação de que vai parar de respirar no momento em que adormecer.<br />
Tem a sensação de que a cama está muito quente, tão quente que não pode ficar deitado. Move-se constantemente em busca de um local fresco, não suportando estar coberto.<br />
Perda de reacção vital. O remédio, mesmo que bem escolhido não produz qualquer efeito.<br />
Transtornos por medo. Diarreia por medo. Esta pode durar muito tempo até desaparecer. Alucinações de diabos, fantasmas, de morte, figuras aterrorizantes, formas negras. Confusão mental. Estado beatífico. Sente-se sempre bem e diz estar bem, mesmo que esteja doente. Diz que não sofre, não tem dores, não tem sintomas a relatar, para além do sentimento de bem-estar. Delírio alegre. Ilusão de que certas partes do corpo aumentam de volume e podem rebentar. Sensível aos ruídos e a alguns odores. Nas crises agudas parece estar acometido de delirium tremens. Mentiroso.<br />
Congestão cerebral. Sente a cabeça pesada, com peso mais acentuado na região occipital, com vertigens.<br />
O rosto está vermelho, muito quente, inchado e congestionado, coberto de suores quentes. As extremidades estão frias.<br />
O maxilar inferior está caído.<br />
As pupilas estão insensíveis, demasiadamente contraídas.<br />
Os olhos congestionados e meio abertos.<br />
Secura de boca.<br />
Língua escura, paralisada.<br />
Os órgãos digestivos estão inactivos. Os intestinos estão tão inactivos que nem os purgantes mais eficazes e potentes os fazem funcionar. Volvo.<br />
Não tem nenhum desejo de evacuar. As fezes, duras,  saem e entram.<br />
Fezes involuntárias, em especial depois de medo. Fezes pretas de odor forte.<br />
O pulso é lento e cheio.<br />
Retém a urina após susto.<br />
Retenção de urina não obstante a bexiga esteja cheia.<br />
Doenças acompanhadas de paralisia completa ou parcial; na sequência de medo.<br />
Pele quente, com suores quentes.<br />
Extremidades inferiores frias.<br />
Deseja ficar descoberto.<br />
AGRAVAÇÃO: Durante o sono; depois do sono; pelo calor; pelos estimulantes, especiarias e narcóticos; pela transpiração.<br />
MELHORA: Pelo frio; caminhando constantemente.</p>
<p>053 – PETROLEUM</p>
<p>Em situações de sono ou de delírio, pensa que alguém está deitado perto de si. Levanta-se e quer sair rapidamente da cama.<br />
Na presença de febre, surgem inúmeras ilusões e alucinações.<br />
Ilusão de que alguém o persegue, que anda atrás de si.<br />
Tem a sensação ou ilusão de duplicidade: que ele mesmo é duplo, que uma das suas pernas é dupla.<br />
Discutidor. Quezilento.<br />
Desperta com mau humor.<br />
Colérico.<br />
Humilhação.<br />
A cólera e a humilhação causam-lhe dor de cabeça occipital.<br />
Irritabilidade.<br />
Nervoso.<br />
Susceptível, encolerizando-se.<br />
Ansiedade, medo do futuro. Pensa e tem medo da morte.<br />
Impressionável. Assusta-se com facilidade.<br />
Uma simples constipação fará com que pense que vai morrer.<br />
Organizado. Arrumado.<br />
Pensa intensamente que está perto da morte. Por via desse facto ultima com urgência todas as coisas para deixar tudo resolvido antes de morrer.<br />
Por vezes padece de fraco sentido de orientação espacial. Perde-se nas ruas que conhece.<br />
Vertigens quando se levanta, quando anda de automóvel, de comboio ou de barco, melhorando quando fecha os olhos e quando repousa.<br />
Cefaleia na região occipital, por vezes acompanhada de náuseas e vertigens.<br />
Audição diminuída.<br />
Dentes com tártaro. Gengivas inflamadas.<br />
Língua branca com manchas amarelas.<br />
Hálito com odor a alho.<br />
Aversão à carne, alimentos do tipo gorduroso e couves.<br />
Sede intensa de cerveja.<br />
Fome canina, em especial depois de evacuar.<br />
Náuseas ao andar de carro, comboio ou barco.<br />
Diarreia durante o dia.<br />
Diarreia de pois de ter comido couve.<br />
Hemorróidas ardentes.<br />
As narinas apresentam ulcerações e têm crostas.<br />
Epistaxe.<br />
Os órgãos genitais estão sempre húmidos. Suores.<br />
Herpes e eczema do escroto.<br />
Pele seca, rugosa, espessa, com fissuras.<br />
Erupções exsudantes.<br />
Transpiração abundante, de mau odor.<br />
AGRAVAÇÃO: Pela mudança de tempo; no Inverno; andando de carro; antes e durante uma tempestade; pelas emoções.<br />
MELHORA: Pelo repouso; no calor.</p>
<p>054 – PHOSPHORICUM ACIDUM</p>
<p>É um medicamento muitas vezes usado em pessoas que trabalham intensamente com o cérebro.<br />
O paciente Phosphoricum Acidum fica completamente indiferente na sequência de um grande desgosto ou de stress prolongado.<br />
A indiferença advém da sua incapacidade para pensar, para falar, para compreender.<br />
Fica estranhamente apático e tranquilo.<br />
Prostração nervosa, no entanto, o paciente parece bem fisicamente.<br />
Depressão.<br />
Falta de energia vital – do sistema nervoso.<br />
Memória deficiente, esquece as ocorrências do dia.<br />
O estado mental deriva ou de estudos prolongados, de preocupações ou de mágoas.<br />
Primeiro surge a fadiga cerebral, para depois surgir a física. Sente-se muito fraco de manhã.<br />
Responde com lentidão.<br />
Não gosta de falar. Deseja a solidão.<br />
Desespera em curar-se.<br />
Cefaleia violenta, com sensação de peso no alto da cabeça, que melhora pelo repouso e no silêncio.<br />
Pupilas dilatadas.<br />
Zumbidos e audição diminuída.<br />
Distensão do abdómen com flatulência.<br />
Sede com desejo de cerveja e leite frio.<br />
Diarreia esbranquiçada sem cheiro.<br />
Sensação de fraqueza no peito ao falar.<br />
Tosse seca.<br />
Urina abundante, leitosa.<br />
Onanismo viciante.<br />
Queda de cabelos.<br />
Suores abundantes à noite e de manhã.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo exercício; por excessos sexuais; por barulho; por emoções.<br />
MELHORA: Após breve sono; no calor.</p>
<p>055 &#8211; PHOSPHORUS</p>
<p>Sempre agitado. Dificilmente o encontramos tranquilo. Não consegue ficar sentado ou imóvel por um momento que seja. Inquietude indefinível, que agrava estando só.<br />
É um hipersensível às impressões externas: luz, ruído, choro, odores.<br />
Ansiedade opressiva que agrava à tarde, ao crepúsculo, à noite deitando-se do lado esquerdo, durante uma tempestade.<br />
Está cansado da vida. Tem maus pressentimentos, pressentindo a sua própria morte.<br />
Aversão ao trabalho: físico e intelectual. Fraqueza e prostração com debilidade nervosa e tremores de todo o corpo.<br />
Custa-lhe pensar, reflectir. As ideias correm lentamente no seu cérebro. Tem uma extrema dificuldade em se concentrar. Apático, não quer falar e quando lhe fazem perguntas responde lentamente.<br />
De dia está sonolento e dorme mal durante a noite. O sono é curto e os despertares constantes. Sono agitado. Está angustiado e tem palpitações quando se deita do lado esquerdo.<br />
Padece de insónia que agrava antes da meia noite.<br />
Sonhos lascivos.<br />
Deseja ser massajado, friccionado.<br />
Nos estados febris apresenta um delírio loquaz, violento e erótico. Vê vultos e figuras horríveis e acredita que o seu corpo está desfeito em pedaços.<br />
Sensações de queimadura ou ardor localizadas, especialmente em padecimentos nervosos.<br />
Vertigem quando se levanta de manhã. Vertigem por debilidade nervosa.<br />
Congestão crónica da cabeça com sensação de peso e queimadura, sintoma que agrava pelo calor, num aposento quente, lavando-se com água quente e pelo movimento e melhora por aplicações frias. O paciente quer ficar na absoluta tranquilidade com a cabeça envolta com compressas frias.<br />
Os cabelos caem em tufos.<br />
O rosto está pálido, mas tem rubor que se circunscreve a uma das bochechas.<br />
Necrose do maxilar inferior.<br />
Olhos escavados com olheiras azuladas.<br />
Manchas negras que se movem perante os olhos.<br />
Vê um halo de tom esverdeado ao redor da luz de uma lâmpada.<br />
As gengivas estão inchadas e sangram com facilidade.<br />
Hemorragia que persiste após extracção dentária.<br />
Língua seca e branca ou seca, lisa e vermelha. Língua escura no meio com margens vermelhas.<br />
Sede insaciável por água fria, que é rejeitada quando aquece no estômago.<br />
Desejo de alimentos frios.<br />
Fome excessiva mesmo depois das refeições. Necessita de comer com frequência para não se sentir fatigado. Fome à noite.<br />
Náuseas colocando as mãos em água quente.<br />
Regurgitações de bile, água ou alimentos.<br />
Vómitos após comer, de manhã e à noite. Vómitos que se seguem a operações cirúrgicas. Vómitos alimentares de sangue.<br />
Tem uma sensação de vazio no estômago, que se estende a todo o abdómen.<br />
Flatulência. Emite um gás inodoro que não o melhora.<br />
Cirrose com atrofia e icterícia.<br />
Prisão de ventre. Tem dificuldade em expelir as fezes, vê-se obrigado a fazer grandes esforços. Fezes pequenas, duras, secas, esbranquiçadas, que parecem matéria fecal de um cão.<br />
Desejo de evacuar quando o paciente se deita do lado esquerdo.<br />
Diarreia crónica. Fezes abundantes, aquosas, fétidas, esbranquiçadas.<br />
Diarreia que debilita o doente.<br />
Evacuações involuntárias. As fezes escapam-se do ânus que parece estar aberto.<br />
O nariz está inchado e dói quando se lhe toca.<br />
Batimento das asas do nariz.<br />
Secura e obstrução nasal.<br />
Epistaxe à tarde, acompanhada de suores. Epistaxe durante a evacuação. Epistaxe que substitui as regras.<br />
Rouquidão mais marcada à tarde, agravando no princípio da noite.<br />
A laringe está tão dorida que não pode falar.<br />
Tosse seca, com dor, irritativa, que estremece o corpo inteiro.  Agrava pelo ar frio, passando do quente para o frio, no princípio da noite antes da meia noite, falando, rindo, comendo, bebendo, deitado do lado esquerdo e melhora pelo sono, deitado do lado direito e por bebidas frias.<br />
Tosse com opressão e dores ardentes no peito, levando o paciente a sentar-se na cama para expectorar mucosidades viscosas, purulentas e sanguinolentas.<br />
Hemoptises.<br />
Palpitações ansiosas intensas, que agravam quando está deitado do lado esquerdo.<br />
O pulso é pequeno, fraco, rápido.<br />
Tendência a hemorragias frequentes, abundantes e que se repetem bastas vezes.<br />
Qualquer ferimento sangra muito.<br />
Libido aumentada. Excitação sexual com desejos intensos, irresistíveis. Impotência: não termina o acto sexual não obstante permaneça o desejo.<br />
Mania lasciva psíquica.<br />
Ninfomania.<br />
Regras adiantadas, de longa duração, pouco abundantes. Epistaxe que substitui as regras.<br />
Durante a gravidez não consegue beber água. A visão desta faz com que vomite e deve fechar os olhos para tomar banho.<br />
Sensação de quentura entre os dois ombros, que dá a sensação de uma onda de calor ascendente da parte inferior dos rins até à nuca.<br />
Sensibilidade à pressão das apófises espinhais de todas as vértebras dorsais.<br />
Os membros estão fracos tremendo logo que o paciente faz qualquer exercício ou esforço. Sensibilidade da tíbia por inflamação do periósteo.<br />
Formigamento dos braços e mãos que agrava ao despertar.<br />
Ao nível das mãos sente um ardor intenso.<br />
Ulcerações sangrantes quando as regras estão para aparecer. Quaisquer feridas, por mais pequenas que sejam, sangram abundantemente.<br />
AGRAVAÇÃO: Ao crepúsculo; antes da meia noite; estando deitado do lado esquerdo; deitado do lado dorido; pelas mudanças de tempo, seja do frio para o quente ou vice versa; no tempo frio; durante um temporal.<br />
MELHORA: Na obscuridade; do lado direito, desde que não seja este o lado dorido; sendo massajado; pelos alimentos frios, bebidas frias, mas só até ao momento em que estes começam a aquecer no estômago; depois de ter dormido.</p>
<p>056 – PLATINUM METALLICUM</p>
<p>Platina vê os objectos mais pequenos do que efectivamente são.<br />
Tem a sensação de ser maior do que os indivíduos que o rodeiam.<br />
É altivo, arrogante e muito orgulhoso.<br />
Não suporta a contradição.<br />
Impaciente.<br />
Irritável.<br />
Ansioso.<br />
Está angustiado e pensa que a morte está próxima.<br />
A tristeza alterna com a alegria e o entusiasmo.<br />
Ri do que é sério, de acontecimentos tristes.<br />
Gosta do que é belo. Elevado sentido estético. Odeia tudo o que é feio.<br />
Pensa por vezes no suicídio, mas tem medo da morte. Medo de enlouquecer, medo religioso.<br />
Os sintomas físicos alternam com os mentais.<br />
Quando surgem sintomas físicos desaparecem os sintomas mentais e vice-versa.<br />
Dor de cabeça periódica, que aumenta e diminui de forma gradual. Sente as têmporas apertadas, como por uma faixa.<br />
Fome voraz.<br />
Prisão de ventre. Fezes pequenas e duras, escuras, que aderem ao ânus.<br />
A prisão de ventre manifesta-se mais em viagem.<br />
Grande sensibilidade dos órgãos genitais.<br />
Prurido voluptuoso. Desejo constante.<br />
Vaginismo.<br />
Regras adiantadas e abundantes.<br />
Coágulos escuros, em especial no princípio da menstruação.<br />
Sensação de entorpecimento no cóccix quando se senta.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo toque; pela pressão; pelo repouso; estando de pé; durante a menstruação; sentado; ao inclinar-se para a frente.<br />
MELHORA: Caminhando.</p>
<p>057 – PLUMBUM METALLICUM</p>
<p>Depressão.<br />
Ansiedade. Medo de ser assassinado. Medo de ser envenenado.<br />
Pensamentos deprimentes à noite com insónia.<br />
Imaginativo.<br />
Mania religiosa.<br />
Mentiroso compulsivo.<br />
Sozinho parece normal, mas acompanhado simula doenças. Tenta mesmo enganar o médico.<br />
Timidez.<br />
Agitação.<br />
Tendência ao suicídio.<br />
Fatigado mental e fisicamente.<br />
Perda de memória: não encontra a palavra correcta para se expressar.<br />
Aversão ao trabalho.<br />
Convulsões do tipo epilépticas.<br />
Rosto pálido, por vezes acinzentado, expressão de sofrimento.<br />
A pele é gordurosa e brilhante.<br />
Pupilas contraídas.<br />
Gengivas inchadas, com margens azuladas.<br />
Língua seca, trémula.<br />
Contracção do esófago. Não consegue engolir alimentos sólidos.<br />
Cólicas intensas que melhoram pela pressão. O abdómen está endurecido. Sensação de aperto.<br />
Dores abdominais que irradiam para todo o corpo, obrigando-o a deitar.<br />
Prisão de ventre.<br />
As fezes são duras, do tipo bolas, negras, como as das cabras.<br />
Sensação de ânus retraído.<br />
Palpitações ansiosas.<br />
Dificuldade em urinar. Urina escura. Urina pouco de cada vez.<br />
Impotência.<br />
Regras atrasadas. Dismenorréia.<br />
Vaginismo.<br />
Atrofia muscular progressiva.<br />
Pele seca e de cor amarelada.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite; pelo movimento.<br />
MELHORA: Pela pressão forte; por fricções.</p>
<p>058 – PSORINUM</p>
<p>Está sempre com frio. Agasalha-se no Verão. Tem falta de calor vital,  nunca se sentindo completamente aquecido. Debilidade e fraqueza.<br />
Nervoso, agitado, sempre em movimento. Sobressalta-se facilmente.<br />
Facilmente desesperado. Não acredita no sucesso dos seus empreendimentos, pensa que tudo lhe vai correr mal. Complexo de inferioridade. Tem maus pressentimentos e muitos medos. Melancolia religiosa.<br />
Relativamente à sua doença, sente-se incapaz de vislumbrar uma luz ao fundo do túnel, já que os tratamentos não produzem efeitos benéficos mesmo que bem escolhidos. A doença parece não ter fim, tudo para ele é triste e sombrio pensando que vai morrer.<br />
É um indivíduo ansioso, triste, deprimido, que pensa na morte e chega a querer pôr fim à vida. Tem medo da morte, medo da sua salvação, medo de falhar no trabalho.<br />
Angústia que agrava durante as refeições ou por epistaxe.<br />
Insónia por pruridos. Insónia por sonhos de ladrões e outros de carácter assustador.<br />
A criança está bem durante o dia, mas agita-se, inquieta-se e grita durante a noite.<br />
Está de boa disposição física e mental no dia que precede uma qualquer manifestação mórbida.<br />
Grande sensibilidade ao ar frio ou às mudanças de tempo. Nervoso, inquieto e agitado, antes ou durante uma tempestade.<br />
Enxaqueca do tipo periódico. Retorna a cada oito, quinze ou vinte e um dias.<br />
Enxaqueca que se segue ao aparecimento de manchas escuras perante os olhos e que agrava pelas correntes de ar e melhora quando o paciente cobre a cabeça aquecendo-a ou quando come. Tem fome durante a enxaqueca.<br />
O couro cabeludo tem erupções secas com supurações de odor forte.<br />
Todas as formas de acne que agravam durante as regras, pelo café, os doces e pela carne.<br />
Fotofobia intensa com inflamação das pálpebras. Não pode abrir os olhos.<br />
Prurido nos ouvidos. Otite com corrimento de pús, de odor pútrido, de carne podre.<br />
Eczema por trás das orelhas. Crostas com corrimento fétido.<br />
Lábios secos. O lábio superior está inchado.<br />
A língua está seca, em especial na ponta.<br />
Muito mau hálito.<br />
Fome anormal. O paciente chega a levantar-se durante a noite para comer.<br />
Deglutição dolorosa que faz com que os ouvidos doam.<br />
Eructações que têm o gosto e odor a ovos podres.<br />
Diarreia brusca, urgente, aquosa, escura, de odor pútrido, que agrava da uma às quatro horas da manhã.<br />
Prisão de ventre por inactividade rectal.<br />
Febre do feno. Aparece anualmente no mesmo dia do mês.<br />
Infecções da garganta. Amigdalite aguda de repetição.<br />
Tosse crónica que surge todos os Invernos, com expectoração espessa, esverdeada, de difícil expulsão acompanhada de náuseas, que agrava ao acordar ou ao deitar. A tosse alterna com uma erupção cutânea. Sensação de feridas atrás do esterno.<br />
Asma que agrava ao ar livre, sentando-se e melhora deitado com os braços em cruz.<br />
Leucorreia abundante, espessa, de odor cadavérico.<br />
O corpo está todo dorido. Aleija-se e faz entorses com facilidade.<br />
Debilidade das costas.<br />
Fraqueza das articulações que parecem deslocadas.<br />
Pele doente, de aspecto sujo. Tendência anormal às afecções dermatológicas.<br />
O corpo tem um odor extremamente desagradável, cadavérico, mesmo depois do paciente ter tomado banho.<br />
Erupções de todos os tipos. Erupções secas que surgem no Inverno e desaparecem no Verão e que alternam com outras moléstias, como tosse ou asma.<br />
Pruridos que agravam pelo calor da cama, depois do banho e não melhoram quando o doente se coça. São tão intoleráveis e desesperantes que o paciente não consegue adormecer.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo frio; no Inverno; pelas mudanças de tempo; antes de uma tempestade; durante a tempestade; caminhando; pelo contacto.<br />
MELHORA: Pelo calor; no Verão; comendo; estando deitado.</p>
<p>059 – PULSATILLA</p>
<p>A resignação é um sintoma muito próprio de Pulsatilla, tal como o facto de gostar de ser consolado. É uma pessoa agradável, gentil e reservada. Silenciosa, doce e suave, com falta de confiança em si. Tem uma grande afeição pela família e pelos amigos.<br />
É desconfiado e tem aversão pelo sexo oposto, com medo da actividade sexual, e isto, independentemente de poder ter desejo.<br />
Tem medo da morte. Pressentimentos nefastos. Ciúme.<br />
Em Pulsatilla é tudo mudável. Há uma marcada variabilidade de humor. Ri e chora alternadamente.<br />
É tímido e muito emotivo. Uma palavra ou expressão que detenha dureza, magoa-o profundamente. Chora por tudo e por nada, mas depressa o conseguimos consolar. Não consegue praticamente falar dos seus padecimentos sem chorar.<br />
Chora durante e depois das regras.<br />
Não consegue dormir durante a tarde. Insónia antes da meia noite. Tem uma imensa dificuldade em acordar de manhã.<br />
Sonha com gatos.<br />
Tem aversão ao calor, desejando ar frio.<br />
Este medicamento é normalmente indicado para a mulher, mas nada obsta, antes se impõe, que pela similitude seja ministrado a homens.<br />
Os sintomas mudam sem cessar e são aparentemente contraditórios. Nada se parece repetir em Pulsatilla. Está bem num momento, para logo depois ficar doente.<br />
Padecimentos que surgiram na puberdade. Quando a paciente diz que a partir daí nunca mais passou bem.<br />
Vertigem com náuseas quando desperta, o que o obriga a deitar-se de novo.<br />
Dores erráticas, que se deslocam de um lado para outro. Surgem repentinamente e desaparecem de forma gradual, geralmente seguidas de calafrios. Quanto maior a dor, mais intenso o calafrio.<br />
Na febre, tem arrepios e calor sem sede. Arrepios num aposento aquecido.<br />
Dores de cabeça por cima dos olhos.<br />
Tendência aos treçolhos.<br />
Otite externa. Otite das crianças.<br />
Boca seca, mas sem sede. A ausência de sede acompanha praticamente todos os padecimentos.<br />
Mau hálito.<br />
O lábio inferior está rachado ao meio.<br />
Deseja alimentos e bebidas frias.<br />
Eructações com gosto a alimentos que ingeriu.<br />
A ingestão de alimentos com gordura, carne de porco e doces de pastelaria provocam-lhe perturbações gástricas.<br />
Dores e peso no estômago cerca de uma hora depois de ter comido. Distensão abdominal que obriga o paciente a desapertar o cinto e as roupas.<br />
Diarreia à noite, aquosa, amarelo esverdeada, depois do paciente ter comido frutos, gelados ou bebidas frias. Diarreia variável; as evacuações nunca são semelhantes.<br />
Diarreia durante e depois das regras.<br />
Fezes cuja aparência difere em consistência e cor.<br />
Coriza com perda do paladar e do olfacto. Arrepios.<br />
Tosse seca de tarde e à noite, quando o doente está deitado, que melhora quando o paciente se senta.<br />
Tosse seca com mucosidades espessas e amarelas.</p>
<p>Palpitações quando deitado do lado direito. Ansiedade e dispneia.<br />
Tem desejos constantes de urinar, especialmente quando deitado.<br />
Incontinência durante a noite.<br />
Regras atrasadas, curtas, pouco abundantes, de sangue escuro.<br />
Leucorreia intermitente. Pára um dia para reaparecer no outro.<br />
Corrimento que se acentua de dia, terminando em geral à noite.<br />
Leucorreia espessa, que parece leite e agrava quando a doente está deitada.<br />
Dores nos membros, de manhã, deitado. O paciente estica-se como forma de aliviar o padecimento.<br />
Reumatismo errático.<br />
Mãos vermelhas, congestionadas.<br />
Varicosidades aparentes.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo repouso; no início de um movimento; pelo calor; pelas aplicações quentes; num aposento quente; quando um temporal se aproxima; pressão atmosférica baixa; deitado sobre o lado esquerdo; deitado sobre o lado dorido; pelos alimentos gordurosos e indigestos.<br />
MELHORA: Ao ar livre; pelo movimento; pelas aplicações frias.</p>
<p>060 – RHUS TOXICODENDRON</p>
<p>Imerso em tristeza, ansioso, chora sem saber porquê.<br />
Tem aversão a ficar em casa. Andar ao ar livre melhora consideravelmente o seu estado.<br />
É um agitado. Agita-se dia e noite, mudando de posição e de lugar de modo a aliviar as dores que o atormentam. Não pode ficar muito tempo na mesma posição.<br />
Apreensivo à noite. Tem medo de morrer envenenado. Não consegue ficar na cama.<br />
Tem um sono pouco reparador. Sonha com grandes exercícios, com grandes esforços físicos, que executa duramente o seu trabalho de todos os dias.<br />
Acorda encurvado.<br />
Agitado. Não consegue permanecer na cama. Irritabilidade. Inquietude. Agitação durante o dia e à noite. Cansado da vida. Ideias suicidárias sem coragem de realização. Chora sem motivo. Fadiga. Esgotamento psíquico. Andar ao ar livre melhora-o. Medo da morte. Medo de ter uma doença grave ou incurável. Angústia. Memória deficiente.<br />
Tem vertigens quando está de pé ou caminha.<br />
Dores que melhoram pelo movimento e agravam pelo repouso.<br />
Sente a cabeça pesada. Tem a impressão de estar embrutecido.<br />
Rosto vermelho e inchado.<br />
As pálpebras aglutinam-se, fecham-se, estão rígidas, paralisadas.<br />
Herpes do lábio inferior e ao redor da boca.<br />
Língua seca, dorida, coberta por uma camada esbranquiçada ou escura, com um triângulo vermelho na ponta e marcada dos dentes.<br />
Garganta seca. Sede.<br />
Inflamação das parótidas e das glândulas submaxilares.<br />
Tem um gosto amargo na boca.<br />
Deseja leite frio.<br />
Diarreia aquosa, cor de tijolo.<br />
Grande sensibilidade ao ar.<br />
Tosse seca, durante um arrepio ou ao tirar as mãos para fora da roupa da cama.<br />
Gripe com inflamação da garganta.<br />
O escroto e a vulva estão inchados, avermelhados. Prurido dos genitais.<br />
Reumatismo, torcicolo, lumbago.<br />
Sensação de quebra na região lombossacra, com rigidez intensa, que agrava estando sentado e melhora pelo movimento contínuo.<br />
Rigidez dolorosa dos membros, que agrava de manhã. Os primeiros movimentos aumentam a dor, mas a continuidade melhora; é como se o paciente se desenferrujasse.<br />
Dores dilacerantes nos tendões que agravam pelo frio húmido.<br />
A pele fica dorida no contacto com o ar frio.<br />
Pele vermelha com erupções vesiculosas ardentes e pruriginosas. Eritema.</p>
<p>AGRAVAÇÃO: Pelo tempo frio, húmido e chuvoso; depois de se ter molhado, em especial quando está suado; à noite, em especial por volta da meia noite; pelo repouso; estando deitado sobre o lado dorido.<br />
MELHORA: No tempo quente e seco; pelo movimento, continuando a mover-se; mudando de posição; deitado numa esteira ou cama dura, no chão; pela massagem e fricção; por aplicações quentes.</p>
<p>061 – SEPIA</p>
<p>Está triste. Abatimento. Ansiedade. Chora com facilidade.<br />
Introvertido, deseja estar só.<br />
Irrita-se consigo e com os outros.<br />
Indiferente e apático, desinteressou-se por tudo: os estudos, os negócios, o seu trabalho, a família. Não deseja nada, nada o interessa ou diverte. Não quer fazer nada, distrair-se, trabalhar, pensar.<br />
Fica angustiado logo que a noite chega.<br />
Baforadas de calor e vertigem de manhã quando se levanta.<br />
Cefaleia com dor pressiva e lancinante no olho esquerdo.<br />
Enxaqueca terrível, na forma de choques, durante o período menstrual.<br />
Grande queda de cabelos em consequência de enxaqueca crónica.<br />
Dor sob o olho direito como se tivesse sido provocada por areia.<br />
Olheiras escuras.<br />
Lacrimejamento que ocorre de manhã e à noite.<br />
As pálpebras superiores estão pesadas e caem.<br />
A língua é branca e tem aftas. No período das regras fica limpa, tornando-se suja logo após.<br />
Aversão ao leite.<br />
Quando acorda de manhã sente náuseas.<br />
Se pensa nos alimentos que gosta e deseja, sente imediatamente um vazio no estômago, que não é aliviado pelo comer.<br />
Após cada evacuação, sente um vazio.<br />
Dor hepática quando se deita do lado direito.<br />
Diarreia das crianças devida ao leite fervido.<br />
Prisão de ventre da gravidez.<br />
Tem a sensação de bola que pesa no recto.<br />
Dor aguda no ânus em período de prisão de ventre.<br />
Mancha amarelada dos dois lados do nariz.<br />
Aversão aos odores.<br />
Tosse seca, irritante, que cansa o paciente, que agrava antes da meia noite, não permitindo o sono.<br />
Opressão de manhã e à noite, que agrava quando anda ou sobe escadas.<br />
Incontinência de urina na primeira parte da noite.<br />
Urina turva, fétida, com areia vermelha e aderência.<br />
Regras atrasadas e de curta duração.<br />
Sensação intensa de pressão na parte baixa, como se tudo quisesse sair pela vulva. A paciente cruza as pernas para que tal não aconteça e para diminuir essa sensação.<br />
Leucorreia amarela, ácida, que aparece antes das regras, depois de cada micção com escoriação entre as coxas.<br />
Dor na região lombossacra com sensação de fadiga e fraqueza, que agrava à tarde e quando caminha.<br />
Sensação de frio entre os ombros.<br />
Os pés estão frios na cama.<br />
Pruridos nas dobras dos cotovelos.<br />
Herpes circinado.<br />
Manchas amarelas ou escuras nas costas, ombros e ventre.<br />
AGRAVAÇÃO: Antes do meio dia; à noite; pelo ar frio; vento de Leste; antes de um temporal; lavando-se; pelos excessos sexuais.<br />
MELHORA: Pelo exercício; caminhando depressa; pela pressão; pelo calor; estirando-se.</p>
<p>062 – SILICEA</p>
<p>Tem falta de reacção física como consequência de doença. Perdeu toda a energia mental. Totalmente desanimado.<br />
Tímido. Teimosia por timidez. Tem medo de não fazer as coisas correctamente, por isso não empreende nada.<br />
Está mentalmente esgotado. Não pode falar, ler e escrever sem que se sinta extremamente cansado. Custa-lhe pensar. Grande debilidade e fraqueza, sentindo necessidade de se deitar. Tem necessidade de se excitar para trabalhar ou fazer qualquer outra coisa. No entanto, é inteligente e capaz de um esforço anormal, mesmo se esgotado.<br />
Complexo de inferioridade.<br />
Irritabilidade. Mau humor. É um agitado e inquieto. Tem sobressaltos ao menor ruído. Hipersensibilidade aos ruídos surdos.<br />
Não tem confiança em si mesmo. Desanima ao menor insucesso.<br />
Durante a noite levanta-se dormindo, caminha e volta a deitar-se.<br />
Há um marcado emagrecimento. Resfria-se constantemente.<br />
Desejo de ser magnetizado, massajado.<br />
A mulher Silicea é resignada – como Pulsatilla –, suave, doce, e chorosa. Apresenta também timidez. Não gosta de ver pessoas, preferindo a solidão.<br />
Ideias fixas de alfinetes: tem medo deles, procura-os, conta-os.<br />
As crianças são magras e raquíticas, com as fontanelas abertas. Têm um aspecto envelhecido. São ansiosas, tímidas e medrosas. Não gostam que lhes falem, que se aproximem. Choram por tudo e por nada e demoram para aprender a andar.<br />
Cefaleia crónica com dor que começa na nuca e irradia à região occipital e vértice, para se fixar em seguida num dos olhos, especialmente o direito, fazendo com que o paciente permaneça de olhos fechados. Agrava pela luminosidade, pelas correntes de ar, ruídos, movimento, estudo ou leitura, e melhora apertando a cabeça com força, envolvendo-a com um pano quente ou pela micção abundante.<br />
Perturbações da visão, principalmente depois de cefaleia.<br />
Inflamação do canal lacrimal.<br />
Sensação de cabelo na parte anterior da língua.<br />
Anginas repetidas que supuram. Dor picante, como produzida por uma agulha na amígdala, em especial a do lado esquerdo. Dores no pescoço e adenopatia cervical.<br />
Inflamação das glândulas submaxilares.<br />
Aversão pelos alimentos quentes. Deseja alimentos frios, gelados.<br />
Sede bastante intensa. Intolerância às bebidas alcoólicas.<br />
O abdómen está tenso e duro.<br />
Diarreias de odor fétido nas crianças depois de vacinadas.<br />
Prisão de ventre que agrava antes e depois das regras.<br />
Evacuações fruto de desejos constantes e sem eficácia. Recto inactivo. As fezes são duras, difíceis de expelir, saem e voltam a entrar no recto.<br />
Hemorróidas dolorosas, procidentes durante a evacuação.<br />
Fístula anal que alterna com padecimentos ao nível pulmonar.<br />
Tem uma sensibilidade extrema ao frio.<br />
Coriza crónica com perda do gosto e olfacto.<br />
Tosse violenta que agrava deitado. Expectoração mucopurulenta, espessa, amarelada, fétida.<br />
Incontinência nocturna de urina em crianças parasitadas por vermes intestinais.<br />
Regras que podem ser adiantadas ou atrasadas, sempre abundantes, com sensação de frio gelado no corpo todo.<br />
Prisão de ventre, antes e após as regras.<br />
Dores que surgem na sequência de uma corrente de ar.<br />
Reumatismo crónico que agrava pelo frio e na Lua nova.<br />
Dores no cóccix quando se levanta ou depois de ter feito uma longa viagem de automóvel.<br />
Os membros tremem e estão fracos.<br />
Os pés estão frios e húmidos.<br />
Dores na planta dos pés.<br />
Suores fétidos, abundantes e escoriantes nos pés.<br />
Sensação de espinho enterrado na ponta dos dedos. Sensação de supuração.<br />
As unhas estão deformadas, amarelas, quebradiças, com manchas esbranquiçadas.</p>
<p>Pele pálida, cerosa, com aspecto doentio.<br />
Um qualquer ferimento supura.<br />
Está sempre cheio de frio, mesmo que faça exercício físico.<br />
Pés e mãos frios. Úlceras crónicas das pernas.<br />
Suores abundantes na cabeça e pés. Suores nocturnos.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo frio; no Inverno; ao ar livre; descobrindo-se, sobretudo a cabeça; deitando-se; durante as regras; na Lua nova; pela manhã.<br />
MELHORA: Pelo calor; cobrindo-se, agasalhando-se com roupas quentes; no Verão.</p>
<p>063 – STAPHYSAGRIA</p>
<p>É um indivíduo muito susceptível, que se ofende e indigna por tudo e por nada. Qualquer palavra ou acto de significado ambíguo, ofendem-no. Indigna-se com o que os outros fazem e com o que ele mesmo faz.<br />
Acorda mal disposto. Sente-se fraco, como se tivesse executado um trabalho extremamente duro e cansativo.<br />
A criança grita para conseguir o fruto dos seus desejos, mas rejeita-o imediatamente logo que o consegue. Mau humor infantil.<br />
Deprimido e desencorajado.<br />
Padece de transtornos por via do onanismo e excessos sexuais: apatia, indiferença, hipocondria, memória fraca.<br />
Padecimentos relacionados com o orgulho, a inveja, ciúme, mágoa e outros estados negativos. Recalca os insultos e a indignação, ficando doente, com tremores, esgotado.<br />
Está sempre preocupado com o seu estado de saúde.<br />
Tem ideias sexuais obsessivas. Pensa constantemente nos prazeres sexuais.<br />
Desejo intenso de fumar.<br />
Sonolência diurna.<br />
Face pálida com olhos encovados.<br />
Olheiras.<br />
Terçolhos ao nível das pálpebras ou das pálpebras superiores. Terçolhos de repetição.<br />
Dores de dentes cariados.<br />
Os dentes estão cariados nos bordos. Vão ficando negros e caem aos bocados.<br />
Fome intensa, mesmo com o estômago cheio.<br />
Sensação de que o estômago está descaído, o que agrava depois da ingestão de qualquer quantidade de alimentos, em especial depois de ter comido carne. Agrava fumando.<br />
Cólicas com flatulência que surgem após acesso de cólera, raiva, ou depois da ingestão de bebidas frias.<br />
Dor ardente na uretra. Quando urina a dor termina.<br />
Sensação de que uma gota de urina escorre continuamente no canal uretral.<br />
Necessidade urgente de urinar, praticamente todas as horas, nas recém casadas. A mesma necessidade após prática de acto sexual ou trabalho extenuante.<br />
Onanismo excessivo, viciante.<br />
Obsessões sexuais.<br />
As partes genitais são extremamente sensíveis. A vulva chega a não poder suportar um penso higiénico.<br />
Tem falta de ar quando o acto sexual termina.<br />
Lumbago que agrava de manhã ao acordar, à noite, após acto sexual ou excessos sexuais.<br />
Nódulos artríticos articulares, sobretudo ao nível dos dedos.<br />
Eczema com crostas espessas e exsudação irritante.<br />
Verrugas pedunculadas, do tipo couve flor.<br />
Pruridos intensos que são acalmados pelo coçar, mas se deslocam imediatamente para outro lugar.<br />
AGRAVAÇÃO: Pela raiva; cólera; vexame; indignação; pelo desgosto ou mágoa; pelo onanismo; excessos sexuais; fumo do tabaco; ao menor contacto das regiões afectadas.<br />
MELHORA: Pelo calor; repouso à noite, excepcionando-se o lumbago; depois de ter comido.</p>
<p>064 – SULFUR</p>
<p>Em Sulfur, os padecimentos estão constantemente a reaparecer. Há uma marcada tendência à cronicidade.<br />
Não é propriamente limpo. Tem uma aparência suja. É um indivíduo desorganizado, orgulhoso, egoísta e ingrato.<br />
Apresenta características hipocondríacas com especial incidência durante o dia. Este temor das doenças melhora durante a noite.<br />
É impaciente, gosta de contendas, de discutir, contraditório. Facilmente irritável, apresentando por vezes sinais de extrema violência. Tem cólera a que se segue um arrependimento imediato.<br />
Agitado, sempre atarefado, mas é um preguiçoso, vestindo-se mal, não cuidando do seu aspecto, da sua roupa.<br />
Imaginativo, com ilusões fantásticas: os trapos parecem-lhe belos tecidos.<br />
Sonhador imaginativo, filósofo maltrapilho e melancólico, de grandes concepções. Pensa ser detentor de grandiosas e brilhantes ideias.<br />
Em regra, está satisfeito, quer com a sua própria mediocridade quer com o mundo que o circunda, do qual não consegue ter uma visão clara. Por isso não é um lutador, conformou-se.<br />
De manhã está muito fatigado. Custa-lhe ficar em pé. É a posição que mais lhe custa a suportar. Nos momentos de crise tudo o incomoda: o trabalho, as conversas.<br />
Memória deficiente, não conseguindo lembrar-se dos nomes próprios quando fala ou escreve.<br />
Tem uma língua viperina.<br />
Tem um sono leve. Tudo o desperta, o menor ruído, e tem dificuldade em adormecer de novo. Para dormir precisa de encontrar um lugar fresco, os pés ardem e tem de os tirar fora da cama.<br />
A primeira evacuação do dia dá-lhe uma grande satisfação, melhorando-o.<br />
Tem necessidade de ar fresco, mas simultaneamente tem aversão a lavar-se. Agrava sempre depois do banho.<br />
Este quadro respeita essencialmente ao Sulfur magro. O Sulfur gordo, apresenta as seguintes peculiaridades:<br />
É combativo, racional, empreendedor, audacioso, optimista – optimismo que se sobrepõe à melancolia – , não sendo tão sujo como aquele. Tem ansiedade por antecipação relativamente aos outros, o que contraria o egoísmo de Sulfur magro.<br />
É friorento.<br />
De qualquer modo, tanto um quanto outro têm em regra um aspecto negligente.<br />
Vertigem de manhã, ao ar livre, quando se baixa.<br />
Tem dores ardentes. Em Sulfur tudo arde, a pele, secreções e excreções.<br />
A cabeça está quente e os pés frios.<br />
Calor constante com pressão dolorosa e pulsações no alto da cabeça, que agrava de manhã.<br />
Olhos congestionados, avermelhados, ardentes e com pruridos.<br />
As bordas das pálpebras estão vermelhas e aglutinadas, agravando de manhã. Pruriginosas, agravando à noite.<br />
Lacrimejamento que agrava pela manhã.<br />
Cansaço ocular com ardências quando lê.<br />
Orelhas vermelhas e ardentes.<br />
Lábios secos, de um vermelho vivo.<br />
A língua está seca, trémula, esbranquiçada no centro, com bordas e ponta vermelhas.<br />
Bebe bastante. Alcoolismo crónico; promete nunca mais tocar em bebidas alcoólicas, mas tem recaídas constantes.<br />
Come pouco.<br />
Deseja doces e alimentos açucarados. Tem aversão ao leite.<br />
Sensação súbita de fraqueza às onze horas da manhã, com fome violenta, que melhora quando o paciente ingere alimentos.<br />
Abdómen dorido, pesado, quente, sensível, com barulho de água.<br />
Prisão de ventre. Tem necessidades urgentes, mas ineficazes por via da dor que as tentativas de evacuação causam.<br />
Diarreia imperiosa por volta das cinco horas da manhã, obrigando-o a sair rapidamente da cama.<br />
Ânus vermelho e com escoriações.<br />
Hemorróidas com sensação de picada, ferimento e pruridos.<br />
Inflamação das asas do nariz que estão vermelhas e secas, com crostas que sangram facilmente.<br />
Percepciona odores imaginários: enxofre, sabão, fezes.<br />
Opressão frequente, obrigando-o a procurar o ar livre, a abrir as janelas.<br />
Sensação ansiosa de peso no peito. Sensação de fadiga quando fala. Precisa de inspirar profundamente.<br />
Dores agudas do lado esquerdo, que se irradiam às costas e agravam quando deitado de costas, pela respiração profunda e pelo movimento.<br />
Sente ardências ao nível da omoplata esquerda.<br />
Palpitações que agravam durante a noite.<br />
Dores sob o mamilo esquerdo, que irradiam para as costas.<br />
Relaxamento do escroto. Os testículos estão pendentes.<br />
Regras atrasadas, abundantes, que param subitamente ao terceiro dia. O sangue é espesso, negro.<br />
Leucorreia abundante, amarelada, irritante.<br />
Pruridos na vulva.<br />
Dor lombossacra com impressão de curvatura. Custa-lhe a levantar-se sem que sustente os rins com as mãos.<br />
Dor no cóccix.<br />
Os membros estremecem quando está para adormecer.<br />
Sente os pés a arder na cama. Tem de os descobrir, de os tirar do leito.<br />
Pele seca, doentia, com erupções escamosas e pruriginosas. Os pruridos agravam com o calor e com o banho.<br />
Qualquer ferida tem tendência a supurar.<br />
Pontos negros e cravos na testa, nariz e queixo. Acne na testa e nas costas.<br />
Alternância de erupções com outros padecimentos, nomeadamente, eczema que alterna com asma.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo repouso; ficando em pé; de manhã às onze horas; à noite pelo calor da cama; lavando-se; tomando estimulantes; pelas mudanças de tempo.<br />
MELHORA: No tempo seco e quente; deitado do lado direito.</p>
<p>065 – SYPHILINUM</p>
<p>Tem uma memória fraca. Não se lembra do nome das pessoas, das terras, das ruas de cidades conhecidas, dos livros que leu.<br />
Muita dificuldade ou quase impossibilidade de se concentrar.<br />
A matemática não é o seu forte. Por muito que estude pouco ou nada aprende.<br />
O seu humor é cambiante. Ou está muito nervoso, desesperado, com tremores ou completamente indiferente e apático.<br />
Tem medo da noite por causa do esgotamento físico e mental que sente ao acordar. Por vezes a morte parece-lhe um remédio.<br />
Medo de tudo.<br />
Tem a sensação de que vai ficar louco. A sensação de que vai ficar paralítico.<br />
De manhã quando desperta está física e mentalmente esgotado.<br />
Está constantemente a lavar as mãos.<br />
Insónia por dor que se estende de um olho ao outro e que melhora gradualmente depois da meia noite.<br />
As dores de Syphilinum aparecem no essencial ao anoitecer, quando o Sol se põe, desaparecendo quando se levanta. Aparecem e desaparecem de forma gradual e na sua constância o paciente muda de posição frequentemente.<br />
Dores ósseas ou nervosas lineares, profundas, seguindo um trajecto exacto.<br />
Todos os sintomas pioram à noite.<br />
Dor occipital lancinante.<br />
Dores intensas nos olhos que agravam durante a noite.<br />
Dor que se estende de um olho ao outro, que começa pelas dezasseis horas e agrava pelas vinte e duas ou vinte e três horas e melhora progressivamente após a meia noite.<br />
Salivação em excesso. Enquanto dorme, a saliva escorre-lhe dos cantos dos lábios.<br />
Grande desejo de álcool. Tendência hereditária ao alcoolismo.<br />
Emagrecimento do corpo todo.<br />
Asma no Verão.<br />
Leucorreia abundante, ácida, amarelada, que escorre pelas coxas da paciente.<br />
O esterno, a coluna vertebral e a tíbia doem quando percutidos.<br />
Dores reumáticas erráticas.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite; no tempo quente e húmido; por temporais à beira mar; no Inverno; pelo movimento; pelo toque; levantando os braços lateralmente; do crepúsculo à aurora.<br />
MELHORA: Tomando um banho frio; na montanha; passeando.</p>
<p>066 &#8211; THUYA</p>
<p>Tristeza. Tem um raciocínio algo lento.<br />
Mau humor. Indeciso.<br />
Hipersensibilidade emocional. Chora quando ouve música. É muito impressionável. No entanto, não gosta de ser tocado.<br />
É muito meticuloso: não descansa enquanto não esgota os assuntos. Quando tenta ser perfeito em excesso, duvida patologicamente dos seus actos, voltando a casa para verificar se fechou o gás ou rever o que acabou de fazer.<br />
Angústia com medo de estar doente, de enlouquecer. Olha-se constantemente ao espelho para verificar o mau aspecto, ou aspecto doentio que pensa ter. A angústia agrava por volta das quatro horas da manhã.<br />
Tem ideias fixas e obcecantes. Acredita que uma pessoa desconhecida está ao seu lado ou perto de si. Que é perseguido na rua. Que alguém caminha ao seu lado. Tem a sensação de que o seu corpo é muito frágil, de vidro, podendo quebrar-se ao mais ligeiro toque, por isso não quer que ninguém se aproxime. Pode ser que não sinta todo o seu corpo de vidro, mas apenas uma parte – será que os menos jovens se lembram do célebre episódio do também famoso Psiquiatra de Coimbra, Dr. Elísio de Moura, que operou uma senhora que tinha um rabo de vidro? –.  Sente um animal a mexer-se no seu ventre. Acredita estar grávida sem que isso aconteça.<br />
Pensa estar sobre a influência de um poder superior. Chega a pensar que o seu corpo e a sua alma estão separados.<br />
O seu sono é agitado, perturbado por sonhos incómodos. Acorda por volta das quatro horas da manhã.<br />
Quando vai à casa de banho transporta o seu lenço ou utiliza o próprio papel higiénico para se assoar, porquanto a cada evacuação a secreção nasal escorre com alguma intensidade.<br />
Tem vertigens quando fecha os olhos.<br />
Dor de cabeça muito forte, com a sensação de que um prego lhe está a ser enterrado na fronte, que agrava pelo calor, excessos sexuais e melhora quando passeia ao ar livre.<br />
Dor de cabeça devida à ingestão de chá.<br />
Nevralgias faciais. Acne da face.<br />
Queda de cabelo, que é seco.<br />
Oftalmia neonatal.<br />
As pálpebras estão aglutinadas à noite.<br />
Treçolhos.<br />
Otite crónica. Corrimento purulento como de carne podre.<br />
Cáries dentárias localizadas entre a raiz e a coroa. Raízes cariadas.<br />
Odontalgia dos bebedores de chá.<br />
A ponta da língua está dorida.<br />
O abdómen está distendido. Sensação de ter alguma coisa viva e em movimento no ventre, que aumenta de volume aqui e ali, como se um braço de um feto se movimentasse.<br />
Tem necessidades frequentes de evacuar.<br />
Prisão de ventre em que violentas dores rectais obrigam o paciente a desistir dos seus esforços de evacuação.<br />
As fezes são parcialmente expulsas e voltam a entrar no recto.<br />
Diarreia que surge de manhã cedo com muitos gases expulsos.<br />
Ânus fissurado, doloroso ao toque, envolvido por verrugas lisas ou condilomas.<br />
Hemorróidas cuja dor agrava quando está sentado.<br />
Varicosidades nas asas do nariz.<br />
Ulceração da mucosa nasal. A ulceração está coberta por uma crosta e dói quando se lhe toca.<br />
Corrimento nasal crónico, mucopurulento, esverdeado.<br />
Sinusite frontal com dor na raiz do nariz.<br />
Asma nas crianças.<br />
Necessidades frequentes de urinar.<br />
Dor cortante no fim e após micção. Depois de ter urinado, fica a sensação de que a urina se escoa gota a gota na uretra.<br />
Corrimento uretral crónico, pegajoso e amarelado.<br />
Excrescências de cor vermelha ao nível da face interna do prepúcio.<br />
Dores intensas, picantes, no ovário esquerdo e na região inguinal esquerda.<br />
Leucorreia abundante, espessa, esverdeada, irritante.<br />
Sensibilidade extrema da vagina, impedindo o acto sexual.<br />
Os membros estão fracos e com tremores. Tem a sensação de que os membros são frágeis e podem quebrar.<br />
A pele é suja, gordurosa, com manchas escuras por toda a parte. Erupções nas partes cobertas do corpo, que ardem depois de coçadas.<br />
Suores de odor adocicado.<br />
Suores abundantes do escroto e períneo.<br />
Verrugas ardentes e pruriginosas.<br />
Vegetações do tipo couve flor nas regiões genitais e à volta do ânus.<br />
As unhas estão deformadas e partem com facilidade.<br />
AGRAVAÇÃO: À noite; pelo calor da cama; depois das três horas da manhã e das quinze horas; pelo frio; pela humidade; depois do almoço; pelo café; pelas vacinações; narcóticos.<br />
MELHORA: Esticando os membros.</p>
<p>067 – TUBERCULINUM</p>
<p>Está extremamente fraco. Deseja constantemente mudar de lugar, não se sentindo bem em parte alguma. É o “Imperador” do movimento.<br />
Deprimido, desencorajado, atormentado, taciturno.<br />
Irritado quando acorda.<br />
Passa a vida a queixar-se.<br />
Sobressaltos quando adormece.<br />
As dores são erráticas. Os sintomas também. Ora é atingido um órgão, ora outro. Os padecimentos começam e terminam bruscamente.<br />
Dor de cabeça dos estudantes que agrava pelo trabalho mental.<br />
Ulcerações da córnea.<br />
Terçolhos de repetição, em especial na pálpebra superior do olho direito. Doem bastante e segregam pus esverdeado.<br />
Mau hálito.<br />
Desejo de leite frio.<br />
Intumescimento crónico das amígdalas.<br />
Emagrece não obstante coma bem.<br />
Diarreia imperiosa pelas cinco horas da manhã. Evacuações aquosas, fétidas, escuras, expulsas em jacto.<br />
O paciente tem uma grande sensibilidade ao frio. Basta-lhe inspirar ar frio para se constipar.<br />
Corizas de repetição com espirros, dores de dentes e ouvidos.<br />
Rouquidão.<br />
Tosse irritante, em especial à noite, com dores que irradiam aos braços.<br />
Precisa de respirar ar fresco.<br />
Pneumonia. Broncopneumonia infantil.<br />
Palpitações de manhãzinha.<br />
Tem dificuldade em urinar, devendo fazer um esforço durante a evacuação para o conseguir. A urina sai turva, cheirando a feijões cozidos. Cistite crónica.<br />
Regras muito adiantadas, abundantes, longas, a cada vinte dias.<br />
Dores nas vértebras lombares que se irradiam às pernas e agravam pela pressão.<br />
Tem a sensação de que as roupas estão húmidas nas costas.<br />
Pequenos pontos bronzeados na pele.<br />
Transpira facilmente.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo exercício; de manhã; ao cair da noite; na cama no princípio do sono; às três horas da manhã – suores e diarreia – ; no tempo húmido e frio; num quarto fechado.<br />
MELHORA: Ao ar livre; pelo repouso.</p>
<p>068 – VERATRUM ALBUM</p>
<p>Atormenta-se e queixa-se sem motivos plausíveis.<br />
Fala muito pouco.<br />
Delírio. Geme e grita.<br />
Imagina que é muito infeliz.<br />
Mania sexual. Mania religiosa.<br />
Diz obscenidades e quer beijar toda a gente.<br />
Prostração.<br />
Tem a sensação de ter o corpo gelado.<br />
Rosto pálido, frio e azulado.<br />
Expressão ansiosa.<br />
Suores frios escorrem na testa.<br />
Sede de pequenas quantidades de água fria.<br />
Vómitos com diarreia e prostração.<br />
Prostração durante a evacuação.<br />
Tosse com acessos contínuos.<br />
Dismenorreia com frio, vómitos, diarreia, suores frios e prostração.<br />
Pele pálida e fria, quase gelada.<br />
Suores frios em todo o corpo.<br />
AGRAVAÇÃO: No tempo frio e húmido; à noite; antes e durante a menstruação; durante a evacuação; depois de um medo.<br />
MELHORA: No calor; ao caminhar.</p>
<p>069 – ZINCUM METALLICUM</p>
<p>Esgotamento mental depois de longos estudos ou intoxicação.<br />
Nervosismo pelos mesmos motivos.<br />
Tem dificuldade em compreender. Custa-lhe a responder.<br />
Memória débil.<br />
Dificuldade em ordenar os seus pensamentos.<br />
Agita constantemente os pés, mesmo quando está a dormir.<br />
Sono bastante agitado. Sobressaltos.<br />
Face pálida.<br />
Olhos encovados, inexpressivos.<br />
Sensibilidade ao barulho. Qualquer ruído, por pequeno que seja, sobressalta-o.<br />
Dor de cabeça que agrava depois de bebidas alcoólicas.<br />
Dor occipital com sensação de peso na raiz do nariz.<br />
Inflamação nos olhos durante a menstruação.<br />
Sensação de grão de areia debaixo das pálpebras.<br />
Não aguenta o vinho. Provoca-lhe náuseas e dores de cabeça.<br />
Fome voraz às 11 horas da manhã.<br />
Abdómen distendido. Fígado aumentado de volume, duro e dorido.<br />
Prisão de ventre com fezes pequenas e duras.<br />
Obstrução do nariz com sensação de pressão na raiz.<br />
Retém a urina por motivos nervosos. Só consegue urinar sentado.<br />
Tendência à masturbação.<br />
Durante as regras desaparecem todos os sintomas nervosos e genitais, mas aparece a tosse.<br />
Dor no ovário esquerdo.<br />
Dores profundas e ardentes nas costas.<br />
Dores do tipo queimante na tíbia.<br />
AGRAVAÇÃO: Pelo exercício, quer mental quer físico; pelo tacto; pela pressão; pelo barulho; quando bebe vinho; das 11 horas ao meio-dia; depois de jantar; durante a menstruação.<br />
MELHORA: Durante a menstruação – no que toca às perturbações nervosas ou genitais.</p>
<p>JOSÉ MARIA ALVES<br />
WWW.HOMEOESP.ORG</p>
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